Milos, Ilhas Cyclades 🇬🇷

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Deixamos a região do Peloponeso. Nossa rota agora é cruzar a Grécia em direção a Turquia para chegarmos lá até a terceira semana de setembro. Seguimos o planejamento do comandante velejando durante durante o dia e descansando a noite ancorados. Assim, no fim do dia chegamos em Milos que faz parte das Ilhas Cyclades, onde há uma convenção de preservação da identidade cultural e por isso as casas são caiadas e tem portas, janelas e domos pintados de azul, o que confere um charme todo especial a estas diferentes casa cúbicas, construções peculiares desta região da Grécia (na região do Peloponeso as casas adotaram o estilo Veneziano).
IMG-20210917-WA0021A ilha de formação vulcânica expõe formas engraçadas de rochas esculpidas pela água e pelo vento ao longo das Eras. Tem também inúmeras cavernas, belíssimas praias de areia fina e sua atividade econômica, alem do turismo, é claro, é a extração de minerais como a obsidiana e a biotita. Há um museu que exibe mais de 11 mil anos de Historia da Mineração e as minas mais antigas do Mediterrâneo foram nesta ilha.IMG-20210917-WA0019
A ilha é famosa por ter sido encontrada uma estátua de Afrodite, a Vénus de Milo,  que já tivemos o prazer de vê-la no Museu do Louvre, em Paris.venusO Renato chamou a atenção para uma informação do Navionics, que usamos na navegação, alertando a ocorrência de águas quentes subindo do fundo do oceano, e que poderiam afetar a leitura correta do sonar de profundidade.
Além da cidade, há sítios arqueológicos, muitas praias e muito o que explorar aqui… porém ficamos apenas um dia e só exploramos a encosta rochosa cheia de cavernas e janelas feitas pelo desgaste das rochas, com visual impressionante e água cristalina, e no fim do dia fomos para uma prainha, próxima do barco e ficamos lá até o sol se pôr. 
Também senti de não experimentar os sabores locais: torta de melancia, de cream cheese e bombons com abóbora branca… deu água na boca!mini_20210916_071521
Na manhã seguinte levantamos âncora,vimos que haviam chegado mais alguns barcos para pernoitar na ancoragem e lá fomos nós Mediterrâneo adentro. Namastê!

Dia 16 de setembro de 2021. Morando a bordo da SV Pharea, Ilha de Milos, Cyclades, Grécia.

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Enfim dias de praia no mar azul da Grécia 🇬🇷

Levantamos âncora de Pylos, já com vontade de voltar na próxima temporada a esta charmosa cidadezinha. Nossa proa está apontada para Elafonisos, onde ficamos por quase uma semana, esperando o vento Norte, Meltemi, passar.
Os dias passaram voando, muito rápido. Ancoramos em Agios Elena, uma praia paradisíaca, de areia fina e clara, com um visual fantástico do encontro de duas baías, separadas por um filete de areia.
IMG-20210914-WA0004Fizemos uma caminhada de uns 6 kilometros até a Vila mais próxima, que recebe um ferry boat e há muitos barquinhos pesqueiros atracados no pier em frente a cidade.IMG-20210913-WA0003IMG-20210913-WA0005
Depois dessa caminhada sentamos a beira mar para comer um Pita Gyros, sanduíche típico daqui e retornamos para a praia… sim, nossos barcos (Pharea e Tartuga) estavam lá, enfeitando a paisagem. Sempre é tão bom voltar pra nossa casinha… temos tudo o que precisamos lá e em nossos corações carregamos aquilo que não são coisas… os bons sentimentos, a saudade das pessoas que nos são queridas e a nossa determinação por esta vida simples e tão cheia de descobertas.IMG-20210912-WA0002
A água aqui é cristalina, pode-se ver a ancora no fundo e até as marcas que a corrente deixa na areia quando vai se movimentando. Quando estamos navegando, as vezes com bastante profundidade durante as travessias 2.000 metros ou aqui no Mediterrâneo entre 200 e 500 metros de profundidade a água do mar ganha uma cor incrível, e ela me lembra a cor do “anil”, produto que minha mãe usava no último enxágue das roupas brancas… que tão boa recordação me traz 😃!IMG-20210912-WA0008
Em Agios Elena ficamos bem protegidos, curtimos a praia, subimos numa colina próxima para apreciar a paisagem e a Bella também teve seu dia de praia e caminhadas diárias na areia. Fizemos pizza para os amigos do Tartuga e compartilhamos ótimos momentos.IMG-20210912-WA0003
O vento Norte está passando e vamos nos preparar para a próxima perna. Viajar no barco é muito prático, tudo está aqui, não tem stress para arrumar mala, nem para ir ao aeroporto, nem se perde horas no saguão de embarque. No barco só precisamos deixar tudo em ordem, nada solto que possa cair quando o barco adernar ou balançar e é claro, fechar as vigias e gaiutas, para que numa eventualidade não entre água salgada ou respingos. Outra coisa que temos sempre pronta é a bolsa de abandono, um saco estanque com nossos documentos (do barco e da Bella também), lanterna, água e algo para comer. 
Esta será nossa sexta ancoragem em praticamente um mês de Grécia e vamos seguindo para cruzar o mar Egeu e chegar na Turquia. A opção do Comandante é por velejadas durante o dia e pernoite ancorados para podermos descansar. Sempre prontos para seguir viagem, lá vamos nós!

