Argostoli, cidade reconstruída. Grécia.

Estamos de volta a Grécia e agora no Peloponeso, a linda região oeste que tem uma peculiaridade, constantes terremotos resultantes de atividade tectônica por isso nos deparamos com antigas cidades, mas com cara de novas. A cidade de Argostoli, onde estamos, assim como muitas outras desta região, sofreram com um forte terremoto em 1953 e a cidade precisou ser praticamente reconstruída.
As casas de estilo Veneziano, com telhados impecáveis, pintura nova, muitas flores pelas ruas e praças fazem dela um lugar único. Argostoli ao ser reconstruída instituiu calçadão em várias vias e hoje este grande espaço de circulação oferece bares, lojas e restaurantes aos turistas que chegam em navios de cruzeiros, ferry boats ou avião.
Ancoramos na baía em frente a cidade que também tem uma pequena marina e um longo pier público. Nesta ancoragem estávamos com muitos amigos vindos da Túnisia, o Tartuga, o Sweetíe, Caffe Latte e Red Roo e ainda tivemos a companhia de nossa amiga Caroline, do veleiro Zebulon, que veio passar uns dias conosco e assim desfrutamos bons momentos com nossos amigos.
Passear pela cidade é uma ótima forma de conhecer um pouco mais o lugar, ver onde fica o mercado, o posto de combustível, as lojas de náutica e é claro parar para um chopp gelado. O arranjo da cidade é um charme, os bares e restaurantes muito bem decorados, mesas ao ar livre e muito artesanato local.
Na baía onde estamos ancorados tem tartarugas marinhas e a cidade oferece muitos itens de artesanato reverenciando as tartugas que passeiam pela baía e pela manhã vão até o pier ganhar peixes frescos dos barcos de pesca que estão retornando da pesca noturna.
O calor estava intenso e tivemos um dia de praia, após atravessar toda a cidade, finalmente chegamos numa linda praia de seixos rolados. Valeu a pena o esforço. Permanecemos quase dez dias aqui ancorados, saíamos as vezes para um passeio de bote e para entrar no mar, pois aqui como é fundo de baía a água não é muito clara, tem um tom esverdeado. Neste tempo aproveitamos a facilidade do pier e nos abastecemos de água mineral e também enchemos os tanques do veleiro.
Os piers públicos na Grécia são realmente fantásticos, pode-se usar para deixar o bote, se estiver ancorado, ou então se atracar na marina pública a taxa é menos de 10 Euros por dia, o que é bem baixa comparado ao preço de uma marina normal, que pode variar de 40 a mais de 100 Euros por dia. Pagamos a taxa mensal para navegarmos aqui (para nosso barco cerca de 100 Euros) mas contamos com acesso em todas as cidades das ilhas e do continente. Isso é super importante também para os passeios com a Bella, muito fácil atracar o bote no pier e sair para a caminhada com ela. Nos sete países que já velejamos só aqui temos estas facilidades. Mais uma estrelinha para a Grécia! Os dias estão cada vez mais quentes mas como estamos ancorados, abrimos todas as gaiútas do barco e temos boa ventilação. Aliás, desde que saímos da África, em 19 de abril, nunca mais ficamos em marinas, passamos esse tempo todo em Malta, na Itália e agora aqui, só jogando ancora e curtindo essa sensação incrível de liberdade, que o barco nos proporciona.
Em função do Covid 19, aqui como em Malta e na Itália, não carimbaram nosso passaporte, ou seja, é como se não estivéssemos aqui.
Os amigos estão começando a levantar âncora e amanhã será nossa vez, vamos conhecer a Ilha de Itaka ao leste da Ilha onde estamos agora. Nosso roteiro? ir de lugar em lugar, evitar lugares muito cheios e empregar nosso tempo conhecendo esta linda região, sem pressa! Além disso o básico para este tempo que estamos atravessando durante a pandemia, nos cuidarmos. Namastê!

09 de agosto de 2021. Morando a bordo da Pharea em Kefalonia, Grécia.

