Travessia para a Grécia 🇬🇷 Sailing Vessel Pharea

No dia 22 (quarta) levantamos âncora de Kotor rumo à mitológica Grécia 🇬🇷. Nos dirigimos para dar saída na autoridade portuária em Zelenica, mesmo Porto que entramos. Pernoitamos em Bigova (42*21.370’N / 18*42.145’E) e na madrugada seguinte, às 3 horas, zarpamos rumo a Corfu na Grécia 🇬🇷.
No caminho tiramos a bandeira de Montenegro e subimos a bandeira da Grécia e colocamos a bandeira Quebec (a amarela indicando quarentena).
A cor do mar nos impressiona, azul de anil, nascer e por do sol e da lua nos fazem relembrar de outros já vistos… mas aqui no norte nos parece ser diferente.


Tivemos a companhia dos golfinhos 🐬 desfilando na proa da Pharea e a Bella se assustou com eles pulando perto do barco.
Usamos os arnês e a Bella seu colete de segurança e a travessia se deu sem nenhum imprevisto, tudo nos conformes, como desejávamos. Íamos acompanhando o movimentos dos navios, ferryboat, iates e alguns poucos barcos de pesca já mais próximos da Grécia 🇬🇷.  Na costa da Albânia 🇦🇱 há aviso de possíveis bombas 💣 no fundo do mar e alerta para não fazer ancoragem ⚓️.
Fizemos as 188 milhas em 32 horas e somente com 8 horas de velejo, pois havia somente vento de porão.
Chegamos em Corfu as 10:30 da manhã do dia 24 (sexta), ancoramos na baía em frente ao centro histórico. O Renato pegou os documentos e foi até o posto policial e a capitania dos portos dar entrada, mas não conseguiu finalizar o processo pois não pode pagar a taxa Depka de 50,00 euros, era sexta e o departamento estava fechado… pode? Na segunda teremos que finalizar…
Agora ficaremos uns dias em Corfu, vimos que é uma bela e turística Ilha e depois seguimos em frente… nosso rumo é Athenas.
Durante a travessia o grande silêncio traz à tona vários pensamentos e a constatação de estarmos realizando a forma de vida que planejamos lá atrás e que depois de algum tempo e muito esforço, conseguimos juntos realizar. É um misto de satisfação e alegria muito grande, saber que já conhecemos tanta coisa e agora estamos chegando novamente para conhecer o terceiro país, a desejada Grécia 🇬🇷. Namastê 🙏🏼

Dias 624 a 626. Morando a bordo, Corfu, Grécia 🇬🇷. De 22 a 24 de agosto de 2018.

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Preparativos para a travessia Montenegro 🇲🇪/ Korfu, Grécia 🇬🇷

Nossa ideia a princípio era de sair no dia 25/08 mas o Comandante antecipou nossa saída em função da previsão do tempo. Ventos fortes com rajadas acima de 40 knots acabaram por antecipar nossa saída para o dia 22 (quarta). Mas… antes disto muita coisa aconteceu, afinal tínhamos que preparar a embarcação para esta jornada.

O Renato fez sua “to do list” e foi executando item a item:

– Rádio,
– Lanternas, troca de baterias;
– Instalar linha da vida;
– Subir coletes e arnês;
– Limpar fundo do casco;
– Montar bolsa de abandono (documentos, lanterna, água, biscoito, protetor solar, celular com chip validado…);
– Facho holmes;
– Fechar circulador de ar interno;
– Abastecer de diesel e encher galões de reserva de 65 litros;
– Gasolina para o bote;
– Abastecer com água doce;
– Subir para o convés e limpar bote de apoio;
– Subir no mastro, check do radar;

– Motor, check óleo e água (racor) e óleo da rabeta;
– Moitões, lubrificar;
– Gaiútas, lubrificar;
– Âncora, check das conexões;
– Eletrônicos e luzes de navegação.