Dia 11 de setembro de 2021. Morando a bordo do SV Pharea em Agios Elena, Peloponeso, Grécia.

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Pylos, cidadela linda e praia maravilhosa!

Navegamos de Zakinthos a Katakolo, indo em direção ao sul do Peloponeso. Navegada tranquila, próxima da costa, onde apreciamos lindas paisagens de montanhas, grandes rochedos e ancoramos próximo a pequena cidade de Katakolo para pernoitarmos.
mini_20210904_183552A cidade vive em função do turismo, recebe grandes navios de cruzeiro e dá acesso através de trem, a famosa Olímpia, onde eram realizados os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Barco ancorado, nos preparamos e fomos de bote até a cidade e andamos um pouco conhecê-la.
No dia seguinte bem cedo levantamos ancora com rumo para Pylos, mais ao sul, uma pequena e pitoresca cidade com vista para o Mar Jônico, com cerca de 2.500 habitantes. Ao entrar na grande baía de Pylos nos deparamos com grandes rochedos  que também servem de quebra-mar protegendo ainda mais a baía de ventos e de sweel.  mini_20210909_071819Passando pelos rochedos vimos a cidade e em frente a ela o pier público e a marina ao lado, seguimos adiante e ancoramos bem próximo da cidade.

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No fim do dia pegamos o bote e fomos caminhar e conhecer a graciosa cidadezinha. Muitos restaurantes e bares na orla e também na praça central, vai e vem de turistas, lojas de souvenirs e mercado, onde fomos comprar verduras, frutas, carne e iogurte grego, que aliás, temos usado para fazer molhos para massas, comido com frutas e mel e feito sobremesas. É muito saboroso e substitui muito bem o creme de leite.
Pylos foi construída ao redor de duas colinas que circundam sua bela baía e é conhecida pela Batalha Naval de Navarino, cuja vitória dos Aliados desempenhou um papel fundamental na libertação dos gregos contra os turcos. 
Tem uma arquitetura peculiar, as casas são de pedra, brancas e com telhado vermelho. Possuí um excelente museu, com mostra de vários objetos, jóias e utensílios culinários, como ânforas e muitas coisas ainda da Idade do Bronze. Um outro museu somente com esculturas e objetos resgatados do fundo do mar da baia de Pylos e proximidades e outro com objetos diversos resgatados de naufrágios.
IMG-20210922-WA0010O museu é surpreendente por sua tecnologia, organização e consequente preservação do patrimônio cultural da região. Você não espera encontrar um museu tão hightech num local tão pequeno.
Ficamos em Pylos alguns dias, aguardando uma janela de tempo para partir e assim voltamos a cidade outras vezes e também mudamos de ancoragem, dentro da baía,  nos aproximando IMG-20210922-WA0017de uma colina que preserva as ruinas de uma fortaleza em seu topo e depois descemos e passamos pela caverna de Nestor (herói local que se escondeu na caverna) até chegarmos a uma praia lindíssima onde passamos o dia.
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Neste dia a Bella estava conosco, a levamos em sua mochila e ficou super comportada vendo o movimento do vai e vem das pessoas na areia da praia e nem quis sair da mochila, preferiu ficar na sombra.
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Na mitologia: Pilas era o rei de Mégara, mas matou o seu tio Bias, entregou Mégara para seu genro Pandião II, mudou-se para o Peloponeso com várias pessoas e fundou Pilo. Segundo Pausânias, a cidade foi fundada pelos léleges, liderados por Pilo filho de Cleson, mas logo depois conquistada por Neleu e os pelasgos de Iolco.
Neleu foi sucedido por seu filho Nestor, que liderou as forças de Pilos na Guerra de Troia.
Na obra Odisseia, Pilo foi a cidade à qual Atena, utilizando como disfarce a figura de Mentor, aconselhou Telêmaco, o filho de Penélope e Odisseu, a visitar em sua jornada em busca do pai desaparecido.

