Presente de Natal

E já estamos em Itajaí para passar o natal com meus sogros. Deixamos o barco na Marina Farol de Paraty e retornamos para o ano novo na praia dos vagabundos, que promete ser uma bela festa de velejadores.

Ontem recebemos um presente, o episódio 44 do #SAL, ficamos super felizes em ver nossa história sendo contada pelo Adriano, fala de como saímos do mundo corporativo e nossos planos futuros, que é para onde vamos… indispensável dizer que entre uma etapa e outra, o grande ganho foram as amizades, as velhas mais solidificadas e as novas trazendo muitas alegrias e energias positivas. Foram muitos os bons momentos compartilhados com amigos e familiares, fazendo de 2017 um ano muito especial para a gente!!

Assim, quero convidar você para ver o episódio, se curtir deixe um like e compartilhe com seus amigos nossa história.

Minha querida amiga Lili, do veleiro Austral, tem toda a razão “quem tem amigos tem tudo” e foi assim que nos sentimos ao sermos recebidos por eles em Curitiba, com o maior carinho pudemos reencontrar os amigos queridos e matar um pouco a saudade. Obrigado por estes preciosos momentos. Namastê 🙏🏼

Dias 361 a 375, de 05 a 19 de dezembro de 2017. Morando a bordo do veleiro Relax, Itajaí, SC

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Dezembro começando….

Uma pena deixarmos a Praia da Tapera, mas a vida segue e após o café da manhã, nos despedimos dos amigos velejadores e da Telma e do Nalde e rumamos com o Pigro para Ilha do Cedro. Boa velejada, o Pigro estava atrás e abriu a Genaker e nós abrimos também!
A dele azul piscina e a nossa vermelha, encarnada. O Renato fez todas as manobras e abriu dando uma nova cor ao Relax, que seguia encarnado cortando as ondas.

Chegando no Cedro fizemos um churrasco a bordo do Relax e recebemos a tripulação do Pigro Flávio e Bandil… após o churras eu e a Bella descemos para a praia e caminhamos um pouco. O tempo estava fechado, ora com ora sem garoa. Os meninos ficaram conversando, conversa infindável kkk pois sempre há o que falar sobre os barcos e suas respectivas manutenções. Foi ótimo encontrar o Pigro, nosso amigo constante que inclusive estará conosco no réveillon 2017! Dias ótimos, a Tapera deixa grande saudade, por sua água transparente, seus inúmeros peixinhos que dava para curtir de stand up mesmo sem mergulhar. Mas a vida segue…. acordamos e rumamos para a Praia do Cantagalo, em Paraty, lugar onde temos bons amigos nos esperando, Zéfiro, Speranza, Maria Soledad, Ubuntu…. aqui estamos… semana para organizar tudo, deixar o barco na marina e zarpar para o sul, passar o natal com meu sogros. Namastê 🙏🏼
Dia 359 e 360, dias 03 e 04 de dezembro de 2017. Morando a bordo do veleiro Relax, Ilha do Cedro e Praia do Cantagalo, Paraty, RJ

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Nosso segundo natal dos velejadores, vigésima terceira edição!

Hoje dia 30 chegou o veleiro Canapi, de nossos amigos Euzi e Celso, um casal super querido. Ficamos com eles na Praia, fizemos caminhada, água de coco e depois um peixinho feito pelo Nalde e as caipiras de pitanga e leite da macaca (vodka, coco e leite condensado) feitas pela Telma, tudo uma delicia.
Na sexta, véspera do Natal dos Velejadores, contamos 32 veleiros na praia e no sábado, acreditem 54 veleiros embelezando a enseada do Sítio Forte, cenário lindíssimo, entre eles o veleiro Pigro de nosso amigo Flavio! A noite as luzes de top pareciam um céu estrelado!
O natal estava ótimo, cada barco se esmerou e trouxe um belo prato, além dos doces e bolos de sobremesa, tudo maravilhoso e há quem ache que no barco a gastronomia é limitada!!! Depois fizemos o “amigo oculto” bem animado e na manhã seguinte nos reencontraríamos para o café da manhã! A comemoração do Natal foi bem bacana e tivemos a oportunidade de conhecer novos velejadores. A cada ano ampliamos os laços com pessoas que nos são queridas e agregamos novos amigos também!

DiaS 356 a 358, 30/11 a 02/12 de 2017. Morando a bordo do veleiro Relax, Angra dos Reis, RJ

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Passeando pela cidade de Angra dos Reis

Minha amiga Helena, do veleiro Paisano, havia se programado para ir a Angra dos Reis com a Traineira que vai passando e parando pelas vilas da Ilha Grande que estão no caminho até Angra, então fiquei muito a fim de ir com ela nesta aventura.