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Travessia mar Jônico, da Itália 🇮🇹 para a Grécia 🇬🇷.

20210913_202639Como nossos planos para este verão incluem conhecer a Turquia, levantamos ancora de Taormina, Itália e aproamos o barco para a Ilha de Kefalonia, na Grécia. Já fizemos essa travessia do mar Jônico em 2018, mas com lugares de partida e chegada diferentes. Na época saímos de Corfu, na Grécia e cruzamos para Rochella Iônica, na Itália.
Fizemos três previsões de saída e a ideia era de velejarmos o máximo possível, com ventos entre 12 e 17 knots, mas infelizmente o vento não se confirmou e assim precisamos motorar a maior parte do percurso de 49 horas.
Estávamos com lua nova e tudo estava escuro, na primeira noite nos encantamos com a beleza do céu e das estrelas. Dava para ver perfeitamente a Via Láctea, e tanto eu como o Renato vimos muitas estrelas cadentes, enquanto nos revezávamos nos turnos da noite. Fazia muito tempo que não via um céu assim, negro e ao mesmo tempo coberto de estrelas. O Renato também observou a trajetória de vários satélites, que aparecem como um bolinha de brilho estável em trajetória retilínea. Pena que na segunda noite o céu não estava tão visível como na primeira.
Durante o dia colocamos uma linha de mão com isca artificial para atum, que é muito comum nesta área e realmente vimos ao longo da esteira do barco, mais ou menos uns 50 metros atrás, um grande atum pulando da água e se desvencilhando da isca, que acabou cortando nas suas investidas. Por um lado foi bom, porque o atum era enorme, creio que mais de um metro, e seria complicado lidar com ele, já que não somos o que se pode chamar de “pescadores”. Nem consigo imaginar o susto da Bella com um peixe daquele tamanho pulando no cockpit. 
Tivemos uma travessia bem tranquila e quando de madrugada estávamos nos aproximando da ilha de Kefalonia, não conseguíamos decifrar de longe uma grande quantidade de luzes vermelhas, em diferentes planos, o que descobrimos mais tarde serem as torres eólicas no cume das montanhas de Kefalonia. Mas a verdade é que a noite, às vezes as luzes, os grandes navios, as nuvens e mesmo as porções de terra se delineiam de diferentes formas em diferentes ângulos. Nem sempre é o que pensamos ser a primeira vista!
Chegamos na Grécia! Desta vez na região do Peloponeso, é muito mais verde, não tem as casas brancas com aberturas azuis, como na região das Ilhas Cyclades, mas tem lindas paisagens e cidadelas para explorarmos. Namastê 🙏🏻
Dias 07 e 08 de agosto de 2021. Travessia de Taormina, Itália 🇮🇹 até Argostoli, Grécia, 🇬🇷, mar Jônico.
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Taormina, Vulcão Etna em erupção e muita história. Itália 🇮🇹

Em 01 de agosto levantamos âncora rumo a Taormina, 10 horas de velejada rumo ao nordeste da Sicília, a maior ilha do Mediterrâneo, a “bola chutada pela bota”.
Já estivemos aqui de carro em março de 2019, quando os amigos Lili e Pádua vieram nos visitar. Era inverno e a paisagem lindíssima também.
A Sicília foi considerada o celeiro da Itália continental graças ao seu rico solo vulcânico, e a ilha viu o surgimento da Cosa Nostra, não só uma instituição criminosa que ultrapassou continentes, mas também uma organização social cujas origens explicam muito a história, a geografia, a alma da ilha.
É interessante saber que a máfia nunca esteve presente no nordeste siciliano, onde fica Taormina, apesar de sua presença influente até hoje no lado oeste, onde estão Palermo e Corleone.
Taormina foi ponto de parada do Grand Tour, viagens que duravam meses e viraram moda entre ricos e nobres, principalmente ingleses e nórdicos, dos séculos 17 ao 19, e passavam, da França à Italia, pelas principais cidades e regiões que formaram culturalmente o mundo ocidental (fonte: Simone.com.br).
A cidade tem hoje cerca de 11 mil habitantes, localizada no alto de uma colina, dividida por estreitas ruelas onde ficam também os hotéis, restaurantes e pontos de contemplação voltados para o vulcão Etna.
Ancoramos em frente à baía de Naxos, a cidade que fica à beira mar, abaixo de Taormina e nos presenteou com um lindo por do sol.
Na ancoragem muitos super iates de luxo, barcos rápidos de passeio, escunas, mas mesmo assim passamos uma semana bem tranquila por lá e o que é melhor, na companhia do Beyond, que já tínhamos encontrado em Malta, em Siracusa agora aqui! Na chegada nos receberam com um carreteiro muito saboroso! Continue lendo
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Deixando Malta🇲🇹, rumo à Siracusa, Itália 🇮🇹