IMG-20210922-WA0015Adoramos Pylos, impossível não gostar de um lugar tão bonito, com tantos heróis e histórias e onde passamos ótimos dias e tivemos a alegria de compartilha-los com os amigos do SV Tartuga. Namastê.

Dia 05 de setembro de 2021. Morando a bordo da SV Pharea nas Ilhas Cyclades, Grécia.

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Zante, Ilha de Zakinthos, Grécia

Levantamos âncora da bela Ítaca e já estamos novamente carregados de uma ansiedade positiva de velejar neste mar azul anil e descobrir um novo lugar e suas características.
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Assim chegamos na Ilha de Zakynthos e ancoramos no lado de fora da baía em frente a cidade de Zante, sua capital e principal porto. Dentro da baia há uma estação onde funciona um grande ferry boat (pessoas, carros, caminhões…) e um grande pier, para os barcos de pesca e a marina pública.
mini_20210828_120143Quando olhamos a cidade também parecia ser nova, a mesma impressão que tivemos em Argostoli e Itaca. Aqui também, depois do terremoto de 1953 começaram as obras de reconstrução e agora parece uma cidade moderna para o turista, uma cidade que se expande para o interior e tem um charme especial na arquitetura marcante dos tempos em que pertenceu ao Reino de Veneza, de 1497 a 1797.
Marcante sentir este lado verde da Grécia, que é a região do Peloponeso, com lhas verdejantes, vales férteis, clima temperado, belas praias e cavernas no entorno da ilha.
mini_20210828_155606mini_20210828_121408Aqui conhecemos o Mario, a Alexandra e a Cacau. Um querido casal de portugueses ávidos por falar português e assim compartilhamos um tempo juntos, conhecemos seu barco e sua mascote, uma linda e carinhosa Cooker, a Cacau.
Eles estão em período sabático e pretendem deixar o barco numa marina na Grécia e voltar para Portugal para as festas de Natal, porém estão preocupados em como embarcar a Cacau, que como não é de pequeno porte, deve ir no compartimento de carga… e todo o dono de pet se preocupa com isto, é claro.
mini_20210903_114141No quinto dia ancorados o vento apertou e o Renato decidiu ir para a marina pública, para ficarmos mais seguros. Levantamos âncora da parte de fora da baía onde estávamos e fomos para a marina pública no pier da cidade e eu e a Karina aproveitamos para lavar as roupas na máquina, usando a água do pier e a sobra de energia do Tartuga, que atracou no nosso lado.
Passamos alguns dias bem tranquilos, caminhando bastante pela cidade e aproveitamos para antecipar as vacinas da Bella, fomos com nossos amigos que  também vacinaram seus gatos.
mini_20210830_100048Aproveitamos para nos abastecer com as facilidades de ter um mercado bem próximo perto do pier e a Bella cumpriu exaustivamente seu papel de guardiã, latindo para todos que passassem no calçadão do pier onde atracamos. Amando o Peloponeso 💖 Namastê!

Dia 27 de agosto de 2021. Morando a bordo da SV Pharea na Grécia.

