Historiando a Tunísia 🇹🇳

Estamos na Tunísia 🇹🇳 e vamos conhecer um pouco de sua história. É a nossa primeira vez numa cidade do “mundo árabe”. Além do árabe a outra língua bastante falada é o francês, então… “voi là”.
Desde o século XII a.C., os fenícios instalaram portos aqui no Norte da África. Eles eram grandes navegadores e detinham o comércio marítimo desde grande parte do Mediterrâneo. A cidade de Cartago, próxima à cidade de Tunis, capital da Tunísia, foi fundada por eles no século VIII a.C. e dois séculos mais tarde, o reino de Cartago cobria a maior parte da Tunísia moderna. No entanto, Roma, que dominava a Península Itálica, almejava o controle do comércio no Mar Mediterrâneo o que acabou por desencadear as chamadas Guerras Púnicas, entre os anos de 246 a.C. e 146 a.C. e Cartago passou a ser parte do Império Romano, situação que durou até meados do século VII d.C. quando os árabes muçulmanos, apesar da tenaz resistência romana, conquistaram a região e transformaram a cidade de Túnis no mais importante centro religioso islâmico do norte da África. Em 1574, a Tunísia foi incorporada e administrada pelo Império Turco-Otomano até 1881, após o que se torna protetorado da França.
Na Segunda Guerra Mundial, o país foi ocupado pelos alemães e foi palco de muitos combates. Com o fim do conflito floresce o movimento nacionalista e em 1956, a França concede independência à Tunísia. Habib Bourguiba, o principal líder nacionalista, é eleito para a presidência em 1959 e permanece até 1987. O segundo presidente foi Zine El Abidine Ben Ali que ficou 24 anos no poder, até 2011. Nos últimos 8 anos houve mais cinco presidentes, sendo o atual Kais Saied com mandato até 2024. Depois da independência houve vários conflitos econômicos e sociais e movimentos que resultaram em avanços no que diz respeito aos direitos humanos.
A Tunísia que estamos conhecendo, mesmo com 99% da população sendo muçulmana, nos parece bastante ocidentalizada, os hábitos diferentes que percebemos são em relação as vestimentas femininas, véu na cabeça e roupa longa cobrindo todo o corpo, muito embora na rua encontramos também muitas mulheres com roupas comuns como jeans e camiseta e no tocante aos homens, o hábito de frequentar as Mesquitas para as rezas que acontecem cinco vezes ao dia.
Nosso primeiro programa turístico foi conhecer, bem na área central de Monastir, o Mausoléu do primeiro presidente Habib Bourguiba, que é bastante idolatrado pelo seu povo. É uma construção simétrica, ladeada por dois minaretes (torres) de 25 metros de altura.

A construção durou mais de 20 anos e foram utilizados os materiais mais nobres: madeira de oliveira, mármore e ouro fino.

Ficamos encantados com os detalhes da construção, as cores e a representatividade do local. Aqui tudo tem muitos detalhes, ornamentos, cores… As janelas, as portas… Tudo com muito significado e estamos adorando e há muito a conhecer!  Namastê 🇹🇳

1253 dias, 25 de novembro de 2019, inverno no norte da África, Monastir.

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Enfim África! Palavras do Comandante 🇹🇳

Quem conhece o Renato sabe que ele é muito discreto e reservado em seus comentários e hoje ele nos surpreendeu, de forma marcante, quando escreveu este texto:

Enfim, África! Após 49 horas de navegação, chegamos na Tunísia, país onde vamos passar este inverno. Nestas 49 horas, entre Siracusa e Monastir, fomos castigados por um mar duro, com ondas não altas, entre 1 e 1,5 metros, mas totalmente desencontradas e com um período muito curto, o que fazia com que o barco balançasse para todos os lados e fosse impossível “encaixar” o barco entre as ondas. A Expressão “estamos em uma máquina de lavar roupa “ se encaixa bem aqui! Parecia, que após um ano sem navegar (sim, um ano, pois chegamos na Itália para invernar em novembro de 2018, em maio de 2019 voltamos ao Brasil e só retornamos ao mar agora) o Mar Mediterrâneo queria nos testar…eu sei que estamos na época errada para esta travessia, mas parecia que o tal do Med queria testar à nos quatro, Eu, Caci, Bella e a Pharea. Queria ver se realmente éramos fortes o suficientes para aguentar essa vida à bordo que todos pensam ser glamourosa mas na realidade é bem dura muitas partes do tempo, principalmente em algumas travessias. Fortes para aguentarmos os turnos de solidão na madrugada fria. Fortes para aguentar os borrifos de água salgada, e gelada que invadiam o cockpit. Fortes e ao mesmo tempo sensíveis para deslumbrar e entender o significado do nascer e por do sol e da lua, que no mar são inesquecíveis e diferentes a cada dia. Pois bem, fomos e somos fortes. Mesmo após um ano de fatos marcantes e difíceis para nós, sem navegar, esses dias foram fantásticos! Cansativos, mas fantásticos. Poder voltar a navegar é uma sensação indiscritível, de liberdade plena! Claro que algumas vezes você se pergunta, “o que é que eu estou fazendo aqui?”. Mas agora que chegamos ao nosso destino, pelo menos por hora, pois quem mora à bordo nunca tem um destino definido, estamos felizes de ter voltado ao barco. Eu, particularmente, triste, pela perda da minha mãe, por não poder ter velejado com meu pai AINDA, como eram os planos iniciais, mas tenho certeza que isso logo a gente resolve. Mas, Estou também muito feliz em ver a evolução da Caci, como marinheira de verdade, fazendo os turnos noturnos e ficando brava comigo quando eu subia ao cockpit antes do turno dela acabar. Feliz com a Bella, que é uma companhia amável e carinhosa à bordo. Feliz com a Pharea, que após toda a surpresa negativa que nos causou com o problema do motor, se comportou bravamente em um Mediterrâneo que claramente nos testava. Feliz por meu pai que superou um período difícil e agora está bem. Enfim, vamos para mais um inverno. Agora na África!”

Eu que o acompanho nesta incrível jornada de viver a bordo, posso afirmar que ele é uma fortaleza. Determinado e dedicado a realizar nossos planos. Incansável fisicamente e em buscar conhecimento sobre os equipamentos e sobre o funcionamento de tudo na Pharea e posso afirmar que a cada dia ele avança, pois o barco, como bem definiu meu sogro, com sua visão de arquiteto: É uma casa viva! Que vive na água em movimento constante e ela responde a tudo isso e por isso requer manutenção contínua. E esta casa viva é nossa casa… que amamos e que nos possibilita conhecer tantos lugares nos proporcionando fortes emoções…

Estamos no terceiro ano de vida a bordo, e trazemos na bagagem as lembranças vividas na Croácia, Montenegro, Grécia, Itália e agora chegamos na Tunísia 🇹🇳 e só queremos que venham muitos anos mais, outros países e outras culturas, pois ainda há muito a conhecer 🌍. Namastê 🙏🏻

1250 dias, 22 de novembro de 2019, dia que chegamos no norte da África, Monastir.

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Travessia do Mediterrâneo Itália 🇮🇹 ➡️ Norte da África 🌍

