
Deixamos a região do Peloponeso. Nossa rota agora é cruzar a Grécia em direção a Turquia para chegarmos lá até a terceira semana de setembro. Seguimos o planejamento do comandante velejando durante durante o dia e descansando a noite ancorados. Assim, no fim do dia chegamos em Milos que faz parte das Ilhas Cyclades, onde há uma convenção de preservação da identidade cultural e por isso as casas são caiadas e tem portas, janelas e domos pintados de azul, o que confere um charme todo especial a estas diferentes casa cúbicas, construções peculiares desta região da Grécia (na região do Peloponeso as casas adotaram o estilo Veneziano).
A ilha de formação vulcânica expõe formas engraçadas de rochas esculpidas pela água e pelo vento ao longo das Eras. Tem também inúmeras cavernas, belíssimas praias de areia fina e sua atividade econômica, alem do turismo, é claro, é a extração de minerais como a obsidiana e a biotita. Há um museu que exibe mais de 11 mil anos de Historia da Mineração e as minas mais antigas do Mediterrâneo foram nesta ilha.
A ilha é famosa por ter sido encontrada uma estátua de Afrodite, a Vénus de Milo, que já tivemos o prazer de vê-la no Museu do Louvre, em Paris.
O Renato chamou a atenção para uma informação do Navionics, que usamos na navegação, alertando a ocorrência de águas quentes subindo do fundo do oceano, e que poderiam afetar a leitura correta do sonar de profundidade.
Além da cidade, há sítios arqueológicos, muitas praias e muito o que explorar aqui… porém ficamos apenas um dia e só exploramos a encosta rochosa cheia de cavernas e janelas feitas pelo desgaste das rochas, com visual impressionante e água cristalina, e no fim do dia fomos para uma prainha, próxima do barco e ficamos lá até o sol se pôr.
Também senti de não experimentar os sabores locais: torta de melancia, de cream cheese e bombons com abóbora branca… deu água na boca!
Na manhã seguinte levantamos âncora,vimos que haviam chegado mais alguns barcos para pernoitar na ancoragem e lá fomos nós Mediterrâneo adentro. Namastê!
Dia 16 de setembro de 2021. Morando a bordo da SV Pharea, Ilha de Milos, Cyclades, Grécia.
Fizemos uma caminhada de uns 6 kilometros até a Vila mais próxima, que recebe um ferry boat e há muitos barquinhos pesqueiros atracados no pier em frente a cidade.




A cidade vive em função do turismo, recebe grandes navios de cruzeiro e dá acesso através de trem, a famosa Olímpia, onde eram realizados os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Barco ancorado, nos preparamos e fomos de bote até a cidade e andamos um pouco conhecê-la.
Passando pelos rochedos vimos a cidade e em frente a ela o pier público e a marina ao lado, seguimos adiante e ancoramos bem próximo da cidade.
O museu é surpreendente por sua tecnologia, organização e consequente preservação do patrimônio cultural da região. Você não espera encontrar um museu tão hightech num local tão pequeno.
de uma colina que preserva as ruinas de uma fortaleza em seu topo e depois descemos e passamos pela caverna de Nestor (herói local que se escondeu na caverna) até chegarmos a uma praia lindíssima onde passamos o dia. 

Adoramos Pylos, impossível não gostar de um lugar tão bonito, com tantos heróis e histórias e onde passamos ótimos dias e tivemos a alegria de compartilha-los com os amigos do SV Tartuga. Namastê.
Quando olhamos a cidade também parecia ser nova, a mesma impressão que tivemos em Argostoli e Itaca. Aqui também, depois do terremoto de 1953 começaram as obras de reconstrução e agora parece uma cidade moderna para o turista, uma cidade que se expande para o interior e tem um charme especial na arquitetura marcante dos tempos em que pertenceu ao Reino de Veneza, de 1497 a 1797.
Aqui conhecemos o Mario, a Alexandra e a Cacau. Um querido casal de portugueses ávidos por falar português e assim compartilhamos um tempo juntos, conhecemos seu barco e sua mascote, uma linda e carinhosa Cooker, a Cacau.
No quinto dia ancorados o vento apertou e o Renato decidiu ir para a marina pública, para ficarmos mais seguros. Levantamos âncora da parte de fora da baía onde estávamos e fomos para a marina pública no pier da cidade e eu e a Karina aproveitamos para lavar as roupas na máquina, usando a água do pier e a sobra de energia do Tartuga, que atracou no nosso lado.
Aproveitamos para nos abastecer com as facilidades de ter um mercado bem próximo perto do pier e a Bella cumpriu exaustivamente seu papel de guardiã, latindo para todos que passassem no calçadão do pier onde atracamos. Amando o Peloponeso 💖 Namastê!






Já Odisseu, após a derrota dos troianos, iniciou uma viagem de dez anos de volta para Ítaca onde a sua mulher o esperava com uma fidelidade obstinada, apesar da demora. Essa viagem mereceu a criação por Homero do poema épico Odisseia, na qual são narradas as aventuras e desventuras de Odisseu e sua tripulação desde que deixam Tróia, algumas causadas por eles e outras devido à intervenção dos deuses. Um de seus mais famosos ardis de Odisseu foi a estratégia da construção de um cavalo de madeira, que permitiu a entrada dos exércitos gregos na cidade de Tróia.