 Quando chegamos em Malta há mais de 90 dias atrás, não sabíamos como seriam as entradas e saídas das fronteiras em função do Covid, mas agora que já estamos vacinados e com o certificado de vacinação, tudo ficou mais fácil e estamos mais confiantes em seguir viagem.
Preparamos o barco, o Renato abasteceu com água e combustível, eu deixei pronto algo para comermos no caminho e assim levantamos ancora.
A travessia de Malta para a Itália foi muito boa, velejamos a maior parte do tempo com ventos não muito fortes, nos revezamos em turnos e novamente pegamos uma sacola plástica no caminho antes de chegar em Porto Palo (Itália). O Renato mergulhou e cortou a sacola enrolada no hélice. Quando sentimos a rotação do motor diminuir e vibrar, nos olhamos e dissemos: Oh não! Acho que pegamos um plástico na rabeta novamente 🙄.
Chegamos em Siracusa dia 25 de julho, aproveitamos para vir nesta data para reencontrar os amigos do Amazônia, do Beyond e do Bossa Nova, dos amigos Werner e Tânia, que compraram o barco este ano e estavam em Siracusa se organizando e esperando janela de tempo para prosseguir. Também conhecemos o veleiro Manas, do Fábio e da Vivi, que tem duas filhas e estão morando a bordo.
Novamente foi uma alegria encontrá-los aqui. O Renato fez aniversário dia 27 e fizemos um churrasco com todos os amigos. Estava ótimo e muito animado.
Esta foi a terceira vez que estivemos em Siracusa e foi a melhor experiência no tocante a conhecer a cidade. A primeira vez viemos no inverno, frio e chuva com os amigos Lili e Padua, foi bom mas a cidade estava pacata. Na segunda vez, paramos a caminho da Tunísia e chovia muito e agora… Dias de sol e calor intenso.
Aliás, não vemos chuva desde março, quando estávamos na Tunísia, nos mais de três meses em Malta não choveu nenhum dia e sentimos muita falta de chuva para manter o barco “doce”. Externamente usamos a água do sereno que fica no convés e de manhã, bem cedinho antes do sol realmente esquentar, limpamos todo o convés usando essa “água” que se acumulou durante a noite. Não é como jogar água, mas dá para manter um nível de limpeza. A brisa e os sprays de água que pegamos quando estamos velejando trazem muito sal para o convés e se não limpar vai acumulando, sendo possível até formar crostas em volta das ferragens. A rede que temos no entorno do barco, que era branca, agora está marrom e só  vai limpar quando finalmente pegarmos uma boa chuvarada.
Siracusa está agitada, com muitos turistas e o que estranhamos foi a falta de cuidado em relação ao Covid. Aqui só  é obrigatório o uso de máscara em espaços internos (lojas, supermercados, etc) e vimos também, na mesma ancoragem que estávamos, um navio de passageiros da MSC, lotado de pessoas, além de vários ônibus de excursão no centro e pontos turísticos.
Ou seja muita gente andando junto, nos bares e restaurantes… Isso nos assustou pois em Malta todos, sem exceção, usavam máscara o tempo todo. Vendo esse comportamento em Siracusa, pensamos que o Covid pode voltar a crescer por aqui.
Ancoramos na baia de Siracusa, deixávamos o bote no pier, ao lato da Guarda de Finanças e caminhamos pela cidade, comemos o famoso Panini do Boderi, fomos à feira e visitamos os pontos turísticos mais centrais.
Foram os dias mais quentes que passamos até agora, dias com sensação térmica de 48 graus e na baia onde estávamos ancorados a água é turva e não achamos apropriada para banho… Foram dias difíceis em função do calor, sempre torcendo por uma brisa mais fresca.
Da mesma forma como ocorreu em Malta, se repetiu na Itália a questão da entrada no país. Em nenhum dos países carimbaram nosso passaporte, nos sentimos como se estivéssemos no limbo, de alguma forma. Por outro lado, nos é conveniente, pois caso contrário só poderíamos estar dentro da União Europeia, segundo o Tratado de Shengen, durante três meses. Agora já estamos a quatro meses e ainda queremos passar na Grécia, então não podemos reclamar.
Aproveitamos para nos abastecer no mercado, com os deliciosos queijos e salames daqui e de vinho é claro 🍷🍷🍷. Próximo destino: Taormina. Namastê 🙏🏻
31 de julho de 2021. Morando a bordo na Itália 🇮🇹 mar Mediterrâneo.
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Encontrando velejadores Brasileiros 🇧🇷 em Malta 🇲🇹