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Conhecendo ítaca, terra de Odisseu, Grécia 🇬🇷

Saímos da ilha de Kefalonia e seguimos a nordeste para a ilha de Ítaca, na sua capital Vathy, famosa mundialmente como a casa de Odisseu, da Odisséia de Homero. Ítaca simboliza o retorno ao refúgio, a descoberta e a realização.
A chegada em Ítaca é belíssima, passando entre elevadas montanhas (que nos lembraram a paisagem de Montenegro) e chegando a uma fechada baía em forma de U e com pier no entorno de toda a orla, onde atracam principalmente veleiros de charter, aqui em grande número e também há um espaço diferenciado para atracação de grandes iates de luxo.
A baía é bem movimentada e a pequena cidade oferece muitos bares e restauranes, alguns bem típicos e com ótima comida e lojas de souvenirs com artesanato local.
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Aqui reencontramos amigos queridos, a Trixi e o Ditmar, um casal de alemães na casa dos 60 e poucos anos, velejando e aproveitando muito a vida. Nós os conhecemos em Monastir e por lá fizemos muitos churrascos juntos. Até porque o Ditmar é o que chamamos de: bom gourmet,  aprecia muito uma boa comida.
Maravilhoso reencontrá-los aqui e desfrutar também da doce companhia da Caroline e dos amigos Karina e Andy. No mar as amizades são muito espontâneas e naturais e a cada ancoragem cresce o numero de amigos e é realmente gostoso reencontrar com eles de tempos em tempos, muito embora, estamos sempre conectados através das mídias sociais.
Tivemos um dia de praia muito gostoso, praia de seixo rolado, sem areia e com um visual incrível. Fomos a pé, sobe morro, desce morro, denovo… mas foi muito legal passar pelas casas ao longo da estrada, ver praticamente todos os quintais com a varanda coberta por parreirais de uva ao invés de telhas e tivemos o privilégio de ganhar cachos de uva, colhidos da varanda de uma casa quando paramos para apreciar o parreiral.
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Nestes lugares com muita história, frequentemente nos pegamos imaginando como eram as coisas, que pessoas já andaram pelos mesmos caminhos e lugares que estamos agora. Ítaca tem uma história riquíssima por ser a terra natal de Odisseu, personagem do poema épico: A Odisséia, de Homero.

Trata-se de um poema elaborado ao longo de séculos de tradição oral, tendo tido sua forma fixada por escrito, provavelmente no fim do século VIII a.C. e conta que quando Odisseu partiu para dias gloriosos em Tróia, sua amada esposa, Penélope, foi deixada sozinha e despertou involuntariamente a vontade dos homens por uma linda rainha. Em pouco tempo, o palácio estava cheio de pretendentes odiosos que flertavam com a rainha persistentemente. Além disso, fizeram Penélope prometer que se casaria com um deles. Para mantê-los afastados, ela teve uma ideia: prometeu um casamento com o melhor deles quando tivesse acabado de tecer uma mortalha. Então, ela passava o dia tecendo e a noite desfiando. Assim fazendo, ela conseguiu ficar longe dos pretendentes por 20 anos inteiros, até que Odisseu voltasse para Ítaca.

odisseiaJá Odisseu, após a derrota dos troianos, iniciou uma viagem de dez anos de volta para Ítaca onde a sua mulher o esperava com uma fidelidade obstinada, apesar da demora. Essa viagem mereceu a criação por Homero do poema épico Odisseia, na qual são narradas as aventuras e desventuras de Odisseu e sua tripulação desde que deixam Tróia, algumas causadas por eles e outras devido à intervenção dos deuses. Um de seus mais famosos ardis de Odisseu foi a estratégia da construção de um cavalo de madeira, que permitiu a entrada dos exércitos gregos na cidade de Tróia.
A Guerra de Troia foi, de acordo com a mitologia grega, um grande conflito bélico entre os aqueus das cidade-estados da Grécia e Tróial, possivelmente ocorrendo entre 1 300 a.C. e 1 200 a.C. (fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo).

Dia 19 de agosto de 2021. Morando a borda da SV Pharea, Ítaca, Peloponeso, Grécia.

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