Malta, 4 dias e 7 ancoragens!

Chegamos em Malta no dia 21 de abril

de 2021, nossa primeira ancoragem foi na Ilha de Malta, em Paradise Bay 35*59.042’N / 14*19.882’E / 8 metros de profundidade.Dormimos um pouco e as 7 horas içamos a bandeira amarela e nos dirigimos para a Ilha de Gozo, para fazer o chek in. O Renato contatou a Mgarr Marina que nos indicou o píer para atracar e ele se dirigiu para fazer as formalidades, apresentar nosso teste negativo do PCR e os documentos nossos e da Bella. Os atendentes extremamente solícitos e educados checaram a documentação e contataram um Veterinario para vir a bordo verificar a Bella, ocasião que tomou um vermífugo e teve seu chip checado, conforme o protocolo de entrada daqui. Tudo resolvido, Crew list carimbada. Sim, nossa aventura em Malta está só começando!

Saindo da Mgarr Marina já percebemos o movimento intenso dos grandes ferrys que fazem a travessia entre as ilhas, avistamos quatro, num vai e vem constante. E avistamos também nossos amigos canadenses Dany e Caroline, que deixaram Monastir duas semanas antes que nós e gentilmente vieram dar as boas vindas e nos ciceronear até conhecermos um pouco deste país, formado por um arquipélago de três ilhas, que parece incrível!

Seguimos nossos amigos e ancoramos em Armier Bay 35*59.542’N / 14*21.433’E / 8 metros de profundidade. A água do mar é linda, azul piscina, dá para ver a areia no fundo, pena que ainda está fria, mas com certeza curtiremos muito quando estiver mais quente, afinal ainda estamos começando o segundo mês da primavera. Para nós brasileiros, acostumados com o calor, achamos que aqui ainda está muito frio.
Bem depois das boas vindas dos amigos, organizamos o barco e descansamos um pouco. A tarde a Marita, uma amiga Maltese, que conhecemos em Monastir, veio de carro para nos levar dar uma volta e aproveitei para comprar o sim card do telefone, algumas guloseimas e uns derivados de porco no supermercado….

Oh… Presunto cru, cozido, costelinha de porco, bacon, linguiça… Enfim as coisas que estamos com vontade de comer, depois de um ano e meio em Monastir, onde não se come carne suína e derivados. Voltamos a Europa e de cara já sentimos as diferenças, principalmente quanto a limpeza da cidade, transporte público todo integrado, ônibus limpíssimos, confortáveis, com ar condicionado e Wi-Fi e reparamos que as pessoas de modo geral andam bem arrumados.

No dia seguinte, quinta (22), fomos conhecer Valletta com nossos amigos, deixamos o bote atracado na baia onde estamos e pegamos ônibus até a cidade e nos encantamos com as marinas no entorno da cidade, com a arquitetura barroca exuberante, com o forte de San Telmo, suas ruelas de sobe e desce bem íngreme e para onde olhávamos identificávamos algo interessante para ver.

O passeio foi maravilhoso e voltamos no final do dia.
A noite foi difícil, o vento entrou mais cedo que o esperado e balançou demais, não deu para dormir direito. As seis horas o Renato acordou e uma hora depois já estávamos ancorando em Paradise Bay 35*59.042’N / 14*19.882’E / 8 metros de profundidade, no mesmo lugar que ancoramos na madrugada que chegamos. A sexta feira (22) estava úmida, com um pouco de garoa e sem sol, mas fomos andar nos penhascos que cercam a baia e conhecemos uma gruta bem grande, acreditamos que foi um rebaixamento de solo que resultou nesta formação e descemos até o fundo para conhecer.

No caminho rochas expostas e paredões rochosos que dão no mar, uma vista maravilhosa. Passamos também por terrenos pedregosos, como os da Croácia, onde o proprietário da terra precisa tirar do solo as rochas para poder ter terra limpa para o cultivo e as rochas extraídas formam longos muros que separam canteiros e propriedades.

Era quase dezenove horas, já havíamos tomado banho, prontos para ficar no cockpit curtindo a vista quando começou a balançar, estávamos abrigados do vento norte que estava entrando mas as marolas de sweel ficaram contínuas e maiores e o Renato disse: Outra noite balançando não está nos meus planos e assim trocou mensagem no rádio com nossos amigos e partimos, o bote e o motor estavam na água, recolhemos rapidamente, subimos a âncora em cinco minutos, saímos buscando melhor ancoragem. Ancoramos na entrada da

Lagoa Azul, numa pequena reentrância rodeados de altos paredões de rocha. Dormimos bem e na manhã seguinte, antes do café, seguimos nossos amigos que ancoraram dentro da Lagoa Azul… Sim, azul mesmo, parece o azul de uma piscina, enxergamos a âncora e a corrente. Lugar lindíssimo. Aqui tem pequenos ferrys que fazem o percurso na volta da Lagoa Azul trazendo os turistas que desembarcam num píer e fazem caminhada nos rochedos e, mesmo estando frio para nós, eles já entram na água e ficam tomando sol.

