Primeira vez na rota de um Ciclone, Mykonos, Grécia 🇬🇷

Ontem (25) nossas visitas nos deixaram. O vento foi contínuo o dia todo, o Renato checou a previsão do tempo e era mesmo um ciclone que estava se formando.

Pela manhã o barco estava coberto por muito pó trazido pelo vento, tanto que se acumulava pelo convés todo, o Renato lavou duas vezes e ainda se via pó acumulado.

Estamos no terceiro pier da marina, com outros veleiros nos dois bordos. O Renato começou a preparar o barco, pois as ilhas Cyclades, no mar Egeu, estão na rota do Zorba, como foi denominado o Ciclone. Constatamos que perdemos uma capa de defensa na noite anterior, de tanto roçar no veleiro ao lado em função do balanço continuo e depois perdemos mais duas, até que tiramos todas. Aí reparamos que muitos barcos estavam sem as capas das defensas, inclusive nosso vizinho que depois comentou que também havia perdido.
De olho constante na previsão do tempo e acompanhando cada atualização, o Renato definiu as providências para preparamos o barco e ficarmos em segurança em outro local, afinal não tínhamos ideia de como seria este forte vento. Assim reservamos um studio próximo onde ficamos de 29/09 a 01/10.
No seu check list de providências constava:
– Fechar o bimini, colocar sua capa e passar um cabo como reforço;
– Colocar mais um cabo um cada um dos bordos e outro na proa para reforçar a amarração;
– Tirar e guardar o dog house e passar cabo nas ferragens para segurá-las;
– Reforçar a amarração do bote na proa;
– Colocar mais um cabo reforçando a amarração da genoa;
– Chegar a mestra de enrolar, caçando o máximo possível;
– Tirar e guardar as bóias salva-vidas da popa;
– Passar cabo de segurança nas placas solares;
– Passar cabo de segurança na capa da roda de leme;
– Guardar os dois croks que estavam presos no guarda-mancebo;
– Enrolar e colocar velcro em volta da bandeira do barco;
– Colocar os cadeados nos paióis externos;
– Abastecer o barco de água e diesel, caso haja necessidade de sair em emergência;
– Desligar os cabos de água e energia do totem da marina.
Internamente tomamos as seguintes providências:
– Guardar tudo nos armários não deixando nada solto dentro do barco;
– Fechar o registro do gás;
– Fechar registro de diesel;
– Fechar registro de entrada de água da rabeta;
– Destravar o fogão;
– Fechar registros dos banheiros e da cozinha;
– Conferir o fechamento e trava de todas as gaiútas e vigias;
– Levar todos os documentos pessoais, do barco e da Bella;
– Levar lanterna, computador, iPads, celulares, rádio e carregadado.

Li que desde 1979 ocorreram somente 9 desses ciclones, que se formam pela junção de vários fatores, e dentre eles o aquecimento da água do mar, que naqueles dias estava com uma temperatura em torno de 31 graus. Mykonos, onde estávamos, era num determinado momento da previsão, o centro do ciclone, com previsão de rajadas de vento de até 160km/h. Chegamos a pegar rajadas de 100km/h quando estávamos na marina, muito balanço e barulho dos estais e cabos… mas o centro não se deu aqui… fomos acompanhando as notícias e vimos que causou grandes estragos na região do Peloponneso, de onde vimos vídeos de embarcações indo ao fundo após bater no pier levado pelas fortes ondas causadas pelo ciclone, outros jogados na Praia, outros subindo no píer com as ondas e também a inundação da beira mar de várias cidades das ilhas do Arquipélago.
Resumindo, nessa situação o Comandante primou por fazer o possível quanto à proteção da Pharea e por nos deixar em segurança em outro local.

