Aniversário do Comandante e um churrasco nota 10!

Dia 19 (quinta) chegamos de Bigova e ancoramos em Risan (8-10m) 42°30.601’N / 18°41.648’E,  descemos na cidade e compramos carne vermelha para um churras, nem dá para dizer um churrasco pois a gente nem sabe que parte é e todas tem o mesmo sabor, as carnes não vem com nenhuma gordura… assim nem de perto chega ao nosso delicioso churrasco, picanha, fraldinha… que saudades… não encontramos aqui maisena, leite condensado e nem farinha de mandioca…. o jeito é fazer a boa receita da Vera Rodrigues – Veleiro Teimoso, para acompanhar o churrasco, farofa com farinha de pão, manteiga e cebola bem frita!
Como aqui é período de férias a cidade está cheia e qualquer pedacinho de mar onde possa colocar uma toalha, esta ocupado, além é claro dos aqui tradicionais “avanços” tipo um pier de concreto onde estendem a toalha, tomam banho de sol e passam o dia. Curtimos passeando pela cidade e tomando gelato ou “draft beer” montenegrino.
Na semana que entrou a previsão se confirmou e o Comandante definiu por ficarmos no barco, na segunda, terça e quarta, pois entraram rajadas durante o dia e a noite, em função de uma frente que estava entrando. Aproveitamos para faxinar barco e o Renato fez polimento no convés.

A Bella já está cansada de ficar em casa e quer sair… qualquer barco ou pessoas nadando perto e ela sai correndo, sobe a escada e late ferozmente kkk se é possível dizer isto 🐾🐾🐾.
Na quinta o vento parou e na sexta (27) foi aniversário do Comandante Renato, que não ganhou presentes… mas curtiu muito seu bolo de chocolate que fiz com muito carinho. Saímos para almoçar para comemorarmos a data e tivemos um ótimo dia.
Final de semana saímos para andar de bote, passeio preferido da Bella e conhecemos todo o entorno da enseada de Risan.

Geralmente há uma rodovia vicinal que passa dentro das cidades e acima, num nível superior da montanha há a auto pista, que onde não contorna a montanha, oferece grandes túneis, prática super comum aqui, já que se trata de uma cadeia de montanhas contínua de norte a sul do país.
Como precisamos refazer a capa dos estofados do cockpit e capa para o bote, na segunda (31) levantamos ancora e rumamos para Tivat, onde já estivemos e onde tem a luxuosa Marina Porto Montenegro. Ancoramos de frente para a baía (42°24.634’N / 18°41.813’E) e entrou um vento não previsto e assim achamos melhor ficar no barco e ir para a cidade somente no dia seguinte. Passamos a noite toda balançando…. pela manhã mudamos de ancoragem, fomos para trás da Ilha (42°24.570’N / 18°41.501’E) e ficamos mais protegidos do balanço. Fomos para a cidade e deixamos o bote num pier pequeno, preso ao cabo de aço. Não encontramos quem fizesse e nem o tecido para comprarmos e fomos alertados sobre os altos preços, já que lá atendem as demandas de grandes veleiros e iates de luxo, a exemplo de um que cruzamos no caminho, um veleiro de Quase 200 pés, com custo de locação de 210.000 euros por semana 😱😱😱. Mas entre tudo isso, passamos no mercado e eis que encontramos uma linda costela, vermelhinha e com gordura…. que virou um bom churrasco de costelinha  à borboleta 🦋 dando água na boca nos barcos vizinhos… o cheiro da carne assando estava demais e realmente foi o melhor churrasco que fizemos nestes meses.
No dia seguinte fomos procurar o hélice do bote para substituirmos, mas não encontramos. A oferta de produtos aqui é muito limitado, a gente simplesmente não encontra as coisas para comprar, a não ser alimentação que sempre tem pequenas franquias espalhadas pela cidade. Na loja náutica nos passaram o contato de um profissional de Kotor, vamos tentar.

Rumamos então para Kotor e ancoramos em frente a cidade fortificada (42°25.425’N / 18°45.945’E), vista linda e exuberante que só nós velejadores temos, contemplar a cidade olhando-a de fora, e aqui, amigo, a vista é incrível. As luzes que iluminam a fortaleza na montanha em Kotor, refletem no mar, formando um coração iluminado. Renato fez o contato com a empresa para os trabalhos de costura, a esposa falava inglês e vieram até o veleiro…. conversa vai e vem, vimos o mostruário de tecidos e sem tirar nenhuma medida, nos passou o custo de 1.000 euros. Nem preciso contar o desfecho né?!

