Travessia Mar Jônico, da Grécia 🇬🇷 para a Itália 🇮🇹

O mar Jônico é um braço do mar Mediterrâneo ao sul do mar Adriático. Está limitado a oeste pela Itália meridional, incluindo a Calábria e a Sicília, e a leste pelo sul da Albânia e pelo noroeste da Grécia, em especial as ilhas Jônicas e é ele que vamos atravessar.
Barco 100% revisado, tudo conferido, bolsa de abandono preparada e assim no dia 8 de novembro deixamos a Grécia 🇬🇷, o Comandante zarpou às 2 da madrugada para a travessia do Mar Jônico, rumo a Itália 🇮🇹, tendo 200 milhas pela frente.
A janela de tempo era de umas 30 horas, com previsão de vento mais forte na chegada. Saindo de Corfu subimos para contornar a ilha e finalmente sair por bombordo dela aproando para a bota da Itália 🇮🇹 e aos poucos ela foi ficando para trás e a expectativa da viagem e da chegada foram tomando conta da tripulação. Havia preparado nossas refeições deixando tudo bem prático e à mão para a travessia e realmente foi ótimo, pois balançou muito com a constante ondulação e seria bem desconfortável se tivesse que cozinhar.
Acompanhávamos o tráfego vendo que a boreste havia uma rota dos navios de passageiros e cargas e alguns outros poucos barcos de pesca e navios de carga com rumo a bombordo. Enquanto navegávamos íamos vendo os dados dos barcos e navios que estavam por perto no AIS.
O vento pela manhã estava em torno de 10 a 15 knots e a tarde aumentou, assim como a ondulação de alheta que durou um bom tempo e só a noite o mar acalmou e pela primeira vez o Renato comandou o barco da mesa de navegação, acompanhando o desempenho e o rumo pelos equipamentos internos e vez outra saindo para uma olhadela lá fora.
Tudo correu super bem, a Pharea deslizava pelas águas e cada vez mais nos aproximava de nosso destino. O final do dia nos presenteou com um belo por-do-sol!
Na manhã seguinte vimos os peixes voadores no cockpit e realmente voam alto, pois agora temos a rede no guarda mancebo e mesmo assim lá estavam eles… que peninha…  e a nossa mascote, ficou super bem durante a travessia, às vezes um pouco assustada com o barulho das ondas, mas se alimentou e dormiu boa parte do caminho, uma ótima companhia! No percurso o Comandante abasteceu o tanque… incrível  essa mangueirinha “mágica”, transfere de formar muito fácil.
Ainda não sabíamos como era a costa da Itália, vimos na internet e eu imaginava mais rochosa… íamos falando e o anseio pela chegada ia crescendo pois nossa ideia era passarmos o inverno numa marina na Tunísia (uma vez que com o frio que faz aqui, não há condições e não seria confortável ficar em ancoragens) e agora uma nova proposta se delineava, ficarmos na Itália… Quem nos deu a dica foi o Comandante do veleiro Emuna, amigos que conhecemos em Aegina e por quem tivemos grande afinidade. Mas tínhamos dúvidas no tocante ao Tratado de Shengem que permite 90 em 180 dias na Europa, porém o fato de nosso barco ter bandeira européia (Croata) poderia nos ajudar na permanência. Assim temos duas alternativas, a inicial de pararmos em Roccella Iônica, na Calábria (sul da Itália), cruzar o canal de Messina e seguir para a Tunísia, ou havendo possibilidade, permanecermos em Roccella de novembro até abril de 2019, o que seria muito bom… Eu particularmente adoraria, por ser descendente de italianos.
E assim vamos avançando, a Pharea, nossa casa e nosso lugarzinho no mundo, nos leva para onde queremos ir e felizmente sem nunca apresentar problemas, até porque o Renato tá sempre checando tudo e mantendo tudo em ordem.
Quando passamos pela linha que separa a Grécia da Itália, fizemos a troca das bandeiras… o Renato subiu a nova bandeira Italiana. Avançamos, avançamos e eu acompanhando a profundidade… a maior que já estive 2.500 metros, já o Renato na travessia do Atlântico (Brasil/África) chegou a mais de cinco mil metros 😱😱😱.
Ao fim de 33 horas de navegação chegamos em Roccella Iônica, o Renato fez contato pelo rádio e atracamos no píer da Marina Porto Delle Grazie onde fomos recebidos pelos simpáticos David e Geovani, que nos auxiliaram na atracagem em ⚓️ 38°19.647’N / 16’26.073’E. Descemos e fomos no escritório da Marina que deu nossa entrada e nos orientou para retornarmos na segunda-feira para ver a questão do visto, etc.
Agora descansar, tomar um banho, deixar o barco em ordem e curtir nosso novo quintal. Nunca havíamos pensado em passar um longo tempo na Itália e essa ideia está me deixando muito feliz… boa comida, língua amigável… acho que vamos amar ficar por aqui estes seis meses. Isto é tão diferente… poder viver em vários lugares, levando a casa com tudo o que temos e precisamos… isto realmente é muito bom e acredito que descobrimos uma das poucas formas de fazer isso… e o veleiro se torna essencial… ❤️. Namastê 🙏🏻

