Começando a deixar a Grécia 🇬🇷

23/10/18 – Estamos na Ilha Aegina, no Golfo Sarônico, atracados na marina pública local (37°44.764’N / 23°25.682’E) onde temos um baixo custo de 7,00 Euros por dia mais energia e água. Gostamos muito desta região, aqui é bem abrigado e a cidadezinha uma graça. Já estamos na Grécia 🇬🇷 há mais de dois meses e é hora de começar nosso deslocamento rumo a Tunísia 🇹🇳 onde pretendemos permanecer durante o inverno.

O Comandante está estudando o trajeto pois são muitas milhas até lá. A primeira ideia era irmos direto da Grécia para a Tunísia numa perna de 5 dias. Depois tivemos um feed Back do Guilhermo, do veleiro Régulus, que fez o trajeto da Tunísia 🇹🇳 até a Grécia 🇬🇷, via Itália 🇮🇹 e de forma bem tranquila, praticamente velejando de dia. Optamos pela segunda alternativa, assim o Renato definiu os way points das muitas pernas que faremos até chegar lá no máximo até 22 de novembro.
Hoje, sexta, dia 26, deixamos a ancoragem de Aegina e iniciamos nosso retorno a Corfu, Porto onde demos entrada na Grécia 🇬🇷 e que será o mesmo de saída.
Estávamos navegando há umas 3 horas quando um amigo nos passou a notícia do terremoto ocorrido na Grécia 🇬🇷 de magnitude 6,8 pontos na escala Richterr, cujo epicentro ocorreu no mar Jônico há 16,5 km de profundidade. Ele foi sentido em Zante, onde houve a quebra de calçadas a beira mar e em Zakinthos onde houve corte da energia. Nesta região ocorre o encontro das placas tectônicas euroasiática e africana, gerando eventos sísmicos. Alguns noticiários na web falaram de um possível tsunami 🌊 e aí tomamos a decisão de buscar ancoragem e aguardar os próximos eventos e notícias, pois estamos subindo naquela direção e aqueles que já nos acompanham sabem que somos cautelosos.
Desviamos nosso rumo e entramos para atracar em Kórfos, já havíamos recebido informações positivas de um velejador francês e realmente…. entrando na enseada um grande pier, com restaurantes no entorno, disputando pela nossa ancoragem.

Cidade pequena com uma marinazinha super abrigada do vento nordeste.
Almoçamos no restaurante que atracamos em frente, passeamos pela cidade que já está bem vazia com o fim da temporada e aguardamos por notícias para decidir se partimos ou não na manhã seguinte.
Vida a bordo não tem mesmo rotina e não poderia ser diferente, afinal moramos de Ilha em Ilha, cada uma delas com suas particularidades, umas abrigam de um vento, outras de outro, umas nos oferecem pier para atracar, outras não… mas cada lugar que passamos entra para nossa mala de lembranças, são experiências  que podem ser boas ou ruins…

mas o importante é que estamos aqui, fazendo o que adoramos e compartilhando nossa história com vocês! Namastê 🙏🏼

Dias 686 a 689. Morando a bordo, Ilhas Aegina e Kórfos, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dias 23 a 26 de outubro de 2018

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Pavões e cervos são os habitantes da Ilha Moni, Grécia 🇬🇷

No sábado (20/10/18) começamos a retornar para Aegina, ao norte, pois o Flávio viaja na segunda e ainda precisa comprar o Ticket do ferry boat até Atenas, onde ele embarca.

Fizemos 22 milhas e jogamos âncora numa ilha próxima a Aegina, chamada de Moni. Fizemos a ancoragem (37°41.650”N / 23°25.858’E), arrumamos o cockpit e quando sentamos para apreciar a água claríssima vimos uma ave grande na Ilha… era um pavão e depois vimos o que no primeiro momento pensamos ser um burrinho… mas não, era um cervo pastando… logo descemos para caminhar na Ilha montanhosa com pinheiros e pequenos arbustos e muitos pavões  e cervos soltos e mansos… muito bacana.

Havia alguns indícios do que parecia ser um camping ou algo assim, mas hoje já não tem moradores. Caminhamos, fotografamos e o Flávio voltou nadando para o barco, a água devia estar uns 25 graus e ele chegou rapidinho, tomou banho na popa e se agasalhou.

Curtimos o por do sol no cockpit, ao som de Frank Sinatra, NY, apreciando mais um vinho grego… ótimo dia, só a agradecer.

