Estamos nos preparando para sair da Marina neste mês de abril e a ideia é passarmos ancorados entre Malta, Grécia e Turquia nos próximos seis meses. A ansiedade e a expectativa já estão a mil. Eu estou empenhada em armazenar tudo o que for possível de mantimentos (comidas, bebidas) e material de higiene. Como estaremos na âncora, quanto menos precisarmos transportar coisas no bote melhor. Nossa ideia é depender apenas de buscar alimentos frescos, frutas, verduras e carnes.
Todos os grãos e cereais são acondicionados em garrafas pet, com folhas de louro é bem fechadas para não entrar ar, assim podemos conservar por longo tempo. As massas embalamos em embalagem plástica e bem vedada também.
Começamos por fazer a lista de compras e depois de ir ao mercado vem a parte mais demorada, primeiro se livrar de todas as embalagens de papel… Isso é uma loucura, um volume enorme de lixo “limpo” que você trás do mercado e joga fora e em segundo, achar lugar para colocar tudo e de forma que fique a mão sempre que precisarmos pegar algo.
A lista foi bem grande, mas agora já temos um bom estoque de mantimentos para nos mantermos nestes meses de ancoragem. Os alimentos aqui são muito bons, as farinhas, massas, grãos, cereais, azeite de oliva e os temperos, muitos que ainda nem descobri como usá-los, mas o cheiro e as cores nos atraem para experimentar. Sei que bons ventos nos esperam e não vemos a hora de sair, ancorar, velejar e dormir ao some ao balanço das ondas do mar. Namastê
Dia 1845, 14 de abril de 2021. Morando a bordo em Monastir, Tunísia, Norte da África.
Bem as bikes ficam onde? Quando estamos ancorados ficam numa das cabines de popa que usamos para depósito. Quando estamos na Marina elas ficam no píer e sofrem com as condições do tempo, chuva, sol, vento, maresia…. e uma vez o vento forte ou algum esbarrão, fez com que a encontrássemos caída na água do mar.
Aqui na Tunísia a Marina é muito perto da Medina e raramente usamos as bikes. Guardamos uma e outra ficou no píer e agora que estamos nos preparando para sair da Marina, chegou a hora de dar um trato nela. O Renato olhou para ela e disse: acho melhor jogar no lixo…. Mas eu não gostaria de deixá-la, então coloquei a mão na massa, lixei toda ela, exceto os pneus kkk, passei anticorrosivo e por ultimo pintei. O Renato recolocou os freios, a corrente, uns parafusos que haviam se perdido e levou numa loja fazer os ajustes que faltaram.
Uma das coisas que sentimos falta aqui é de um bom churrasco como tínhamos no Brasil. Não é o caso de não ter carne saborosa aqui, mas morando a bordo o acesso é mais limitado, geralmente estamos ancoramos próximos a pequenas cidades e não há muitas opções, ou como aquelas que têm no Brasil.
Mas quem conhece o Comandante sabe que ele aprecia um bom churrasco e que não mede esforços para fazer.

Agora é só esperar a próxima ancoragem e inaugurar a tábua de carne e não vai demorar, pois o churrasqueiro aqui tá sempre pronto! Namastê!
Um amigo nos indicou uma boa empresa para fazer a revisão das velas e o Renato mandou a mestra e a genoa para refazer os punhos e as birutas e substituir o UV da mestra.

Aqui tem oferta de bom serviço em inox, dois ou três lugares que fazem o trabalho com qualidade. O Renato resolveu aproveitar este tempo aqui e fazer uma nova targa mais resistente e anexada a estrutura do barco.
O pessoal veio fazer a instalação da targa e o horário foi avançando e nós os convidamos para almoçar com a gente. Havia feito um prato típico daqui, cuscuz acompanhado de carne de panela e legumes, acho que aprovaram, só esquecemos de colocar colher na mesa, aqui para este prato, normalmente usam somente a colher.