Seguindo nossos amigos, ancoramos e amarramos a popa nas pedras, mas começou uma ondulação forte e retiramos o cabo da popa e deixamos o barco alinhado com a correnteza… Mas balançamos a noite toda, cedinho pela manhã saímos em busca de outra ancoragem. Era domingo iríamos fazer um churrasco e queríamos um lugar mais calmo para curtir o dia. Retornamos para Paradise Bay mas ao ancorar já percebemos que o sweel estava vindo forte e decidimos retornar e contornar a ilha ao norte e rumar para Rinella Bay, no coração de Valletta.

O arquipélago de Malta possui muitas ancoragens e os ventos estão constantes na faixa de 20 a 25 knots, por isso a movimentação para diferentes ancoragens é frequente visando se abrigar conforme o quadrante que está entrando o vento. O ponto positivo é que você pode se mover para diferentes ancoragens em distâncias menores que cinco milhas, isso facilita muito.
Como estamos sempre nos movendo, nada pode ficar solto ou fora do seu lugar, tudo o que for usado deve retornar ao seu lugar imediatamente, o barco deve estar preparado para sair a qualquer momento… Já tinha desacostumado… Mas rapidinho entro no ritmo novamente. Nestes dias todos o Bella está muito bem, apesar de ficar bastante tempo no barco, tem feito suas necessidades regularmente, número 1 no tapete higiênico e número 2 na proa do cockpit, nesses momentos vimos como é importante manter sua alimentação somente com uma boa ração de qualidade, sua saúde está ótima e o número 2 é firme e não faz nenhuma sujeira ao recolhermos. Primeiros dias e já amando Malta. Namastê 🙏🏻

Dia 1855, 24 de abril de 2021. Morando a bordo em Malta, mar Mediterrâneo.

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Conhecendo um pouco da história de Malta

A posição estratégica ocupada por Malta, entre a África do Norte, Europa e Oriente Médio, fez com que este pequeno arquipélago, composto por três ilhas (Malta, Gozo e Comino) fosse disputado por muitos povos ao longo da história. Os primeiros assentamentos registrados datam de 5.000 a.c. Quando hominídios chegaram, vindos da vizinha Sicília e começaram a povoar as ilhas de Malta e Gozo. Eles empregavam técnicas avançadas para trabalhar o entalhe de rochas, muito antes das pirâmides do Egito e construíram os grandes templos de Hagar Qim, Mnajdra, Tarxien y Ggantija; oferecidos a deusa da fertilidade, entre os anos 3.600 e 2.500 a.c.
Depois, em 800 a.c. Malta pertenceu aos Fenícios, que a usavam como ponto de abastecimento em suas rotas comercias seguidos dos Cartagineses, vindos do Norte da África e a ocuparam por 250 anos.

Durante a Segunda Guerra Púnica o Império Romano ocupou Malta e teve uma época próspera, com o crescimento das cidades e melhorias urbanísticas. Segundo a bíblia São Paulo chegou em Malta no ano 60 d.c. e expandiu o cristianismo. Com a queda do Império Romano os Bizantinos ocuparam Malta por quase quatro séculos passando ao domínio Árabe no final do século IX. Então a população se converteu ao Islã para evitar represálias e adotou vários de seus costumes. Depois, em 1090 os normandos da Sicília tomaram Malta.

No ano 1530 o rei Carlos I cedeu Malta aos Cavaleiros da Ordem de Jerusalém, conhecidos como os Cavaleiros de Malta que durante os próximos 250 anos realizaram profundas transformações nas cidades, importantes construções barrocas, torres de observação no entorno de todo o arquipélago, estruturas defensivas imponentes como Forte de São Telmo e vários outros, levando por fim a adotar o emblema da cruz de oito pontas, representando a nacionalidade dos 8 cavaleiros. Um dos grandes triunfos dos cavaleiros foi resistir ao Grande Sítio de Malta e combater o ataque dos Otomanos, liderados pelo cavaleiro Jean Parisot de La Valette.