Quantas vezes pensamos nisto… atravessar o Mediterrâneo e chegar numa das portas de entradas do mundo muçulmano. Pois bem… chegou a hora. O Comandante conferiu a previsão do tempo e viu que não faríamos nenhuma das três opções iniciais (post anterior) e que daqui de Siracusa faríamos uma pernada só até Monastir.
Quarta-feira (20) zarpamos após o café da manhã, pouco antes das 9 horas. A previsão era de saída com vento de 20 a 25 knots e chegada com pouco vento, mas o que encontramos o tempo todo da travessia foi vento de proa e mar agitado com ondas desencontradas. Assim caturramos muito, e quando trocávamos de turno me sentia ainda no embalo do sobe e desce e das estancadas duras quando a Pharea descia alcançando o mar lá em baixo. A Bella ficou bastante assustada com o barulho das ondas sob o casco… quando ela estava no cockpit usou colete salva vidas e nós também inauguramos nossos coletes auto-infláveis, que aliás adoramos… leve, fácil de ajustar, de vestir e com opções de tamanho da fita de segurança para prender na linha da vida. Como tivemos chuvas fortes nos dias anteriores o mar estava com muitas algas e tocos de madeira boiando… depois que contornamos a pontinha da bota da Itália 🇮🇹 o Renato sentiu o leme pesado, estávamos próximos a Porto Palo e ele decidiu parar e mergulhar para ver o que havia com o leme ou se algo estava preso no hélice. Não estava quente e acho que a água a uns 18 graus, felizmente ainda havia sol… tirou a touca, o casaco, as botas e vestiu sua roupa de neoprene e mergulhou… achou um pedaço de cabo no hélice, pôde conferir tudo pois a água estava bem clara. Retornou tomou uma ducha na popa brrrrrr brrrr…. estava bem frio lá fora e com vento gelado… minutos depois retornamos nossa jornada. Realmente, acredite, não é nada fácil ser o capitão 👨‍✈️. Muitas ondas levantavam o spray de água nos molhando mas, em contra-partida, as visões fantásticas do nascer e do por do sol e da lua… além de um céu magnífico com as estrelas do Norte e as estrelas cadentes. Na primeira noite durante meu turno olhei para a esteira de água e lá longe vi um navio todo iluminado, dourado… achei bem estranho…não eram luzes brancas como os demais navios e sim dourado de ponta a ponta… fiquei olhando sem entender exatamente… alguns minutos depois descobri que na verdade não era um navio e sim a lua minguante que nascia e suas duas pontinhas davam a impressão de ser a popa e a proa de um navio… navio sim porque era bem grande kkk. Depois que deixamos de ver as luzes do continente europeu, o próximo clarão que vimos foi da Ilha de Malta 🇲🇹, que ficou por bombordo, depois da Ilha Di Linosa (que poderia ser um local de parada se precisássemos) e da Ilha Panteleria… mas passamos ao largo e não chegamos a ver terra. Dois dias de mar agitado, ondas desencontradas, ventos constantes entre 15 e 25 knots… na manhã do terceiro dia já começamos a avistar o continente… uma emoção surgiu e tivemos a certeza de que tudo é possível… daqui a pouco chegaremos na África. Não na África dos elefantes e dos inúmeros animais que permeavam a imaginação de quanto éramos crianças mas a África do deserto, dos oásis e dos beduínos, o norte da África. Nos aproximamos e o Renato chamou a Marina Cap Monastir pelo rádio e não obteve retorno, insistiu a medida que nos aproximávamos mas ninguém respondeu… o Renato passou o canal de entrada da marina e não identificamos ninguém… até que vimos um senhor abanando e nos orientando onde atracar em 35°46.786’N – 10°50.006’E, sim havíamos chegado, após 49 horas de navegação e de 256 milhas náuticas, mesmo cansados… muito felizes por esta travessia que há muito esperávamos. Namastê 🙏🏼

1250 dias, 20 a 22 de novembro de 2019, chegando no norte da África, Monastir.

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Velejando de Roccella Ionica para Siracusa, Sicília, Itália 🇮🇹