 

 

 

Já a minha “to do list”…
– preparar lancheira com biscoitos, chicletes, salgadinhos, lenços umedecidos, lenços de papel, água, cup lamem…
– Fazer sanduíches e embalar em plástico filme;
– Fazer bolo de chocolate 😃
– Preparar cabine de popa para descanso;
– Travar todos os armários;
– Fechar todas as gaiútas e vigias;
– Separar ração e biscoitos da Bella;
– Travar o gás;
– Destravar o fogão;
– Separar roupa de tempo;
– Separar a o colete salva vidas da Bella;
– Guardar tudo o que possa cair, não deixar nada solto no barco;
– Fechar registros da cozinha e dos banheiros;
– Abastecer de água mineral;
– Abastecer de suprimentos;
Isto pronto, fizemos os últimos passeios em Kotor já com aquele ar de despedida. Passamos bastante tempo por aqui e foi muito bom. Aqui, como disse o Renato fiquei independente: ia com o bote para a cidade levar a Bella passear… em Paraty nosso bote era “nervoso” e eu não me sentia muito segura… mas este é ótimo… o motor tem menor potência 🙏🏼.
Fizemos nossos primeiros amigos navegadores, dois casais de canadenses.
Ficamos em uma ótima ancoragem em frente ao ponto turístico, que recebia diariamente turistas do mundo todo, que chegavam em grandes navios de passageiros para ver a cidade fortificada.
Tínhamos água disponível, sem custo, na marina que ficava bem próxima, o Renato pegava regularmente dois galões de 25 litros.
O mercado, a pekara, a casa de grelhados… tudo bem próximo, fazendo desta uma ancoragem sensacional.
Toda a noite ouvíamos show musical dos bares da beira mar e nos finais de semana pela manhã perambulávamos pelo centro velho ouvindo violinos, violoncelos, flauta e outros instrumentos dos músicos locais que se apresentavam nas ruas.
Numa noite destas vimos um veleiro garrar. Era de bandeira e tripulação Australiana. O Comandante jogou a ancora sem estar aproado e bem próximo da murada, o Renato ficou de olho. Estávamos prontos para ir dar uma volta na cidade e esperamos até ele virar com o vento. Quando retornamos o barco estava lá mas de repente ele começou a se movimentar ao sabor do vento e foi sendo levado… o Renato pegou a lanterna e focou no barco e no catamarã que estava próximo, tocou a buzina e nada, só saíram para o cockpit o casal do catamarã…. outro veleiro acendeu uma estrela vermelha, um pirotécnico de segurança, e o veleiro continuava se movimentando… quando estava aproximadamente 400 metros avante, ele enroscou em dois trollers que estavam ancorados e começou a ir para frente e para trás. Vimos o bote do Porto passar pelo Pharea e o Renato falou com eles e focou o barco para que enxergassem e eles o trouxeram para a marina. Mais de uma hora depois chegou o dono do barco com mais duas tripulantes e rodando com o bote não via o veleiro, até que todos os outros ancorados foram informando que ele havia garrado e que a segurança do Porto o colocou na marina. No dia seguinte passamos na marina e o australiano disse que estava tudo bem, que não havia pego o leme aparentemente estando só com algumas manchas pelo casco… Que cena triste ver o barco sendo levado pelo vento ☹️. Aí me disse o Renato: tá vendo porque as vezes eu ancoro e reancoro mais de uma vez… é para ter segurança que unhou, pois garrar é algo que acontece com mais frequência do que pensamos.
Amanhã, quarta feira, partimos. Aproaremos a Pharea rumo a Grécia, o berço da civilização… o que sempre ouvimos falar, não é?! Lá receberemos visita da família e de amigos e por isso estamos saindo antes do vencimento de nosso visto, que é para termos tempo suficiente para o deslocamento, umas 450 milhas, que faremos em algumas pernadas, pretendendo chegar em Athenas em torno do dia 5 de setembro.
Será nosso terceiro país, rico em história e mitologia para aprendermos e muitas ilhas e cidades para conhecermos.

Que a Grécia nos receba de braços abertos, que o deus Éolo não mande ventos muito fortes e que o deus Poseidon nos dê um bom mar para navegar. Namastê 🙏🏼

Dias 614 a 623. Morando a bordo em Kotor, Montenegro 🇲🇪. De 13 a 21 de agosto de 2018.

