Procurando abrigo de fortes ventos, encontramos Astakós 💙🇬🇷

Na noite anterior (02/09) ancoramos na baía, mas um pouco afastados da cidade de Astakós (lagosta). Pela manhã descemos o bote do convés e fomos caminhar com a Bella, vimos que a cidade se espalha umas quatro ou seis quadras, entre o mar e o monte Veloutsa e na horizontal por uns 6 quilômetros. Na rua da praia há piers para os pescadores locais, para a parada do ferry boat e em frente aos restaurantes há um lugar reservado para receber os navegadores que por ali passam, tanto para se proteger do vento de fora, como para aproveitar as comodidades de água e energia disponíveis num conceito de marina pública, ou seja, tudo free… o Renato conversou com o pessoal de dois barcos que já estavam lá e como ainda havia vaga, retornamos ao barco e o trouxemos para essa pequena marina super abrigada o que foi um alívio para nós, já que a previsão do tempo desta semana é de vento constante, com rajadas de mais de 40 knots.
Chegamos na marina, o suíço de um veleiro próximo auxiliou com os cabos, jogamos a âncora em frente e entramos de popa.

O Renato instalou o gangway, abriu o holding tank para usarmos (algo que fazemos quando estamos ancorados próximos ou em áreas de banho) e tudo pronto… saímos novamente para passear na cidade.
Reparamos muitas senhoras de idade usando preto, que a estatura deles é bem menor que a dos altos Croatas, que os homens andam com o terço grego na mão (tipo um pequeno rosário, que vai passando as bolinhas com o dedo com o intuito de distrair, aliviar o stress, que o horário do comércio tem uma pausa das 14:30 às 17:00 horas e que a frota de carros é bem antiga.
No retorno fomos abordados por um simpático senhor chamado Yani, de um dos restaurantes em frente a marina. Nos convidou para sentar, pedimos chopp e ele nos trouxe o chopp e de cortesia uma entrada de fritas com calabresa… uma simpatia, queria saber de onde éramos, para onde íamos, o que já tínhamos conhecido, enfim passamos lá algumas horas e foi super agradável.
Na terça (04) fomos a frutaria e o Renato saiu em busca de arruelas para reforçar a plataforma do guincho, pois na ancoragem anterior puxei demais a âncora que chegou a soltar um pouco o guincho 😬😬😬.
O Renato pegou o endereço de um veterinário na internet e foi lá agendar a vacina da Bella. Como não estava localizando o endereço (em grego, literalmente) pediu informação numa loja de sementes e artigos agrícolas, o dono que estava cuidando da loja não falava inglês e assim não se entenderam, mas… ele pegou as chaves de seu velho carro, fechou a loja e fez sinal para o Renato entrar… ele o levou até a porta do veterinário!
Também no restaurante onde trabalha o Yani e que estivemos
lá quase todas as noites, fomos nos despedir e ele saiu e pediu que esperássemos, quando voltou trouxe envelopes com sementes de favas, páprica, letuga e tomate graúdo, coisas que havíamos comido e que elogiamos, dizendo que era para nós plantarmos quando voltássemos ao Brasil 🇧🇷. Nossa, essas atitudes nos impressionaram.
Na quarta levamos a Bella tomar vacina e retornamos para o barco pois a tarde entrou vento forte, lá na marina 34 knots.
Acho que vamos sair gordinhos da Grécia 🇬🇷 pois aqui come-se muito bem! Hoje almoçamos noutro restaurante e tudo estava ótimo, molhos maravilhosos a base de iogurte grego (divino!), queijo feta, pães rústicos, carnes bem temperadas, polvo grelhado, uau… adoramos tudo o que comemos aqui, uma fartura 😋😋😋
Na quinta a marina estava lotada, muitos vieram se abrigar, conhecemos rapidamente até um brasileiro que estava de tripulante num dos veleiros. Franceses, suíços, ingleses, alemães, italianos… alguns casais, alguns sozinhos, famílias com crianças… bem variadas as tripulações.
Na sexta a noitinha passamos no restaurante nos despedir do Yani e depois fizemos um happy hour, no veleiro vizinho ao nosso, de um marroquino que mora na frança desde criança e nos contou um pouco mais da Grécia e dos lugares por onde passaremos em nossa rota, dos muitos lugares por onde ele já passou e nos disse que vem a Astakós há 15 anos e que adora este lugar!
Mas quem nos conhece sabe que nem tudo foi só curtição, estar na marina significa também aproveitar a água e energia para deixar tudo em ordem, lavar tudo o que precisa ser lavado e o Renato dar um bom trato no barco, mas foi ótimo, nos cansamos com o calor mas cada tarefa realizada foi uma alegria.
Na vida a bordo tem pouco espaço para a tristeza ou desanimo, nos empolgamos com coisas simples, saboreamos uma boa comida como se fosse um manjar, andamos por pequenas cidades e nelas conseguimos descobrir coisas e pessoas incríveis, esperamos e o vento chegar e ir embora e geralmente estamos ancorados num lugar único e com muitos significados para nós e como diz a canção… o que se leva dessa vida amor…a vida que a gente leva! Namastê 🙏🏼

