Navegamos de Zakinthos a Katakolo, indo em direção ao sul do Peloponeso. Navegada tranquila, próxima da costa, onde apreciamos lindas paisagens de montanhas, grandes rochedos e ancoramos próximo a pequena cidade de Katakolo para pernoitarmos.
A cidade vive em função do turismo, recebe grandes navios de cruzeiro e dá acesso através de trem, a famosa Olímpia, onde eram realizados os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Barco ancorado, nos preparamos e fomos de bote até a cidade e andamos um pouco conhecê-la.
No dia seguinte bem cedo levantamos ancora com rumo para Pylos, mais ao sul, uma pequena e pitoresca cidade com vista para o Mar Jônico, com cerca de 2.500 habitantes. Ao entrar na grande baía de Pylos nos deparamos com grandes rochedos que também servem de quebra-mar protegendo ainda mais a baía de ventos e de sweel.
Passando pelos rochedos vimos a cidade e em frente a ela o pier público e a marina ao lado, seguimos adiante e ancoramos bem próximo da cidade.

No fim do dia pegamos o bote e fomos caminhar e conhecer a graciosa cidadezinha. Muitos restaurantes e bares na orla e também na praça central, vai e vem de turistas, lojas de souvenirs e mercado, onde fomos comprar verduras, frutas, carne e iogurte grego, que aliás, temos usado para fazer molhos para massas, comido com frutas e mel e feito sobremesas. É muito saboroso e substitui muito bem o creme de leite.
Pylos foi construída ao redor de duas colinas que circundam sua bela baía e é conhecida pela Batalha Naval de Navarino, cuja vitória dos Aliados desempenhou um papel fundamental na libertação dos gregos contra os turcos.
Tem uma arquitetura peculiar, as casas são de pedra, brancas e com telhado vermelho. Possuí um excelente museu, com mostra de vários objetos, jóias e utensílios culinários, como ânforas e muitas coisas ainda da Idade do Bronze. Um outro museu somente com esculturas e objetos resgatados do fundo do mar da baia de Pylos e proximidades e outro com objetos diversos resgatados de naufrágios.
O museu é surpreendente por sua tecnologia, organização e consequente preservação do patrimônio cultural da região. Você não espera encontrar um museu tão hightech num local tão pequeno.
Ficamos em Pylos alguns dias, aguardando uma janela de tempo para partir e assim voltamos a cidade outras vezes e também mudamos de ancoragem, dentro da baía, nos aproximando
de uma colina que preserva as ruinas de uma fortaleza em seu topo e depois descemos e passamos pela caverna de Nestor (herói local que se escondeu na caverna) até chegarmos a uma praia lindíssima onde passamos o dia. 
Neste dia a Bella estava conosco, a levamos em sua mochila e ficou super comportada vendo o movimento do vai e vem das pessoas na areia da praia e nem quis sair da mochila, preferiu ficar na sombra.
Na mitologia: Pilas era o rei de Mégara, mas matou o seu tio Bias, entregou Mégara para seu genro Pandião II, mudou-se para o Peloponeso com várias pessoas e fundou Pilo. Segundo Pausânias, a cidade foi fundada pelos léleges, liderados por Pilo filho de Cleson, mas logo depois conquistada por Neleu e os pelasgos de Iolco.
Neleu foi sucedido por seu filho Nestor, que liderou as forças de Pilos na Guerra de Troia.
Na obra Odisseia, Pilo foi a cidade à qual Atena, utilizando como disfarce a figura de Mentor, aconselhou Telêmaco, o filho de Penélope e Odisseu, a visitar em sua jornada em busca do pai desaparecido.
Adoramos Pylos, impossível não gostar de um lugar tão bonito, com tantos heróis e histórias e onde passamos ótimos dias e tivemos a alegria de compartilha-los com os amigos do SV Tartuga. Namastê.
Dia 05 de setembro de 2021. Morando a bordo da SV Pharea nas Ilhas Cyclades, Grécia.

Quando olhamos a cidade também parecia ser nova, a mesma impressão que tivemos em Argostoli e Itaca. Aqui também, depois do terremoto de 1953 começaram as obras de reconstrução e agora parece uma cidade moderna para o turista, uma cidade que se expande para o interior e tem um charme especial na arquitetura marcante dos tempos em que pertenceu ao Reino de Veneza, de 1497 a 1797.
Aqui conhecemos o Mario, a Alexandra e a Cacau. Um querido casal de portugueses ávidos por falar português e assim compartilhamos um tempo juntos, conhecemos seu barco e sua mascote, uma linda e carinhosa Cooker, a Cacau.
No quinto dia ancorados o vento apertou e o Renato decidiu ir para a marina pública, para ficarmos mais seguros. Levantamos âncora da parte de fora da baía onde estávamos e fomos para a marina pública no pier da cidade e eu e a Karina aproveitamos para lavar as roupas na máquina, usando a água do pier e a sobra de energia do Tartuga, que atracou no nosso lado.
Aproveitamos para nos abastecer com as facilidades de ter um mercado bem próximo perto do pier e a Bella cumpriu exaustivamente seu papel de guardiã, latindo para todos que passassem no calçadão do pier onde atracamos. Amando o Peloponeso 💖 Namastê!






Já Odisseu, após a derrota dos troianos, iniciou uma viagem de dez anos de volta para Ítaca onde a sua mulher o esperava com uma fidelidade obstinada, apesar da demora. Essa viagem mereceu a criação por Homero do poema épico Odisseia, na qual são narradas as aventuras e desventuras de Odisseu e sua tripulação desde que deixam Tróia, algumas causadas por eles e outras devido à intervenção dos deuses. Um de seus mais famosos ardis de Odisseu foi a estratégia da construção de um cavalo de madeira, que permitiu a entrada dos exércitos gregos na cidade de Tróia.





Como nossos planos para este verão incluem conhecer a Turquia, levantamos ancora de Taormina, Itália e aproamos o barco para a Ilha de Kefalonia, na Grécia. Já fizemos essa travessia do mar Jônico em 2018, mas com lugares de partida e chegada diferentes. Na época saímos de Corfu, na Grécia e cruzamos para Rochella Iônica, na Itália.