Saímos cedo, 06:15h embarcamos na traineira que parou primeiro a contrabordo do Paisano e depois do Relax. Curtimos cada trapiche, cada pier que fez parada para receber os passageiros que em sua maioria vão às compras, pois na Ilha Grande só a mercadinho no Abraão. Passamos pelo Bananal, que em 2010 sofreu o desmoronamento e levou com ele mais de 30 vidas… e realmente, olhando o rochedo, havia uma fina camada de matéria orgânica sobre a rocha e que não aguentou os dias seguidos de chuva forte.
Via nos belos olhos da Helena um brilho, a cada lugar que parávamos e muitas foram as fotos registrando este momento único que passávamos. Chegando em Angra, descemos no trapiche a perambulamos pela cidade. Vimos o convento, a igreja, o mercado do peixe e fomos às compras, de suprimentos é claro!
Retornamos a tarde, embarcamos felizes com o dia vivido e compartilhado!
A noite nos reunimos para um churrasco no Relax com Paisano e Caboges. Dia feliz e especial. Namastê 🙏🏼

Fui dar uma olhada na história de Angra, quer ver?
Angra fica na região conhecida como Costa Verde, a 155 km do Rio de Janeiro e a 400 de São Paulo. Quando o Brasil foi descoberto em 1500, os portugueses ficaram encantados com o que viram. Logo após, a coroa portuguesa enviou ao Brasil uma esquadra composta por três navios, para mapear e desbravar o litoral. O navegador Gaspar de Lemos, que comandava a esquadra vinda de Portugal, ficou extasiado naquele dia, que por coincidência era dia de Reis, 6 de janeiro de 1502, por isso o nome Angra dos Reis.
O português Américo Vespúcio, que fazia parte da tripulação, escreveu emocionado a Portugal, relatando as paisagens mágicas e quase surreais que presenciava ali. Em meio a Mata Atlântica, oito baías, 365 ilhas e mais de 2.000 praias praticamente selvagens. A natureza exuberante era motivo pelos quais navios piratas eram vistos pelo litoral que, além de se deleitarem com tanta beleza, abasteciam seus navios de água, lenha e provisões.
Habitada por índios e escravos, que viviam da caça, da pesca e de uma pequena lavoura, Angra foi colonizada pelos brancos apenas em 1556, onde se fixaram no local conhecido como Vila Velha, em frente a ilha da Gipóia.



Nesta época, como a maioria dos povoados brasileiros, Angra teve forte influência da Igreja Católica. Este fato é muito bem retratado pela quantidade de conventos, igrejas, monumentos e ermidas, inclusive nas ilhas, como a Ermida do Senhor do Bonfim, a Igreja de Santana e a Igrejinha da Piedade, lindíssima por sinal (foto).
Alguns anos mais tarde Angra foi roteiro obrigatório para os exportadores de ouro que vinham de Minas Gerais e para escoar a produção do café do Vale do Paraíba, além de ter uma importante atividade canavieira. No final do século XIX, com o declínio da produção do café e o fim do tráfico de escravos, a cidade deixou de fazer parte do circuito para Minas e Vale do Paraíba.
A construção do Estaleiro Verolme, na década de 50 e a instalação de um terminal de desembarque pela Petrobrás, impulsionaram o progresso local. Nos anos 70 as usinas atômicas Angra I e Angra II eram promessa de crescimento econômico, mas também se transformaram em polêmica, com o risco de acidentes e palco para protestos de moradores e ecologistas.
Com a inauguração da Estrada Rio-Santos, em 1975, a cidade foi descoberta pelos turistas e também tinha o objetivo de escoar a população em caso de problemas graves na Usina de Angra.
Olhem isto: Uma das curiosidades são as ruas projetadas em curvas, seguindo o sentido dos ventos que sopravam por lá.
Estes Portugueses nos surpreendem!!!!
Dia 355, 29 de novembro de 2017. Morando a bordo do veleiro Relax, Angra dos Reis, RJ

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Curtindo Praia, Sol, mergulho e mar na Tapera

Nestes dias tivemos uma rotina maravilhosa. Saímos para mergulhar na maré baixa, que fica bem melhor para ver a bela fauna marinha daqui. Vamos de bote e jogamos ancora no ponto certo e daí é só colocar snorkel e nadadeiras e curtir o espetáculo. Temos ficado de duas a três horas seguidas mergulhando, geralmente eu não quero sair kkkk sempre quero ficar mais um pouquinho! Mas depois retornamos, almoçamos a bordo ou comemos um peixinho preparado pelo Nalde, no Recanto dos Maias e depois ainda dá tempo para standapear com a Bella , andar na praia e fazer trilhas aqui perto. Para mim estas são atividades de um dia perfeito! No sábado teve churrasco no Caboges e caipirinhas feitas pela Bruna, tudo nota 10!
O Renato e o Jairo tentaram pescar mas não tiveram sorte. O Jairo fisgou uma raia, que peninha, daí ele é o Renato foram até a Praia, puxando ela no anzol e a soltaram.
Já se passaram mais de 20 dias e ainda há muito o que conhecer aqui, estamos esperando a passagem da frente fria para ir para olhado de fora da Ilha Grande. Gostaríamos de conhecer a Parnaioca e Dois Rios, todos falam super bem destes lugares.
Que o tempo passa rápido vamos aprendendo ao longo da vida, demora a passar quando adolescentes pois os dezoito anos não chegavam nunca kkkk agora os dias voam, sorte nossa que estamos aqui, aproveitando cada minutinho neste mar azul. Namastê 🙏🏼
Dias 349 a 354, dias 23 a 28 de novembro de 2017. Morando a bordo do veleiro Relax, Angra dos Reis, RJ

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