Dias 636 a 641. Morando a bordo, Astakós, Grécia 🇬🇷. Dia 03 a 08 de setembro de 2018.

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A ponte se moveu e a Pharea passou, cruzando o canal de Lefkas 🇬🇷

Dia 01 de setembro, deixamos cedinho a ancoragem de Antipaxos e rumamos para a Ilha de Lefkas ainda em direção ao sul, onde passaremos por um  canal, margeado por duas fazendas marinhas e uma grande marina.
Nesta manhã apreciamos o nascer do sol numa espetacular e grande bola laranja… subindo do mar… como a muito tempo não víamos. O mar estava calmo e sem vento, vimos vários peixes voadores, passamos pela linha batimétrica de 200 metros de profundidade e fomos contemplando o mar e a costa, mesmo um pouco encoberta e com baixa visibilidade.
O Comandante acionou via rádio para obter informações sobre os procedimentos e horário de travessia, próximo haviam outros veleiros esperando para a entrada, como a informação via rádio foi de que podíamos ir avançando, lá fomos nós e os outros veleiros vieram nos seguindo. Logo no começo do canal visualizamos a ponte flutuante, que se move para os barcos passarem, diferente das pontes elevadiças… ela simplesmente desliza para um dos lados, sai do canal e espera a passagem dos veleiros para depois retornar. Muito legal!

Na entrada do canal há uma prainha de água transparente, linda! Do lado oposto uma fortaleza histórica e um belo farol. As 12 horas, soaram 2 apitos breves e um terceiro bem longo e a ponte começou a se movimentar. Primeiro subiu uma lateral e depois girou 90 graus abrindo o caminho para os veleiros passarem, nos dois sentidos… muito bacana estavamos na expectativa para saber como era a passagem….
Passamos a ponte, seguindo o canal passamos pela grande Marina de Lefkas, pier muito organizados e com grande áreas de manobra e logo na sequência, sentimos um forte odor e vimos que estávamos passando por um lixão (não dá para chamar de aterro sanitário) e mais adiante saímos do canal e como a água ainda estava turva, prosseguimos a procura de um ponto de ancoragem. Paramos numa baía com praias, Marinas, ferry boat e táxi boat mas com muita profundidade e decidimos por seguir em frente e procurar outro local mais adequado e com menos muvuca.
Ancoramos numa enseadinha belíssima em Dessimou (38°40.401’N / 20°43.318’E) com água azul piscina e muito transparente. Havia uma escuna com turistas mas tudo bem organizado, sem gritaria nem música alta… ao longo do dia chegaram lanchas e veleiros para curtir a praia de seixos rolados, tomar banho de mar e no final do dia ficamos sozinhos no paraíso kkk. Pela manhã (02/09) acordamos e tomamos um banho de mar, água transparente a 32 graus, simplesmente maravilhoso! Levantamos âncora e rumamos mais ao sul da ilha Lefkas. Ancoramos numa enseada em frente a uma bonita vila chamada South Bay (38°38.307’N / 20°41.892’E com 10 m), com belas casas no alto da montanha, e uma prainha cheia de guarda sóis, descemos de bote e o deixamos no pier público, andamos na rua da praia e fomos ao mercado, tudo isso com a Bellinha que já estava a um dia sem sair para sua caminhada e corrida atrás de pássaros e lagartinhos verdes.
O Renato estudou o deslocamento dos próximos dias, pois tem previsão de ventos fortes, com rajadas de 40 knots, em toda a região que estamos. Decidimos nos abrigar em Astakos e assim, levantamos âncora e paramos um pouco antes numa enseadinha chamada Kastos, onde almoçamos e passamos a tarde tarde. Eu havia preparado uma Mousaka (a minha moda) para o almoço, com os ingredientes que compramos na ancoragem anterior.