Além de todas as coisas boas que encontramos em Malta, tivemos a oportunidade de  encontrar dois barcos brasileiros. O Amazônia, do Sandro e da Bella (canal no YouTube Viver por Ar e Mar) e o Beyond, do Fernando, Cibele e a filha Isabela.
IMG-20210716-WA0003Foi ótimo, nos reunimos muitas vezes para um bom churrasco, para apreciar um pão de queijo mineiro, um dadinho de tapioca e pizza feita na churrasqueira, que foi aprovadissima por todos.
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Visitamos algumas ancoragens juntos, fomos às compras, passeamos para mostrar a cidade, fomos em alguns pontos turísticos, fizemos caminhada nas montanhas e passamos dias maravilhosos na companhia deles.
IMG-20210710-WA0009 Todos os barcos com Pet. O Amazônia com um labrador   um Pondengo de Andaluzia, o Beyond com uma Schitzu, bem pequena e nós com a Bella.
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Foi bacana também que eles se deram super bem com nossos amigos que estavam conosco em Monastir, a karina e o Andy,  e que estavam em Malta e assim curtimos muito.
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Só ficaram boas lembranças, camaradagem, muitos sorrisos para serem lembrados e mais amigos no coração.
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Cada um dos barcos com itinerários diferentes para seguir e felizmente nos encontramos em Malta e agora cada um segue seu rumo, aproa seu barco para diferentes lugares e fica aquele sentimento nostálgico característico de quando nos despedimos de pessoas que gostamos e queremos bem!
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Ótimos ventos amigos, nos reencontraremos mais adiante, em outros portos com muitas outras histórias para contar.
Estávamos preocupados com a questão da vacina, pois nas mídias sociais daqui e também quando nos informamos via telefone, a regra era de vacinação somente para Malteses ou residentes, ou seja, somente para quem tem o ID, o número de identificação deles. Mas, resolvemos ir pessoalmente no centro de vacinação na Ilha de Gozo, que é menor e talvez menos complicado.
Fomos e o atendente nos falou que voltássemos no outro dia. Voltamos, mas pediram que agendássemos para os próximos dias. No dia agendado nos pediram o ID, que não temos pois não somos Malteses, então nos orientaram pegar um número “F” emitido diretamente no hospital da cidade. Fomos ao hospital e nos cadastraram e liberaram o número “F”. Voltamos ao centro de vacinação e nos deram a vacina, Janssen, dose única. Ficamos super felizes. Depois tivemos um pouco de trabalho para obter o certificado, mas agora tudo está resolvido e temos finalmente o certificado de vacinação.
20210819_144949Obrigada Malta 🇲🇹❤️. Namastê 🙏🏻
24 de julho de 2021. Morando a bordo em Malta, mar Mediterrâneo.
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