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Se você tivesse quatro meses livres, o que faria?

Quatro meses na Europa a bordo da Pharea – Mar doce Lar.
Como sabem, nós optamos por morar a bordo e completamos no dia 12/08, nossos primeiros quatro meses aqui na Europa, por enquanto só no Mar Adriático, já conhecemos muitos lugares e recebemos a visita de nossos amigos e dindos da Bella, nossa yorkshire, Pádua e Lili, que a trouxeram de Curitiba. Agora nossa tripulação ficou completa e a Bella já se acostumou com o barulho do vento norte daqui. Felizmente tudo deu muito certo e não temos encontrado dificuldades por aqui 😀.

Navegamos toda a costa da Croácia 🇭🇷  e agora estamos no país vizinho, Montenegro 🇲🇪. Nossa ideia, já que teremos todos os outros meses pela frente kkk é ficarmos o tempo de limite do visto de turista em cada país de interesse, fazer o mar Mediterrâneo e depois cruzar o Oceano Atlântico. Assim nos programamos considerando o Tratado de Schengen, quanto ao tempo de permanência e pesquisamos sobre os procedimentos, taxas e locais de ancoragem em cada país e para isso o Renato usa como apoio à decisão o Navionics e o noonsite.com e é claro os ricos contatos pessoais, pegando way points com os velejadores.
Croácia Neste tempo que passamos aqui aprendemos muito, conhecemos um pouco do modo de ser dos Croatas, reparamos em sua estatura, bem maior que a dos brasileiros; percebemos que no comércio, a grande maioria fala uma ou duas línguas (inglês e italiano, geralmente); não nos pareceu ter grande divisão de classes, a pessoa que nos fez um serviço elétrico, por exemplo, é a mesma que encontramos no café ou restaurante que frequentamos; não vimos ninguém pedindo nas ruas, nem favelas e olha que rodamos o país de norte a sul pelas maravilhosas rodovias, entrecortadas por grandes túneis e vimos pequenos povoados mas nada que lembre uma favela. Nos pareceu que as pessoas trabalham muito para obterem seu sustento e estão focadas nisto; pagam um imposto único de 25% que ajuda o país a pagar pela excelente infraestrutura de rodovias, etc… ah e os belíssimos lugares… são muitos e de tirar o fôlego!  
Para nós que viemos do novo mundo… chegar aqui e encontrar tanta história, representada por castelos, fortalezas, igrejas e cidades medievais… tal como vimos no Game of Thrones… nos enchem os olhos.

Também a paisagem é fantástica, no inverno vimos as montanhas cobertas de neve, depois elas e suas coníferas secas na cor de cinza…. e finalmente com um verde exuberante na primavera junto a canteiros imensos de tulipas coloridas;  e o fator segurança… não ouvimos falar de nenhum caso de roubo, assalto, assassinato ou outras variáveis tão presentes no dia a dia da vida dos brasileiros, isso dá uma paz imensurável. Nos lugares onde estivemos não ouvimos nada de ruim relatado por pessoas que conhecemos em terra ou por velejadores.
Nos chamou a atenção como a mobilidade no mar acontece… uma empresa tem a concessão das balsas e está presente em todo o litoral levando e trazendo pessoas, bens e produtos de consumo o tempo todo, literalmente, deixando as ilhas habitadas interligadas com a cidade no continente. Neste tempo na Croácia o Renato providenciou tudo o que precisávamos no veleiro e também renovou nosso certificado de regularidade para os próximos cinco anos. Nossa bandeira, preferimos, permaneceu Croata  🇭🇷. Encontramos grandes cidades como Rijeka, Zagreb (capital), Zadar, Split, e Dubrovnik, entre outras. As cidades são limpas e os quintais arrumados e enfeitados com pés de oliveira, que muitas das famílias colhem e fazem o azeite de oliva. No tocante aos ventos predominantes, enfrentamos o Bora, vento Nordeste frio e seco; o Siroco, vento Sudeste, seco e quente com origem no deserto do Saara, que traz poeira ocre com ele; A região do Adriatico caracteriza-se por ventos frequentes. O câmbio nos favorece, 1,00 real = 1,70 kunas. A Croacia está independente desde 1995 e avançou bastante, nossos três meses na Croácia 🇭🇷 nos deixaram com vontade de retornar no próximo ano 😀🇭🇷🇧🇷.