Sentimos em deixar o barco mas foi o correto a fazer, pois como passou sem muita força aqui, poderia também ter ficado ainda pior. Quando se tem 50% de chance em cada um dos lados, o melhor é seguir o bom senso, foi o que fizemos.
Na segunda (01/10) retornamos para o barco e o Renato me disse: agora vamos fazer a logística reversa… deu trabalho mas colocamos tudo no lugar, ele lavou novamente o barco, retirou as amarrações e constatou que a capa de nosso motor de popa havia sumido… que pena, nos pareceu que foi uma encomenda ☹️
Amanhã, passado o susto, se a previsão continuar a mesma, zarpamos daqui para a Ilha dos pistaches.
Namastê 🙏🏼

Dias 661 a 665. Morando a bordo, Ilha de Mikonos, arquipélago das Ilhas Cyclades, Mar Egeu, Grécia 🇬🇷. Dia 26 de setembro a 01 de outubro de 2018.

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Mikonos “litle Venice”, uma das ilhas mais famosas do mundo 🇬🇷

Dia 23/09, o Comandante traçou o rumo em direção a Mikonos, uma das ilhas mais badaladas do mundo. Foram 48,7 milhas náuticas navegadas com vento constante na faixa de 20 a 35 knots, ondas subiam no convés e muito spray de água na tripulação. Mas todos ficaram firmes, ninguém enjoou ou reclamou do constante balanço e das caturradas que elevam a proa da Pharea em direção ao céu. A Bella ficou um pouco assustada com o barulho e a colocamos em sua casinha – que na falta do colindo do papai é seu porto seguro e aí tudo ficou bem.
Quando avistamos Mikonos na proa o vento apertou e o mar subiu com ondas no sentido lateral de 3 a 4 metros num intervalo curto, o Comandante nos manteve em segurança e depois de muita água no convés chegamos finalmente a Mikonos. Estávamos esperando a resposta da marina pública para atracar mas só tivemos retorno quando estávamos mais próximos e o Renato os acionou novamente em busca de retorno, via rádio.
Atracamos com alguma dificuldade em função do vento que empurrava a Pharea em direção ao veleiro atracado ao lado, nossa vaga era a penúltima do pier, mas o Comandante manteve a embarcação em segurança e atracamos (37°27.888’N / 25°19.627’E). Depois quando desceu e foi falar com o responsável da Marina, ele informou que não havia dado a resposta por que não sabia se poderíamos ficar ou não, pois com a previsão de ventos de até 60 knots, outras embarcações retornariam ao Porto. Passamos a noite ansiosos para saber se ficaríamos ou não e se não, onde iríamos nos abrigar. Na autoridade portuária o Renato foi atualizar a lista de tripulantes, pois nossos convidados partiriam daqui para Santorini e o atendente disse que devíamos ter dado saída em Corfu, no Porto onde demos entrada na Grécia… o Renato questionou a veracidade daquela afirmação e ficou de retornar no dia seguinte quando tudo se esclareceu… atendidos por outra pessoa que, como esperávamos, disse que estava tudo correto… mesmo sabendo que estávamos corretos, é sempre um aborrecimento quando há desencontros de informações.
Como era fim de tarde, tomamos banho, nos arrumamos e fomos para o centro de Mikonos, com o táxi boat do Porto ao lado marina. Realmente Mikonos é uma pequena Veneza, ruelas encantadoras e muito estreitas, algumas com passagem só para uma pessoa. Todas as casas na cor branca e com janelas azuis, independente de serem comerciais ou residenciais e no mesmo estilo… parecem cubos unidos e/ou sobrepostos…. notamos também uma quantidade impressionante de pequenas igrejas, como se fossem pequenas capelas distribuidas massivamente pela ilha toda… A cidade lotada turistas que iam e vinham de todos os lados entrando nas inúmeras lojas de souvenirs, roupas, artesanatos e restaurantes. Andamos bastante, jantamos e depois voltamos com o táxi boat.
A programação do dia seguinte (segunda, 24) era locar quadriciclos para conhecer as badaladas praias locais. Como a Marina fica junto ao Porto, que recebe navios de passageiros temos todas as facilidades aqui. A locação dos triciclos fica ao lado do mercado, na rua de cima da marina, super conveniente.
Quadriciclos locados partirmos em direção a Praia de Paragna, descemos visitamos e partimos para Paradise Beach, onde passamos o restante do dia tomando sol e curtindo a fantástica infraestrutura do restaurante, com espaços super transados e piscina com água do mar.
Passamos um dia super especial, todos curtiram muito.
E já chegou dia 25, dia que nossas visitas vão embarcar no ferry boat para Santorini.
Como previsto não houve nenhuma condição de descer de veleiro para Santorini. Estamos passando por um período de fortes ventos vindos do norte, que chegam aqui com força bastante expressiva. Pela manhã curtimos ainda o centro de Mikonos e às 14:30 horas nos despedimos.
Depois nos ligaram informando que o ferry atrasou a saída e que abortou a viagem deixando os passageiros na Ilha de Naxos, abaixo de Mikonos. Lá eles procuraram um lugar para ficar e aguardar as informações sobre quando iriam prosseguir.
Como o pessoal não é fraco, fizeram uma limonada deste limão, acharam hospedagem, saíram para jantar, nos dias seguinte (26 e 27) visitaram a cidade e fizeram passeio com guia… felizmente aproveitaram a estadia, cancelaram a ida para Santorini e voltaram de Naxos para Atenas, para pegar o voo para o Brasil 🇧🇷 no dia 29. Foi uma pena que no período que estavam aqui os ventos sopraram forte, descendo do norte através de um grande corredor chegando a 60 knots. No dia 25 já tínhamos a informação de que se tratava de um ciclone e que afetaria uma grande área, inclusive as ilhas Cyclades. Felizmente sempre estivemos abrigados, não conseguimos cumprir a programação inicial, mas como sabemos e nossas visitas entenderam, estando no mar são os ventos que dão a direção a seguir.
Muito feliz por recebê-los, foram dias super agradáveis, alegres e só  um pouquinho triste pelos lugares que deixaram de conhecer. Quem sabe em outra oportunidade podemos fazer o que deixamos agora para trás. O importante é que todos ficamos bem, eles conseguiram retornar na data marcada e ficamos agradecidos pelos dias maravilhosos que compartilhamos. Namastê 🙏🏼