No final do dia começou a entrar bastante ondulação, rajadas de 25 knots e o Renato resolveu ir para nosso local escolhido como abrigo, em Astakos, no continente, chegando lá, ancoramos em frente a cidade (38°31.751’N / 21°4.626’E, 10-20m) e de frente para o Monte Veloutsa, com 930m, já era início da noite… bom poder ancorar e descansar.
Tem sido incrível conhecer estas ilhas gregas, lindas formas, muita rocha exposta variando de cores conforme a iluminação do sol e também muitas cavernas onde a rocha cede, algumas bem grandes onde as lanchas e catamarãs chegam bem perto, todas muito lindas e com algo diferente que nos encanta e assim, aos poucos, vamos seguindo nossa viagem a bordo da Pharea, na companhia da nossa mascote Bella, que está sempre com seu nariz ao vento e alerta, latindo quando  alguém passa próximo da Pharea, seja nadando, no bote, no stand up ou até outro veleiro ou lancha passando mais perto do que a distância que ela considera “o limite” 😀🐾😀🐾. Namastê 🙏🏼.
Dias 634 e 635. Morando a bordo, Ilha Lefkas, Grécia 🇬🇷. Dia 01 e 02 de setembro de 2018.

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Paxos e Antipaxos, nas águas mais claras que já estivemos 🇬🇷

Estamos no caminho para Athenas e ancoramos em duas ilhas maravilhosas, Paxos e Antipaxos, são ilhas pequenas e fazem parte do arquipélago das ilhas Jônicas, situadas a cerca de 40 milhas náuticas ao sul de Corfu em frente à costa da Grécia.
Saímos de Corfu, motorando e próximo de Paxos é que pegamos um vento para abrir as velas. Chegamos em Paxos e ancoramos em sua enseada (39°13.658’N / 20°9.856’E) e nos deparamos com uma pequena vila, com uma rua principal onde tudo acontece…. ali ficam os restaurantes, passam os carros, os turistas, motos e também ficam pequenas lanchas de passeio para locação. Descemos para conhecer a vila e deixamos o bote numa pequena prainha de seixos rolados bem no centrinho.

Há uma orla onde ficam as lanchas de aluguel, mas está demarcada e com aviso para não atracar ali. O dia foi passando e diversos veleiros foram chegando, de várias bandeiras, algumas italianas, aliás temos visto muitos barcos com bandeira ou tripulação italiana por aqui, possivelmente pela proximidade com o sul da Itália 🇮🇹, praticamente países vizinhos…
O visual da cidade é uma graça e locais para mergulhar com água azul piscina. Embaixo do barco podemos ver o “sea grass” o capim alto mexendo para um lado e para o outro conforme a maré.
Na manhã seguinte fomos mergulhar e nos deparamos com a água incrivelmente transparente, vimos alguns peixes, estrela do mar, a corrente e a âncora do barco, um show.
Decidimos permanecer mais um dia para fazer uma caminhada até o mirante e curtir um pouco mais este pequeno paraíso.
Almoçamos num restaurante no centrinho da vila, de frente para o mar e eu saboreei uma verdadeira Mousaka grega, um prato com berinjela, preparado de uma forma bem diferente daquela que conhecemos no Brasil, aqui leva batatas e molho bechamel para gratinar, super aprovado uma delícia.
Na sexta ao meio dia zarpamos para a Ilha Antipaxos, a aproximadamente 7 milhas náuticas ao sul.