Sem outra possiblidade, resolvemos ficar por mais alguns dias, curtir a cidade que é bem musical, com músicos independentes tocando violoncelo, violino, violão, flauta…. pelas ruas da cidade velha e ouvindo a noite música ao vivo, pois como estamos ancorados em frente a ela não podemos reclamar e sim aproveitar. Namastê 🙏🏼
Dias 589 a 603. Morando a bordo em Risan, Tivat e Kotor, Montenegro 🇲🇪. De 19 de julho a 2 de agosto de 2018.

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No caminho, grutas e mar cristalino!

Hoje (segunda, 16/07) vamos mudar de ancoragem, conhecer Uvala Bigova, lugar mais ao sul, fora da Baía de Kotor, com águas cristalinas e encostas calcárias com muitas grutas para mergulhar. Fomos ao mercado comprar frutas, legumes e pão, o Renato comprou diesel e gasolina, abasteceu de água na Marina de Kotor, de galão em galão, encheu os tanques e não teve nenhum custo, o atendente da Marina disponibilizou 😁.

Levantamos ancora as 10:30h fomos nos dirigindo rumo a saída da Baía de Kotor, fazendo o caminho inverso de quando chegamos. Passamos pelas duas ilhas que já comentamos aqui, a de Nossa Senhora das Rochas e a do Monastério e nos aproximamos da montanha que faz a entrada na Baía de Tivat, para ver de perto os túneis feitos na rocha no período da guerra, para a manutenção de submarinos.

Vimos também alguns bunkers (abrigos de guerra) ao longo da costa e dá um arrepio de pensar no que já se passou por aqui.
Na saída da baía de Tivat, estão alinhadas três fortalezas, que deviam dar as “boas vindas” para aqueles que invadissem por mar.

Felizmente agora, neste jovem país, que nem tem maioridade ainda, a guerra faz parte da história e permanecem seus ícones para que não se esqueçam os difíceis tempos passados.
Avançamos e chegamos na região das cavernas, são muitas, grandes, pequenas… de vários tamanhos e a água realmente é bem clara, muito lindo, estamos encantados com as formas e desenhos daqui.

A dica que nos deram é pegar uma poita, em frente a cidadela, e consumir algo no restaurante local, que as disponibiliza. Assim fizemos, ainda longe e o atendente do restaurante já estava segurando o cabo da poita para nos dar (42°21.370’N / 18°42.145’E), super solicito disse: Ah Brazilian…. Neymar, futebol… kkk nos lembrando que o Brasil havia perdido e já estava fora da copa….
A poita era ótima mas entrou um vento com rajadas de 34 knots e nos próximos dois dias o mar ficou balançando… até que desistimos de ficar lá devido às condições que seriam as mesmas para os próximos dias. Bigova é uma pequena cidadela, com um ou dois restaurantes na beira do mar, apartamentos de aluguel e casas de veraneio… vimos casas e hotéis desativados, aparentemente abandonados, possivelmente devido às dificuldades econômicas enfrentadas no país. Passeamos pela pequena cidade e sentimos a falta de infraestrutura e até um pouco da falta de capricho quando vimos lixo jogado pelas ruas.

Porém os quintais são encantadores, as garagens geralmente têm cobertura feita com um belo parreiral carregado de uvas 🍇 e também ameixas, figos e romãs carregados de frutas por toda a parte. Lindo de se ver. Possivelmente retornaremos para mergulhar nas cavernas, agora não aguentamos mais esse balanço contínuo… ruim para cozinhar, para dormir… não dá, e como é o ditado, se o mar não é bom ou a vizinhança não agrada… é só mudar de ancoragem. Namastê 🙏🏼.

Dias 586 a 588. Morando a bordo em Bigova, Montenegro 🇲🇪. De 16 a 18 de julho de 2018.