Dias 702 e 703. Morando a bordo, travessia Mar Jônico. Dias 08 e 09 de novembro de 2018

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Svpharea deixando a Grécia 🇬🇷

3 de novembro, nossa velejada é rumo a Corfu, nosso porto de entrada e também o de saída da Grécia. Saímos às 06:30 de Paxos e chegamos em Corfu próximo ao meio-dia. A ilha tem formato de “T”, e a cidade fica no Nordeste, passamos pelo local onde ancoramos no final de outubro e foi impressionante… não havia nenhum barco na ancoragem… muito diferente da vez anterior, no mês de agosto, que estava lotado e super movimentado. Realmente aqui os barcos param, recolhem-se nas marinas durante os meses de frio e a maioria deles só vão retornar no verão.
Nossa primeira parada foi na Marina de Gouvion, em ⚓️ 39°39.089’N / 19°50.882’E, onde abastecemos com diesel custando 1,68 euros o litro🤑. Vimos que a Marina estava cheia…com os barcos já preparados para invernar.
Retornamos para a cidade de Corfu, passamos pela Marina pública, lotadíssima antes e agora vazia… com dois ou três barcos apenas. Atracamos na Marina pública, não tem água nem energia e também nenhum custo, mas o bom é que fica dentro da cidade, bem no centro histórico aos pés das fortificações, em ⚓️ 39°37.651’N / 19°55.213’E.
Estamos acompanhando as notícias na internet sobre os constantes terremotos que estão ocorrendo no Peloponeso, Mar Jônico, o qual precisamos atravessar para nosso próximo destino: a Itália 🇮🇹. Os terremotos registrados estão alçando em torno de 4,5 pontos na Escala Richter e são bastante frequentes o que tem nos deixado de sobre aviso, aliado a isso o Renato vem monitorando a previsão do tempo e constatou que o ciclo é de oito dias mais ou menos, assim possivelmente ficaremos aqui uma semana para pegar uma boa janela para a travessia na próxima semana.
A cidade de Corfu e seus inúmeros cafés nos lembraram Buenos Aires e sua movimentação de turistas nos lembrou Veneza. Aqui há também muita religiosidade, muitas igrejas ortodoxas e católicas, acompanhamos uma procissão num domingo onde autoridades civis e militares estavam presentes, um desfile muito bonito e uma demonstração de fé… era a procissão de Santo Esperidião, que no passado dizem: “curou as chagas” e nos pareceu que é assim até hoje, ao vermos pessoas que choravam e se emocionavam ao ver os restos mortais do santo, que eram carregados com muitas honrarias.
Nossos dias aqui foram bem legais… saíamos diariamente passear pela cidade, andar com a Bella, fazer feira, ir ao mercado, visitar os pontos turísticos, gastar horas nos cafés… e esperar a melhor previsão para zarpar.
Na quinta (7) o Renato foi até a Autoridade Portuária e a Imigração para dar saída… a atendente pediu qual seria o próximo Porto e ao responder que era a Itália ela disse que não precisávamos dar saída aqui, pois estamos dentro da comunidade européia … mas… queríamos dar saída… Então o Renato disse: Ah, mas primeiro vamos passar na Albânia e então ela concordou em dar a saída. Passaportes carimbados, embarcação, suprimentos e combustíveis ok, esperamos uma boa noite de descanso para sair na manhã seguinte, sexta…dizem que os marinheiros Ingleses não gostavam de zarpar seus navios ás sextas-feiras… mas, superstições a parte, decidimos por zarpar!