Na manhã seguinte levantamos ancora e fomos para Aegina, nosso ponto de apoio. A marina estava lotada e aguardamos  um pouco até surgir uma vaga, pois domingo geralmente a marina começa a esvaziar… muitos veleiros e lanchas saem durante a manhã.

 E foi assim, logo surgiu uma vaga e ancoramos de popa no pier. Organizamos tudo e saímos para comemorar a visita do Flávio.

Entre um vinho e outro uma boa conversa e a deliciosa comida grega! Na segunda (22) cedo, acompanhamos ele até a área de embarque onde pegou o ferry para Atenas.  E nós ficamos aqui…aguardando a previsão do tempo para sair. Passamos bons dias juntos, navegamos e curtimos o Golfo Sarônico e suas ilhas pitorescas, muito bom recebê-lo amigo, até a próxima!!! Namastê  🙏🏼

Dias 683 a 685. Morando a bordo, Ilha Moni, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dias 20 a 22 de outubro de 2018.

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Ydra, pitoresca e encantadora, Grécia 🇬🇷

Sexta-feira (19/10/18) levantamos ancora e rumamos mais ao sul do Golfo Sarônico, para a Ilha Ydra. Ancoramos numa enseada próxima chamada Mandraki ( 37°21.229’N / 23°29.036’E) e neste lado da ilha somente algumas casas e montanha rochosa, para ir até a cidade fizemos uma trilha de uns 30 minutos.

A ilha é dependente do turismo e local de visita dos atenienses. O acesso é via ferry que chegam vindos de Atenas e do Peloponeso. Com exceção dos caminhões de coleta de lixo, não são permitidos veículos na ilha, o que deixa a maioria do transporte público da ilha a cargo de burricos e táxis aquáticos.
Há uma cidade principal, conhecida simplesmente como Porto Hidra. Consiste num porto em forma de meia-lua, em volta do qual está a praia e os estabelecimentos comerciais (restaurantes, lojas, mercados e galerias), com tudo voltado para agradar aos turistas e aos habitantes da ilha.
Li que foi na Antiguidade uma das grandes potências navais do Mediterrâneo, e o seu poder chegou até à época moderna. Os seus armadores e marinheiros tiveram um papel determinante na guerra de independência da Grécia, contra o Império Otamano, em 1821.
Na Antiguidade a Ilha era conhecida como Hidra (Υδρεα), que era uma referência às fontes de água da ilha, mas hoje em dia é comum faltar água na Ilha, o que ironicamente não condiz com seu nome.
Fizemos a caminhada até a cidade, numa estradinha contornando a montanha e ao chegar numa curva…avistamos o Porto e uma bela cidade, surpreendendo nossa expectativa. Muitos turistas turistando por lá e no Porto uma pequena marina já bem cheia. Sentamos em um dos restaurantes à beira do píer e passamos um bom tempo conversando e apreciando a paisagem, tomando um vinho grego 🍷
As ilhas da Grécia 🇬🇷 possuem tanta infraestrutura para acolher os turistas que 58,5% das unidades hoteleiras do país e 62,6% das camas de hotel são encontradas nas ilhas (dados de 2003) e junto a isso, o fato de que há facilidade de transporte marítimo devido a pequena distância entre os portos, tornam as ilhas o lugar ideal para passeios curtos tanto de gregos como de estrangeiros.
Em nossa saída, quando fomos recolher a âncora uma má surpresa… a âncora estava presa numa ancora tipo garatéia no fundo do mar…. o Renato colocou sua roupa de mergulho e desceu para ver o que havia… como estávamos ancorados com 12 metros, tivemos que chamar um mergulhador com equipamento de mergulho para desenrolar a corrente e lá se foram 200 euros… e tivemos a impressão que isso é bem rotineiro por lá… talvez por este motivo não tirem os entulhos jogados no fundo da enseada… uma pena. Namastê 🙏🏼

Dia 682. Morando a bordo, Ilha Ydra, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dia 19 de outubro de 2018.

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Duas ilhas: muitas embarcações! Póros, Grécia 🇬🇷

Póros é um par de ilhas, localizadas no sul do Golfo Sarônico e separadas do Peloponeso por um canal marítimo de 200 metros, onde se encontram muitas embarcações. Em boa parte ao longo do canal existem piers dos dois lados (nas duas ilhas) para atracagem.