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Fazendo amigos Canadenses 🇨🇦

Dia 08 de julho e permanecemos ainda em Kotor aproveitando a ancoragem em frente a cidade e sem custo (42o25.412’N / 18o45.975’E). Na madrugada entrou vento e o Renato ficou no cockpit acompanhando e observando os barcos ancorados próximos. A previsão para estes dias é de entrada de um pouco de vento e assim o Comandante permanece em alerta. No dia seguinte saímos para andar e ao retornar encontramos um mimo: um quarto de uma deliciosa melancia e um livro de Nós de Marinharia, que o Jordan e a Judy gentilmente nos emprestaram. Mais tarde nos reunimos com eles e o Jordan fez um trançado formando um laço em nosso cabo do gancho de ancora, ficou uma beleza, ficamos todos no cockpit acompanhando a execução! Levamos conosco seu valioso trabalho e na quarta, dia 11, eles se foram, rumo a Croácia e deu um aperto no coração ❤️.
No domingo (15) conhecemos a Sally e o Petter, também canadenses 🇨🇦 e compraram seu Cataramã na Argentina 🇦🇷, subiram o Atlântico e assim nos abordaram quando viram nossa bandeira de tripulação brasileira 🇧🇷. Super queridos e agradáveis. Os recebemos a noite no Pharea para um happy hour. Conhecemos um pouco sobre o percurso deles, nos deram várias informações e pelos rumos traçados, vamos nos reencontrar em futuras ancoragens. Estávamos sentindo falta de conhecer outros cruzeiristas e obter informações sobre os próximos locais que estaremos e conhecer estes dois casais de canadenses foi uma alegria, pessoas ótimas que estão levando a vida com o mesmo propósito de conhecer, estar nos lugares e contemplar as maravilhas que a natureza nos proporciona, belas paisagens é claro, por vezes, ventos e mar agitado, mas isso faz parte, já diz o ditado que “mar calmo nunca fez bom marinheiro” kkk.
Como sempre diz o Renato, o importante é estar com a embarcação 100% ok e isto inclui equipamentos, conservação, manutenção, itens de segurança, ou seja, que tudo esteja em ordem na hora que a condição do mar e vento apertarem e ela tiver que responder.

Estamos a mais de 60 dias no mar e temos feito a manutenção e conservação da Pharea e do bote de apoio de forma contínua, limpando o costado, as peças de inox, conferindo os cabos, hidratando a teka e a mantendo limpa, aproveitando a água da chuva para adoçar o cockpit, enfim diariamente há o que ser feito e assim também vamos ocupando nosso tempo livre.

A Bella tem sofrido um pouco com o calor e então procuramos passear com ela quando o sol está mais fraco de modo que ela possa fazer uma boa caminhada diária.

No convés, quando estamos de tro-lo-ló na proa, fizemos uma tendinha para ela se abrigar do sol. Não vimos muitos cães por aqui, existem sim muitos gatos 🐱, na rua! Nos muros, nos jardins… por todos os lugares. Os pets vendem produtos mas não vimos nada quanto a banho e tosa, assim diariamente passo a rasqueadera na Bella, limpo seus olhinhos e as vezes aparo seu pelo, é claro que tudo isso é possível…sempre em troca de um biscoitinho kkk. Namastê 🙏🏼

Dias 578 a 585. Morando a bordo em Kotor, Montenegro 🇲🇪. De 08 a 15 de julho de 2018.

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Pelos caminhos que levam a Crna Gora – Montenegro 🇲🇪

Voltamos para Kotor, explorar outros caminhos, pois aqui há muita história, antiga e recente. Chegamos na segunda (02) e jogamos ancora novamente em frente a cidade medieval fortificada (42°25.412’N –  18°45.975’E profundidade 10-12m).
Vista maravilhosa, vai e vem de turistas, vindos em grandes navios de passageiros.

A noite toda a muralha é iluminada, dando uma bela vista de nosso cockpit.
Na terça como já havíamos feito o passeio da cidade fortificada, fomos fazer a outra subida, que leva à parte de trás da Montanha Negra, o “Crna Gora” na língua dos montenegrinos.
Desde a Croácia tínhamos a curiosidade de subir numa destas gigantes montanhas da região, e hoje tivemos este prazer, pedras, muitas pedras mas com um visual lindíssimo e assim subimos além da cidade fortificada e chegamos ao topo da grande montanha.

Lá fizemos nosso primeiro “empilhamento” colocamos pedra sobre pedra e cada uma delas com uma intenção, fazendo uma espécie de meditação em harmonia com este ambiente tão agradável no alto da montanha.

