Compartilhando bons momentos na Turquia 🇹🇳

Viajar por diferentes culturas, conhecer novos lugares e ter a oportunidade de vivenciar as tradições locais é sem dúvida o sonho de muitas pessoas, que buscam, após um longo e exaustivo ano de trabalho, por um lugar para relaxar e energizar-se.
Neste último mês de verão, recebemos a visita do amigo, velejador e cardiologista Flávio Studart, que veio de Curitiba para passar alguns dias conosco.
Nos encontramos em Kaş, curtimos a cidade e visitamos os pontos turísticos como o Teatro Grego, as Rock Tombs, os inúmeros sarcófagos espalhados pelas ruas e curtimos o burburinho da cidade, passeando pelas ruelas estreitas e cheias de lojas de objetos artesanais, tapetes e todo tipo de souvenir típico da Turquia 🇹🇷.
Depois seguimos para a região de Kekova, com suas montanhas, ancoragens abrigadas e a pequena vila de Uçagiz, que no inverno tem cerca de 100 residentes, mas no verão, se transforma em virtude de um número sem fim de turistas que vem para fazer passeios de barco e ver um pouco da história da região, representada pelas ruínas, trilhas nas montanhas que levam a pequenas vilas, hoje em ruínas, que foram habitadas pelos Licyos há 2.400 anos.
Aqui natureza e história se encontram e formam um lindo e calmo cenário, interrompido só pelos inúmeros barcos de passeio que todos os dias saem e fazem um vai e vem de turistas turcos e estrangeiros que querem conhecer a região.
Visitamos Simena e subimos a montanha até o Castelo, passando pelas ruelas abarrotadas de lojinhas que chamam os turistas querendo aproveitar o pouco que resta da temporada para vender seus produtos, pois provavelmente dentro de um mês tudo estará fechado e não haverá mais o vai e vem dos barcos trazendo os turistas.
Os locais dividem o ano em duas partes, a que ficam mais isolados e a que recebem os turistas e aí é outro clima e todos procuram algo para fazer e vender. Já conhecemos a Deniz e seu marido, dona de um dos restaurantes de Simena, que pára o que está fazendo e vem nos receber no pier e pede o cabo para amarrar o bote, em frente ao seu restaurante.
Seguimos para Kalekoy e lá encontramos os velejadores alemães Joana e Marcel que convidaram para fazer uma trilha do Caminho dos Licyos no fim do dia. Como ando com meu tornozelo um pouco dolorido, o Renato e o Flávio foram para a caminhada e eu fiquei no barco com a Bella. Eles retornaram umas três horas depois e curtiram muito ver as ruínas de uma antiga cidade e subindo um pouco mais se encantaram com a vista da baía.
Essa trilha foi menor, mas na primeira ancoragem em Kekova, o Renato e o Flávio fizeram a trilha de Aperlai, também no alto da montanha e com ruínas incríveis que demonstram o avançado aprimoramento arquitetônico para aquela época (2.400 anos atrás). Ao retornarem estavam literalmente marrons… tal era a quantidade de poeira, pois aqui não chove desde abril, o verão é o período seco. O Flávio tirou o tênis e pulou na água de roupa e tudo, tamanha era a poeira que carregava no corpo e roupas….
Tivemos ótimos dias, bons passeios, bons churrascos de carneiro (aqui a carne de carneiro é muito apreciada), boas conversas entre um drink e outro, os dias foram passando e inevitavelmente já era hora do Flávio retornar.
Sempre ficamos ansiosos ao esperar os amigos e familiares que vem nos visitar e quando chegam o tempo voa e parece que nunca foi o suficiente. Mas ficamos muito gratos pela visita, pelo bom tempo que passamos juntos, pelos mimos e gentilezas e por compartilhar nosso dia a dia, nossas aventuras e descobertas. Namastê 🙏🏻🇹🇷

10 de setembro de 2022. Morando a bordo do veleiro Pharea, na Turquia. 🇹🇷

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Visitando e se encantando com a Turquia 🇹🇷

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Encontrando “tesouros” no mediterrâneo 🇹🇷

Com o calor que estamos tendo aqui no hemisfério norte, o melhor horário para ir em terra passear na cidade é a noite, já durante o dia para se refrescar, um banho ou mergulho na popa do barco é perfeito.

