Pylos, cidadela linda e praia maravilhosa!

Navegamos de Zakinthos a Katakolo, indo em direção ao sul do Peloponeso. Navegada tranquila, próxima da costa, onde apreciamos lindas paisagens de montanhas, grandes rochedos e ancoramos próximo a pequena cidade de Katakolo para pernoitarmos.
mini_20210904_183552A cidade vive em função do turismo, recebe grandes navios de cruzeiro e dá acesso através de trem, a famosa Olímpia, onde eram realizados os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Barco ancorado, nos preparamos e fomos de bote até a cidade e andamos um pouco conhecê-la.
No dia seguinte bem cedo levantamos ancora com rumo para Pylos, mais ao sul, uma pequena e pitoresca cidade com vista para o Mar Jônico, com cerca de 2.500 habitantes. Ao entrar na grande baía de Pylos nos deparamos com grandes rochedos  que também servem de quebra-mar protegendo ainda mais a baía de ventos e de sweel.  mini_20210909_071819Passando pelos rochedos vimos a cidade e em frente a ela o pier público e a marina ao lado, seguimos adiante e ancoramos bem próximo da cidade.

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No fim do dia pegamos o bote e fomos caminhar e conhecer a graciosa cidadezinha. Muitos restaurantes e bares na orla e também na praça central, vai e vem de turistas, lojas de souvenirs e mercado, onde fomos comprar verduras, frutas, carne e iogurte grego, que aliás, temos usado para fazer molhos para massas, comido com frutas e mel e feito sobremesas. É muito saboroso e substitui muito bem o creme de leite.
Pylos foi construída ao redor de duas colinas que circundam sua bela baía e é conhecida pela Batalha Naval de Navarino, cuja vitória dos Aliados desempenhou um papel fundamental na libertação dos gregos contra os turcos. 
Tem uma arquitetura peculiar, as casas são de pedra, brancas e com telhado vermelho. Possuí um excelente museu, com mostra de vários objetos, jóias e utensílios culinários, como ânforas e muitas coisas ainda da Idade do Bronze. Um outro museu somente com esculturas e objetos resgatados do fundo do mar da baia de Pylos e proximidades e outro com objetos diversos resgatados de naufrágios.
IMG-20210922-WA0010O museu é surpreendente por sua tecnologia, organização e consequente preservação do patrimônio cultural da região. Você não espera encontrar um museu tão hightech num local tão pequeno.
Ficamos em Pylos alguns dias, aguardando uma janela de tempo para partir e assim voltamos a cidade outras vezes e também mudamos de ancoragem, dentro da baía,  nos aproximando IMG-20210922-WA0017de uma colina que preserva as ruinas de uma fortaleza em seu topo e depois descemos e passamos pela caverna de Nestor (herói local que se escondeu na caverna) até chegarmos a uma praia lindíssima onde passamos o dia.
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Neste dia a Bella estava conosco, a levamos em sua mochila e ficou super comportada vendo o movimento do vai e vem das pessoas na areia da praia e nem quis sair da mochila, preferiu ficar na sombra.
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Na mitologia: Pilas era o rei de Mégara, mas matou o seu tio Bias, entregou Mégara para seu genro Pandião II, mudou-se para o Peloponeso com várias pessoas e fundou Pilo. Segundo Pausânias, a cidade foi fundada pelos léleges, liderados por Pilo filho de Cleson, mas logo depois conquistada por Neleu e os pelasgos de Iolco.
Neleu foi sucedido por seu filho Nestor, que liderou as forças de Pilos na Guerra de Troia.
Na obra Odisseia, Pilo foi a cidade à qual Atena, utilizando como disfarce a figura de Mentor, aconselhou Telêmaco, o filho de Penélope e Odisseu, a visitar em sua jornada em busca do pai desaparecido.

IMG-20210922-WA0015Adoramos Pylos, impossível não gostar de um lugar tão bonito, com tantos heróis e histórias e onde passamos ótimos dias e tivemos a alegria de compartilha-los com os amigos do SV Tartuga. Namastê.

Dia 05 de setembro de 2021. Morando a bordo da SV Pharea nas Ilhas Cyclades, Grécia.