No caminho cabras selvagens pastando, o visual da baía de Kotor, da cidade nova, da cidade velha, da fortaleza e na descida, depois de duas horas de subida, um pequenina igreja servia, com mais de mil anos e dentro dela, já abandonada em ruínas, um burrico deitado, fugindo do calor. Passeio fantástico que acabou sendo brindado com uma cerveja bem gelada, num dos primeiros bares da ladeira de chegada na cidade velha. Nasdrovia!!!
Havíamos comentado que ainda não tínhamos conhecido cruzeiristas por aqui… pois como não há praias, propriamente ditas, os cruzeiristas ancoram, vão para a cidade conhecer, fazer mercado, voltam para seus barcos e acaba não havendo um ponto de encontro. Mas, havíamos ancorado próximo de um barco canadense há uns dias atrás e nos cumprimentamos, depois os vimos novamente ancorados em Kotor, depois em Risan e finalmente nos conhecemos num happy a bordo do barco deles e depois tivemos o prazer de recebê-los a bordo. Judy e Jordan, moram há 9 anos no barco, já deram a volta ao mundo e estão na segunda rodada, o mascote deles é uma gata que não sei porque… ela e a Bellinha se estranharam kkk. Pessoas super gentis e queridas que nos deram muitas dicas de ancoragem, principalmente da Grécia, que será possivelmente nosso próximo país de ancoragem e por isso precisamos buscar informações sobre locais e pontos de ancoragem.
Assim, muito felizes, brindamos a nossa primeira amizade com velejadores estrangeiros 🍻. Quem morava bordo fica na companhia do outro 30 horas por dia rs rs rs … e sabe como é gostoso conhecer novas pessoas, ver seus hábitos e interesses, que geralmente são por belas paisagens ou a curiosidade no modo de vida de outros povos e culturas. A respeito disso comentávamos que na Croácia o comércio não disponibiliza sacolas para carregar as compras de forma gratuita, paga-se pela sacola nos mercados, feiras, lojas, etc… já aqui em Montenegro, que faz divisa com a Croácia, as sacolas são dadas de forma gratuita. Na Croácia 🇭🇷 , no comércio, por exemplo, a maioria fala também o inglês ou o italiano, já aqui em Montenegro 🇲🇪 falam mais o montenegrino ou sérvio. Enfim, são pequenas observações que vamos acumulando ao longo do tempo que passamos em cada lugar e isso é uma das riquezas que temos em morar a bordo. Namastê 🙏🏼

Dias 572 a 577. Morando a bordo em Montenegro 🇲🇪. De 02 a 07 de julho de 2018, em Kotor.

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Conhecendo a montanhosa baía de Kotor, Montenegro 🇲🇪

Dia 23 (sábado) levantamos ancora e rumamos para Kotor. Paramos para abastecer na Marina Porto Montenegro, na baía de Tivat e algumas milhas depois entramos no Golfo de Kotor.

Lugar onde o mar se encontra com as altas montanhas rochosas, formando um desenho único.  A paisagem nos impressiona pela grandeza dos elevados penhascos de calcário. No caminho pequenas e muito antigas cidades, com duas ou três quadras subindo em  direção as montanhas, que se estendem ao longo de toda a costa. Muitas igrejas com suas altas torres se destacam de longe.

Entramos e ancoramos em frente a cidade fortificada (42°25.385’N – 18°45.975’E), onde permanecem preservadas a velha cidade e sua fortaleza medieval, que por sua beleza excepcional foi declarada Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO.

Habitada desde a Roma Antiga, pertenceu também a República de Veneza, fato visto até hoje na arquitetura da cidade. A velha cidade medieval é aberta à visitação e recebe milhares de turistas do mundo todo.
No domingo (24), fizemos a caminhada até o alto da montanha, subiram conosco a Thaís e o Beto, do Sailingaw, subimos os mais de 1.350 degraus, encantados por poder presenciar algo do mundo antigo e desfrutar da belíssima vista da cidade de Kotor e da baía onde ancoramos a Pharea.  O Renato estava alerta com a previsão de vento forte Noroeste, em função de uma frente que estava na área e o vento chegou no meio da tarde e continuou com rajadas de até 34 knots durante a noite. No cockpit o Renato sinalizou com a lanterna e soou a buzina para dois outros veleiros que garraram, felizmente nenhum incidente ocorreu. Pela manhã resolvemos mudar de ancoragem pois estávamos com outro veleiro ancorado muito próximo. O vento não deu trégua e o Comandante tentou três vezes nova ancoragem, mas no espaço disponível o fundo era coberto por um limo que não dava boa tensa e ele não se sentiu confortável para permanecer, assim levantamos ancora e rumamos em busca de um lugar abrigado de Noroeste. O Renato procurou e definiu por irmos para Risan, onde ancoramos em frente a cidade (42°30.811′ N – 18°41.592’E), de frente a uma grande montanha por onde vinha o Noroeste.

