Passeando pela cidade de Angra dos Reis

Minha amiga Helena, do veleiro Paisano, havia se programado para ir a Angra dos Reis com a Traineira que vai passando e parando pelas vilas da Ilha Grande que estão no caminho até Angra, então fiquei muito a fim de ir com ela nesta aventura.

 

 

 

Saímos cedo, 06:15h embarcamos na traineira que parou primeiro a contrabordo do Paisano e depois do Relax. Curtimos cada trapiche, cada pier que fez parada para receber os passageiros que em sua maioria vão às compras, pois na Ilha Grande só a mercadinho no Abraão. Passamos pelo Bananal, que em 2010 sofreu o desmoronamento e levou com ele mais de 30 vidas… e realmente, olhando o rochedo, havia uma fina camada de matéria orgânica sobre a rocha e que não aguentou os dias seguidos de chuva forte.
Via nos belos olhos da Helena um brilho, a cada lugar que parávamos e muitas foram as fotos registrando este momento único que passávamos. Chegando em Angra, descemos no trapiche a perambulamos pela cidade. Vimos o convento, a igreja, o mercado do peixe e fomos às compras, de suprimentos é claro!
Retornamos a tarde, embarcamos felizes com o dia vivido e compartilhado!
A noite nos reunimos para um churrasco no Relax com Paisano e Caboges. Dia feliz e especial. Namastê 🙏🏼

Fui dar uma olhada na história de Angra, quer ver?
Angra fica na região conhecida como Costa Verde, a 155 km do Rio de Janeiro e a 400 de São Paulo. Quando o Brasil foi descoberto em 1500, os portugueses ficaram encantados com o que viram. Logo após, a coroa portuguesa enviou ao Brasil uma esquadra composta por três navios, para mapear e desbravar o litoral. O navegador Gaspar de Lemos, que comandava a esquadra vinda de Portugal, ficou extasiado naquele dia, que por coincidência era dia de Reis, 6 de janeiro de 1502, por isso o nome Angra dos Reis.
O português Américo Vespúcio, que fazia parte da tripulação, escreveu emocionado a Portugal, relatando as paisagens mágicas e quase surreais que presenciava ali. Em meio a Mata Atlântica, oito baías, 365 ilhas e mais de 2.000 praias praticamente selvagens. A natureza exuberante era motivo pelos quais navios piratas eram vistos pelo litoral que, além de se deleitarem com tanta beleza, abasteciam seus navios de água, lenha e provisões.

Habitada por índios e escravos, que viviam da caça, da pesca e de uma pequena lavoura, Angra foi colonizada pelos brancos apenas em 1556, onde se fixaram no local conhecido como Vila Velha, em frente a ilha da Gipóia.
Nesta época, como a maioria dos povoados brasileiros, Angra teve forte influência da Igreja Católica. Este fato é muito bem retratado pela quantidade de conventos, igrejas, monumentos e ermidas, inclusive nas ilhas, como a Ermida do Senhor do Bonfim, a Igreja de Santana e a Igrejinha da Piedade, lindíssima por sinal (foto). 
Alguns anos mais tarde Angra foi roteiro obrigatório para os exportadores de ouro que vinham de Minas Gerais e para escoar a produção do café do Vale do Paraíba, além de ter uma importante atividade canavieira. No final do século XIX, com o declínio da produção do café e o fim do tráfico de escravos, a cidade deixou de fazer parte do circuito para Minas e Vale do Paraíba.
A construção do Estaleiro Verolme, na década de 50 e a instalação de um terminal de desembarque pela Petrobrás, impulsionaram o progresso local. Nos anos 70 as usinas atômicas Angra I e Angra II eram promessa de crescimento econômico, mas também se transformaram em polêmica, com o risco de acidentes e palco para protestos de moradores e ecologistas.
Com a inauguração da Estrada Rio-Santos, em 1975, a cidade foi descoberta pelos turistas e também tinha o objetivo de escoar a população em caso de problemas graves na Usina de Angra.
Olhem isto: Uma das curiosidades são as ruas projetadas em curvas, seguindo o sentido dos ventos que sopravam por lá.
Estes Portugueses nos surpreendem!!!!
Dia 355, 29 de novembro de 2017. Morando a bordo do veleiro Relax, Angra dos Reis, RJ

Sobre Sailing Vessel Pharea

Eu, meu marido Renato Teixeira e a Bella, nossa Yorkshire, moramos a bordo e estamos conhecendo muitos lugares e dando volta ao mundo em um veleiro. Namastê 🙏🏼
Esse post foi publicado em Morando no Veleiro Relax ⛵️, Skipper 30 e marcado , . Guardar link permanente.

2 respostas para Passeando pela cidade de Angra dos Reis

  1. Helena Collares disse:

    Oi Caci! Li agora teu relato. Foi ótimo nosso dia e foste pra mim uma ótima companhia. Não esquecerei nossa ida a Angra para abastecermos nossas ‘casas’ e de quebra comprar algumas ‘coisicas bonitas’.
    Obrigada!! Beijo

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