Dias 655 a 658. Morando a bordo, Ilha de Mikonos, arquipélago das Ilhas Cyclades, Mar Egeu, Grécia 🇬🇷. Dia 23 a 25 de setembro de 2018.

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Kythnos – num casamento grego 💙🇬🇷

Deixamos Ágia Marina na manhã do dia 22 e seguimos para a Ilha de Kythnos, pertencente ao arquipélago das Ilhas Cyclades. No caminho vento em torno dos 20 knots e alguns sprays de água na tripulação. Próximo a chegada enfrentamos uma correnteza contra de cerca de 4 knots, já informada no Navionics. Contornamos a Ilha que no lado de fora parecia inóspita e desabitada e na chegada, após 35,2 mil has náuticas, apesar de que não avistávamos a entrada… mais próximos vimos uma pequena marina pública e nos dirigimos para lá. Ancoramos no pier da orla (37°26.575’N /24°25.586’E) e ao redor dele novamente uma bela e pequena cidade, com suas casas subindo a montanha espalhadas, todas pintadas de branco com portas e janelas azuis, esta é a norma a ser seguida em todas as ilhas que compõem o arquipélago das Ilhas Cyclades. Li que isto gerava uma unidade, uma identifição que fortalecia o poder.
A Ilha é inteira de rocha exposta, possui várias igrejinhas espalhadas, artesanato de barro, inúmeros hotéis e pousadas espalhadas pela Ilha, restaurantes, praias e aldeias pitorescas, tem transporte para outras ilhas, vestígios de abrigos usados na segunda guerra mundial, como a caverna Katafiki e grandes festas religiosas. Uma pena pararmos tão pouco com tanta coisa para conhecer.
Comemos algo no barco, nos arrumamos e descemos para conhecer a cidade e nos deparamos com um casamento grego cuja festa era num dos restaurantes da orla.  Pessoas arrumadas e felizes, cantavam e dançavam sem parar, sentamos no restaurante um pouco mais afastados mas no fim já estávamos dançando também no meio da rua. No restaurante ao lado houve a quebra pratos, apenas dois. Hoje a legislação não permite mais a quebra de pratos em restaurantes e locais públicos, ao invés disto eles jogam flores para afastar a má sorte e trazer bons presságios.
A navegada foi longa e cansativa mas quando chegamos todos estavam novamente animados. Em um dia só saber tanta história e presenciar a alegria contagiante do casamento que se realizava foi algo encantador, depois disso que venha uma boa noite de sono, sem marolas, paradinhos em nosso pier. Só a agradecer. Namastê 🙏🏼