O vento continuou entrando mas a ancoragem estava perfeita, a Pharea fazia seu desenho comandada pelo vento, estávamos bem e seguros e ainda com o capitão alerta dia e noite no cockpit. O vento que entrou no domingo só parou na quarta então permanecemos por alguns dias em Risan, uma pequena e pacata cidadela, que soubemos, muito antiga. Data do século 4 AC, de lá para cá já passou por inúmeras mudanças e domínios e conserva um local de visitação com mosaicos, remanescentes dos tempos romamos, que foram prósperos chegando a ter uma população de mais de 10.000 habitantes, sendo que hoje são pouco mais de 2.000 habitantes. Praticamente não se vê vestígios das ocupações e de tantas batalhas que se deram aqui, invasões e guerras acabaram por destruir a história, que com certeza permanece na mente daqueles que vivem aqui. Nós que chegamos agora, estamos curtindo esta bela enseada, rodeada por altas montanhas e temos feito caminhadas e um dia destes fomos até uma cidade vizinha chamada Persat, que como vimos conserva ainda vários vestígios de sua história.

Este texto reproduzido da internet descreve bem o lugar “Parecendo um pedaço de Veneza que desceu do Adriático e se ancorou na baía, Perast (Пераст) cantarola com memórias melancólicas dos dias em que era rico e poderoso. Apesar de ter apenas uma rua principal, esta pequena cidade possui 16 igrejas e 17 antigos palácios grandiosos. Enquanto algumas são apenas enigmáticas ruínas brotando buganvílias e figos selvagens, outras são apanhadas no redemoinho de renovação que atingiu a cidade. A cidade desce da auto-estrada para uma estrada estreita à beira-mar (Obala Marka Martinovića) que percorre todo o seu comprimento. No seu coração está a Igreja de São Nicolau, situada numa pequena praça ladeada de tamareiras e os bustos de bronze de cidadãos famosos. Os marcos mais famosos de Perast não são em terra: duas ilhas peculiarmente pitorescas com histórias igualmente peculiares”.

A ilha de Sveti Djordje que contém o mosteiro de mesmo nome, data do século XII, e nela se encontra o cemitério da antiga nobreza de Perast. A Ilha é aberta à visitação, porém há um período que serve para descanso do clero católico, quando os turistas não são autorizados a acessar.

A outra Ilha, Gospa od Škrpjela (Nossa Senhora das Rochas), tem 3030 m², é artificial e foi formada a partir de rochas e restos de velhos barcos afundados. Existe uma tradição conhecida com o nome de Felsenwerfens, no dia 22 de Julho as pessoas atiram pedras ao mar para festejar a construção da ilha e supostamente fazendo com que sua superfície aumente pouco a pouco. A bela igreja de cupula azul, foi construída em 1632 para substituir a outra construída em 1452, a ilha e toda a baía de Kotor foram classificadas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Desde que chegamos e temos andado pelas cidadelas, notamos que as pessoas cultivam árvores frutíferas nos quintais, quase que obrigatoriamente, nos deparamos sempre com pés de romã, oliveiras, parreirais de uva, pés de figo, pés de cereja, amoreiras e ainda uma quantidade gigante de pés de louro-cravo (usam até como cerca viva), um tempero muito usado em minha casa, que descendo de italianos da região da Dalmatia.

Este quadro se repete nos quintais, na beira de estradas e por todos os lugares, é impressionante… pena que ainda não é época de colheita das frutas, assim temos comprado nas feiras cerejas, damascos frescos, ameixas e outras frutinhas vermelhas comuns por aqui. Namastê 🙏🏼
Dias 563 a 571. Velejando e morando a bordo em Montenegro 🇲🇪. De 23/06 a 01 de julho de 2018.

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