Azeite de oliva, irresistível 💙 🇬🇷

Desde a Croácia 🇭🇷, passando por Montenegro 🇲🇪 e chegando na Grécia 🇬🇷 temos visto oliveiras plantadas nos quintais… o azeite é um produto que sempre solicitamos à mesa, por ser saboroso e realçar o sabor dos pratos, agradando o paladar, acho que não conheço alguém que não goste…
Conhecemos um Croata ainda no Brasil, que falou que sua família tem alguns pés de oliveira de onde fazem seu próprio azeite de oliva, que luxo!!!
O processo de produção do azeite extra virgem, inicia em até 24 horas após a colheita das azeitonas, o respeito a este intervalo de tempo é um dos itens que garantirá a baixa acidez. As azeitonas são colhidas algumas ainda verdes e outras já roxas (por estarem mais maduras), são extraídas as folhas e galhos que eventualmente tenham ficado junto, são lavadas e levadas inteiras para a moagem, depois essa massa é prensada, centrifugada e assim obtido o azeite de oliva. Se feito com azeitonas somente verdes, terá uma cor verde clara e se feito com azeitonas maduras, roxas, terá uma cor mais dourada. Porém, geralmente são misturadas, pois no pé sempre existem verdes e maduras ao mesmo tempo. Um litro de azeite usará no mínimo 5 kilos de azeitona. Cada safra um sabor… o que muda é o grau de acidez que quanto menor melhor.
Fantástico saber que uma oliveira vive por mais de 150 anos… já vimos algumas bem velhas na Grécia 🇬🇷 e sua produção começa a partir dos 5 anos e seu auge se dá aos 35 anos… é uma cultura passada de geração em geração, como um patrimônio…
Pesquisando na internet listei alguns benefícios…
* Contribui para o controle do colesterol e favorece a saúde cardiovascular;
* Auxilia na absorção de vitaminas lipossolúveis da dieta (vitaminas A, D, E, K);
* Fonte de antioxidantes, pode prevenir doenças degenerativas e câncer;
* Ação anti-inflamatória;
* Fonte de gordura mono e polinsaturadas, benéficas para a saúde;
* Fonte de vitamina E.
Não há como resistir a este tempero saboroso e totalmente do bem!
Já as azeitonas em conserva, passam por um processo de várias lavagens até perder seu amargor e depois são colocadas na salmoura para conservar. Aqui encontramos azeitonas mais caseiras vendidas a granel, com sabor e aparência diferente daquelas que passam por processo industrial, muito boas!
Mas voltando a falar do azeite, nos causou estranheza não encontrarmos azeite disponível em todos os restaurantes… e em alguns trazem um sachê que é cobrado junto com a conta… agora, nas receitas que levam o azeite no preparo, aí sim é bem servido e a comida grega é muito boa!

Dia 669. Morando a bordo. Ilha de Aegina, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dia 05 de outubro de 2018.

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Golfo Sarônico, Ilha de Aegina, Grécia 🇬🇷💙

Novamente em Aegina, na Ilha dos pistaches. Chegamos no dia 04/10 final do dia e ancoramos próximo a marina.
Na manhã seguinte ficamos aguardando a saída dos barcos da Marina e nos dirigimos para lá e coincidentemente ficamos na mesma vaga da vez anterior.

Cidade turística sempre com muitas pessoas indo e vindo. Curtimos a cidade, compramos as novas capas de defensas para repor as perdidas… andamos bastante nos arredores e acompanhamos diariamente a entrada e saída das embarcações e algumas confusões, como uma âncora sobre a outra, barcos que querem entram em vagas menores e também alguns barcos, geralmente de charter, com comandantes despreparados e sem conhecimento e/ou habilidade para atracar na marina. Também tivemos vizinhos super educados e atenciosos, como um norueguês, que pediu se ele podia ligar o motor por 30 minutos para esquentar sua água para o banho (em função do barulho) e já outro polonês que além de receber a ajuda do Renato com os cabos de atracação, simplesmente foi ao totem, tirou nossa mangueira e colocou a dele… não pediu licença e nem se interessou em perguntar como funcionava… mas logo o Renato lhe orientou, que primeiro ele deveria ir ao escritório da marina dar entrada e pagar pelo cartão de acesso à água e energia! No mar ou em terra há “pessoas e pessoas”!!!
Dia 12/10 comemoramos nossa união, já estamos juntos a 16 anos, e de vida nova desde 2016, quando passamos a viver a bordo e novamente sermos donos de nosso tempo. Passamos um dia bem feliz, saímos para almoçar e comemoramos.
E chegou dia 13, fomos esperar nosso amigo Flávio Studart no pier do Porto.  Ele veio com uma embarcação chamada Fly Dolphins, que vem a uma velocidade de 33 knots de Atenas para cá e flutua sobre a água assim que pega velocidade, super legal.
Apresentamos a cidade a ele, o Renato foi com ele visitar o Templo de Apólo e o Museu Arqueológico, andamos pelas ruelas, saímos a noite para tomar um vinho e locamos um carro para dar volta na Ilha e conhecer algumas vilas pitorescas por aqui e também o Templo de Aphaia, filha de Zeus, que não conhecíamos.