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Zante, Ilha de Zakinthos, Grécia

Levantamos âncora da bela Ítaca e já estamos novamente carregados de uma ansiedade positiva de velejar neste mar azul anil e descobrir um novo lugar e suas características.
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Assim chegamos na Ilha de Zakynthos e ancoramos no lado de fora da baía em frente a cidade de Zante, sua capital e principal porto. Dentro da baia há uma estação onde funciona um grande ferry boat (pessoas, carros, caminhões…) e um grande pier, para os barcos de pesca e a marina pública.
mini_20210828_120143Quando olhamos a cidade também parecia ser nova, a mesma impressão que tivemos em Argostoli e Itaca. Aqui também, depois do terremoto de 1953 começaram as obras de reconstrução e agora parece uma cidade moderna para o turista, uma cidade que se expande para o interior e tem um charme especial na arquitetura marcante dos tempos em que pertenceu ao Reino de Veneza, de 1497 a 1797.
Marcante sentir este lado verde da Grécia, que é a região do Peloponeso, com lhas verdejantes, vales férteis, clima temperado, belas praias e cavernas no entorno da ilha.
mini_20210828_155606mini_20210828_121408Aqui conhecemos o Mario, a Alexandra e a Cacau. Um querido casal de portugueses ávidos por falar português e assim compartilhamos um tempo juntos, conhecemos seu barco e sua mascote, uma linda e carinhosa Cooker, a Cacau.
Eles estão em período sabático e pretendem deixar o barco numa marina na Grécia e voltar para Portugal para as festas de Natal, porém estão preocupados em como embarcar a Cacau, que como não é de pequeno porte, deve ir no compartimento de carga… e todo o dono de pet se preocupa com isto, é claro.
mini_20210903_114141No quinto dia ancorados o vento apertou e o Renato decidiu ir para a marina pública, para ficarmos mais seguros. Levantamos âncora da parte de fora da baía onde estávamos e fomos para a marina pública no pier da cidade e eu e a Karina aproveitamos para lavar as roupas na máquina, usando a água do pier e a sobra de energia do Tartuga, que atracou no nosso lado.
Passamos alguns dias bem tranquilos, caminhando bastante pela cidade e aproveitamos para antecipar as vacinas da Bella, fomos com nossos amigos que  também vacinaram seus gatos.
mini_20210830_100048Aproveitamos para nos abastecer com as facilidades de ter um mercado bem próximo perto do pier e a Bella cumpriu exaustivamente seu papel de guardiã, latindo para todos que passassem no calçadão do pier onde atracamos. Amando o Peloponeso 💖 Namastê!

Dia 27 de agosto de 2021. Morando a bordo da SV Pharea na Grécia.

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Conhecendo ítaca, terra de Odisseu, Grécia 🇬🇷

Saímos da ilha de Kefalonia e seguimos a nordeste para a ilha de Ítaca, na sua capital Vathy, famosa mundialmente como a casa de Odisseu, da Odisséia de Homero. Ítaca simboliza o retorno ao refúgio, a descoberta e a realização.
A chegada em Ítaca é belíssima, passando entre elevadas montanhas (que nos lembraram a paisagem de Montenegro) e chegando a uma fechada baía em forma de U e com pier no entorno de toda a orla, onde atracam principalmente veleiros de charter, aqui em grande número e também há um espaço diferenciado para atracação de grandes iates de luxo.
A baía é bem movimentada e a pequena cidade oferece muitos bares e restauranes, alguns bem típicos e com ótima comida e lojas de souvenirs com artesanato local.
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Aqui reencontramos amigos queridos, a Trixi e o Ditmar, um casal de alemães na casa dos 60 e poucos anos, velejando e aproveitando muito a vida. Nós os conhecemos em Monastir e por lá fizemos muitos churrascos juntos. Até porque o Ditmar é o que chamamos de: bom gourmet,  aprecia muito uma boa comida.
Maravilhoso reencontrá-los aqui e desfrutar também da doce companhia da Caroline e dos amigos Karina e Andy. No mar as amizades são muito espontâneas e naturais e a cada ancoragem cresce o numero de amigos e é realmente gostoso reencontrar com eles de tempos em tempos, muito embora, estamos sempre conectados através das mídias sociais.
Tivemos um dia de praia muito gostoso, praia de seixo rolado, sem areia e com um visual incrível. Fomos a pé, sobe morro, desce morro, denovo… mas foi muito legal passar pelas casas ao longo da estrada, ver praticamente todos os quintais com a varanda coberta por parreirais de uva ao invés de telhas e tivemos o privilégio de ganhar cachos de uva, colhidos da varanda de uma casa quando paramos para apreciar o parreiral.
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Nestes lugares com muita história, frequentemente nos pegamos imaginando como eram as coisas, que pessoas já andaram pelos mesmos caminhos e lugares que estamos agora. Ítaca tem uma história riquíssima por ser a terra natal de Odisseu, personagem do poema épico: A Odisséia, de Homero.