Segunda-feira (18) dia de finalmente deixarmos Roccella Ionica. Chegamos aqui na Itália 🇮🇹 em 12/11/18, sim a mais de um ano. Passamos o inverno, no verão fomos para o Brasil 🇧🇷 e retornamos para cá em meados de setembro, ficando mais dois meses por conta do problema que tivemos com o motor. Mas como tudo passa… passou!!!
A expectativa do Comandante é sair hoje no meio da manhã, dando um tempo para que as ondas que quebram no canal de saída da marina baixem um pouco.  Nossos amigos também estão na expectativa e monitorando o tempo, pois há mais de 20 dias não dá uma janela contínua para que possamos sair rumo a Tunísia 🇹🇳.
O Comandante traçou três rotas possíveis…
Opção 1 – 7 dias: Roccella Ionica – Bova, Bova – Siracusa, Siracusa – Porto Palo, Porto Palo – Ragusa, Ragusa – Licata, Licata- Ilha Panteleria, Ilha Panteleria – Monastir, Tunisia 🇹🇳;
Opção 2 – 5 dias: Roccella Ionica – Siracusa, Siracusa – Ragusa, Ragusa – Licata, Licata – Panteleria, Panteleria – Monastir, Tunísia 🇹🇳;
Opção 3 – 3 dias: Roccella Ionica – Siracusa, Siracusa – Licata, Licata Monastir, Tunísia 🇹🇳;
Ok, chegou a hora de partir. O Renato deu saída na Guarda Costeira, soltou as amarras e às 10 horas zarpamos, dia ensolarado, canal de saída da marina com ondas menores e nós nos sentindo muito felizes… velejando após mais de um ano. Muita coisa passando pela cabeça, muita expectativa por uma boa viagem, por um bom desempenho da Pharea e uma vontade imensa de seguir adiante.
Para essa perna preparei sanduíches e risoto pré-pronto, se tiver condições de cozinhar… para beber Pepsi, Red Bull e chá. O mar estava um pouco batido no começo mas foi alisando e fizemos uma boa viagem.

A noite estava linda… a lua 🌙 iluminando o mar e o céu cravejado de estrelas… fizemos turnos de três horas, mas sabe como é o Comandante mesmo de folga do turno continuava sempre alerta… um olho fechado e outro aberto kkk.
Chegamos em Siracusa, Sul da Sicília, perto das 7 horas da manhã e o Renato chamou a Guarda Costeira para orientação quanto a ancoragem na baía. Ficamos pasmos… eles pediram que aguardássemos e depois nos chamaram no rádio informando as coordenadas onde deveríamos ancorar… isso foi inédito, pela primeira vez a orientação veio em forma de coordenadas kkk. Chegamos e ancoramos no lugar definido pela Guarda Costeira, em 37g3.428 N e 15g50.589’E, cerca de uma milha de Siracusa, visual belíssimo da cidade velha. Colocamos nosso novo bote na água e partimos para a cidade…. perambulamos pelas ruas, revisitamos os alguns lugares que conhecemos com a Lili e o Pádua, quando nos visitaram este ano, fizemos feira e fomos na Guarda Costeira.

O Renato falou com eles que gostaríamos de dar saída da Itália… mas como só sairíamos no dia seguinte, pediram para voltar no fim da tarde para carimbar o passaporte. Retornamos para o barco e a chuva que constava na previsão chegou e chegou forte… não parava e não teve outro jeito ao fim do dia senão colocar capa de chuva e encarar a ida até a imigração… uma milha de bote com chuva não é o melhor programa… mas encaramos, chegamos lá… carimbamos o passaporte e estávamos prontos para sair do país na manhã seguinte. Noite de muita expectativa com a travessia do Mediterrâneo… enfim aqui e prontos para zarpar. Só a agradecer. Namastê 🙏🏼.

1247 dias, 18 e 19 de novembro de 2019, deixando Roccella Ionica rumo a Siracusa, Sicília, Itália 🇮🇹.

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Longo tempo de espera 🇮🇹

Nosso último mês na Itália 🇮🇹 foi um tempo de espera. Queríamos sair o quanto antes para pegar um bom tempo para a travessia até a Tunísia 🇹🇳, mas as coisas foram se enrolando e até acharmos uma mecânica para a retirada e conserto do motor… foi um longo caminho, que acabou se prolongando ainda mais pelo não cumprimento do prazo de entrega do serviço. Bem o motor teve um problema com o sistema de exaustão, o que acabou ocasionando o retorno de algumas gotas de água salgada para o quarto cilindro, e como o motor ficou sem funcionar por quatro meses, o quarto cilindro acabou travando com o sal da água.
Durante este tempo de espera o Teixeira aproveitou para ir até Barcelona, uma cidade da Espanha 🇪🇸 conhecida pelo seu acervo histórico e cultural, muito presente na arquitetura através das obras de Gaudí, grande arquiteto espanhol e é claro que também foi conhecer o Camp Nou, estádio de futebol do Barça.
Nós ficamos na Marina até a subida do barco e depois precisamos locar uma casa em Roccella para ficarmos durante os serviços.