Adoramos o passeio, rimos e nos divertimos bastante durante todo o dia, valeu muito a pena!
O Flávio nos recebia em sua casa na Ilha Rasa, litoral do Paraná, onde reunia velejadores amigos e onde também conhecemos vários velejadores e agora temos o prazer de recebê-lo aqui na Grécia 🇬🇷, em nossa viagem de volta ao mundo 🌎.

Bem, nestes dias pretendemos passear muito, conhecer novos lugares, a forma de viver desta gente, conhecer outros velejadores nas ancoragens e aproveitar muito.

Dias 670 a 679. Morando a bordo, Aegina, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dia 06 a 16 de outubro de 2018.

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Kythnos, fazendo o caminho de volta, 🇬🇷💙

Dia 02/10 começamos a retornar e a ideia é fazer o caminho inverso. Assim aproamos em direção a Kythnos, onde já paramos e assistimos a um casamento grego no meio da rua, muito legal. Agora queremos é um lugar com pouco vento para descansar.
No caminho pegamos o vento previsto, em torno de 20 knots e fizemos uma boa navegada.
Chegamos e a Marina pública estava lotada, estava acontecendo um encontro de navegadores holandeses, não tinha vaga no pier mas o Renato já havia contatado via rádio e o responsável da Marina veio nos receber e nos orientou para atracar a contrabordo de uma lancha… para entrar na vaga só com o bowtruster pois tinha um catamarã na frente, lanchas atrás, os cabos das poitas a um metro para frente e um metro para trás… assim depois de várias manobras o capitão deslizou de lado e parou a contrabordo da lancha indicada…ufa! A marina fica em 37°26.554’N / 24°25.578’E.
No dia seguinte, saímos para caminhar pela Ilha… as casas já estão vazias pois a temporada acabou, subimos por umas estradinhas e quanto mais alto o terreno mais árido, bem como a vegetação que se resumem a umas moitas espinhentas…passamos por uma prainha onde a corrente acumula lixo trazido pelo mar… só para variar tinha uma havaianas perdida no meio do lixo… como tantas que a gente viu no litoral do Rio de Janeiro. Uma pena… falei para o Renato… dà vontade de pegar um rastel e rastelar… como fazia o querido “seu” Domingos, la na Praia dos Vagabundos, Paraty, RJ.
Na volta paramos num restaurante típico e comemos frutos do mar, em frente uma tenda com os polvos frescos pendurados no varal… muito diferente, visual inusitado.
O Renato estava em contato com o Guilhermo, do veleiro Regulus, que estava também navegando pela Grécia e tiveram um breve contato em Corfu, primeira Ilha na Grécia, onde fizemos nossa entrada. Eles chegaram a tarde na marina, que estava super cheia, e ficaram a contrabordo da Pharea. Comandante e tripulação super simpáticos, passamos o restinho da tarde conversando e a noite eles nos ofereceram um delicioso churrasco, preparado pela mandante, a Cecília… uma delicia, um ótimo encontro.
Na manhã seguinte partimos em direção a Aigína, onde vamos esperar nosso amigo Flavio Studart, que vem de Curitiba nos visitar. Ele também é velejador e pretendemos navegar nas ilhas do Golfo Sarônico, com certeza passaremos ótimos dias juntos! Namastê 🙏🏼
Dias 666 a 668. Morando a bordo, Ilha de Kythnos, arquipélago das Ilhas Cyclades, Mar Egeu, Grécia 🇬🇷. Dia 02 a 04 de outubro de 2018.

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Primeira vez na rota de um Ciclone, Mykonos, Grécia 🇬🇷

Ontem (25) nossas visitas nos deixaram. O vento foi contínuo o dia todo, o Renato checou a previsão do tempo e era mesmo um ciclone que estava se formando.

Pela manhã o barco estava coberto por muito pó trazido pelo vento, tanto que se acumulava pelo convés todo, o Renato lavou duas vezes e ainda se via pó acumulado.

