Conhecendo a Croácia 🇭🇷


Belas e diferentes paisagens é o que temos encontrado quando não estamos visitando as Marinas em busca do barco. Lugares encantadores que parecem pinturas nos surpreendem a cada nova  cidade ou vilarejo que conhecemos. De split a Rijeka já conhecemos vários lugares! Afinal já estamos rodando há 10 dias aqui na Croácia.

Nos revezamos em conhecer lugares, procurar o barco e procurar lojas de produtos náuticos. Nos deparamos com inúmeras lojas daqui e de outros países com venda via internet. Pensávamos que encontraríamos oferta de materiais e equipamentos de forma equivalente ao número de Marinas e barcos…. porém são poucas as lojas físicas, o que nos deixou um pouquinho frustrados.

O litoral é todo recortado e com milhares de baías e em cada uma delas há um povoado, alguns com ruínas medievais, castelos, fortes… e tudo isso torna a paisagem ainda mais bela.

Compramos o guia Adriatic Sea Pilot, A cruising guide to the Adriatic coast of Croácia, volumes I e II, que traz informações sobre a geografia, metereologia, oceanografia, regulamentos, símbolos e glossário, além de citar sobre a aproximação de todas as cidades costeiras, ancoragem e correntes, um show, vamos aproveitar muito!

Na quarta (28) fomos até o aeroporto receber a Thaís é o Beto, do Sailing Around the World, que vieram para um charter. Apresentamos o centrinho de Split nos arredores do Palácio Dioclesiano e nos encontramos novamente a noite no jantar. Muito bom receber brasileiros da vela por aqui!

Procuramos um novo local de base enquanto não achamos o barco e escolhemos a cidade de Bakar. Fica bem próxima a Rijeka, que é uma cidade maior e é um ponto estrategicamente próximo a algumas pequenas Marinas por aqui, onde possivelmente levantaremos o barco novo para vistoria com o survey.


 

 

 

Na quinta (29) nos instalamos em Bakar, num stúdio em frente à baía da cidade, a vista da janela é simplesmente incrível! Trouxemos toda nossa bagagem para cá e retornamos de carro para Split na sexta, dormiremos lá para fazer a entrega do apartamento onde estávamos no sábado. Espero que seja este o último lugar antes de mudarmos para nosso barco kkk

Descobrimos que a celebração da Páscoa por aqui é muito importante, a grande maioria dos Croatas são católicos e com isso haverá feriados na sexta e na segunda, o que atrapalhou um pouco nossos planos de subir um pouco mais ao norte para conhecer Zagreb, a capital da Croácia 🇭🇷.

Esperamos agora a próxima semana para quem sabe encontrar nosso barco, enquanto isso vamos descobrindo a gastronomia local que é muito saborosa, não faltam pratos bem temperados e interessantes. Já as Pekara… ah! local onde tem doces e salgados maravilhosos, muita massa folhada, tortas de creme e pães saborosíssimos, estas estão a cada esquina e não tem como não entrar rs rs rs

 

 

 

 

A vida segue e um bom sentimento nos invade, a saudade da família e dos amigos, com quem compartilhamos nossas histórias! Namastê 🙏🏼

Dias 470 a 477 na Croácia. De 24 a 31 de março de 2018.

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Partiu vida na Croácia 🇭🇷

Embarcamos em 20/03 (terça) no Rio de Janeiro e chegamos a Split, no litoral da Croácia no dia seguinte próximo ao meio dia, horário local, com fuso de mais quatro horas. A temperatura estava de -2 graus centígrados, atípico, como não ocorria há dez anos, pois nesta época as temperaturas já deveriam estar em torno de 20 graus.
Locamos um carro próximo ao aeroporto e nos dirigimos para o apartamento que alugamos, via Airbnb, que felizmente é bem localizado, tal qual anúncio e o anfitrião que nos recebeu para apresentação do imóvel e entrega das chaves, bem simpático.

Na bagagem nossas coisas… quatro bolsas de 23 quilos cada (o permitido pela companhia aérea) e duas mochilas e o case com o Drone como bagagem de mão… parece pouco mas é tudo o que trouxemos para a vida nova.
Nos instalamos e saímos para visitar a Nina, broker já contatada ainda no Brasil e que tem alguns barcos que nos interessaram na pesquisa via internet. Agendamos visita para o dia seguinte na Marina Kastela, aqui mesmo em Split. Depois passamos no mercado e fomos aos poucos “descobrindo” os alimentos para comprar, pois apesar da língua Croata usar o alfabete latino, tem uns dígrafos diferentes e não dá para entender nada do que está escrito ou que do que se ouve falar, apesar de ser uma bela língua.

