Visita a Popeye Village, Mellieha

IMG-20210607-WA0001Fizemos um tour a pé para conhecer a Popeye Village com os amigos canadenses Karina e Andy. A vila é o cenário onde foi gravado o filme Popeye, com o ator Robin Williams.

Estamos ancorados na Baía de Mellieha,  pegamos uma carona no bote dos amigos até o pier e depois andamos cerca de 30 minutos até a vila. No caminho passamos pela área rural com várias pequenas propridades com plantação de hortifruti, com morangos, batata, milho, repolho, acelga, etc… Tudo muito organizado, murado com pedras e com ótimo acesso.
A vila é muito linda, um amontoado de casas coloridas na encosta de um penhasco e em frente uma linda baía de água verde esmeralda.

IMG-20210607-WA0002O espaço é aberto à visitação e também para quem quiser passar o dia aproveitando para tomar sol e entrar no mar. O lugar é bem impressionante, ficamos no penhasco em frente a vila e assim pudemos ver as casas e todo o cenário. Era final do dia, o sol está se pondo por volta das 20 horas e nossos amigos nos surpreenderam tirando uma garrafa de vinho da mochila e assim ficamos um pouco mais, saboreando o vinho e contemplando o lugar. Adoramos a caminhada, a vila e a companhia dos amigos.

20210521_195917Buscando por mais informações vi que é categorizado com parque temático, foi desenhado por um arquiteto dinamarquês Hans Munk Hansen, é composto de casas e edificações rústicas de madeira e representa a localidade fictícia de Sweethaven, onde viviam os personagens Popeye, Brutus e Olivia Palito,  uma vila portuária da década de 1930.

Sua construção começou em 1979 e o filme foi produzido em 1980, porém fracassou nas bilheterias. Os estúdios decidiram desmontar o cenário, porém, houve uma mobilização dos habitantes da localidade pela permanência definitiva da vila. Com o consentimento da Paramount e Walt Disney, o governo local realizou obras para receber lojas e restaurantes e o local foi inaugurado como um museu a céu aberto. Com o passar do tempo, atrações foram incorporadas, tornando-se um parque e uma das atrações turística do país na atualidade.

20210608_180245Achamos bem interessante conhecer o lugar. Namastê 🙏🏻.

19 de maio de 2021. Morando a bordo da SV Pharea em Malta, mar Mediterrâneo.

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Mellieha Bay

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Rinella Bay

Domingo (25), estamos ancorados em Rinella Bay, visual fantástico, ficamos na primeira baía, ao lado da Marina de Kalkara, havia muitos veleiros e lanchas ancorados aqui para passar o fim de semana, fica praticamente dentro da cidade, visual perfeito para curtir um domingo com churras, nossos amigos vieram e passamos o dia juntos. No final do dia quase todos os barcos saíram e aproveitamos para reancorar ficando mais abrigados.
Na segunda (26) o vento apertou e não saímos, ficamos no barco acompanhando o vento e sentindo o barco rodar e rodar. Pela manhã o barco garrou, o alarme de âncora disparou e estávamos garrando. O Renato havia lido no moonsite que aqui havia alguns entulhos submersos e vendo a história de Malta, seus mais de 7 mil anos, a guerra mundial onde a cidade foi quase destruída, dá mesmo para imaginar que realmente há entulhos depositados nos arredores.
Na Terça (27), saímos com a Bella para andar, pois nos últimos dias estávamos embarcados e ela curtiu muito os novos cheiros e andar por novos lugares.

Deixamos o bote no píer próximo ao barco e fomos andar por Rinella, chegamos a outra baia, que fica ao lado, onde tem uma Marina e um estaleiro onde os barcos ficam levantados no berço praticamente na rua.