Estamos no terceiro pier da marina, com outros veleiros nos dois bordos. O Renato começou a preparar o barco, pois as ilhas Cyclades, no mar Egeu, estão na rota do Zorba, como foi denominado o Ciclone. Constatamos que perdemos uma capa de defensa na noite anterior, de tanto roçar no veleiro ao lado em função do balanço continuo e depois perdemos mais duas, até que tiramos todas. Aí reparamos que muitos barcos estavam sem as capas das defensas, inclusive nosso vizinho que depois comentou que também havia perdido.
De olho constante na previsão do tempo e acompanhando cada atualização, o Renato definiu as providências para preparamos o barco e ficarmos em segurança em outro local, afinal não tínhamos ideia de como seria este forte vento. Assim reservamos um studio próximo onde ficamos de 29/09 a 01/10.
No seu check list de providências constava:
– Fechar o bimini, colocar sua capa e passar um cabo como reforço;
– Colocar mais um cabo um cada um dos bordos e outro na proa para reforçar a amarração;
– Tirar e guardar o dog house e passar cabo nas ferragens para segurá-las;
– Reforçar a amarração do bote na proa;
– Colocar mais um cabo reforçando a amarração da genoa;
– Chegar a mestra de enrolar, caçando o máximo possível;
– Tirar e guardar as bóias salva-vidas da popa;
– Passar cabo de segurança nas placas solares;
– Passar cabo de segurança na capa da roda de leme;
– Guardar os dois croks que estavam presos no guarda-mancebo;
– Enrolar e colocar velcro em volta da bandeira do barco;
– Colocar os cadeados nos paióis externos;
– Abastecer o barco de água e diesel, caso haja necessidade de sair em emergência;
– Desligar os cabos de água e energia do totem da marina.
Internamente tomamos as seguintes providências:
– Guardar tudo nos armários não deixando nada solto dentro do barco;
– Fechar o registro do gás;
– Fechar registro de diesel;
– Fechar registro de entrada de água da rabeta;
– Destravar o fogão;
– Fechar registros dos banheiros e da cozinha;
– Conferir o fechamento e trava de todas as gaiútas e vigias;
– Levar todos os documentos pessoais, do barco e da Bella;
– Levar lanterna, computador, iPads, celulares, rádio e carregadado.

Li que desde 1979 ocorreram somente 9 desses ciclones, que se formam pela junção de vários fatores, e dentre eles o aquecimento da água do mar, que naqueles dias estava com uma temperatura em torno de 31 graus. Mykonos, onde estávamos, era num determinado momento da previsão, o centro do ciclone, com previsão de rajadas de vento de até 160km/h. Chegamos a pegar rajadas de 100km/h quando estávamos na marina, muito balanço e barulho dos estais e cabos… mas o centro não se deu aqui… fomos acompanhando as notícias e vimos que causou grandes estragos na região do Peloponneso, de onde vimos vídeos de embarcações indo ao fundo após bater no pier levado pelas fortes ondas causadas pelo ciclone, outros jogados na Praia, outros subindo no píer com as ondas e também a inundação da beira mar de várias cidades das ilhas do Arquipélago.
Resumindo, nessa situação o Comandante primou por fazer o possível quanto à proteção da Pharea e por nos deixar em segurança em outro local.

Sentimos em deixar o barco mas foi o correto a fazer, pois como passou sem muita força aqui, poderia também ter ficado ainda pior. Quando se tem 50% de chance em cada um dos lados, o melhor é seguir o bom senso, foi o que fizemos.
Na segunda (01/10) retornamos para o barco e o Renato me disse: agora vamos fazer a logística reversa… deu trabalho mas colocamos tudo no lugar, ele lavou novamente o barco, retirou as amarrações e constatou que a capa de nosso motor de popa havia sumido… que pena, nos pareceu que foi uma encomenda ☹️
Amanhã, passado o susto, se a previsão continuar a mesma, zarpamos daqui para a Ilha dos pistaches.
Namastê 🙏🏼

Dias 661 a 665. Morando a bordo, Ilha de Mikonos, arquipélago das Ilhas Cyclades, Mar Egeu, Grécia 🇬🇷. Dia 26 de setembro a 01 de outubro de 2018.

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Mikonos “litle Venice”, uma das ilhas mais famosas do mundo 🇬🇷