Manhã seguinte fomos ver um Gib Sea, 43 pés, mas não gostamos… barco com o essencial em funcionamento, mas com muitos detalhes a serem reparados, principalmente no tocante a fibra do convés.

Não ficamos animados. Fomos dar uma volta e conhecer um dos Shopping, o Joker, onde aproveitei para comprar um blusão acolchoado bem quente, pois o tempo continua muito frio aqui brrrrr brrrr.

Quinta feira agendamos com a broker para irmos ver um barco na cidade de Biograd, 130 quilômetros em direção ao litoral norte. O barco visitado foi um Bavaria 40, mas também não nos agradou, motor com barulho estranho e várias pequenas coisas para reparar interna e externamente.
Almoçamos no restaurante da Marina Kornati onde há muitos barcos nos diversos piers e um infraestrutura gigantesca de acomodações e serviços. As marinas aqui funcionam como um grande empreendimento, oferecem tudo o que o velejador precisa para ele e para o barco, fantástico e é claro pagando o custo equivalente.

Na sexta-feira fomos encontrar com outro broker em Sudokan, um pouco à frente de Biograd e visitamos um Bavária 46, na Marina Dalmacija, super grande com mais de 1.300 barcos nos piers. Também ainda não é o nosso barco… continuamos a procura.
No sábado fomos para Rijeka, uma grande cidade do litoral da Croácia e era ainda mais ao norte do que Sudokan, fomos alertados para seguir por uma rodovia mais interna pois a rodovia que fica próxima ao litoral estava interditada devido aos fortes ventos que sopravam.

Assim fizemos um longo caminho ao norte, passando por lugares incríveis e paisagens vistas somente em filmes (como a série Game Of Thrones gravada lá) com muita neve, povoados isolados, ruínas que remontam os tempos antigos entre montanhas recobertas por rochas e por pinheiros nevados.

Nem tudo é perfeito, fizemos uma reserva para pernoite pelo booking em Rijeka e chegando lá o local do endereço era horrível, então desistimos dele e procuramos um bom hotel para descansarmos e esperar a manhã seguinte, com expectativa de uma nova visita a uma embarcação particular, que esperamos, esteja em melhor estado manutenção que as anteriores.
A ideia de vir para a Croácia surgiu em função da compra do barco e da possibilidade de passar uns tempos no Mediterrâneo. Nunca havia sido um destino pelo qual tivéssemos nos interessados e chegando aqui nos surpreendemos positivamente. Povo super simpático e prestativo. Cidades organizadas e muito limpas.

As paisagens são um caso a parte, diferente de tudo aquilo que estamos acostumados…. um litoral exuberante de águas transparentes recortado e com mais de 1.100 ilhas…. a atividade náutica é um dos pilares da economia e as montanhas nos deixam perplexos com suas formas e rochas expostas desenhando diferente contornos. Nas montanhas povoados pequenos, como que cuidando de cada uma delas e vivendo harmoniosamente com sua hostilidade.

Nos chamou a atenção a infraestrutura rodoviária, incontáveis túneis atravessam as montanhas, sinalização e estradas em estado de conservação impecáveis. Este país teve sua autonomia em 1995, passou pela destruição de guerras e hoje já se encontra com toda essa infraestrutura. Sentimento de respeito aos Croatas!

Se este relato te motivou, trabalhe sua vinda para a Croácia, tanto para conhecer como para fazer um charter, tem milhares de barcos esperando para levar você por águas transparentes de um azul sem igual. Namastê 🙏🏼

Dias 467 a 469 na Croácia. De 21 a 23 de março de 2018.

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Saindo do Brasil, rumo ao barco novo na Croácia!

E nosso projeto segue em frente. Passamos dois anos entre o litoral do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, vivendo a bordo, conhecendo lugares e pessoas maravilhosas. Vendemos o Relax, como planejado e agora é hora de sair do Brasil para comprar um barco lá fora.

“Lá fora” é uma expressão muito grande… delimitamos nossa área de busca onde encontramos maior oferta de embarcações. Consideramos também que o Caribe não seria nosso foco em função da passagem do Irmã, que destruiu muitos barcos e tantos outros ficaram com avarias e também o fato de que comprar o barco na Europa nos permitiria passar um tempo no Mediterrâneo. Assim, após muitas pesquisas do Comandante, ele optou por irmos para a Croácia.