A tarde, convidamos a Marita e o Manu, casal de amigos que conhecemos em Monastir e que estão aqui (ela é Maltese), para um café e também nossos amigos canadenses Dany e Caroline. A tarde foi muito agradável, eu fiz um bolo de chocolate, o Renato fez um pão com cereais, a Marita trouxe várias delícias de Malta, queijo de cabra e outros doces típicos daqui e ainda nos deliciamos com os morangos ao chocolate, feitos pela Caroline. A Marita nos deu as dicas da cidade, locais, horários… Aqui eles interrompem o comércio entre 12:30 e às 16 horas, tipo a “siesta” dos espanhóis. Estamos muito tranquilos e informados pois com a ajuda dos amigos temos todas as dicas em terra e mar.
Quarta (28), deixamos o bote no píer e fomos andar novamente pela cidade, pelo Forte de Rinella, que comemora 800 anos em 2021. Tudo bem preservado com várias placas informando das restaurações realizadas. Bem próximo dali passeamos pelas estreitas ruas da cidade, maravilhosas, limpas e cheias de graça. Vimos algumas senhoras de idade nas portas das casas, varrendo, limpando ou cuidando das flores em frente à casa.

As casas são uma graça, geralmente tem uma plaquinha com o nome, uma imagem de Nossa Senhora ou Jesus presa na parede e muitas lindas fechaduras, como a da foto com peixinhos. Aqui todos, sem exceção, usam máscara. No comércio restrição de uma ou duas pessoas dentro por vez. Os números agora estão baixos, um pouco mais de 30 casos por dia.
Ontem à noite nossos amigos do veleiro Tartuga, Karina e Andy, chegaram em Gozo, Malta, vindos de Monastir, logo esperamos encontrá-los aqui em Rinella ou outra ancoragem.

Na sexta-feira saímos andar na terceira baia, vista lindíssima e há outra Marina lá, e quando retornamos vimos que o veleiro Tartuga já estava ancorado, fomos lá levar uma cerveja de boas vindas e no fim do dia nos reunimos no veleiro Zebulon para saber da travessia e de como estavam.

Sábado, saímos andar em busca de um açougue para garantir o churrasco de domingo e todos nós esquecemos que hoje, 1 de maio é feriado do dia do trabalho, nada aberto por aqui. Mas encontramos os moradores num clima bem alegre, celebrando e colhendo batatas. Namastê!

01 de maio de 2021. Morando a bordo da SV Pharea em Malta, mar Mediterrâneo.

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Malta, 4 dias e 7 ancoragens!

Chegamos em Malta no dia 21 de abril

de 2021, nossa primeira ancoragem foi na Ilha de Malta, em Paradise Bay 35*59.042’N / 14*19.882’E / 8 metros de profundidade.Dormimos um pouco e as 7 horas içamos a bandeira amarela e nos dirigimos para a Ilha de Gozo, para fazer o chek in. O Renato contatou a Mgarr Marina que nos indicou o píer para atracar e ele se dirigiu para fazer as formalidades, apresentar nosso teste negativo do PCR e os documentos nossos e da Bella. Os atendentes extremamente solícitos e educados checaram a documentação e contataram um Veterinario para vir a bordo verificar a Bella, ocasião que tomou um vermífugo e teve seu chip checado, conforme o protocolo de entrada daqui. Tudo resolvido, Crew list carimbada. Sim, nossa aventura em Malta está só começando!

Saindo da Mgarr Marina já percebemos o movimento intenso dos grandes ferrys que fazem a travessia entre as ilhas, avistamos quatro, num vai e vem constante. E avistamos também nossos amigos canadenses Dany e Caroline, que deixaram Monastir duas semanas antes que nós e gentilmente vieram dar as boas vindas e nos ciceronear até conhecermos um pouco deste país, formado por um arquipélago de três ilhas, que parece incrível!

Seguimos nossos amigos e ancoramos em Armier Bay 35*59.542’N / 14*21.433’E / 8 metros de profundidade. A água do mar é linda, azul piscina, dá para ver a areia no fundo, pena que ainda está fria, mas com certeza curtiremos muito quando estiver mais quente, afinal ainda estamos começando o segundo mês da primavera. Para nós brasileiros, acostumados com o calor, achamos que aqui ainda está muito frio.
Bem depois das boas vindas dos amigos, organizamos o barco e descansamos um pouco. A tarde a Marita, uma amiga Maltese, que conhecemos em Monastir, veio de carro para nos levar dar uma volta e aproveitei para comprar o sim card do telefone, algumas guloseimas e uns derivados de porco no supermercado….

Oh… Presunto cru, cozido, costelinha de porco, bacon, linguiça… Enfim as coisas que estamos com vontade de comer, depois de um ano e meio em Monastir, onde não se come carne suína e derivados. Voltamos a Europa e de cara já sentimos as diferenças, principalmente quanto a limpeza da cidade, transporte público todo integrado, ônibus limpíssimos, confortáveis, com ar condicionado e Wi-Fi e reparamos que as pessoas de modo geral andam bem arrumados.