Montenegro Saindo da Croácia, 500 milhas depois,  rumamos para Montenegro, estamos descendo o mar Adriatico, aqui encontramos uma outra realidade nas cidades que já conhecemos. O mapa ao lado  mostra a ex-Ioguslavia e as cores mostram os países desmembrados.

Até o momento basicamente ficamos nas baías de Tivat, Risan, Kotor e descemos até Bigova, que é uma pequena cidade rodeada por montanhas calcárias que formam belas grutas azuis, que são exploraras pelo turismo.

Vimos muitos turistas de carro da Alemanha 🇩🇪, Sérvia 🇷🇸, Rússia 🇷🇺 , França 🇫🇷, Itália 🇮🇹, etc…, além do turismo de grandes navios que aportam em Kotor quase que diariamente e por vezes dois ou três deles, onde há a mais preservada cidade fortificada do mundo, reconhecida pela UNESCO.

Aqui tivemos finalmente a oportunidade de subir até o topo de uma montanha e fizemos isso em três caminhos diferentes e foi muito gratificante o esforço da subida, passamos por rebanhos de cabras, frutas selvagens e muito suor pois a subida exige kkk queríamos saber como era subir naquelas pedras soltas, onde ao longo da história, tantos já passaram.
O comércio aqui se resume a restaurantes, pekaras (confeitarias com ótimos pães e folhados), uma farmácia pequena por cidade praticamente, posto de combustível, mercadinhos e bancas de jornal e revistas e lojinhas de souvenirs. Não existe propaganda indicando o comércio e geralmente as portas ficam fechadas, se passar rápido pode nem perceber… Encontramos uma ou outra loja que vende utilidades domésticas, por exemplo, mas são raras. No comércio poucas pessoas falam outra língua e por isso as vezes não conseguimos encontrar algo que precisamos e sentimos que o atendimento é mais rude do que na Croácia.
Mas… o relevo é lindo e imponente. Grandes montanhas que guardam segredos desde que o mundo era mundo…. praticamente kkk. A água do mar não é tão clara como nas ilhas da Croácia e as cidades têm problemas com educação ambiental… tem lixo jogado nas praças, nas ruas, no mar, nas estradas… e na periferia de Tivat vimos uma primeira área semelhante a uma favela.

Um ponto positivo é, novamente, os quintais das casas com uma infinidade de árvores frutíferas, quando passamos em frente sentimos o cheiro dos figos, as casas tem parrerais de uva fazendo a cobertura da garagem, nos muros… é sensacional.
Em Tivat há uma grande e luxuosa marina chamada Porto Montenegro e toda a infraestrutura em frente ao mar e junto a marina é luxuosa e com lojas de grife, bons e caros restaurantes, ótimos hotéis…. mas quem transita por lá são apenas os turistas e não os locais. Lá também é local de turismo dos russos e vários outros estrangeiros da Europa, pois tem como grande facilidade um aeroporto a poucos minutos do centro. A moeda aqui é o euro, o que não nos é favorável, antes dividíamos os precos e agora multiplicamos ☹️. Montenegro 🇲🇪 é um jovem país, teve sua independência da Sérvia em 2006. Está bem mais atrasado que a Croácia que teve sua independência da Ioguslavia 11 anos antes.
Bem… rapidamente, foi isso que fizemos nestes quatro meses que estamos aqui… e você o que faria? Namastê 🙏🏼

Dias 604 a 613. Morando a bordo em Kotor, Montenegro 🇲🇪. De 03 a 12 de agosto de 2018.

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Aniversário do Comandante e um churrasco nota 10!

