Quase se despedindo da Croácia – Marina Dubrovnik, Croácia

E nossos três meses na Croácia estão quase chegando ao fim… hoje (12/06) saímos da ancoragem em Slano e viemos para a Marina Dubrovink. A princípio o Renato havia pensado em dar saída aqui… mas chegando na marina nos informaram de Cavat, cidade um pouco mais ao sul e então deixamos para dar saída na quinta-feira.

A Marina Dubrovnik é da rede ACI, como quase outras trinta por aqui e tem super estrutura e muita conveniência. Abastecemos de água, reabastecemos o botijão de gás de 3 kilos (fizemos a primeira troca em  35 dias), fizemos mercado, compramos itens e acessórios náuticos também aqui na loja da Marine Store (éramos clientes da loja em Split e Rijeka) almoçamos num ótimo restaurante e tudo isso dentro da marina praticamente, um luxo e uma super mão na roda. O acesso é pelo grande rio que entra no vale onde fica a marina, fica um pouco antes da cidade e próxima ao Porto da cidade.

Na chegada mais uma grande obra de engenharia, vimos muitas e belas obras nestes quase três meses, agora a vez de uma ponte estaiada. No interior da marina vários piers veleiros e grandes lanchas e nos passeios, cercas de flores e calçadas conectando tudo.

Tudo limpo e organizado. Uma grande piscina em frente ao restaurante, duas alas de vestiário e um  pátio de serviços. Nos chamou a atenção que não há muitos funcionários transitando pela Marina além dos administrativos. Cada embarcação pega o cabo da poita e coloca o barco no local indicado via rádio, mas é claro que dispõem de pessoal para auxiliar na atracagem se for necessário. O custo do pernoite na Marina foi de 730,00 Kunas (cerca de 450,00Reais) com água e luz no pier, porém  para lavar o barco tem uma taxa extra.

Com tudo em ordem comemoramos o dia 12, dia dos ❤ eternos namorados e Acabamos não saindo para conhecer o centro histórico da cidade, local famoso por ser cenário dos filmes Star Wars e Game of Thones, além de um super acervo não só histórico medieval mas também pela guerra que passaram a não muito tempo. Cidade de muitas histórias, com muita beleza natural nos seus arredores onde é cercada de resorts e grandes hotéis, com certeza o turismo é o principal pilar da economia e realmente eles preparam as cidades e tudo o que os turistas precisam, dando muitas opções de passeios para todas a sua idades: canoagem, bike, trilha, mergulho, passeios marítimos e a contemplação da natureza e das belas relíquias e ruínas da história. Lugar que voltaremos para conhecer e saber mais.

Saímos da Marina as 13h do dia 13 (quarta) rumo a Cavat, onde daremos nossa saída do país. O Renato conciliou o horário de checkout na marina com a previsão do tempo. Assim saímos após o almoço, com vento sudoeste entre 12 e 15 knots, porém com mar “quadrado” com ondas grandes e desencontradas que acabou assustando a Bella em função do movimento e do barulho. Passamos pela cidade velha de Dubrovink, mas não conseguimos ver muita coisa. Ela é toda cercada com muralhas é bem maior do que imaginávamos. Um pouco à frente nosso destino de hoje Cavat. Mais uma das belas cidadezinhas daqui, com duas altas torres de igrejas bem próximas, Porto, área de circulação arborizada, restaurantes e muitos hotéis e resorts.

Agora só aguardar a ida na Marinha, Alfândega e Imigração amanhã cedinho. Para hoje o por do sol mais belo que vimos por aqui. Namastê  🙏🏼

Dias 552 e 553, velejando na Croácia, morando a bordo da Pharea. ❤12 e 13 de junho de 2018.

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Avançando em direção ao sul da Croácia 🇭🇷

No sábado (09) deixamos Zuljana e rumamos para uma ancoragem antes de Dubrovink, nosso Porto de saída da Croácia 🇭🇷. Foram quase oito horas de navegação, cinco com velas abertas e três motorando.

