Lugares adoráveis por onde passamos, Grécia

Dia 28/10 navegamos até Trizonia, uma pequena cidade, bem próxima ao continente, que também oferece marina pública com o custo baixo de 7,00 Euros. Atracamos em 38°32.054’N / 21°4.941’E e descemos para conhecer a cidade. Além da Marina já com alguns barcos invernando e alguns de velejadores que moram a bordo, há vários restaurantes oferecendo comida típica grega, optamos por um deles, mas todos estavam bem movimentados. Além da marina a cidade recebe muitos turistas vindos do continente para passar o dia mais próximo da natureza… no pier vimos as embarcações que levam e trazem os turistas. No pier bastante lixo trazido pela correnteza, folhas, galhos, e os diversos plásticos que costumamos sempre ver. Aqui mesmo na marina há um naufrágio sinalizado por uma guia de contenção.
Na manhã seguinte (29) rumamos para Ástakos, onde já estivemos quando descemos para Atenas e agora queremos parar novamente. Apesar de estarmos em tempos de ocorrência dos terremotos, muito frequentes aqui na Grécia Ocidental, felizmente não sentimos nenhuma variação do mar, mas continuamos subindo em pernas curtas para nos mantermos abrigados. Dia 30 houve novo tremor e assim decidimos ficar aqui por mais dois dias em Ástakos, aqui atracamos no píer frontal da cidade em 38°31.917’N / 21°4.793’E, com totem de água e energia disponível e sem nenhum custo. 20181105_155757[1]Saímos para dar uma volta, passeamos vendo os barquinhos de pesca e passamos no posto de combustível e o atendente se prontificou a ir no píer abastecer… o Renato já foi no carro com ele, abasteceu, voltou com ele ao posto para pagar e o atendente trouxe o Renato até o barco… muito prestativo, incrível e sem cobrar nada além por isto!
Na manhã seguinte o Renato lavou o barco com água doce, pois estava com muito sal em todo o convés, das últimas velejadas e reencontramos o Iwavvns, que trabalha em um dos restaurantes e veio nos chamar. Fomos tomar um Ouzo, bebida típica de anis, e logo veio o Iwavvns trazendo um prato de favas e outro de purê de alho e ainda outro com peixes fritos… tudo isso de boas vindas… só mesmo aqui… você vai no restaurante e eles servem aperitivos sem cobrar kkk.  O Iwavvns se ofereceu para nos levar conhecer um ponto turístico. A ruína de um Castelo com fortaleza, usada para controlar o acesso a cidade lá do alto e assim combater o ataque dos turcos. O caminho é pela montanha onde só há cabras pastando e muito espinheiro…. chegamos nas ruínas e fomos surpreendidos com a bela vista de um vale verdejante, com plantio de cítricos e oliveiras, uma paisagem espetacular… de um lado a montanha inóspita, do outro lado o mar e aqui este lindo vale. Depois de apreciar a paisagem descemos pelo lado oposto, colhemos um maço de tomilho e saímos no cemitério, onde o Iwavvns nos mostrou os túmulos dos pais e de um irmão falecidos… pintou uma nostalgia, penso que ele esteja um pouco só.
A noite jantamos no restaurante e o convidamos para o café da manhã a bordo no dia seguinte… ele compareceu mas disse que os turcos não tem o hábito de comer logo pela manhã, tomam o café e depois um salgado típico daqui a venda tem todas as pekaras (panificadoras) e getalmente os vimos comendo e andando… Já nós tomamos um café reforçado pois almoçamos mais tarde, lá pelas 14 horas.
Nós adoramos a caminhada até as ruínas com o Iwavvns e ainda ver aquele vale belíssimo, que para nós foi uma surpresa… parecia que estávamos em outro lugar e não entre aquelas montanhas áridas e inóspitas.
No retorno encontramos uma senhora colhendo azeitonas… lona no chão e ela trabalhava a colheita galho por galho. Conversamos um pouco com ela e ganhamos grape fruit colhida do seu quintal… uma simpatia.
Como em nenhum outro lugar, nos sentimos acolhidos aqui, pessoas gentis e atenciosas, levaremos no ❤️.

Dias 691 a 694. Morando a bordo, Trizonia e Ástakos, Grécia 🇬🇷. Dias 28 a 31 de outubro de 2018

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Novamente no Canal de Corinto, Grécia 💙🇬🇷

Amanheceu dia 27/10/18 e não tínhamos novas notícias sobre o terremoto, assim o Comandante decidiu retomar nosso rumo, estávamos há poucas milhas do Canal de Corinto, obra inusitada e surpreendente, iniciada em 1881 e concluída 12 anos depois. No ano 67 o Imperador Nero foi o primeiro visionário da obra… abrir um canal na montanha rochosa, com 21 m de largura, 6 m de profundidade e 6,3 km de comprimento… está via marítima liga as águas do Golfo do Corinto com as do Golfo Sarônico.