No dia seguinte, quinta (22), fomos conhecer Valletta com nossos amigos, deixamos o bote atracado na baia onde estamos e pegamos ônibus até a cidade e nos encantamos com as marinas no entorno da cidade, com a arquitetura barroca exuberante, com o forte de San Telmo, suas ruelas de sobe e desce bem íngreme e para onde olhávamos identificávamos algo interessante para ver.

O passeio foi maravilhoso e voltamos no final do dia.
A noite foi difícil, o vento entrou mais cedo que o esperado e balançou demais, não deu para dormir direito. As seis horas o Renato acordou e uma hora depois já estávamos ancorando em Paradise Bay 35*59.042’N / 14*19.882’E / 8 metros de profundidade, no mesmo lugar que ancoramos na madrugada que chegamos. A sexta feira (22) estava úmida, com um pouco de garoa e sem sol, mas fomos andar nos penhascos que cercam a baia e conhecemos uma gruta bem grande, acreditamos que foi um rebaixamento de solo que resultou nesta formação e descemos até o fundo para conhecer.

No caminho rochas expostas e paredões rochosos que dão no mar, uma vista maravilhosa. Passamos também por terrenos pedregosos, como os da Croácia, onde o proprietário da terra precisa tirar do solo as rochas para poder ter terra limpa para o cultivo e as rochas extraídas formam longos muros que separam canteiros e propriedades.

Era quase dezenove horas, já havíamos tomado banho, prontos para ficar no cockpit curtindo a vista quando começou a balançar, estávamos abrigados do vento norte que estava entrando mas as marolas de sweel ficaram contínuas e maiores e o Renato disse: Outra noite balançando não está nos meus planos e assim trocou mensagem no rádio com nossos amigos e partimos, o bote e o motor estavam na água, recolhemos rapidamente, subimos a âncora em cinco minutos, saímos buscando melhor ancoragem. Ancoramos na entrada da

Lagoa Azul, numa pequena reentrância rodeados de altos paredões de rocha. Dormimos bem e na manhã seguinte, antes do café, seguimos nossos amigos que ancoraram dentro da Lagoa Azul… Sim, azul mesmo, parece o azul de uma piscina, enxergamos a âncora e a corrente. Lugar lindíssimo. Aqui tem pequenos ferrys que fazem o percurso na volta da Lagoa Azul trazendo os turistas que desembarcam num píer e fazem caminhada nos rochedos e, mesmo estando frio para nós, eles já entram na água e ficam tomando sol.

Seguindo nossos amigos, ancoramos e amarramos a popa nas pedras, mas começou uma ondulação forte e retiramos o cabo da popa e deixamos o barco alinhado com a correnteza… Mas balançamos a noite toda, cedinho pela manhã saímos em busca de outra ancoragem. Era domingo iríamos fazer um churrasco e queríamos um lugar mais calmo para curtir o dia. Retornamos para Paradise Bay mas ao ancorar já percebemos que o sweel estava vindo forte e decidimos retornar e contornar a ilha ao norte e rumar para Rinella Bay, no coração de Valletta.

O arquipélago de Malta possui muitas ancoragens e os ventos estão constantes na faixa de 20 a 25 knots, por isso a movimentação para diferentes ancoragens é frequente visando se abrigar conforme o quadrante que está entrando o vento. O ponto positivo é que você pode se mover para diferentes ancoragens em distâncias menores que cinco milhas, isso facilita muito.
Como estamos sempre nos movendo, nada pode ficar solto ou fora do seu lugar, tudo o que for usado deve retornar ao seu lugar imediatamente, o barco deve estar preparado para sair a qualquer momento… Já tinha desacostumado… Mas rapidinho entro no ritmo novamente. Nestes dias todos o Bella está muito bem, apesar de ficar bastante tempo no barco, tem feito suas necessidades regularmente, número 1 no tapete higiênico e número 2 na proa do cockpit, nesses momentos vimos como é importante manter sua alimentação somente com uma boa ração de qualidade, sua saúde está ótima e o número 2 é firme e não faz nenhuma sujeira ao recolhermos. Primeiros dias e já amando Malta. Namastê 🙏🏻

Dia 1855, 24 de abril de 2021. Morando a bordo em Malta, mar Mediterrâneo.