Dia 654. Morando a bordo, Ilha Kythnos, Arquipélago das Ilhas Cyclades, Mar Egeu, Grécia. Dia 22 de setembro de 2018.

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Na Ilha produtora de pistache – Aígina, Grécia 🇬🇷 💙

Inicialmente não tínhamos planos de conhecer Aígina, mas a previsão do tempo nos trouxe para cá.
Em Aígina (19/09) atracamos na marina pública, jogamos âncora e depois amarramos os dois cabos de popa no pier. Havia um pouco de vento e várias embarcações circulando na área da marina, além dos ferry boats que levantavam marolas, na terceira tentativa ancoramos (37°44.762’N / 23°25.682’E) o Pedron jogou os cabos de popa e o Israel, comandante do veleiro ao lado, desceu e nos ajudou na amarração. Ele também está dando a volta ao mundo com Iael, sua esposa, e os três filhos, eles são israelenses, muito simpáticos e atenciosos.
A Ilha de Aígina tem vestígio de habitação em 3.500 a.C, na época do cobre. No alto está Kolona, a Acrópole de Aígina (cidade alta) da época onde havia o Templo de Apólo, construído em torno do século VI a.C., em nossos dias a ruína tem um só dos 11 pilares. A cidade alta era protegida com muralhas que datam 3.000 a.C. e que ao longo do tempo foram destruídas cerca de 10 vezes. Hoje ainda restam ruínas de edificações bizantinas da época.
A cidade hoje é uma graça, o pier é em frente aos restaurantes, sorveterias e muitas lojas que vendem pistache, inclusive citando a safra. O sabor é irresistível e ele é usado em muitas receitas além daquela torrada e salgada que conhecemos. Tem em barras com mel, em conserva, molho pesto, biscoitos…. todos maravilhosos… aproveitamos para andar pelas ruelas da cidade e conhecer seus encantos. 
Noite tranquila, na manhã seguinte (20/09) entrou um catamarã para atracar no nosso lado e estava levando nosso bote junto. O Renato pediu que aguardasse que ele mudaria o bote para o outro bordo mas o piloto da embarcação continuou avançando e acabaram por se desentender. O piloto saiu xingando e o Renato deu um chega pra lá nele e foi até o escritório da marina informar do ocorrido.