Um país situado no leste europeu, que está se reerguendo e aposta na náutica como pilar tanto da indústria como do turismo. A região chamada Dalmácia abriga mais de 1.100 ilhas e há grande oferta de barcos por lá, além de paisagens belíssimas e centros históricos que datam de a.C.

Definimos nossa partida para 20/03,  início da primavera, época ainda boa para a compra das embarcações “privadas” uma vez que as embarcações de charter tem sua venda/entrega em meados do mês de outubro.

Como temos a Bella, nossa York Shaire, a primeira providência foi verificar e encaminhar a documentação para que possa viajar, porém com os trâmites necessários, ela somente poderá embarcar a partir do final de abril de 2018. Para países da Comunidade Europeia é necessário uma sequência de procedimentos: vacina contra a raiva, aplicação de chip subcutâneo, realização de exame sorológico e envio para laboratório credenciado, no caso da Bella foi para o Kansas, EUA, e após 90 dias da coleta do exame sorológico e já com o resultado do mesmo, é solicitada a emissão do CZI Certificado Zoosanitario Internacional junto a um órgão do Ministério da Agricultura. Após tudo isso há um prazo de até 5 dias para embarcar com destino a Europa. Ufa, estamos aguardando o resultado do exame sorológico até final de março, assim, optamos por deixar a Bella com seus dindos, que gentilmente cuidarão dela neste período em que a documentação ficará pronta, e depois venho pegá-la. Bem, felizmente os dindos da Bella Lili e Pádua, são demais e ela ainda terá a companhia da Shaire, que também é uma York.

Fizemos uma lista de providências para encaminhar nossa saída do Brasil por um longo tempo, pois não temos data para voltar…. sim, ao comprar um barco usado no exterior não é possível retornar com ele ao Brasil. Começamos por providenciar  a compra das passagens aéreas e verificação de taxas extras de bagagem para podermos levar 2 bagagens de 23 kilos cada, afinal estamos de “mudança”; Reserva de hospedagem, escolhemos um apartamento mobiliado via Airbnb, com preço justo; Desbloqueio do cartão internacional junto ao banco; Linhas telefônicas e pacote de dados do IPad – cancelamos nossos planos aqui e usaremos chip pré-pagos na Croácia; Zeramos todas as pendências documentais, inclusive declaração de IR. Registramos o Drone junto a ANAC. Além disso outras tantas coisas corriqueiras de quem quer deixar tudo arrumadinho para sair tranquilo.

Procuramos o barco via internet em diversos sites e o Renato após selecionar os que mais se aproximavam do que queremos, fez contato com brokers e sorveys para agendar a visita aos barcos de interesse. O diálogo foi todo via e-mail e tivemos a atenção necessária por parte deles.

E agora aguardamos o embarque que tem um significado incrível para nossas vidas…. mais do que ver as etapas planejadas se realizando, é uma satisfação imensa seguir adiante com a certeza de que este é nosso melhor caminho.

Dos tantos dias vividos aqui, levamos cada gesto, cada ajuda e cada carinho que recebemos dos amigos, dos familiares e das pessoas que tivemos mesmo um breve contato mas que deixaram sua marca em nossas vidas. A todos vocês Namastê 🙏🏼

Dias 456 a 465 morando a bordo. De 09 a 20 demarço de 2018. Nos preparando para a Croácia.

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33 dias numa travessia do Oceano Atlântico

 Enfim a chegada do Renato, já era madrugada de quarta, 28 de fevereiro. Fomos esperá-lo no Aeroporto em Porto Alegre, RS e lá veio ele bem magro e bronzeado… com um belo sorriso no rosto que se confundia com seu ar cansado.

Agora já podemos saber como foi esta longa travessia, a mais longa que os velejadores de cruzeiro costumam fazer. Até mesmo o comandante do veleiro Chulugi não tinha feito uma tão longa, embora já navegue há muitos anos. A jornada se inicia com a arrumação da embarcação e dos suprimentos tanto alimentação como reparos, peças sobressalentes e combustível. Tudo isso foi tratado dias antes da saída, pois é uma tarefa obrigatória ao se lançar ao mar por tantos dias.

     

É imperativo traçar o rumo a ser perseguido, considerando as condições climáticas e as correntes marítimas do percurso. Nesta caso a opção foi por uma rota não muito usual, saindo quase em linha reta do Rio de Janeiro (Ilha Grande) em direção à Cape Town. Também foi feita a divisão das tarefas e dos turnos e a checagem de tudo se preparando para atacar e resolver qualquer tipo de imprevisto que viesse a ocorrer,  uma vez que não há a opção de parar… somente seguir.