Dia 19 (quinta) chegamos de Bigova e ancoramos em Risan (8-10m) 42°30.601’N / 18°41.648’E,  descemos na cidade e compramos carne vermelha para um churras, nem dá para dizer um churrasco pois a gente nem sabe que parte é e todas tem o mesmo sabor, as carnes não vem com nenhuma gordura… assim nem de perto chega ao nosso delicioso churrasco, picanha, fraldinha… que saudades… não encontramos aqui maisena, leite condensado e nem farinha de mandioca…. o jeito é fazer a boa receita da Vera Rodrigues – Veleiro Teimoso, para acompanhar o churrasco, farofa com farinha de pão, manteiga e cebola bem frita!
Como aqui é período de férias a cidade está cheia e qualquer pedacinho de mar onde possa colocar uma toalha, esta ocupado, além é claro dos aqui tradicionais “avanços” tipo um pier de concreto onde estendem a toalha, tomam banho de sol e passam o dia. Curtimos passeando pela cidade e tomando gelato ou “draft beer” montenegrino.
Na semana que entrou a previsão se confirmou e o Comandante definiu por ficarmos no barco, na segunda, terça e quarta, pois entraram rajadas durante o dia e a noite, em função de uma frente que estava entrando. Aproveitamos para faxinar barco e o Renato fez polimento no convés.

A Bella já está cansada de ficar em casa e quer sair… qualquer barco ou pessoas nadando perto e ela sai correndo, sobe a escada e late ferozmente kkk se é possível dizer isto 🐾🐾🐾.
Na quinta o vento parou e na sexta (27) foi aniversário do Comandante Renato, que não ganhou presentes… mas curtiu muito seu bolo de chocolate que fiz com muito carinho. Saímos para almoçar para comemorarmos a data e tivemos um ótimo dia.
Final de semana saímos para andar de bote, passeio preferido da Bella e conhecemos todo o entorno da enseada de Risan.

Geralmente há uma rodovia vicinal que passa dentro das cidades e acima, num nível superior da montanha há a auto pista, que onde não contorna a montanha, oferece grandes túneis, prática super comum aqui, já que se trata de uma cadeia de montanhas contínua de norte a sul do país.
Como precisamos refazer a capa dos estofados do cockpit e capa para o bote, na segunda (31) levantamos ancora e rumamos para Tivat, onde já estivemos e onde tem a luxuosa Marina Porto Montenegro. Ancoramos de frente para a baía (42°24.634’N / 18°41.813’E) e entrou um vento não previsto e assim achamos melhor ficar no barco e ir para a cidade somente no dia seguinte. Passamos a noite toda balançando…. pela manhã mudamos de ancoragem, fomos para trás da Ilha (42°24.570’N / 18°41.501’E) e ficamos mais protegidos do balanço. Fomos para a cidade e deixamos o bote num pier pequeno, preso ao cabo de aço. Não encontramos quem fizesse e nem o tecido para comprarmos e fomos alertados sobre os altos preços, já que lá atendem as demandas de grandes veleiros e iates de luxo, a exemplo de um que cruzamos no caminho, um veleiro de Quase 200 pés, com custo de locação de 210.000 euros por semana 😱😱😱. Mas entre tudo isso, passamos no mercado e eis que encontramos uma linda costela, vermelhinha e com gordura…. que virou um bom churrasco de costelinha  à borboleta 🦋 dando água na boca nos barcos vizinhos… o cheiro da carne assando estava demais e realmente foi o melhor churrasco que fizemos nestes meses.
No dia seguinte fomos procurar o hélice do bote para substituirmos, mas não encontramos. A oferta de produtos aqui é muito limitado, a gente simplesmente não encontra as coisas para comprar, a não ser alimentação que sempre tem pequenas franquias espalhadas pela cidade. Na loja náutica nos passaram o contato de um profissional de Kotor, vamos tentar.

Rumamos então para Kotor e ancoramos em frente a cidade fortificada (42°25.425’N / 18°45.945’E), vista linda e exuberante que só nós velejadores temos, contemplar a cidade olhando-a de fora, e aqui, amigo, a vista é incrível. As luzes que iluminam a fortaleza na montanha em Kotor, refletem no mar, formando um coração iluminado. Renato fez o contato com a empresa para os trabalhos de costura, a esposa falava inglês e vieram até o veleiro…. conversa vai e vem, vimos o mostruário de tecidos e sem tirar nenhuma medida, nos passou o custo de 1.000 euros. Nem preciso contar o desfecho né?!