Mister Valette

Depois em 1798, as tropas de Napoleão tomaram Malta e a população se revoltou contra os franceses pedindo ajuda a Grã Bretanha. Os britânicos logo perceberam o valor de Malta como uma colônia no Mediterrâneo e através do Tratado de Paris, de 1814, Malta passou a fazer parte do império Britânico. Assim, durante os quase 150 anos de ocupação britânica os malteses adotaram costumes ingleses, como conduzir pela esquerda e falar Inglês. Durante a Segunda Gerra Mundial Malta lutou heroicamente contra as forças aéreas italiana e alemã, que bombardearam Malta reduzindo as cinzas suas grandes cidades.
Malta ficou independente da Grã Bretanha em 1964, mas manteve a rainha Isabel (ou Elizabeth) II como soberana e dez anos mais tarde finalmente se transformou numa república desvinculando-se da Inglaterra.

Em 2004 Malta ingressou na União Europeia e teve fundos para investir em melhorias urbanas e preservação do patrimônio histórico. Hoje Malta é um importante e reconhecido destino turístico, quer pelas suas belezas naturais, lindas praias, sítios arqueológicos e patrimônio histórico.
Sua principal cidade é Valletta, centro administrativo, financeiro e cultural. Andar pelas ruas de Valletta é estar em um museu a céu aberto, são mais de 300 esculturas espalhadas pela cidade, lindas e grandes construções em estilo barroco tornando a cidade ainda mais imponente. Também destaca-se o Forte de São Telmo, uma expressiva fortificação que defendeu Malta ao longo dos anos.

Muito interessante estar aqui, com o tempo iremos descobrir os caminhos, as trilhas, as histórias e os lugares para contemplar toda essa beleza! Namastê 🙏🏻
Fonte: http://www.disfrutamalta.com

Dia 1854, 23 de abril de 2021. Morando a bordo em Malta, Mediterrâneo.

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Travessia Monastir, África do Norte a Malta, Mediterrâneo.

Saímos de Monastir ás 17 horas do dia 19 de abril de 2021. Horário definido em função da liberação do teste do PCR, pois após apanhar o resultado ele tem validade por 72 horas.

IMG-20210419-WA0007IMG-20210419-WA0006A saída foi emocionante, muitos amigos no píer para ajudar a soltar os cabos, ganhamos cookies deliciosos, doces árabes e pão fresquinho para a viagem e fotos e vídeos registrando nossa partida!
20210512_154922Saímos com vento contra, como era previsto nas primeiras horas da travessia e motoramos 12 das 34 horas. Foram aproximadamente 200 milhas de Monastir até Malta (linha amarela). Os planos eram de revezamento a cada três horas no cockpit e só o Comandante cumpriu, pois quanto dava no máximo duas horas do meu turno, o Renato aparecia no cockpit para assumir novo turno… Coisas de comandante acredito eu… Enfim, durante a travessia sempre um de nós estava  com a Bella, pois o balanço do mar e o barulho das ondas ainda a assustam um pouco.

A muito tempo não víamos o por do sol no mar, estava lindo e na primeira noite, no meu turno, vi o por da lua por volta das duas horas, mesmo sendo lua crescente estava linda e se pôs com tons avermelhados. A noite estava muito fria,  estávamos super agasalhados com roupas de tempo e muitas outras por baixo, o mais difícil foi enfrentar o frio da noite e madrugada.Depois que o Renato abriu as velas seguimos no mesmo bordo o restante das 22 horas numa boa velejada.
Bem, no caminho pegamos uma sacola plástica no hélice. Deu aquele primeiro tranco  e depois sentimos como se o motor estivesse vibrando. No primeiro momento o Renato achou que fosse preciso apertar is suportes motor, fez alguns apertos mas o que descobrimos, depois que chegamos, era que havia uma sacola plástica bem grande enrolada no eixo do hélice, que após tanta rotação tinha virado uma cinta de uns cinco centímetros de espessura ao redor do eixo. Sem outra alternativa, o Renato  preparou o compressor para mergulhar e ficou na água por um bom tempo, até conseguir tirar aquela cinta que se formou com a sacola plástica.
A travessia foi boa, apesar do frio intenso, mas estávamos tomados por tanta ansiedade de enfim sairmos da Marina e velejar que a alegria superou qualquer desconforto que passamos e agora estamos de volta ao mar, após um longo inverno na Marina e as restrições decorrentes do Covid 19.

Agora esperamos por novos quintais, novos lugares, mais amigos e muitas navegadas. Namastê 🙏🏻

Dia 1853, 22 de abril de 2021. Travessia África do Norte até Malta. Morando a bordo em Malta

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Rumo a Malta… deixando enfim a Tunísia!

imagePermanecemos tanto tempo aqui na Tunísia, que já nos sentimos um pouco locais. Já temos uma rede de amigos, frequentamos os mesmos lugares, já sabemos onde tem o melhor doce, o melhor sorvete, os pontos turísticos…

Neste tempo incerto de Covid se instalou uma rotina de aceitação por estar aqui, afinal é um país lindo, culturalmente interessante, uma caminhada pela antiga Medina nos enche os olhos vendo os homens usando longas batas ou longas capas com capuz e as mulheres trazendo um colorido com seus longos vestidos e véus na cabeça, o hijab, usando pelas muçulmanas.

