Temos navegado umas 10 horas por dia, cerca de 50 milhas náuticas e a noite paramos para descansar.
Saímos de Milos e chegamos na pequena cidade de “Ios” próximo das 4 horas da tarde. Decidimos parar na marina pública pois o Tartuga já havia estado aqui e falou que valia a pena conhecer e como tem um vai e vem constante de ferry boats, levantando onda na baía a melhor opção é pernoitar atracados no pier. Após atracarmos no pier o Renato pegou dois galões e foi comprar diesel para repor o que havíamos gasto.
Quando o Renato foi pagar a marina foi surpreendido com a cobrança de duas diárias, muito embora chegamos fim de tarde e sairíamos cedindo pela manhã, mas a atendente nos disse: a diária começa a meia noite e vence na mesma hora no dia seguinte… uau! Quem se programa para chegar numa marina a meia noite? Ninguém. Mas são as regras, pagamos e tudo bem.
Com este mesmo viés é feita a cobrança da taxa mensal para navegar na Grécia, a taxa cobre de 1 a 30 de cada mês. Se você chegar dia 25, por exemplo, vai ter que pagar um mês inteiro para usufruir de 5 dias…. seria mais coerente pagar 30 dias corridos contados da data da chegada… No nosso caso, baseado no tamanho do barco, pagamos 100 Euros por mês.
O clima aqui tem se revezado, uma semana com ventos fortes vindos do Norte, na casa dos 25 a 35 nós, chamado de Meltemi e outra com pouquíssimo vento ou vento contra… assim ficamos em ancoragem protegida na semana de Meltemi e navegamos na seguinte e assim temos motorado mais.
Na pequena baía há o pier público, outro grande pier para o ferry boat que é bem bem movimentado, um chega e outro saí e vão para os mais variados destinos das ilhas Cyclades: Naxos, Paros, Mikonos, Santorini… ao redor do pier público algumas lojas e restaurantes e lá no topo da colina fica a cidade antiga, toda caiada de branco, ruelas estreitas, só de pedestres, calçada de pedra pintada de branco no rejunte, restaurantes, bares, lojas de souvenirs… nos sentimos em Mikonos, que tem a mesma identidade visual e arranjo da cidade.
O aceso a cidade antiga é também feito por uma longa escadaria que começa em frente ao pier e sobe até a cidade na colina, muito bacana. Na base da colina um grande estacionamento, já que na.cidade só entram pedestres em função das estreitas vielas.
Andamos um pouco, paramos num Pub para um drink e depois fechamos a noite saboreando um gostoso Pita Gyros com batata frita à moda canadense com queijo e molho quente por cima!
Voltamos para o barco, recolhemos o gangway (ponte usada para entrar e sair do veleiro até o pier) e colocamos o bote na targa, deixando tudo pronto para partirmos na manhã seguinte. Namastê !
Dia 18 de setembro de 2021. Morando a bordo da SV Pharea em Ios, Ilhas Cyclades, Grécia.

A ilha de formação vulcânica expõe formas engraçadas de rochas esculpidas pela água e pelo vento ao longo das Eras. Tem também inúmeras cavernas, belíssimas praias de areia fina e sua atividade econômica, alem do turismo, é claro, é a extração de minerais como a obsidiana e a biotita. Há um museu que exibe mais de 11 mil anos de Historia da Mineração e as minas mais antigas do Mediterrâneo foram nesta ilha.
O Renato chamou a atenção para uma informação do Navionics, que usamos na navegação, alertando a ocorrência de águas quentes subindo do fundo do oceano, e que poderiam afetar a leitura correta do sonar de profundidade.
Fizemos uma caminhada de uns 6 kilometros até a Vila mais próxima, que recebe um ferry boat e há muitos barquinhos pesqueiros atracados no pier em frente a cidade.




A cidade vive em função do turismo, recebe grandes navios de cruzeiro e dá acesso através de trem, a famosa Olímpia, onde eram realizados os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Barco ancorado, nos preparamos e fomos de bote até a cidade e andamos um pouco conhecê-la.
Passando pelos rochedos vimos a cidade e em frente a ela o pier público e a marina ao lado, seguimos adiante e ancoramos bem próximo da cidade.
O museu é surpreendente por sua tecnologia, organização e consequente preservação do patrimônio cultural da região. Você não espera encontrar um museu tão hightech num local tão pequeno.
de uma colina que preserva as ruinas de uma fortaleza em seu topo e depois descemos e passamos pela caverna de Nestor (herói local que se escondeu na caverna) até chegarmos a uma praia lindíssima onde passamos o dia. 

Adoramos Pylos, impossível não gostar de um lugar tão bonito, com tantos heróis e histórias e onde passamos ótimos dias e tivemos a alegria de compartilha-los com os amigos do SV Tartuga. Namastê.
Quando olhamos a cidade também parecia ser nova, a mesma impressão que tivemos em Argostoli e Itaca. Aqui também, depois do terremoto de 1953 começaram as obras de reconstrução e agora parece uma cidade moderna para o turista, uma cidade que se expande para o interior e tem um charme especial na arquitetura marcante dos tempos em que pertenceu ao Reino de Veneza, de 1497 a 1797.
Aqui conhecemos o Mario, a Alexandra e a Cacau. Um querido casal de portugueses ávidos por falar português e assim compartilhamos um tempo juntos, conhecemos seu barco e sua mascote, uma linda e carinhosa Cooker, a Cacau.
No quinto dia ancorados o vento apertou e o Renato decidiu ir para a marina pública, para ficarmos mais seguros. Levantamos âncora da parte de fora da baía onde estávamos e fomos para a marina pública no pier da cidade e eu e a Karina aproveitamos para lavar as roupas na máquina, usando a água do pier e a sobra de energia do Tartuga, que atracou no nosso lado.
Aproveitamos para nos abastecer com as facilidades de ter um mercado bem próximo perto do pier e a Bella cumpriu exaustivamente seu papel de guardiã, latindo para todos que passassem no calçadão do pier onde atracamos. Amando o Peloponeso 💖 Namastê!