A grande sacada do canal é evitar o contorno de 400 km. O custo pela passagem é salgado, 194,00 Euros…. mas vale a pena economizar os 400 km do outro caminho. Passando o Corinto entramos no grande canal de Patras com cadeias de montanhas dos dois lados. Aqui venta muito e há inúmeras torres eólicas no topo delas espalhadas ao longo do caminho. O Renato dividiu as pernas priorizando velejarmos pela manhã e pernoitando no caminho. Já passamos por aqui com vento e mar alto e não foi muito agradável.
Nossa ancoragem foi na cidade de Káitos, marina pública sem nenhum custo com piers enormes… essa infraestrutura náutica nos chama muito a atenção… quantas vezes colocamos o pé na lama no litoral do Brasil para descer em algum lugar… a resposta é: muitas vezes 😡.
Nos arrumamos e descemos para dar uma volta na beira mar, sábado à tarde a cidade está pouco movimentada, almoçamos num restaurante em frente ao pier, descansamos bastante e nos preparamos para a próxima jornada.
Neste retorno estamos conhecendo novas ancoragens e também revendo lugares onde já estivemos. Dá para sentir bem o menor número de pessoas pelas ruas e restaurantes na beira do mar… além do que, se chegar na cidade entre 14:30 h e 17:00 h o comércio local está fechado para a “siesta”. Também reduziu muito o número de embarcações nas Marinas públicas. Realmente aqui os velejadores “invernam” seus barcos e só vão usá-los no próximo verão. Namastê 🙏🏼

Dia 690. Morando a bordo, Canal de Corinto e Káitos, Grécia 🇬🇷. Dia 27 de outubro de 2018

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Começando a deixar a Grécia 🇬🇷

23/10/18 – Estamos na Ilha Aegina, no Golfo Sarônico, atracados na marina pública local (37°44.764’N / 23°25.682’E) onde temos um baixo custo de 7,00 Euros por dia mais energia e água. Gostamos muito desta região, aqui é bem abrigado e a cidadezinha uma graça. Já estamos na Grécia 🇬🇷 há mais de dois meses e é hora de começar nosso deslocamento rumo a Tunísia 🇹🇳 onde pretendemos permanecer durante o inverno.

O Comandante está estudando o trajeto pois são muitas milhas até lá. A primeira ideia era irmos direto da Grécia para a Tunísia numa perna de 5 dias. Depois tivemos um feed Back do Guilhermo, do veleiro Régulus, que fez o trajeto da Tunísia 🇹🇳 até a Grécia 🇬🇷, via Itália 🇮🇹 e de forma bem tranquila, praticamente velejando de dia. Optamos pela segunda alternativa, assim o Renato definiu os way points das muitas pernas que faremos até chegar lá no máximo até 22 de novembro.
Hoje, sexta, dia 26, deixamos a ancoragem de Aegina e iniciamos nosso retorno a Corfu, Porto onde demos entrada na Grécia 🇬🇷 e que será o mesmo de saída.
Estávamos navegando há umas 3 horas quando um amigo nos passou a notícia do terremoto ocorrido na Grécia 🇬🇷 de magnitude 6,8 pontos na escala Richterr, cujo epicentro ocorreu no mar Jônico há 16,5 km de profundidade. Ele foi sentido em Zante, onde houve a quebra de calçadas a beira mar e em Zakinthos onde houve corte da energia. Nesta região ocorre o encontro das placas tectônicas euroasiática e africana, gerando eventos sísmicos. Alguns noticiários na web falaram de um possível tsunami 🌊 e aí tomamos a decisão de buscar ancoragem e aguardar os próximos eventos e notícias, pois estamos subindo naquela direção e aqueles que já nos acompanham sabem que somos cautelosos.
Desviamos nosso rumo e entramos para atracar em Kórfos, já havíamos recebido informações positivas de um velejador francês e realmente…. entrando na enseada um grande pier, com restaurantes no entorno, disputando pela nossa ancoragem.

Cidade pequena com uma marinazinha super abrigada do vento nordeste.
Almoçamos no restaurante que atracamos em frente, passeamos pela cidade que já está bem vazia com o fim da temporada e aguardamos por notícias para decidir se partimos ou não na manhã seguinte.
Vida a bordo não tem mesmo rotina e não poderia ser diferente, afinal moramos de Ilha em Ilha, cada uma delas com suas particularidades, umas abrigam de um vento, outras de outro, umas nos oferecem pier para atracar, outras não… mas cada lugar que passamos entra para nossa mala de lembranças, são experiências  que podem ser boas ou ruins…

mas o importante é que estamos aqui, fazendo o que adoramos e compartilhando nossa história com vocês! Namastê 🙏🏼

Dias 686 a 689. Morando a bordo, Ilhas Aegina e Kórfos, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dias 23 a 26 de outubro de 2018

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Pavões e cervos são os habitantes da Ilha Moni, Grécia 🇬🇷

No sábado (20/10/18) começamos a retornar para Aegina, ao norte, pois o Flávio viaja na segunda e ainda precisa comprar o Ticket do ferry boat até Atenas, onde ele embarca.