Há muitos jovens e crianças, normalmente os casais tem 3 ou 4 filhos e escuta-se crianças brincando por todos os lados. Consequentemente há muitos jovens e os meninos andam sempre em grupos de 8 ou 10, falando alto e brincando uns com os outros todo o tempo.
Muitos querem sair do País em busca de melhores oportunidades, em busca de um futuro melhor, já que o país atravessa uma crise econômica também agravada pelo Covid.
Mas de forma geral, para nós que conhecemos o mundo árabe aqui o balanço é positivo.
Nos encantamos com os grandes mercados abertos, tipo feira, com caminhões enormes trazendo frutas e verduras frescas e deliciosas, conhecemos novos temperos e sabores e sem falar dos doces árabes a base de gergelim e muitas amêndoas, castanhas, tâmaras e mel.
Conhecemos algumas cidades no ano passado, antes de o Covid chegar, e nos surpreendemos com cada uma delas pela sua importância histórica, pelo estilo construtivo, pelas pessoas que andam pelas ruas dando o tom da religiosidade que permeia por aqui.

Já era tempo de podermos sair para o mar, velejar, passar dias e noites em diversas ancoragens e agora chegou a hora, só a agradecer pelo tempo que estivemos aqui, conhecendo e aprendendo com um olhar Tunisiano.
IMG-20200528-WA0010Fizemos muitos amigos também e convivemos por longo tempo. Agora alguns seguem no mesmo rumo que nós e outros vão para diferentes caminhos, mas levamos todos no coração, lembrando dos churrascos que fizemos juntos, das tardes de costura e artesanato, das viagens que fizemos juntos, das comidas que experimentamos em cada barco, das caminhadas diárias que fizemos juntos, dos dias de feira….

Muitas coisas boas para lembrar e agora saímos carregando as boas lembranças do que vivemos aqui. Namastê!

Dia 1853, 22 de abril de 2021. Morando a bordo em Monastir, Tunísia, Norte da África.

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Tradições com os mortos na Tunísia.

Durante nossa estadia aqui em Monastir vimos muitos cemitérios, tanto aqui como em algumas das cidades que visitamos. Várias vezes vimos o enterro passar pelas ruas da Medina, com uma breve parada na Mesquita antes de ir ao cemitério. Mulheres e crianças não participam da procissão do enterro, cabe somente aos homens este papel.

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Cemitério Kairouan

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Cemitério Monastir

Achei bem interessando o conceito dos cemitérios daqui, todos os túmulos são praticamente iguais e sem nenhuma ostentação, como ocorre nos cemitérios no Brasil e outros países de tradição católica, com seus túmulos enormes e capelas gigantescas. Isso sem falar das funerárias que cobram elevado custo por seus serviços.

Quanto ao fato, a morte, segundo a fé islâmica, considera esta vida apenas uma preparação para o próximo reino. Quando um muçulmano morre, sua alma visita dois anjos Mounkar e Nakir e responde a eles sobre sua crença, seu profeta e seu Deus. Após essa ocorrência a alma permanece em Al-Barzakh, termo que designa o tempo que separa a morte da ressurreição.

O enterro obedece a um ritual religioso de grande importância para purificar o corpo. O corpo é lavado por um membro religioso (da família ou não), depois o corpo é enrolado em um tecido branco de algodão, inclusive o rosto, chamado de mortalha. Então o corpo é levado em um caixão, porém é retirado e colocado na sepultura diretamente sobre terra. No fundo da sepultura é escavada uma fenda para que o corpo se encaixe melhor, ficando sua cabeça voltada para a Cidade Sagrada de Meca. Nos dias que se seguem após o enterro, são feitos rituais religiosos de diferentes formas, conforme o local.

Bem, vale lembrar que registrei aqui as tradições culturais que encontrei em algumas fontes e que este texto foi escrito incitado tão somente pela curiosidade de saber sobre os costumes locais, já que no mundo todo há diferentes formas de lidar com essa situação, como na Índia, por exemplo, onde os corpos não são enterrados e sim cremados, onde o Deus do Fogo, senhor Agni, vem para purificar o corpo e libertar a alma.

São muitas as coisas interessantes e curiosas que encontramos pelo caminho e nossa bagagem vai se enriquecendo. Vida longa com saúde a todos. Namastê

Dia 1843, 12 de abril de 2021. Morando a bordo em Monastir, Tunísia, Norte da África.

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