Trata-se de um poema elaborado ao longo de séculos de tradição oral, tendo tido sua forma fixada por escrito, provavelmente no fim do século VIII a.C. e conta que quando Odisseu partiu para dias gloriosos em Tróia, sua amada esposa, Penélope, foi deixada sozinha e despertou involuntariamente a vontade dos homens por uma linda rainha. Em pouco tempo, o palácio estava cheio de pretendentes odiosos que flertavam com a rainha persistentemente. Além disso, fizeram Penélope prometer que se casaria com um deles. Para mantê-los afastados, ela teve uma ideia: prometeu um casamento com o melhor deles quando tivesse acabado de tecer uma mortalha. Então, ela passava o dia tecendo e a noite desfiando. Assim fazendo, ela conseguiu ficar longe dos pretendentes por 20 anos inteiros, até que Odisseu voltasse para Ítaca.

odisseiaJá Odisseu, após a derrota dos troianos, iniciou uma viagem de dez anos de volta para Ítaca onde a sua mulher o esperava com uma fidelidade obstinada, apesar da demora. Essa viagem mereceu a criação por Homero do poema épico Odisseia, na qual são narradas as aventuras e desventuras de Odisseu e sua tripulação desde que deixam Tróia, algumas causadas por eles e outras devido à intervenção dos deuses. Um de seus mais famosos ardis de Odisseu foi a estratégia da construção de um cavalo de madeira, que permitiu a entrada dos exércitos gregos na cidade de Tróia.
A Guerra de Troia foi, de acordo com a mitologia grega, um grande conflito bélico entre os aqueus das cidade-estados da Grécia e Tróial, possivelmente ocorrendo entre 1 300 a.C. e 1 200 a.C. (fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo).

Dia 19 de agosto de 2021. Morando a borda da SV Pharea, Ítaca, Peloponeso, Grécia.

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Argostoli, cidade reconstruída. Grécia.

Estamos de volta a Grécia e agora no Peloponeso, a linda região oeste que tem uma peculiaridade, constantes terremotos resultantes de atividade tectônica por isso nos deparamos com antigas cidades, mas com cara de novas. A cidade de Argostoli, onde estamos, assim como muitas outras desta região, sofreram com um forte terremoto em 1953 e a cidade precisou ser praticamente reconstruída.
As casas de estilo Veneziano, com telhados impecáveis, pintura nova, muitas flores pelas ruas e praças fazem dela um lugar único. Argostoli ao ser reconstruída instituiu calçadão em várias vias e hoje este grande espaço de circulação oferece bares, lojas e restaurantes aos turistas que chegam em navios de cruzeiros, ferry boats ou avião.
Ancoramos na baía em frente a cidade que também tem uma pequena marina e um longo pier público. Nesta ancoragem estávamos com muitos amigos vindos da Túnisia, o Tartuga, o Sweetíe, Caffe Latte e Red Roo e ainda tivemos a companhia de nossa amiga Caroline, do veleiro Zebulon, que veio passar uns dias conosco e assim desfrutamos bons momentos com nossos amigos.
Passear pela cidade é uma ótima forma de conhecer um pouco mais o lugar, ver onde fica o mercado, o posto de combustível, as lojas de náutica e é claro parar para um chopp gelado. O arranjo da cidade é um charme, os bares e restaurantes muito bem decorados, mesas ao ar livre e muito artesanato local.
Na baía onde estamos ancorados tem tartarugas marinhas e a cidade oferece muitos itens de artesanato reverenciando as tartugas que passeiam pela baía e pela manhã vão até o pier ganhar peixes frescos dos barcos de pesca que estão retornando da pesca noturna.
O calor estava intenso e tivemos um dia de praia, após atravessar toda a cidade, finalmente chegamos numa linda praia de seixos rolados. Valeu a pena o esforço. Permanecemos quase dez dias aqui ancorados, saíamos as vezes para um passeio de bote e para entrar no mar, pois aqui como é fundo de baía a água não é muito clara, tem um tom esverdeado. Neste tempo aproveitamos a facilidade do pier e nos abastecemos de água mineral e também enchemos os tanques do veleiro.
Os piers públicos na Grécia são realmente fantásticos, pode-se usar para deixar o bote, se estiver ancorado, ou então se atracar na marina pública a taxa é menos de 10 Euros por dia, o que é bem baixa comparado ao preço de uma marina normal, que pode variar de 40 a mais de 100 Euros por dia. Pagamos a taxa mensal para navegarmos aqui (para nosso barco cerca de 100 Euros) mas contamos com acesso em todas as cidades das ilhas e do continente. Isso é super importante também para os passeios com a Bella, muito fácil atracar o bote no pier e sair para a caminhada com ela. Nos sete países que já velejamos só aqui temos estas facilidades. Mais uma estrelinha para a Grécia! Os dias estão cada vez mais quentes mas como estamos ancorados, abrimos todas as gaiútas do barco e temos boa ventilação. Aliás, desde que saímos da África, em 19 de abril, nunca mais ficamos em marinas, passamos esse tempo todo em Malta, na Itália e agora aqui, só jogando ancora e curtindo essa sensação incrível de liberdade, que o barco nos proporciona.
Em função do Covid 19, aqui como em Malta e na Itália, não carimbaram nosso passaporte, ou seja, é como se não estivéssemos aqui.
Os amigos estão começando a levantar âncora e amanhã será nossa vez, vamos conhecer a Ilha de Itaka ao leste da Ilha onde estamos agora. Nosso roteiro? ir de lugar em lugar, evitar lugares muito cheios e empregar nosso tempo conhecendo esta linda região, sem pressa! Além disso o básico para este tempo que estamos atravessando durante a pandemia, nos cuidarmos. Namastê!