Depois disso saímos e fomos conhecer o templo e museu de Apolo. Andamos pelas ruínas da cidade velha e fotografamos nossos Apólos kkk o museu é bem interessante mostra vasilhames e peças de uso da época.
Ficamos sabendo que hoje, dia 20, é uma data especial para a Simone e o Pedron, comemoram 22 anos de casamento. Eu e a Stela saímos de fininho e fomos comprar duas tiaras de flores e um buquê para entregar a eles que estão de bodas. Foi um linda surpresa, não podíamos deixar passar em branco!
  Para comemorar fomos para a Praia de Marathon, paramos num ótimo restaurante com espreguiçadeiras à beira mar e passamos lá o restante deste dia especial.
Quando retornamos no fim do dia lá estava o piloto do catamarã ainda querendo encrenca, dois guardas do Porto passaram e ele os chamou e sugeriu que estávamos irregulares que deviam ver nossos documentos, o Renato mostrou e tudo estava ok. O Grego não parava de implicar e então os guardas deram um chega pra lá nele… disseram ao Renato que abrisse um boletim de ocorrência contra ele, por ter atropelado o bote e batido boca… conclusão ele era o piloto de um barco de charter, muito prepotente e mal educado, deste embrulho todo acabamos tendo o apoio do Israel, do barco ao lado e depois os meninos foram tomar uma vodka com ele e levaram um vinho para retribuir sua ajuda. Em todos estes meses foi o primeira pessoal mal educada e sem nenhum senso de coletivo que encontramos. Totalmente fora do clima de camaradagem que existe entre os velejadores, uma pena. Vamos informar a companhia de charter sobre seu comportamento agressivo e antiprofissional.
Dia 21 pela manhã, deixamos a marina de Aígina e rumamos para um ponto de ancoragem do outro lado da ilha, uma enseadinha chamada Ágia Marina, jogamos âncora (37°44.471’N / 23°32.350’E), os meninos desceram de bote até a cidade e trouxeram um belo pernil de carneiro para um churrasco no almoço. O Pedron preparou com sal grosso e depois pincelou com um molho a base de azeite e ervas, ficou divino.                   Tomamos banho de mar e mergulhando dava para ver muito lixo no fundo do mar, garrafas pet, vidros, latinhas etc… uma pena.
A tarde todos nós descemos para conhecer a pequena cidade, que tinha uma rua cheia de lojas de roupas, artesanatos, bijoux, souvenirs, etc… No retorno o mar estava com muita marola e a noite foi horrível, balançou o tempo todo, resultado do vento que havia entrado. Todos aguardavam ansiosos a saída daquele chato balanço. Como a expectativa era ir para Mikonos, o comandante, em função da previsão para os próximos dias, harmonizou para seguirmos para a Ilha de Kythnos, uma antes de Mikonos. Os dias estão passando muito rápido. Em cada parada há muito a conhecer.        A Grécia 🇬🇷 é riquíssima de histórias envolvendo seus deuses e as vezes nem dá tempo para ver e se aprofundar um pouco mais. No barco nossa rotina já está instalada, todos mantém suas coisas no lugar, ajudam nas tarefas e assim tudo fica em ordem rapidinho, optamos por tomar o café da manhã e fazer uma das refeições a bordo e na outra aproveitamos para conhecer a culinária local… sempre regada a muito azeite, tomate, pepinos e pimentões. Estamos em família com muita alegria e harmonia! Namastê 🙏🏼

Dias 652 a 653. Morando a bordo, Ilha Aígina, Mar Egeu, Grécia 🇬🇷. Dia 19 a 21 de setembro de 2018.

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Atenas – a cidade dos deuses 💙🇬🇷

Estamos agora no Mar Egeu e Atenas é uma megalópole, mais de 5 milhões de pessoas vivem aqui.

Na chegada pudemos ver a cidade esparramada por toda a costa e avançando internamente. Atenas é o “berço da civilização ocidental” e reúne muita história e mitologia.
Optamos por ficar na Zea Marina (37°56.212’N / 23°38.783’E) pois há previsão de ventos fortes nesta semana e assim ficamos abrigados para receberemos nossas visitas.

