Previsão favorável mas com aviso de ressaca, na segunda-feira partimos rumo a tão falada e escrita Praia do Dentista. Quando ainda morávamos em Curitiba, na revista Náutica regularmente havia foto dessa Praia, mostrando um local lindíssimo e cheio de lanchas… e não estamos sós, rumamos em flotilha com Paisano e Xixagu, eba!!

A Praia do Dentista fica na Ilha da Gipóia, saímos em torno das 09:30h e abrimos vela na saída e somente após cruzar o canal e chegar próximo a Ilha é que o vento parou, foi uma boa velejada. Mas chegando lá as ondas estavam bem fortes devido a ressaca e os comandantes optaram por passarmos o dia no outro lado da Ilha, na Fazenda. Lugar bem abrigado do vento e da ressaca que estava entrando. Muito limpo e bonito, com casas de veraneio, bar da Val, trilha para outra prainha e ainda uma trilha que leva a Praia das flechas e Piedade, onde tem uma bela e antiga igrejinha. Água transparente e visual super lindo.

Após a trilha fizemos um “almojanta” a bordo do Relax, pernoitamos na Fazenda e no dia seguinte, terça-feira, retornamos para Praia do Dentista (nos disseram que lá tem a casa de um dentista que atendia a um determinado presidente da república e assim ficou sendo conhecida e nominada), numa ótima velejada. A Praia é mesmo linda como dizia a matéria da revista, água límpida e praia de tombo, também acertaram que é muito frequentada por lanchas. Descemos num flutuante que tem serviço de bar e restaurante e nos encantamos com o cachorro do local que vinha a nado e subia a escada do flutuante como se fosse a coisa mais natural do mundo kkk. Nesta oportunidade conhecemos a tripulação do veleiro Compagna, amigos do Paisano. No início da tarde fomos com o Xixagu para um local chamado Retiro e saímos pelo outro lado da Ilha da Gipóia, completando a volta pela Ilha. No caminho até o Retiro, que fica no continente, muitas ilhas, maiores, menores mas todas com sua beleza. Aqui a água já não é tão clara, devido à urbanização e sua proximidade com o continente. Chegamos no Retiro e descemos no vilarejo, andamos na praia e fomos até um mercadinho local. Manhã seguinte, quarta de feriado de 15 de novembro, o Renato subiu no mastro do Xixagu para um conserto da luz de top e mais tarde saímos com o Paisano e o Campagna para velejar e conhecer alguns lugarzinhos destacados no guia do Helio Guimarães. Conhecemos a Ilha do Japão, a Cachoeira da Comprida, Praia da Baleia, Saco do Itanema, Porto Aquarius e Saco dos Negros. O vento estava ótimo os três veleiros ao vento com suas velas a todo vapor. O comandante chegou a armar asa de pombo quando o vento insistia em vir de popa, senão seguimos orçando e adernando num belo visual! Levei um rápido susto e percebi uma raia preta imensa pulando fora da água a nossa frente, foi mais um presente recebido neste dia muito bem aproveitado!!!
No meio da tarde retornamos para o Retiro onde o Xixagu permaneceu e subimos para almoçar a bordo com eles. Na quinta, o Paisano e o Xixagu foram rumo ao Bracuhy e nós saímos rumo à Lagoa Verde, onde mergulhamos no ano passado e queríamos muito voltar… mas acontece que passamos em frente as Ilhas Botinas, outro lugar super legal para mergulhar e de água cristalina, paramos, mergulhamos e o Renato fez imagens de Drone . Curtimos muito. Havia somente um pequena voadeira no local, ou seja, o local estava praticamente deserto.

Após o mergulho o Allu Maris chegou e acabou abortando o mergulho ali e rumamos juntos para a Lagoa Verde, onde já havia algumas lanchas com turistas. Mergulhamos mas a água não estava muito transparente. Saímos em direção a Tapera e lá chegando fomos mergulhar nas pedras que separam o lado de Ubatubinha. Dia perfeito com ótima companhia e atividades.
Foram quatro dias de muitas descobertas, lindos lugares, natureza impecável, bons momentos compartilhamos com os amigos e ótimas velejadas!!! Dias perfeitos por aqui, o que mais dizer, além de Namastê 🙏🏼?
Dias 339 a 342, de 13 a 16, morando a bordo do veleiro Relax, Angra dos Reis, RJ














“domingos” por aqui, com exceção dos dias de chuva, que constituem os “sábados”. Sim, a preocupação aqui é bem outra. Nos envolvemos com os amigos muito mais, o comandante monitora a previsão do tempo cautelosamente, pois é somente a partir dela que planejamos qualquer saída. Os velejadores são movidos pela força dos ventos, de nada adianta planejarmos ir, se as condições de tempo não estiverem favoráveis. Da mesma forma marcar dia de chegada, pois só se estará lá se as condições de tempo permitirem. Assim é a vida de quem mora a bordo, rica em amizades, descomplicada é muito saudável em todos os sentidos, mentalmente e fisicamente. Aliás a alimentação também ajuda, pois comer regularmente em casa, digo no barco, acaba agregando mais qualidade de vida. Felizmente de tempos em tempos descartamos alguns remédios que estão vencendo e que não foram usados, até porquê não ficamos doentes desde que estamos morando a bordo, que alegria!!!