Ancoramos no meio da enseada (39°9.004’N / 20°14.391’E) e aqui encontramos água ainda mais transparente e o ponto alto é a formação rochosa com dobramento de rocha que fazem desenhos no paredão, simplesmente sensacional, tiramos varias fotos para deixar registrado não só na memória.
Estamos amando a Grécia e estamos só no começo… depois das ilhas Jônicas e Athenas, vamos para o arquipélago das Ilhas Ciclades no Mar Egeu, neste trecho teremos visitantes à bordo para compartilhar todos esses lugares, inclusive as badaladas e conhecidas ilhas Mikonos e Santorini. Com certeza encontraremos muitas paisagens deslumbrantes por aqui. Que os bons ventos nos guiem sempre. Namastê 🙏🏼

Dias 631 a 633. Morando a bordo, Paxos e Antipaxos, Grécia 🇬🇷. De 29 a 31 de agosto de 2018.

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Corfu, primeira ilha grega que conhecemos 🇬🇷

Corfu ou Córcira ou Kerkira, é a segunda maior ilha grega do arquipélago das Ilhas Jônicas, situada na costa da Albânia, de quem é separada por estreitos variando em comprimento de 3 a 23 km. De onde estamos ancorados, em Garitsas Bay 39*36.931N / 19*55.528’E (5-10m), podemos ver a costa da Albânia muito próxima.
A ilha é longa e estreita e tem uma forma que lembra a letra T. Toda a ilha é rica em vegetação e seu solo é muito fértil e permite o cultivo de videiras, azeitonas, frutas cítricas, figos e outras árvores frutíferas. As áreas não-cultivadas são na sua maioria cobertas por vegetação mediterrânica. O turismo é uma das fontes de renda mais importantes na economia de Corfu.
Aqui há a cidade antiga, fortalezas venezianas, igrejas e mosteiros, vestígios arqueológicos, praias, balneários e zonas costeiras de grande beleza. Em 2007 o bairro antigo de Corfu foi declarado um Patrimônio Mundial pela UNESCO. A cidade é repleta de turistas que chegam em grandes navios de passageiros ou via aérea, tem um ar animado e festivo. Muitos restaurantes com mesas para fora, cafés e lojas de souvenir e o povo bastante simpático. Nos lembrou Roma e Veneza, o agito, as lojas e o burburinho da cidade.

Para irmos a cidade, deixamos o bote numa das várias escadarias, existente em todo o contorno da baía onde estamos, sem nenhum risco… e caminhamos até a cidade numa via arborizada, com pista para caminhada, bike, corrida… no caminho arborizado, restaurantes com mesinhas embaixo das arvores, aproveitando a sombra fresca da vegetação. Muito legal! Na cidade velha fomos até o mercado popular, tipo nosso mercado municipal, com peixes e hortifruti e o contato mais direto com os gregos que falam bastante… mas não entendemos nada kkk.
Aqui tivemos o prazer de rever nossos amigos Canadenses, Sally e Petter, do catamarã Milly e fizemos um happy hour com eles em seu belo barco.
Na segunda (27) fomos fazer o pagamento das taxas na capitania, falando corporativamente…. precisam de um processo de manufatura enxuta… passamos por 6 salas para finalizar o processo e ainda com discordância entre duas delas 😱😱😱.
Também em Garitsas Bay, bem próximo de nós, está o maior e mais feio veleiro do mundo, segundo reportagem… um mega veleiro com três mastros no valor de 165 milhões de euros… nem dá pra imaginar tanta grana… fora a tripulação que deve ter para deixar tudo funcionando… uma loucura. Na nossa descida pelo Mar Adriático, nos chamou a atenção o uso do rádio pelos Italianos… usam muito, o tempo todo, diferente de Montenegro, que usam muito pouco.