Aliás, no Brasil eles já estão se preparando para vir e começaram um esquenta de quebra pratos kkk
A Marina fica em Piraeus, onde também há o Porto bem próximo e com muito movimento em função dos grandes navios de passageiros que param aqui. Nestes dias ficamos preparando e adoçando o barco e conhecemos um pouco do bairro de Piraeus.
Na sexta (14) fomos até a embaixada do Brasil 🇧🇷 encaminhar uns documentos e vimos Acrópole de longe, lá no alto, rodeada pela cidade de Atenas.
No sábado preparamos as mochilas e fomos para o bairro de Plaka, ficar com nossos convidados, meu irmão Ilson e cunhada Stela e os amigos Pedron e Simone, todos de Sinop-MT. Eles alugaram um apartamento para dois dias, facilitando assim o deslocamento para os pontos turísticos de Atenas.

Chegaram entusiasmados e bem… só uma ducha… um brinde e saímos passear. A Stela se encarregou de ver os pontos turísticos para visitarmos e optamos por conhecer:
Plaka – conhecido como o bairro dos deuses, por sua proximidade com a cidade antiga de Acrópole. É o bairro mais antigo e tem ruelas com lojas de suvenirs, inclusive made in Grece, dos quais eles muito se orgulham: sabonetes, adereços, produtos gastronômicos, roupas gregas, e ao lado ruas com cafés e restaurantes servindo frutos do mar e comida típica grega, como o Gyros, Moussaka, Souvlaki, Yemista, salada grega, Kebab, iogurte grego e Ouzo, uma bebida típica feita de anis, tudo muito gostoso e com porções gulosas, digo, enormes! Nas ruas as calçadas são arborizadas com cítricos, pés carregados de laranja e limão na cidade toda.
Praça Sintagma – fica no coração geográfico de Atenas e abriga o prédio do Parlamento Grego. Em frente ao edifício do Parlamento está a tumba do “soldado desconhecido” vigiado noite e dia pelos “Evzoni” dois guardas vestidos com um uniforme curioso e tradicional.  Diariamente ocorre a troca de guarda e no domingo as 11 horas a troca é acompanhada por uma bela banda musical.

Praça Monastiraki – é um ponto de encontro no centro de Atenas com muitos cafés e lugares para sentar entre uma caminhada e outra. Nos arredores há o mercado de pulgas com muitas lojas de artesanato, roupas e souvenirs. Seu nome origina do fato de que no século XVII o local era um mosteiro.
National Garden – um grande parque com 160.000m2 e mais de 500 tipos de plantas procedentes do mundo todo. Um lugar para relaxar, caminhar e tomar um bom café.
Kolonati – um dos bairros mais elegantes de Atenas, com edifícios neoclássicos e modernistas, boutiques de luxo, adegas (onde compramos bons vinhos) e lojas com produtos de designers gregos.
Compramos ticket para visitar os pontos turísticos, que se localizam no alto da cidade antiga de Atenas e reúne várias ruínas e sítios arqueológicos.
Acrópole de Atenas – a maior atração de Atenas, tão famosa como o Coliseu e a Torre Eiffel, foi construída em 450 a.C. e suas ruínas sobreviveram a inúmeras guerras ao longo do tempo. A palavra Acrópole significa cidade alta, que eram construídas para proteger as cidades. No caminho passamos por uma feira de artesanato e antiguidades, que enchem os olhos dos turistas, como as tiaras douradas de ramos de louro, uma graça. O Ilson curtiu as ferramentas antigas!
Templo de Zeus – um grande templo dedicado a Zeus, sua construção começou em 512 a.C. e só foi concluído 600 anos depois, pelo Imperador Romano Adriano. Das 104 colunas do templo original restam ainda 15 delas para visitação.
Arco de Adriano – localiza-se próximo ao Tempo de Zeus e foi construído em 130 d.C.
Partenon – Templo construído no século V a.C. e dedicado a padroeira da cidade, Atenas. É o símbolo duradouro da Grécia e da democracia, e é visto como um dos maiores monumentos culturais da história da humanidade.
Templo de Atena Nike – templo em estilo jônico para a deusa Atena, deusa alada da vitória, também localizado na Acrópole de Atenas. Aqui os atenienses adoravam a deusa, na esperança de que ela os ajudasse na longa guerra contra a cidade-estado rival, Esparta. Este templo foi a expressão máxima da ambição de Atenas de se tornar a pólis mais importante da Grécia.