A cidade é bem turística tem alguns elementos do século passado para visitação, como a torre do relógio, o monastério… mas bom mesmo é fazer caminhada pela orla vendo os diferentes barcos, olhando de onde vêm as tripulações… estas coisas que os velejadores adoram fazer.
Num dos nossos bordos atracou um veleiro de charter com 6 pessoas bem barulhentas e inconvenientes, mas em compensação no outro bordo um veleiro com tripulação somente masculina onde encerramos a noite, ouvindo boa música ao som do violão de um deles. Muito simpáticos, eram amigos que tiraram 10 dias de folga para velejar na Grécia 🇬🇷, sendo que eles eram de regiões mais ao norte da Europa. Atracar com boa vizinhança é um presente que nem sempre temos kkk
Póros nos impressionou pela quantidade de barcos, pelo tamanho dos pier de atracação… realmente a paisagem é muito agradável, o vai e vem dos barcos o tempo todo dá um charme especial ao lugar. Notamos que alguns veleiros já estavam prontos para “invernar” sem velas, sem bimini, sem dog house… e pelo costume local ficarão assim até pouco antes do próximo verão.
A Ilha possui estrutura rodoviária, turística e náutica, fica próxima de Atenas e seu acesso se dá por meio dos ferryboats com vários horários de saída e duração de viagem, inclusive aqui, os ferrys circulam entre as várias ilhas, uma vez que são próximas.
O Flávio já está conosco há dias e ainda não fizemos nenhum churrasco…. assim o Renato foi num açougue e achou um belo pernil de ovelha para fazermos no dia seguinte (com a receita do Pedron, que nos visitou no mês passado e deu a dica de como preparar). No dia 18 (quinta) ancoramos numa enseada próxima, chamada Rosiku Naustathmu, para fazer o churrasco (37°31.089’N / 23°26.025’E) que ficou ótimo, parecia até que estávamos no Brasil… kkkk
Com certeza Póros ficou marcada em nossa mente pela movimentação e clima náutico, valeu muito a pena conhecer este lugar. Namastê 🙏🏼
Dias 680 e 681. Morando a bordo, Ilhas Póros, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dias 17 e 18 de outubro de 2018

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Visita ao vulcão 🌋, ilha Methana, Grécia 🇬🇷

Estamos com nosso amigo Flávio a bordo e a ideia é conhecer mais algumas ilhas do Golfo Sarônico, estas em destaque na cor rosa do mapa. As ilhas são a principal característica da morfologia da Grécia e parte integrante da cultura do país e da sua tradição. São mais de 6.000 ilhas e ilhazinhas no Mar Egeu e no Mar Jónico e apenas 227 ilhas são habitadas.
Saímos cedo, pegamos um ventinho que deu para velejar um pouco e chegamos ainda pela manhã na Ilha Methana e atracamos numa pequena marina pública em VathY (37°35.668’N / 23°20.171’E), onde ainda haviam algumas vagas. É interessante chegar na marina sempre pela manhã para encontrar vaga ou senão, ancorar próximo e ficar aguardando a saída de alguma embarcação para poder entrar. Aqui nas Ilhas da Grécia 🇬🇷 diferentemente da Croácia 🇭🇷, o custo é bem acessível nas Marinas públicas, valendo a pena atracar para abastecer de água e descer no pier em frente a vila para uma refeição ou repor algum suprimento em falta.

Atracamos e vimos um cardume de peixinhos 🐠🐠🐠 voando como numa piracema, arrumamos o cockpit e descemos tomar um draft beer no restaurante em frente a marina, depois almoçamos a bordo e fomos fazer uma caminhada até o vulcão… andamos bastante curtindo a paisagem e tirando muitas fotos até chegarmos ao pé do vulcão 🌋 onde observamos as rochas provenientes da lava derramada, uma composição bem diferente e única. A vila é pequena e charmosa, poucas casas, pessoas de idade mais avançada e muitos turistas, como sempre temos encontrado. Ficamos impressionados com a pequena e acolhedora marina, lembramos de nossa pouca estrutura náutica no Brasil… aqui nas ilhas toda a vila ou cidadezinha tem um pier para atracar, não se põe o pé na lama nunca, sempre há restaurantes e comércio local voltado às necessidades dos turistas… ou seja o pier não degradou o ambiente, ao contrário, fomenta o comércio e o turismo local, os gregos estão de parabéns 👏🏻👏🏻👏🏻. Namastê 🙏🏼

Dia 679. Morando a bordo, Ilha Methana, VathY, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dia 16 de outubro de 2018.

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