Os turnos foram de 3 horas, das 18 às 09:00 horas, revezada entre o comandante e os dois tripulantes. A saída ocorreu dia 20/02, domingo, e já de cara pegaram um forte vento que agitou o mar e deixou a Joana e o Marcel mareados. O Renato ficou bem e muitas vezes fez o turno dos mareados nos dois primeiros dias. Durante o percurso tinham somente uma refeição quente no almoço, o desjejum e a janta eram frios. Não se lavou roupa, tanto  por não haver está necessidade, quanto por ser incomodo este serviço na travessia.

Os ventos se revezavam e da mesma forma as condições do mar. Tendo neste período recebido os diversos ventos, das mais variadas posições e também deslizado em mar calmo e noutras vezes surfando em mar agitado. Num longo período assim é possível experimentar um pouco de cada situação. O mar torna-se uma extensão do barco, mostra-se exeburantemente azul e às vezes se confunde com o céu no horizonte. As estrelas, em fase de lua nova, dão um show à parte, riscando o céu com os rastros das estrelas cadentes. A temperatura estava agradável, ficando sempre entre 18 e 26 graus centígrados. Como o barco tinha dessanilizador, tomavam banho com água dessanilizada no cockpit.

Os equipamentos utilizados a bordo para comunicação foram: o SPOT e Iridium, todos com funcionamento via satélite, permitindo informar latitude e longitude diariamente e acompanhar a previsão do tempo para ajustar o rumo ao longo da travessia.

A esperada Terra a Vista só aconteceu a umas 60 milhas da África do Sul, no mesmo dia da chegada e foi uma alegria imensa que acelerou ainda mais a vontade de chegar em terra firme, tomar aquela ducha e sair para comer algo que por muitas noites esteve no pensamento da tripulação. Nos dias seguintes conheceram alguns pontos turísticos de Cape Town, como a parte mais charmosa da cidade, o Waterfront, o Two Oceans Aquarium que reúne mais de três mil espécies dos oceanos Atlântico e Índico, que se unem no extremo sudoeste do continente africano, onde está o famoso Cabo da Boa Esperança. Foram também a Long Street, o centro velho da cidade é suas edificações antigas.


     

Agora a travessia está na bagagem do Renato e muito nos ajudará em nossos próximos passos. Agradecer faz parte desta jornada, ao Chulugi e sua tripulação e a Iemanjá, rainha do mar. Namastê 🙏🏼

Dias 445 a 455. De 26 de fevereiro a de 2018 a 08 de março de 2018. Retorno da África do Sul para Capão da Canoa, RS.

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Uma travessia e uma espera!

Entregamos o Relax ao novo proprietário em Antonina, no dia 14 de fevereiro (segunda) e mesmo antes de começarmos nosso planejamento da compra do barco no exterior, fomos surpreendidos com um convite para o Renato fazer uma travessia Angra dos Reis ➡️ Cape Town, África do Sul. Ir ou não ir? Sim houve este questionamento e a resposta foi afirmativa. Chegamos na terça (16) a tarde em Itajaí, na casa dos pais do Renato e ele retornou ao Rio de Janeiro na quinta para o embarque. O convite veio de um casal de amigos alemães que conhecemos logo que chegamos em Paraty, em 2016 e que há sete anos estão navegando.

Eu fiquei em Itajaí curtindo os pais do Renato até o fim de janeiro e depois viajei para Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul, para passar um tempo com minha irmã Edilsa e meu cunhado Jorge. Capão recebe muito bem os turistas, praias extensas, grande faixa de areia, beira mar estruturada e revitalizada e o sol não deu trégua durante todo o fevereiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

A ansiedade está presente na saudade que sinto do Renato que esta atravessando o Atlântico e a cada mensagem informando sua posição de avanço é uma alegria… sinceramente um alívio!!! Compartilhamos seu posicionamento diário com a família e amigos através dos grupos de WhatsApp e a cada dia que passa vibramos juntos por ser um dia a menos de travessia. A estimativa de demora é de vinte a trinta dias.

Caminho na areia da praia diariamente, acompanho nossos amigos velejadores pelas redes sociais e bate uma saudade grande da vida a bordo, da rotina do dia a dia no veleiro, das belas paisagens, dos mergulhos… tudo muito bem aproveitado quando estávamos em Paraty e Angra dos Reis. Agora é esperar a chegada do Renato em Cape Town e sua vinda para o Brasil… no coração muitas perguntas e grande curiosidade sobre estes tantos dias de travessia. Namastê 🙏🏼

Dias 404 a 444. De 17 de janeiro a 25 de fevereiro de 2018. Mudando de ares, entre SC e RS.

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