Odeão de Herodes Ático – um antigo teatro localizado na vertente sul da Acrópole de Atenas. As obras começaram possivelmente em torno de 174. O Odeão era uma estrutura coberta, e podia receber até 5 mil espectadores. Após as restaurações, desde 1957 voltou a ser usado para apresentações e festivais

Estádio Panatenaico – um dos mais antigos do mundo, 566 a.C. com capacidade para até 50 mil pessoas. No final do século XIX, a estrutura foi escavada e restaurada para o renascimento dos jogos em 1870 e 1875. O estádio também foi usado em 1896, naquela conhecida como os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna.

Museu de Acrópole – um belo museu, inaugurado em 2007, reúne peças, esculturas e outros objetos relativos à Acrópole, inclusive apresenta réplicas de vários monumentos, muito bonito e organizado ajuda a entender a história local.
Andamos muito e ainda ficaram alguns pontos que não visitamos.

A cidade é alegre, movimentada e os restaurantes convidativos para fazer uma boa refeição e apreciar a o vai e vem de pessoas que não pára. Há poucos shopping e o comércio forte é de lojas de rua, uma ao lado da outra, nos pareceu que esta dinâmica tem a ver com a segurança nas ruas, no Brasil 🇧🇷 as lojas migraram das ruas para o Shopping.

Atenas impressionou a todos pelo seu tamanho, boa comida e pelo seu estilo de museu a céu aberto, com ruínas expostas em vários pontos da cidade, uma cidade que é habitada continuamente a 3.400 anos. Nós que estamos acostumados a parar em pequenas cidades até estranhamos a correria da cidade grande, já os demais acostumados e com convivência mais próxima a São Paulo, nem estranharam tanto.
O Renato tem acompanhado a previsão do tempo e haverá ventos fortes, vindos do Norte, terça e quarta, assim ao invés de irmos para leste (Mikonos) onde há a ocorrência dos ventos, desceremos no sentido oeste para ficarmos abrigados e depois retomamos o percurso.
Na terça (17) voltamos para o barco e todos se instalaram, lotação completa das cabines. Todos reagiram bem ao pouco espaço e fiquei por vezes me perguntando…. qual o motivo de deixarem suas ótimas e confortáveis casas para passar férias a bordo… mas creio que o que vale é a nova experiência e isso é muito válido, podemos sempre fazer e experimentar coisas novas, isso nos enriquece!

Depois das explicações do comandante e da mostra sobre segurança a bordo todos ficaram safos bem rapidinho kkk. Fizemos as últimas compras de mercado e na manhã seguinte fomos para Salamina, uma Ilha bem próxima de Atenas, que inclusive foi seu primeiro porto.
Ancoramos numa enseadinha em frente a um pequena cidade (37°54.666’N / 23°30.824’E) e fizemos um churrasco maravilhoso, o Pedron pilotou a churrasqueira. Final do dia descemos para caminhar e paramos num restaurante que serviu um prato típico que o Ilson adorou: queijo feta, cogumelos frescos e tomate tudo assado com muito azeite, uma verdadeira delícia!
Estamos curtindo muito a companhia e a Bella já está a vontade com todos recebendo carinho e atenção. Muito bom estar a bordo e poder compartilhar com familiares e amigos os novos e interessantes lugares que estamos conhecendo na Grécia. Gratidão. Namastê 🙏🏼
Dias 643 a 651. Morando a bordo, Atenas e Ilha Salamina, Mar Egeu, Grécia 🇬🇷. Dia 10 a 18 de setembro de 2018.

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