Aqui encerramos nossos quase 3 meses de Grécia. Onde tivemos momentos especiais ao recebermos a visita de familiares e amigos, compartilhamos nossa rotina e nos encantamos com eles a bordo. Em nosso tour, gostamos muito das ilhas do Mar Jônico pois são de uma beleza impressionante, água do mar e relevo belíssimos!
A cidade de Athenas, berço da civilização, é um lugar que se deve conhecer, havendo oportunidade… ela preserva seus sítios arqueológicos, muitos deles palcos das personagens da mitologia grega, fora isso é uma megalópole, cinco milhões de pessoas indo e vindo, com seus sonhos, seu trabalho, suas desilusões e suas vitórias, num vai e vem contínuo… numa busca constante… acredito, da felicidade!
Adoramos o Golfo Sarônico… Aegína, Ydra, Poros, Moni… cidades menores com grandes marinas públicas embelezando a paisagem e com um clima náutico latente… a vela acontece por aqui.
Fomos também para o arquipélago das Ilhas Cyclades, conhecemos Mikonos, que é uma das ilhas mais famosas do mundo, arquitetura que prima pela identidade local, representado por suas casas azuis e brancas, e lá conhecemos a força de um ciclone e nos colocamos em segurança, essa foi uma prévia de sua colossal força… não que não estivéssemos sempre atentos, mas um fenômeno da natureza é algo de respeito!
Adoramos o Canal do Corinto, aberto na rocha, o canal de Lefkas e sua automação e a bela ponte estaiada de Patras.
Matamos toda a vontade de ver as oliveiras carregadas, as azeitonas colhidas e o modo de vida simples levada nas pequenas cidades onde o turismo é a principal fonte de renda.
A cada país 🗺 que deixamos seguimos mais completos e mais ansiosos para estarmos no próximo, haverá saudade de algumas coisas com certeza…mas isso nada mais é do que o reconhecimento das coisas que encontramos, gostamos e nos identificamos. Namastê 🙏🏻

Dias 697 a 701. Morando a bordo, Ilha Corfu, Grécia 🇬🇷. Dias 03 a 07 de novembro de 2018.

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Canal de Lefkas, um modelo de funcionalidade, Grécia

Primeiro dia de novembro, deixamos Ástakos e rumamos para mais uma perna até Meganisi, uma pequena enseada antes do canal de Lefkas. Ancoramos junto a poucos outros barcos (38°39.957’N / 20°47.431’E), almoçamos e passamos o restante do dia descansando. No dia seguinte saímos rumo ao Canal de Lefkas, planejando cruzá-lo ás 10 horas.
Aqui, diferentemente do Brasil 🇧🇷, quando entramos num canal a bóia encarnada fica a bombordo e a verde a boreste (entra casado e sai solteiro kkk). Esta região onde fica o canal se caracteriza por um grande baixio, o canal foi aberto no ano 650 antes de Cristo e separou a cidade de Lefkada do continente transformando-a numa ilha com acesso via rodoviária. Este território foi bastante disputado e passou por vários domínios ao longo da história, franco, siciliano, turco, veneziano, francês, inglês e finalmente Grego.
No começo do canal tem a grande Marina de Lefkas e ao final do canal avistamos uma grande fortaleza, local de vigília e proteção durante os ataques sofridos no passado.