Passamos por lindas encostas com grandes vinhedos e ficamos perplexos de ver como aproveitam tanto um terreno que nos parece totalmente árido, não fosse aqueles vários tons de verde desenhados nas montanhas nos provando o contrário.
Vimos também em nossa primeira tentativa de ancoragem, máquinas abrindo uma encosta e dando forma aos terraços, tal como era feito manualmente há séculos atrás, abrindo novo espaço para cultivo.

Mas esta ancoragem não foi possível em função da profundidade. Aqui praticamente a meia milha da ancoragem já têm isométricas apontando 50 metros de profundidade e velejamos sempre entre 50 e 120 metros. Assim, já estivemos em vários locais abrigados mas que não conseguimos fundear em função da profundidade.
No canal que leva para Dubrovinik, há nas montanhas cataventos eólicos que aproveitam todo o vento sudoeste que passa pela montanha, percorre o canal até o mar aberto e assim, tínhamos que achar outro lugar abrigado no canal. Recorremos novamente ao guia da Costa da Croácia e ao Navionics e identificamos a enseada de Slona.
Uma pequena e cidade, já no continente, a somente 30 km de Dubrovinik.

Totalmente turística: dois grandes hotéis, locação de barcos, Jet-ski, trilhas para bike, canoagem e o mesmo complexo de Marina, Porto, restaurantes e nada de poluição visual de lojas e mercados… as vezes nem conseguimos identificar o local de tão sutil que é sua placa ou indicação… não há distrações aqui com um comércio a cada esquina, ao contrário, nestas cidadezinhas só há hotéis, restaurantes, mercado tipo de conveniência, farmácia e banca de revistas…. uma lojinha ou outra que vende acessórios para a praia… canga, chinelo e sapatilhas de silicone, muito útil por aqui que as praias são de seixos e podem machucar os pés. Como nosso primeiro roteiro que era descer a costa da Croácia 🇭🇷, desde Rijeka (no noroeste) na região de Istria, depois a região da Dalmatia, onde fica também Split e chegar ao sul em Dubrovinik já estava quase se completando… ao final de quase 500 milhas náuticas percorridas, decidimos passar aqui uns dias para descansar e curtir a cidade.
Neste clima de verão e nesta tranquila ancoragem confeccionei a proteção contra os mosquitos, para as gaiútas do salão e das cabines, pois começou a esquentar e eles já começaram a aparecer. Muito simples, com tule branco faço a barra com crochê e as alcunhas para amarrar nos cabos que ficam usualmente no convés, agora já temos proteção.

A medida que os dias de navegação foram passando, comecei a observar os tempos e movimentos, como diria anteriormente em meu ambiente de trabalho, para a navegação com a Pharea e penso que ainda me tornarei uma boa imediata, podendo sentir no rosto a direção do vento e saber dar a ela o que ela as vezes não tão silenciosamente nos pede. Descobrir a Pharea será também uma grande descoberta para mim. Bons ventos. Namastê 🙏🏼

Dia 549, velejando na Croácia, morando a bordo da Pharea. 09 de junho de 2018.

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Próximo destino: pequeno paraíso azul Zuljana, Croácia 🇭🇷

Na sexta (08) saímos cedo com destino a Ilha de Kórcula, como a previsão era de entrada de vento forte, o Renato traçou nossa navegação rumo ao sul com parada em Kórcula. Velejamos pouco mais de 30 milhas náuticas até lá e decidimos avançar e chegamos numa bela e azul enseada chamada Zuljana.

Um cartão postal. Poucas casas, Porto para atracar, restaurantes e mercado e muitos turistas vindos de vários países próximos. Amamos o lugar, ancoramos no meio da enseada, em frente a cidadezinha, descemos para conhecer, fomos ao mercado, etc…. lá pelas 21h começou a entrar o vento previsto entre 20 e 40 knots. O Renato ficou no cockpit com chuva e lanterna em punho, pois o vento rondava, o   barco trabalhava e aí entendi bem o que ele sempre me diz quando a enseada é muito pequena…. não tem espaço para o giro 😝. As 02h fui também para o cockpit e fiz minha primeira vigília… manhã seguinte acordamos no cockpit com aquela cara de mal dormidos kkk.  
O vento estava mais fraco mas a ondulação balançava muito e decidimos por avançar.

