Uma das coisas que sentimos falta aqui é de um bom churrasco como tínhamos no Brasil. Não é o caso de não ter carne saborosa aqui, mas morando a bordo o acesso é mais limitado, geralmente estamos ancoramos próximos a pequenas cidades e não há muitas opções, ou como aquelas que têm no Brasil.
Mas quem conhece o Comandante sabe que ele aprecia um bom churrasco e que não mede esforços para fazer.
Assim nada mais justo do que providenciar uma boa tábua de carne, feita com madeira de oliveiras centenárias. Fomos em busca da tábua na loja de souvenirs, que já conhecemos o atendente há um ano e meio, e o Renato comprou uma tábua bem grande para encaixar no suporte de inox que encomendou junto com a nova targa.
A opção foi comprar uma tábua bem grande e depois tirar o retângulo no tamanho do suporte do inox para isso o Renato levou numa marcenaria na Medina e na hora o marceneiro fez o corte.
Mas ainda faltava fazer o vinco para reter a gordura. Busquei informações sobre como entalhar no Pinterest mas não encontrei onde comprar as govias e acabei comprando um estojinho, made China, que não funcionou. Tentamos com a furadeira, colocando esmeril mas a Madeira é muito resistente e tem nós e não estava dando muito resultado, então peguei na caixa de ferramentas do Renato o seu estilete e fui descobrindo como fazer e por fim consegui fazer o vinco para reter o líquido e a gordura da carne.
Agora é só esperar a próxima ancoragem e inaugurar a tábua de carne e não vai demorar, pois o churrasqueiro aqui tá sempre pronto! Namastê!
Dia 1838, 07 de abril de 2021. Morando a bordo em Monastir, Tunísia, Norte da África.
Um amigo nos indicou uma boa empresa para fazer a revisão das velas e o Renato mandou a mestra e a genoa para refazer os punhos e as birutas e substituir o UV da mestra.

Aqui tem oferta de bom serviço em inox, dois ou três lugares que fazem o trabalho com qualidade. O Renato resolveu aproveitar este tempo aqui e fazer uma nova targa mais resistente e anexada a estrutura do barco.
O pessoal veio fazer a instalação da targa e o horário foi avançando e nós os convidamos para almoçar com a gente. Havia feito um prato típico daqui, cuscuz acompanhado de carne de panela e legumes, acho que aprovaram, só esquecemos de colocar colher na mesa, aqui para este prato, normalmente usam somente a colher.
É impossível não se encantar com o trabalho feito pelos artesãos daqui usando madeira de oliveiras centenárias. Há peças enormes, como golfinhos, mesas, aparadores e muitos acessórios para a cozinha.


Depois de limpa pelo Renato eu pintei a marcação de 10 em 10 metros e aproveitamos para pintar a âncora de amarelo. Nas águas claras do Mediterrâneo é bem útil pintar de uma cor viva, assim você enxerga rapidamente a âncora no fundo. Para colocar a corrente na caixa de âncora, nosso vizinho de píer, o Dani, nos ajudou com seu bote, levando do píer até a proa.
O custo da galvanização foi relativamente barata, era o que havia disponível para fazer aqui, então agora é monitorar o grau de deteriorização e quando for o tempo certo, substituir por uma nova.