De Garitsas Bay contornamos a baía e fundeamos do outro lado em Gouvian ( 39*39.117’N / 19*50.871’E) seguindo as dicas do Petter, abastecemos na Marina Gouvia, eurodiesel a 1,60 euros o litro, o mais caro que já pagamos e pernoitamos por lá. No supermercado achamos os preços elevados, mas depois considerando, acreditamos que se deve ao fato do frete, pois muitos produtos chegam até as ilhas pela via marítima. Porém, achamos vários produtos que ainda não havíamos encontrado, como maisena (amido de milho) e o leite condensado 😋😋😋 vimos várias grifes de luxo e dá para sentir que comércio globalizado, com marcas conhecidas da Europa e EUA.
Aqui no Mar Jônico, a água está quente, superior a 30 graus, muito bom para banho de mar. Os dias aqui estão bastante quentes e longos. O céu é extraordinário e já tenho minhas constelações favoritas. Noite de luz cheia é fantástica e de lua minguante deve ser bom também para curtir o céu estrelado. Agora… sentir-se na Grécia e agir como os gregos kkk muito embora não entendemos nada do que falem… aprendemos a agradecer “sas efcharistó”.

Amanhã continuamos nossa ida para Athenas, segunda parada Ilha de Paxos onde segunda nossa amiga Sally, a água é muito clara, assim pretendemos mergulhar. Até lá! Namastê 🙏🏼

Dias 627 a 630. Morando a bordo, Corfu, Grécia 🇬🇷. De 25 a 28 de agosto de 2018.

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Travessia para a Grécia 🇬🇷 Sailing Vessel Pharea

No dia 22 (quarta) levantamos âncora de Kotor rumo à mitológica Grécia 🇬🇷. Nos dirigimos para dar saída na autoridade portuária em Zelenica, mesmo Porto que entramos. Pernoitamos em Bigova (42*21.370’N / 18*42.145’E) e na madrugada seguinte, às 3 horas, zarpamos rumo a Corfu na Grécia 🇬🇷.
No caminho tiramos a bandeira de Montenegro e subimos a bandeira da Grécia e colocamos a bandeira Quebec (a amarela indicando quarentena).
A cor do mar nos impressiona, azul de anil, nascer e por do sol e da lua nos fazem relembrar de outros já vistos… mas aqui no norte nos parece ser diferente.


Tivemos a companhia dos golfinhos 🐬 desfilando na proa da Pharea e a Bella se assustou com eles pulando perto do barco.
Usamos os arnês e a Bella seu colete de segurança e a travessia se deu sem nenhum imprevisto, tudo nos conformes, como desejávamos. Íamos acompanhando o movimentos dos navios, ferryboat, iates e alguns poucos barcos de pesca já mais próximos da Grécia 🇬🇷.  Na costa da Albânia 🇦🇱 há aviso de possíveis bombas 💣 no fundo do mar e alerta para não fazer ancoragem ⚓️.
Fizemos as 188 milhas em 32 horas e somente com 8 horas de velejo, pois havia somente vento de porão.
Chegamos em Corfu as 10:30 da manhã do dia 24 (sexta), ancoramos na baía em frente ao centro histórico. O Renato pegou os documentos e foi até o posto policial e a capitania dos portos dar entrada, mas não conseguiu finalizar o processo pois não pode pagar a taxa Depka de 50,00 euros, era sexta e o departamento estava fechado… pode? Na segunda teremos que finalizar…
Agora ficaremos uns dias em Corfu, vimos que é uma bela e turística Ilha e depois seguimos em frente… nosso rumo é Athenas.
Durante a travessia o grande silêncio traz à tona vários pensamentos e a constatação de estarmos realizando a forma de vida que planejamos lá atrás e que depois de algum tempo e muito esforço, conseguimos juntos realizar. É um misto de satisfação e alegria muito grande, saber que já conhecemos tanta coisa e agora estamos chegando novamente para conhecer o terceiro país, a desejada Grécia 🇬🇷. Namastê 🙏🏼

Dias 624 a 626. Morando a bordo, Corfu, Grécia 🇬🇷. De 22 a 24 de agosto de 2018.

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