A ponte é flutuante e de hora em hora ela desliza sobre a água dando lugar á passagem das embarcações. Neste canal não tem nenhum custo para atravessar, diferente do Canal do Corinto, quase 200 Euros.
A Bella curtiu a travessia, correu para lá e para cá no convés acompanhando a movimentação… uma graça nossa mascote!
Novamente no Mar Jônico, ancoramos na Ilha de Paxos, em 39°33.791’N / 19°59.711’E, já bem distante e a oeste do continente, o qual estávamos subindo bem próximos a ele desde Aegina. Aqui em Paxos encontramos tudo fechado… nenhum barco ancorado… praticamente nenhum movimento… o verão se foi e com ele todo o movimento… esta e muitas outras ilhas ficam praticamente desertas  fora da temporada, ou seja, dependem muito dos turistas nos meses de verão para poder se manter nas outras estações… uma dinâmica bem diferente.
O Renato tem estudado a previsão para nossa travessia para a Itália 🇮🇹 e esperamos poder sair na próxima semana e que até lá as condições de tempo não apresentem mais novidades. Além do mais… algo que temos de sobra é tempo… assim não nos incomoda ficar e esperar o quanto for necessário para sairmos em segurança. Namastê 🙏🏼

Dias 695 a 696. Morando a bordo. Meganisi, Canal de Lefkas e Paxos, Grécia. Dias 01 e 02 de novembro de 2018.

 

 

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Lugares adoráveis por onde passamos, Grécia

Dia 28/10 navegamos até Trizonia, uma pequena cidade, bem próxima ao continente, que também oferece marina pública com o custo baixo de 7,00 Euros. Atracamos em 38°32.054’N / 21°4.941’E e descemos para conhecer a cidade. Além da Marina já com alguns barcos invernando e alguns de velejadores que moram a bordo, há vários restaurantes oferecendo comida típica grega, optamos por um deles, mas todos estavam bem movimentados. Além da marina a cidade recebe muitos turistas vindos do continente para passar o dia mais próximo da natureza… no pier vimos as embarcações que levam e trazem os turistas. No pier bastante lixo trazido pela correnteza, folhas, galhos, e os diversos plásticos que costumamos sempre ver. Aqui mesmo na marina há um naufrágio sinalizado por uma guia de contenção.
Na manhã seguinte (29) rumamos para Ástakos, onde já estivemos quando descemos para Atenas e agora queremos parar novamente. Apesar de estarmos em tempos de ocorrência dos terremotos, muito frequentes aqui na Grécia Ocidental, felizmente não sentimos nenhuma variação do mar, mas continuamos subindo em pernas curtas para nos mantermos abrigados. Dia 30 houve novo tremor e assim decidimos ficar aqui por mais dois dias em Ástakos, aqui atracamos no píer frontal da cidade em 38°31.917’N / 21°4.793’E, com totem de água e energia disponível e sem nenhum custo. 20181105_155757[1]Saímos para dar uma volta, passeamos vendo os barquinhos de pesca e passamos no posto de combustível e o atendente se prontificou a ir no píer abastecer… o Renato já foi no carro com ele, abasteceu, voltou com ele ao posto para pagar e o atendente trouxe o Renato até o barco… muito prestativo, incrível e sem cobrar nada além por isto!
Na manhã seguinte o Renato lavou o barco com água doce, pois estava com muito sal em todo o convés, das últimas velejadas e reencontramos o Iwavvns, que trabalha em um dos restaurantes e veio nos chamar. Fomos tomar um Ouzo, bebida típica de anis, e logo veio o Iwavvns trazendo um prato de favas e outro de purê de alho e ainda outro com peixes fritos… tudo isso de boas vindas… só mesmo aqui… você vai no restaurante e eles servem aperitivos sem cobrar kkk.  O Iwavvns se ofereceu para nos levar conhecer um ponto turístico. A ruína de um Castelo com fortaleza, usada para controlar o acesso a cidade lá do alto e assim combater o ataque dos turcos. O caminho é pela montanha onde só há cabras pastando e muito espinheiro…. chegamos nas ruínas e fomos surpreendidos com a bela vista de um vale verdejante, com plantio de cítricos e oliveiras, uma paisagem espetacular… de um lado a montanha inóspita, do outro lado o mar e aqui este lindo vale. Depois de apreciar a paisagem descemos pelo lado oposto, colhemos um maço de tomilho e saímos no cemitério, onde o Iwavvns nos mostrou os túmulos dos pais e de um irmão falecidos… pintou uma nostalgia, penso que ele esteja um pouco só.
A noite jantamos no restaurante e o convidamos para o café da manhã a bordo no dia seguinte… ele compareceu mas disse que os turcos não tem o hábito de comer logo pela manhã, tomam o café e depois um salgado típico daqui a venda tem todas as pekaras (panificadoras) e getalmente os vimos comendo e andando… Já nós tomamos um café reforçado pois almoçamos mais tarde, lá pelas 14 horas.
Nós adoramos a caminhada até as ruínas com o Iwavvns e ainda ver aquele vale belíssimo, que para nós foi uma surpresa… parecia que estávamos em outro lugar e não entre aquelas montanhas áridas e inóspitas.
No retorno encontramos uma senhora colhendo azeitonas… lona no chão e ela trabalhava a colheita galho por galho. Conversamos um pouco com ela e ganhamos grape fruit colhida do seu quintal… uma simpatia.
Como em nenhum outro lugar, nos sentimos acolhidos aqui, pessoas gentis e atenciosas, levaremos no ❤️.

