Durante nossa estadia aqui em Monastir vimos muitos cemitérios, tanto aqui como em algumas das cidades que visitamos. Várias vezes vimos o enterro passar pelas ruas da Medina, com uma breve parada na Mesquita antes de ir ao cemitério. Mulheres e crianças não participam da procissão do enterro, cabe somente aos homens este papel.

Cemitério Kairouan

Cemitério Monastir
Achei bem interessando o conceito dos cemitérios daqui, todos os túmulos são praticamente iguais e sem nenhuma ostentação, como ocorre nos cemitérios no Brasil e outros países de tradição católica, com seus túmulos enormes e capelas gigantescas. Isso sem falar das funerárias que cobram elevado custo por seus serviços.
Quanto ao fato, a morte, segundo a fé islâmica, considera esta vida apenas uma preparação para o próximo reino. Quando um muçulmano morre, sua alma visita dois anjos Mounkar e Nakir e responde a eles sobre sua crença, seu profeta e seu Deus. Após essa ocorrência a alma permanece em Al-Barzakh, termo que designa o tempo que separa a morte da ressurreição.
O enterro obedece a um ritual religioso de grande importância para purificar o corpo. O corpo é lavado por um membro religioso (da família ou não), depois o corpo é enrolado em um tecido branco de algodão, inclusive o rosto, chamado de mortalha. Então o corpo é levado em um caixão, porém é retirado e colocado na sepultura diretamente sobre terra. No fundo da sepultura é escavada uma fenda para que o corpo se encaixe melhor, ficando sua cabeça voltada para a Cidade Sagrada de Meca. Nos dias que se seguem após o enterro, são feitos rituais religiosos de diferentes formas, conforme o local.

Fonte: http://www.galileu.globo.com
Bem, vale lembrar que registrei aqui as tradições culturais que encontrei em algumas fontes e que este texto foi escrito incitado tão somente pela curiosidade de saber sobre os costumes locais, já que no mundo todo há diferentes formas de lidar com essa situação, como na Índia, por exemplo, onde os corpos não são enterrados e sim cremados, onde o Deus do Fogo, senhor Agni, vem para purificar o corpo e libertar a alma.
São muitas as coisas interessantes e curiosas que encontramos pelo caminho e nossa bagagem vai se enriquecendo. Vida longa com saúde a todos. Namastê
Dia 1843, 12 de abril de 2021. Morando a bordo em Monastir, Tunísia, Norte da África.
Estamos nos preparando para sair da Marina neste mês de abril e a ideia é passarmos ancorados entre Malta, Grécia e Turquia nos próximos seis meses. A ansiedade e a expectativa já estão a mil. Eu estou empenhada em armazenar tudo o que for possível de mantimentos (comidas, bebidas) e material de higiene. Como estaremos na âncora, quanto menos precisarmos transportar coisas no bote melhor. Nossa ideia é depender apenas de buscar alimentos frescos, frutas, verduras e carnes.


Bem as bikes ficam onde? Quando estamos ancorados ficam numa das cabines de popa que usamos para depósito. Quando estamos na Marina elas ficam no píer e sofrem com as condições do tempo, chuva, sol, vento, maresia…. e uma vez o vento forte ou algum esbarrão, fez com que a encontrássemos caída na água do mar.
Aqui na Tunísia a Marina é muito perto da Medina e raramente usamos as bikes. Guardamos uma e outra ficou no píer e agora que estamos nos preparando para sair da Marina, chegou a hora de dar um trato nela. O Renato olhou para ela e disse: acho melhor jogar no lixo…. Mas eu não gostaria de deixá-la, então coloquei a mão na massa, lixei toda ela, exceto os pneus kkk, passei anticorrosivo e por ultimo pintei. O Renato recolocou os freios, a corrente, uns parafusos que haviam se perdido e levou numa loja fazer os ajustes que faltaram.
Uma das coisas que sentimos falta aqui é de um bom churrasco como tínhamos no Brasil. Não é o caso de não ter carne saborosa aqui, mas morando a bordo o acesso é mais limitado, geralmente estamos ancoramos próximos a pequenas cidades e não há muitas opções, ou como aquelas que têm no Brasil.
Mas quem conhece o Comandante sabe que ele aprecia um bom churrasco e que não mede esforços para fazer.

Agora é só esperar a próxima ancoragem e inaugurar a tábua de carne e não vai demorar, pois o churrasqueiro aqui tá sempre pronto! Namastê!
Um amigo nos indicou uma boa empresa para fazer a revisão das velas e o Renato mandou a mestra e a genoa para refazer os punhos e as birutas e substituir o UV da mestra.