Fizemos 22 milhas e jogamos âncora numa ilha próxima a Aegina, chamada de Moni. Fizemos a ancoragem (37°41.650”N / 23°25.858’E), arrumamos o cockpit e quando sentamos para apreciar a água claríssima vimos uma ave grande na Ilha… era um pavão e depois vimos o que no primeiro momento pensamos ser um burrinho… mas não, era um cervo pastando… logo descemos para caminhar na Ilha montanhosa com pinheiros e pequenos arbustos e muitos pavões  e cervos soltos e mansos… muito bacana.

Havia alguns indícios do que parecia ser um camping ou algo assim, mas hoje já não tem moradores. Caminhamos, fotografamos e o Flávio voltou nadando para o barco, a água devia estar uns 25 graus e ele chegou rapidinho, tomou banho na popa e se agasalhou.

Curtimos o por do sol no cockpit, ao som de Frank Sinatra, NY, apreciando mais um vinho grego… ótimo dia, só a agradecer.

Na manhã seguinte levantamos ancora e fomos para Aegina, nosso ponto de apoio. A marina estava lotada e aguardamos  um pouco até surgir uma vaga, pois domingo geralmente a marina começa a esvaziar… muitos veleiros e lanchas saem durante a manhã.

 E foi assim, logo surgiu uma vaga e ancoramos de popa no pier. Organizamos tudo e saímos para comemorar a visita do Flávio.

Entre um vinho e outro uma boa conversa e a deliciosa comida grega! Na segunda (22) cedo, acompanhamos ele até a área de embarque onde pegou o ferry para Atenas.  E nós ficamos aqui…aguardando a previsão do tempo para sair. Passamos bons dias juntos, navegamos e curtimos o Golfo Sarônico e suas ilhas pitorescas, muito bom recebê-lo amigo, até a próxima!!! Namastê  🙏🏼

Dias 683 a 685. Morando a bordo, Ilha Moni, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dias 20 a 22 de outubro de 2018.

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Ydra, pitoresca e encantadora, Grécia 🇬🇷

Sexta-feira (19/10/18) levantamos ancora e rumamos mais ao sul do Golfo Sarônico, para a Ilha Ydra. Ancoramos numa enseada próxima chamada Mandraki ( 37°21.229’N / 23°29.036’E) e neste lado da ilha somente algumas casas e montanha rochosa, para ir até a cidade fizemos uma trilha de uns 30 minutos.

A ilha é dependente do turismo e local de visita dos atenienses. O acesso é via ferry que chegam vindos de Atenas e do Peloponeso. Com exceção dos caminhões de coleta de lixo, não são permitidos veículos na ilha, o que deixa a maioria do transporte público da ilha a cargo de burricos e táxis aquáticos.
Há uma cidade principal, conhecida simplesmente como Porto Hidra. Consiste num porto em forma de meia-lua, em volta do qual está a praia e os estabelecimentos comerciais (restaurantes, lojas, mercados e galerias), com tudo voltado para agradar aos turistas e aos habitantes da ilha.
Li que foi na Antiguidade uma das grandes potências navais do Mediterrâneo, e o seu poder chegou até à época moderna. Os seus armadores e marinheiros tiveram um papel determinante na guerra de independência da Grécia, contra o Império Otamano, em 1821.
Na Antiguidade a Ilha era conhecida como Hidra (Υδρεα), que era uma referência às fontes de água da ilha, mas hoje em dia é comum faltar água na Ilha, o que ironicamente não condiz com seu nome.
Fizemos a caminhada até a cidade, numa estradinha contornando a montanha e ao chegar numa curva…avistamos o Porto e uma bela cidade, surpreendendo nossa expectativa. Muitos turistas turistando por lá e no Porto uma pequena marina já bem cheia. Sentamos em um dos restaurantes à beira do píer e passamos um bom tempo conversando e apreciando a paisagem, tomando um vinho grego 🍷
As ilhas da Grécia 🇬🇷 possuem tanta infraestrutura para acolher os turistas que 58,5% das unidades hoteleiras do país e 62,6% das camas de hotel são encontradas nas ilhas (dados de 2003) e junto a isso, o fato de que há facilidade de transporte marítimo devido a pequena distância entre os portos, tornam as ilhas o lugar ideal para passeios curtos tanto de gregos como de estrangeiros.
Em nossa saída, quando fomos recolher a âncora uma má surpresa… a âncora estava presa numa ancora tipo garatéia no fundo do mar…. o Renato colocou sua roupa de mergulho e desceu para ver o que havia… como estávamos ancorados com 12 metros, tivemos que chamar um mergulhador com equipamento de mergulho para desenrolar a corrente e lá se foram 200 euros… e tivemos a impressão que isso é bem rotineiro por lá… talvez por este motivo não tirem os entulhos jogados no fundo da enseada… uma pena. Namastê 🙏🏼

Dia 682. Morando a bordo, Ilha Ydra, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dia 19 de outubro de 2018.

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