Estávamos próximos de outro parque nacional, o Mjlet, mas nossa navegação estava já direcionada para o sul e assim deixamos para conhecê-lo na próxima passada por aqui. Há vários grandes parques por todas as regiões da Croácia 🇭🇷 com acesso via ferry boat o que é muito usual aqui…. as ilhas tem mais de uma cidade e este transporte vem e vai o dia todo. Vimos muitos turistas italianos, franceses e alemães… a pequena distância entre os países da Europa é um grande facilitador para os amantes de viagens.

Já sentimos o clima bem mais quente aqui… e nós duplamente felizes este ano pois teremos dois verões, o que passamos no hemisfério sul e o que nos espera aqui meados deste mês. Namastê 🙏🏼

Dia 548, velejando na Croácia, morando a bordo da Pharea. 08 de junho de 2018.

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Ilha de Hvar, a mais badalada da Croácia 🇭🇷

Segunda-feira (04 de junho), mês que abre a temporada de verão aqui, zarpamos de Luka Vinisce para a Ilha de Hvar, que em latim significa Pharus (farol) que por sua vez inspirou o nome de nossa embarcação, a Pharea.
Passamos por Trogir e entramos para ver mais uma bela cidade histórica com suas igrejas, aliás aqui não igrejas, se destacam de longe por suas torres e aqui a maior parte da população é católica.
  
Seguimos em direção a Ilha de Hvar, bem comprida e abriga várias enseadas e cidades com muita história desde os tempos em que era ocupada pelos gregos. Na Ilha há cultivo de lavanda, vinho e azeitonas e o ferry boat Jadroljnia leva pessoas, carros e cargas de um lado ao outro em vários pontos da Ilha.
Foi uma longa velejada de 6 horas, com vento contra e consultamos o aplicativo Navionics e o guia da Costa da Croácia, achamos uma pequena enseada onde ancoramos e lá passamos a noite sozinhos.
Na terça saímos em busca de local para abastecimento do barco e chegamos até as cidades de Jelsa e Vrbosca. Duas pequenas cidades bem próximas, com belas igrejas e fortalezas, com um centrinho com calçadas e restaurantes para receber turistas e também um camping para motorhomes que, como vimos nas outros campings que passamos, era área de nudismo.
Nos impressiona a organização e limpeza das cidades nas ilhas. As casas são todas pintadas de cores claras, telhados impecáveis marrons, lixeiras por toda a parte e praticamente nada de poluição visual ou de lojinhas por todos os lados. O que atrai os turistas é a história local e seus monumentos, igrejas e ruínas e a beleza natural de um litoral envolto em rochas e árvores coníferas, desde o sopé da montanha até a beira do mar. Uma paisagem bastante diferente para o nosso tropicalismo.
Na ancoragem haviam uns barcos de bandeira alemã e vários outros de charter, que chegaram e saíram ao longo do dia. A água bem transparente chama para um mergulho e com snorkel consegui ver um pouco de vida no mar, o que difere muito é a reduzida quantidade de peixes e sua coloração que é basicamente clara, tal qual a areia, ainda não vimos peixes coloridos, com cores fortes por aqui…. mas a costa como um todo reúne lugares únicos e não paramos de fotografar o tempo todo, tentando guardar um pouquinho da Croácia junto de nós.
Na quarta cedo percebemos que a Bella não estava bem, estava febril e não havia comido… ficamos preocupados, administramos uma dose de ….. e fiz compressas de água fria em toda ela, demorou um pouco mas a febre baixou e ela passou o dia todo indisposta e só a noite melhorou e voltou a ser a alegria em pessoa…. como dissemos dela 😀.
Levantamos ancora e fomos para Vrbosca abastecer e ainda na Ilha de Havar, nos dirigimos para a terceira ancoragem, buscamos mais de um lugar para ficarmos abrigados do vento que entrava e ancoramos no kamp Mlaska, um daqueles locais destinados ao turismo com motohomes e a praia é de nudismo. Ficamos novamente sós na ancoragem. Percebemos que aqui as embarcações pernoitam nas marinas e portos, exceto os cruzeiristas, que até agora identificamos mais barcos de bandeira alemã, mas em função de que não há praias com areia em muitas ancoragens, as pessoas acabam não se conhecendo por falta de oportunidade, cada um fica no seu barco, entra na água, faz as refeições…. já estamos sentindo falta daquele convívio tão caloroso que tínhamos com os amigos velejadores no Brasil.  Mergulhamos e vimos lguns bons cardumes de peixes, muitos pepinos do mar e também uma lesma do mar… bem grande… fiquei eufórica pois até agora e como já tínhamos ouvido falar, não há muita vida marinha aqui. Também já colocamos a capa na churrasqueira pois não conseguimos identificar a forma dos cortes de carne daqui e as tentativas de um churrasco a bordo não foram muito exitosas… mas a Croácia é muito mais e nos satisfazemos com suas belas paisagens de montanhas, imensos pinheirais, plantação de oliveiras e muitas frutas. E assim foram nossas três ancoragens em Hvar, mas ainda ficou muito para conhecer na próxima vinda para cá. Namastê 🙏🏼