O Renato diariamente ía até a marina acompanhar os serviços e eu e o Teixeira aproveitávamos para ir á feira, preparar comidinhas italianas e toda manhã o Teixeira passeava com a Bella.
Final de tarde quando o Renato voltava, íamos passar na cidade, tomar um sorvete ou comer um doce numa patisserie maravilhosa daqui.

Durante nossos passeios, no caminho começamos a sentir um forte cheiro… não sabíamos o que era… depois descobrimos que no quarteirão onde estávamos havia uma casa que “macinava” as olivas para a produção do azeite…. e aquele era o cheiro produzido durante o processo da prensa da azeitona.
Voltando ao barco… Enquanto o motor foi para a retifica foi feita a pintura do fundo, depois a colocação do motor e finalmente a Pharea retornou para a água.

Ainda foram alguns dias de trabalho com a ajuda o amigo Joseph até realmente ficar tudo pronto e várias horas de motor para testar se tudo estava realmente ok.
Recebemos a visita dos amigos italianos Daniela e Ilario e ganhamos um litro de azeite, extra virgem e orgânico, produzido pela família da Daniela, muito delicioso, de coloração dourada… tudo fica muito bom com ele… uma delícia 😋.
O Renato estava ansioso para zarpar e acompanhava a previsão do tempo full time,mas não dava janela suficientemente grande para sairmos. Neste interim o Teixeira resolveu retornar daqui da Itália 🇮🇹, pois queria chegar no Brasil até fim de novembro e também com a demora nem daria tempo para fazer um tour na Tunísia 🇹🇳, pois já teria que voltar. Foram ótimos dias que passamos juntos, conhecemos muitas coisas, muitos sabores e ficamos felizes por ele ter ficado este tempo com a gente. É claro que o Renato não ficou satisfeito pois o novo tripulante não chegou a velejar kkk.
Foram semanas e semanas de tempo ruim, muito vento, janelas curtas e na última semana ventos de até 60 knots, com chuva e vento contínuos durante mais de 24 horas. Várias cidades italianas de norte a sul sofreram com a chuva. Veneza decretou estado de calamidade, com água alta de 1,90 metros. Licata, na Sicília, teve suas ruas lavadas pela tempestade, carregando carros e árvores. Aqui em Roccella à beira mar onde nunca havíamos visto nenhum lixo, amanheceu com a Praia incrivelmente suja e na marina a maré, que chegou a subir a murada do pier trouxe muito lixo e foi depositando no molhe. Junto com outros velejadores fizemos a limpeza de um dos lados da marina e recolhemos mais de 10 sacos depois lixo, em sua grande maioria plástico e isopor.
Começamos as despedidas dos amigos de antes e dos novos amigos desta temporada, pessoas especiais que nos trouxeram bons momentos e a alegria do convívio nos churrascos e nos encontros. Aqui uma breve poesia feita pela Sara, que retrata este sentimento.
O Renato continua repassando seu check list e deixando tudo pronto para sairmos. Já guardamos as bikes em uma das cabines de popa, preparamos os suprimentos de cozinha, guardei todos os objetos soltos e tudo que possa quebrar durante a travessia… estamos prontos…
Finalmente chegou a janela de tempo, domingo (17), mas além da previsão de chuva (que não seria problema) o mar está agitado com ondas de 2,5 metros lá fora e para sair da marina o canal está bem assoreado e as ondas quebram de través. Na segunda será mais favorável, pegaremos tempo melhor. Que assim seja! Namastê 🙏🏼

1246 dias, de 07 de outubro a 17 de novembro de 2019, morando a bordo em Roccella Ionica, Calábria, Itália 🇮🇹.

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