Sem outra possiblidade, resolvemos ficar por mais alguns dias, curtir a cidade que é bem musical, com músicos independentes tocando violoncelo, violino, violão, flauta…. pelas ruas da cidade velha e ouvindo a noite música ao vivo, pois como estamos ancorados em frente a ela não podemos reclamar e sim aproveitar. Namastê 🙏🏼
Dias 589 a 603. Morando a bordo em Risan, Tivat e Kotor, Montenegro 🇲🇪. De 19 de julho a 2 de agosto de 2018.

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No caminho, grutas e mar cristalino!

Hoje (segunda, 16/07) vamos mudar de ancoragem, conhecer Uvala Bigova, lugar mais ao sul, fora da Baía de Kotor, com águas cristalinas e encostas calcárias com muitas grutas para mergulhar. Fomos ao mercado comprar frutas, legumes e pão, o Renato comprou diesel e gasolina, abasteceu de água na Marina de Kotor, de galão em galão, encheu os tanques e não teve nenhum custo, o atendente da Marina disponibilizou 😁.

Levantamos ancora as 10:30h fomos nos dirigindo rumo a saída da Baía de Kotor, fazendo o caminho inverso de quando chegamos. Passamos pelas duas ilhas que já comentamos aqui, a de Nossa Senhora das Rochas e a do Monastério e nos aproximamos da montanha que faz a entrada na Baía de Tivat, para ver de perto os túneis feitos na rocha no período da guerra, para a manutenção de submarinos.

Vimos também alguns bunkers (abrigos de guerra) ao longo da costa e dá um arrepio de pensar no que já se passou por aqui.
Na saída da baía de Tivat, estão alinhadas três fortalezas, que deviam dar as “boas vindas” para aqueles que invadissem por mar.

Felizmente agora, neste jovem país, que nem tem maioridade ainda, a guerra faz parte da história e permanecem seus ícones para que não se esqueçam os difíceis tempos passados.
Avançamos e chegamos na região das cavernas, são muitas, grandes, pequenas… de vários tamanhos e a água realmente é bem clara, muito lindo, estamos encantados com as formas e desenhos daqui.

A dica que nos deram é pegar uma poita, em frente a cidadela, e consumir algo no restaurante local, que as disponibiliza. Assim fizemos, ainda longe e o atendente do restaurante já estava segurando o cabo da poita para nos dar (42°21.370’N / 18°42.145’E), super solicito disse: Ah Brazilian…. Neymar, futebol… kkk nos lembrando que o Brasil havia perdido e já estava fora da copa….
A poita era ótima mas entrou um vento com rajadas de 34 knots e nos próximos dois dias o mar ficou balançando… até que desistimos de ficar lá devido às condições que seriam as mesmas para os próximos dias. Bigova é uma pequena cidadela, com um ou dois restaurantes na beira do mar, apartamentos de aluguel e casas de veraneio… vimos casas e hotéis desativados, aparentemente abandonados, possivelmente devido às dificuldades econômicas enfrentadas no país. Passeamos pela pequena cidade e sentimos a falta de infraestrutura e até um pouco da falta de capricho quando vimos lixo jogado pelas ruas.

Porém os quintais são encantadores, as garagens geralmente têm cobertura feita com um belo parreiral carregado de uvas 🍇 e também ameixas, figos e romãs carregados de frutas por toda a parte. Lindo de se ver. Possivelmente retornaremos para mergulhar nas cavernas, agora não aguentamos mais esse balanço contínuo… ruim para cozinhar, para dormir… não dá, e como é o ditado, se o mar não é bom ou a vizinhança não agrada… é só mudar de ancoragem. Namastê 🙏🏼.

Dias 586 a 588. Morando a bordo em Bigova, Montenegro 🇲🇪. De 16 a 18 de julho de 2018.

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