Dias 544 a 547, velejando na Croácia, morando a bordo da Pharea. De 04 a 07 de junho de 2018.

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Lugar para descansar – Luka Vinisce, Croácia 🇭🇷

Levantamos ancora de Murter as 10 horas e velejamos rumo a Uvala Sinecica, nosso próximo ponto de ancoragem, rumando para o sul.

O dia estava ótimo, ensolarado, muitas velas no mar, chegando a ser inspirador ver tantos pontinhos brancos enfeitando o horizonte! No caminho o Renato alterou o local de ancoragem pois Sinecica, apesar de ser um belo local, não era abrigada de Noroeste. Tentamos uma segunda opção e também não era abrigada. Reformulamos a rota e seguimos adiante até Luka Vinisce… uma bela enseada, já com uma dúzia de veleiros ancorados e uma pequena vila…. com restaurantes, hotéis e pousadas.  
Ficamos nesta enseada os três primeiro dias de junho, o vento estava constante mas a enseada nos abrigou.

Nossa rotina era descer de bote para andar na vila, conhecemos de ponta a ponta…. não há Praia propriamente dito, da forma como estamos acostumados, mas aqui eles se deitam normalmente nos seixos ou ainda naquelas lajes que fazem para estender a toalha. Todos os dias visitávamos a gelateria e sempre pegávamos alguma coisa que estava faltando no mercadinho local.

Foram três dias com o barco ancorado, pois desde que saímos de Cres, quase todos os dias mudamos de ancoragem, tanto para aproveitarmos para conhecer outros lugares, bem como para nos dirigirmos para a costa sul.
Agora já saímos da região de Istria, que é o litoral norte da Croácia e estamos na região da Dalmacia, que é a região central e nosso rumo é Dubrovinik que fica no sul, quase ao final da Croácia 🇭🇷. Já percebemos que o clima aqui é mais quente e a água do mar também já chegou a 29 graus centígrados, deu para perceber a diferença de tempo também. Passeamos bastante em terra, pela vila, subimos um morro para ter uma vista da enseada, vimos muitos quintais de pedras e mais pedras, empilhadas em muros, usadas como telhados de velhas casas. Enfim, foi uma ótima ancoragem em meio a maioria de barcos com bandeira alemã. A vida segue dentro do previsto e a cada imprevisto conhecemos um pouco mais deste lindo lugar. Namastê 🙏🏼

Dias 541 a 543, velejando na Croácia, morando a bordo da Pharea. De 01 a 03 de junho de 2018.

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