Dias 691 a 694. Morando a bordo, Trizonia e Ástakos, Grécia 🇬🇷. Dias 28 a 31 de outubro de 2018

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Novamente no Canal de Corinto, Grécia 💙🇬🇷

Amanheceu dia 27/10/18 e não tínhamos novas notícias sobre o terremoto, assim o Comandante decidiu retomar nosso rumo, estávamos há poucas milhas do Canal de Corinto, obra inusitada e surpreendente, iniciada em 1881 e concluída 12 anos depois. No ano 67 o Imperador Nero foi o primeiro visionário da obra… abrir um canal na montanha rochosa, com 21 m de largura, 6 m de profundidade e 6,3 km de comprimento… está via marítima liga as águas do Golfo do Corinto com as do Golfo Sarônico.

A grande sacada do canal é evitar o contorno de 400 km. O custo pela passagem é salgado, 194,00 Euros…. mas vale a pena economizar os 400 km do outro caminho. Passando o Corinto entramos no grande canal de Patras com cadeias de montanhas dos dois lados. Aqui venta muito e há inúmeras torres eólicas no topo delas espalhadas ao longo do caminho. O Renato dividiu as pernas priorizando velejarmos pela manhã e pernoitando no caminho. Já passamos por aqui com vento e mar alto e não foi muito agradável.
Nossa ancoragem foi na cidade de Káitos, marina pública sem nenhum custo com piers enormes… essa infraestrutura náutica nos chama muito a atenção… quantas vezes colocamos o pé na lama no litoral do Brasil para descer em algum lugar… a resposta é: muitas vezes 😡.
Nos arrumamos e descemos para dar uma volta na beira mar, sábado à tarde a cidade está pouco movimentada, almoçamos num restaurante em frente ao pier, descansamos bastante e nos preparamos para a próxima jornada.
Neste retorno estamos conhecendo novas ancoragens e também revendo lugares onde já estivemos. Dá para sentir bem o menor número de pessoas pelas ruas e restaurantes na beira do mar… além do que, se chegar na cidade entre 14:30 h e 17:00 h o comércio local está fechado para a “siesta”. Também reduziu muito o número de embarcações nas Marinas públicas. Realmente aqui os velejadores “invernam” seus barcos e só vão usá-los no próximo verão. Namastê 🙏🏼

Dia 690. Morando a bordo, Canal de Corinto e Káitos, Grécia 🇬🇷. Dia 27 de outubro de 2018

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