09 de agosto de 2021. Morando a bordo da Pharea em Kefalonia, Grécia.

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Travessia mar Jônico, da Itália 🇮🇹 para a Grécia 🇬🇷.

20210913_202639Como nossos planos para este verão incluem conhecer a Turquia, levantamos ancora de Taormina, Itália e aproamos o barco para a Ilha de Kefalonia, na Grécia. Já fizemos essa travessia do mar Jônico em 2018, mas com lugares de partida e chegada diferentes. Na época saímos de Corfu, na Grécia e cruzamos para Rochella Iônica, na Itália.
Fizemos três previsões de saída e a ideia era de velejarmos o máximo possível, com ventos entre 12 e 17 knots, mas infelizmente o vento não se confirmou e assim precisamos motorar a maior parte do percurso de 49 horas.
Estávamos com lua nova e tudo estava escuro, na primeira noite nos encantamos com a beleza do céu e das estrelas. Dava para ver perfeitamente a Via Láctea, e tanto eu como o Renato vimos muitas estrelas cadentes, enquanto nos revezávamos nos turnos da noite. Fazia muito tempo que não via um céu assim, negro e ao mesmo tempo coberto de estrelas. O Renato também observou a trajetória de vários satélites, que aparecem como um bolinha de brilho estável em trajetória retilínea. Pena que na segunda noite o céu não estava tão visível como na primeira.
Durante o dia colocamos uma linha de mão com isca artificial para atum, que é muito comum nesta área e realmente vimos ao longo da esteira do barco, mais ou menos uns 50 metros atrás, um grande atum pulando da água e se desvencilhando da isca, que acabou cortando nas suas investidas. Por um lado foi bom, porque o atum era enorme, creio que mais de um metro, e seria complicado lidar com ele, já que não somos o que se pode chamar de “pescadores”. Nem consigo imaginar o susto da Bella com um peixe daquele tamanho pulando no cockpit. 
Tivemos uma travessia bem tranquila e quando de madrugada estávamos nos aproximando da ilha de Kefalonia, não conseguíamos decifrar de longe uma grande quantidade de luzes vermelhas, em diferentes planos, o que descobrimos mais tarde serem as torres eólicas no cume das montanhas de Kefalonia. Mas a verdade é que a noite, às vezes as luzes, os grandes navios, as nuvens e mesmo as porções de terra se delineiam de diferentes formas em diferentes ângulos. Nem sempre é o que pensamos ser a primeira vista!
Chegamos na Grécia! Desta vez na região do Peloponeso, é muito mais verde, não tem as casas brancas com aberturas azuis, como na região das Ilhas Cyclades, mas tem lindas paisagens e cidadelas para explorarmos. Namastê 🙏🏻
Dias 07 e 08 de agosto de 2021. Travessia de Taormina, Itália 🇮🇹 até Argostoli, Grécia, 🇬🇷, mar Jônico.
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