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Conhecendo um pouco da história de Malta

A posição estratégica ocupada por Malta, entre a África do Norte, Europa e Oriente Médio, fez com que este pequeno arquipélago, composto por três ilhas (Malta, Gozo e Comino) fosse disputado por muitos povos ao longo da história. Os primeiros assentamentos registrados datam de 5.000 a.c. Quando hominídios chegaram, vindos da vizinha Sicília e começaram a povoar as ilhas de Malta e Gozo. Eles empregavam técnicas avançadas para trabalhar o entalhe de rochas, muito antes das pirâmides do Egito e construíram os grandes templos de Hagar Qim, Mnajdra, Tarxien y Ggantija; oferecidos a deusa da fertilidade, entre os anos 3.600 e 2.500 a.c.
Depois, em 800 a.c. Malta pertenceu aos Fenícios, que a usavam como ponto de abastecimento em suas rotas comercias seguidos dos Cartagineses, vindos do Norte da África e a ocuparam por 250 anos.

Durante a Segunda Guerra Púnica o Império Romano ocupou Malta e teve uma época próspera, com o crescimento das cidades e melhorias urbanísticas. Segundo a bíblia São Paulo chegou em Malta no ano 60 d.c. e expandiu o cristianismo. Com a queda do Império Romano os Bizantinos ocuparam Malta por quase quatro séculos passando ao domínio Árabe no final do século IX. Então a população se converteu ao Islã para evitar represálias e adotou vários de seus costumes. Depois, em 1090 os normandos da Sicília tomaram Malta.

No ano 1530 o rei Carlos I cedeu Malta aos Cavaleiros da Ordem de Jerusalém, conhecidos como os Cavaleiros de Malta que durante os próximos 250 anos realizaram profundas transformações nas cidades, importantes construções barrocas, torres de observação no entorno de todo o arquipélago, estruturas defensivas imponentes como Forte de São Telmo e vários outros, levando por fim a adotar o emblema da cruz de oito pontas, representando a nacionalidade dos 8 cavaleiros. Um dos grandes triunfos dos cavaleiros foi resistir ao Grande Sítio de Malta e combater o ataque dos Otomanos, liderados pelo cavaleiro Jean Parisot de La Valette.

Mister Valette

Depois em 1798, as tropas de Napoleão tomaram Malta e a população se revoltou contra os franceses pedindo ajuda a Grã Bretanha. Os britânicos logo perceberam o valor de Malta como uma colônia no Mediterrâneo e através do Tratado de Paris, de 1814, Malta passou a fazer parte do império Britânico. Assim, durante os quase 150 anos de ocupação britânica os malteses adotaram costumes ingleses, como conduzir pela esquerda e falar Inglês. Durante a Segunda Gerra Mundial Malta lutou heroicamente contra as forças aéreas italiana e alemã, que bombardearam Malta reduzindo as cinzas suas grandes cidades.
Malta ficou independente da Grã Bretanha em 1964, mas manteve a rainha Isabel (ou Elizabeth) II como soberana e dez anos mais tarde finalmente se transformou numa república desvinculando-se da Inglaterra.

Em 2004 Malta ingressou na União Europeia e teve fundos para investir em melhorias urbanas e preservação do patrimônio histórico. Hoje Malta é um importante e reconhecido destino turístico, quer pelas suas belezas naturais, lindas praias, sítios arqueológicos e patrimônio histórico.
Sua principal cidade é Valletta, centro administrativo, financeiro e cultural. Andar pelas ruas de Valletta é estar em um museu a céu aberto, são mais de 300 esculturas espalhadas pela cidade, lindas e grandes construções em estilo barroco tornando a cidade ainda mais imponente. Também destaca-se o Forte de São Telmo, uma expressiva fortificação que defendeu Malta ao longo dos anos.

Muito interessante estar aqui, com o tempo iremos descobrir os caminhos, as trilhas, as histórias e os lugares para contemplar toda essa beleza! Namastê 🙏🏻
Fonte: http://www.disfrutamalta.com

Dia 1854, 23 de abril de 2021. Morando a bordo em Malta, Mediterrâneo.

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