Dia 23/09, o Comandante traçou o rumo em direção a Mikonos, uma das ilhas mais badaladas do mundo. Foram 48,7 milhas náuticas navegadas com vento constante na faixa de 20 a 35 knots, ondas subiam no convés e muito spray de água na tripulação. Mas todos ficaram firmes, ninguém enjoou ou reclamou do constante balanço e das caturradas que elevam a proa da Pharea em direção ao céu. A Bella ficou um pouco assustada com o barulho e a colocamos em sua casinha – que na falta do colindo do papai é seu porto seguro e aí tudo ficou bem.
Quando avistamos Mikonos na proa o vento apertou e o mar subiu com ondas no sentido lateral de 3 a 4 metros num intervalo curto, o Comandante nos manteve em segurança e depois de muita água no convés chegamos finalmente a Mikonos. Estávamos esperando a resposta da marina pública para atracar mas só tivemos retorno quando estávamos mais próximos e o Renato os acionou novamente em busca de retorno, via rádio.
Atracamos com alguma dificuldade em função do vento que empurrava a Pharea em direção ao veleiro atracado ao lado, nossa vaga era a penúltima do pier, mas o Comandante manteve a embarcação em segurança e atracamos (37°27.888’N / 25°19.627’E). Depois quando desceu e foi falar com o responsável da Marina, ele informou que não havia dado a resposta por que não sabia se poderíamos ficar ou não, pois com a previsão de ventos de até 60 knots, outras embarcações retornariam ao Porto. Passamos a noite ansiosos para saber se ficaríamos ou não e se não, onde iríamos nos abrigar. Na autoridade portuária o Renato foi atualizar a lista de tripulantes, pois nossos convidados partiriam daqui para Santorini e o atendente disse que devíamos ter dado saída em Corfu, no Porto onde demos entrada na Grécia… o Renato questionou a veracidade daquela afirmação e ficou de retornar no dia seguinte quando tudo se esclareceu… atendidos por outra pessoa que, como esperávamos, disse que estava tudo correto… mesmo sabendo que estávamos corretos, é sempre um aborrecimento quando há desencontros de informações.
Como era fim de tarde, tomamos banho, nos arrumamos e fomos para o centro de Mikonos, com o táxi boat do Porto ao lado marina. Realmente Mikonos é uma pequena Veneza, ruelas encantadoras e muito estreitas, algumas com passagem só para uma pessoa. Todas as casas na cor branca e com janelas azuis, independente de serem comerciais ou residenciais e no mesmo estilo… parecem cubos unidos e/ou sobrepostos…. notamos também uma quantidade impressionante de pequenas igrejas, como se fossem pequenas capelas distribuidas massivamente pela ilha toda… A cidade lotada turistas que iam e vinham de todos os lados entrando nas inúmeras lojas de souvenirs, roupas, artesanatos e restaurantes. Andamos bastante, jantamos e depois voltamos com o táxi boat.
A programação do dia seguinte (segunda, 24) era locar quadriciclos para conhecer as badaladas praias locais. Como a Marina fica junto ao Porto, que recebe navios de passageiros temos todas as facilidades aqui. A locação dos triciclos fica ao lado do mercado, na rua de cima da marina, super conveniente.
Quadriciclos locados partirmos em direção a Praia de Paragna, descemos visitamos e partimos para Paradise Beach, onde passamos o restante do dia tomando sol e curtindo a fantástica infraestrutura do restaurante, com espaços super transados e piscina com água do mar.
Passamos um dia super especial, todos curtiram muito.
E já chegou dia 25, dia que nossas visitas vão embarcar no ferry boat para Santorini.
Como previsto não houve nenhuma condição de descer de veleiro para Santorini. Estamos passando por um período de fortes ventos vindos do norte, que chegam aqui com força bastante expressiva. Pela manhã curtimos ainda o centro de Mikonos e às 14:30 horas nos despedimos.
Depois nos ligaram informando que o ferry atrasou a saída e que abortou a viagem deixando os passageiros na Ilha de Naxos, abaixo de Mikonos. Lá eles procuraram um lugar para ficar e aguardar as informações sobre quando iriam prosseguir.
Como o pessoal não é fraco, fizeram uma limonada deste limão, acharam hospedagem, saíram para jantar, nos dias seguinte (26 e 27) visitaram a cidade e fizeram passeio com guia… felizmente aproveitaram a estadia, cancelaram a ida para Santorini e voltaram de Naxos para Atenas, para pegar o voo para o Brasil 🇧🇷 no dia 29. Foi uma pena que no período que estavam aqui os ventos sopraram forte, descendo do norte através de um grande corredor chegando a 60 knots. No dia 25 já tínhamos a informação de que se tratava de um ciclone e que afetaria uma grande área, inclusive as ilhas Cyclades. Felizmente sempre estivemos abrigados, não conseguimos cumprir a programação inicial, mas como sabemos e nossas visitas entenderam, estando no mar são os ventos que dão a direção a seguir.
Muito feliz por recebê-los, foram dias super agradáveis, alegres e só  um pouquinho triste pelos lugares que deixaram de conhecer. Quem sabe em outra oportunidade podemos fazer o que deixamos agora para trás. O importante é que todos ficamos bem, eles conseguiram retornar na data marcada e ficamos agradecidos pelos dias maravilhosos que compartilhamos. Namastê 🙏🏼

Dias 655 a 658. Morando a bordo, Ilha de Mikonos, arquipélago das Ilhas Cyclades, Mar Egeu, Grécia 🇬🇷. Dia 23 a 25 de setembro de 2018.

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