A água do mar está quente agora e há muitos lugares que ela se mistura com águas doces superficiais, que são geladinhas, ficando mais refrescante.
Quando estávamos em Saint Nicholas, mergulhando com snorkel, encontrei um polvo e acompanhei por alguns minutos a sua linda e escorregadia caminhada pelas pedras no fundo do mar, neste dia achei algumas conchas (o que não é comum encontrar por aqui), vi alguns restos de ânforas (que usavam para colocar o azeite de oliva) e também achei um brinco feminino de bijouteria. Mas… numa outra ancoragem em Killei, estávamos mergulhando com amigos e eu encontrei algo mais raro… um anel masculino, de prata, com alguns detalhes interessantes que nos motivou a buscar mais sobre o significado da insígnia que há no anel, veja o que encontramos: “O desenho se trata de uma Tughra, é um monograma caligráfico, selo ou assinatura de um sultão otomano que era afixada em todos os documentos oficiais e correspondências. Também era esculpida em seu sinete e gravada nas moedas cunhadas durante seu reinado. Muito elaboradas, tinham versões decoradas para documentos importantes e eram consideradas obras de arte na tradição da Iluminura Otomana.
Este anel em especifico tem a tughra do Sultão Mamude II do Império Otomano. Lê-se: “Mamude Cã filho de Abdulamide e significa: é vitorioso para sempre”.
A tughra era desenvolvida no início do reinado do sultão e desenhada pelo calígrafo da corte ou nişancı em documentos escritos. A primeira tughra conhecida pertencia a Orcano I (1284-1359), segundo governante do Império Otomano e evoluiu até chegar à forma clássica da tughra do sultão Solimão, o Magnífico (1494-1566).
Elas tinham uma função semelhante à Cartela dos Faraós ou ao Monograma Real dos monarcas ocidentais. Todos os sultões otomanos tinham uma tughra individual”. Bem, o anel que achei é uma réplica usada tradicionalmente pelos turcos, pelo valor representativo de sua história, e serviu direitinho no dedo do Renato, tem haver com ele… por vezes olho para ele e me parece um Sultão 😍🤣
E das conchinhas que encontrei, juntando com outras que já tinha, fiz dois quadrinhos para decorar o barco, usando bastidores, tecido e cola e “voilà”…
Para quebrar um pouco o calor, fizemos uma capa, colocada sobre a retranca.

Ela mantém a circulação do ar e faz sombra nas gaiutas e vigias, diminuindo o calor interno e aumentando a área sombreada, além do dog house e do bimini.

Com a Bella, dobramos a atenção para mante-la sempre hidratada e alimentada, pois no calor ela geralmente perde o apetite. Também corto o pêlo dela com a máquina, para ficar mais fresquinho.

E assim passamos os dias quentes de verão, sempre descobrindo um pouquinho mais da rica história da Turquia 🇹🇷⛵🌍. Namastê 🙏🏻🇹🇷

15 de julho de 2022. Morando a bordo do veleiro SV Pharea na Turquia 🇹🇷.

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Deleite Turco 🇹🇷

Passar pela Turquia e experimentar “turkish delights” (deleite turco), doces feitos com amido de milho e açúcar, também chamados de “lokum”, é sentir-se dentro da rica cultura turca.
Os doces são coloridos, feitos com água de rosas de damasco, conhecidas por sua fragrância fina, colhidas comercialmente para fazer o óleo de rosa e são também usadas na fabricação de perfumes.
As pétalas das rosas são comestíveis e muito usadas para temperar alimentos, como guarnição e para envolver alguns tipos de doces, sendo preservadas no açúcar.
Com este sabor único, o lokum pode ser encontrado em vários sabores como limão, laranja amarga, bergamota, canela, romã, açafrão, chocolate, hortelã e muitos outros sabores e tem uma textura macia e elástica.Um outro tipo de lokum lembra o marshmallow, e pode ser encontrado com nozes picadas, pistaches, amendoas, avelãs, frutas secas, etc., são enrolados em flocos de coco, pétalas de rosa de damasco ou mais nozes, amendoas e pistache, é um verdadeiro deleite.
A palavra lokum vem do árabe, rāḥat al-ḥulqūm, que significa “conforto para a garganta” e eu diria também para a mente, pois ao comê-los nos trazem boas sensações e saciedade. Sabe-se que a primeira loja de lokum abriu em Istambul ainda no século XVIII e que no Periodo Otomano era feito usando melaço e mel.Entre os tantos doces turcos, destaca-se tambem o Baklava, uma sobremesa tradicional originaria das tribos turcas que habitavam a Ásia Central.
É feito com massa folhada muito fina geralmente recheada com frutos secos como amêndoas ou pistaches e coberta com mel ou xarope doce.
Há relatos que durante o Império Otomano, nas cozinhas imperiais do Palácio Topkapi, já era servida a Baklava e mais tarde, no final do século 19, pequenas confeitarias foram abertas em Istambul e nas capitais provinciais.
Um bom Baklava é reconhecido pelo seu som crepitante ao.morder e por seu cheiro característico de manteiga fresca.
Passeando pelas cidades e vilas da Turquia, prepare-se para experimentar os doces turcos, com certeza você vai gostar, são mesmo irressistívelmente lindos de se ver e muito saborosos.  Namastê! 🙏🏻🇹🇷

02 de junho de 2022. Morando a bordo do veleiro SV Pharea na Turquia. 🇹🇷

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Movimento intenso de embarcações em Goček, Turquia 🇹🇷

Ainda não conhecíamos Goček, apesar de nossos amigos velejadores terem comentado que é um lugar único. Goček é conhecida pelo turismo de iates, super iates e veleiros e na região há seis marinas que oferecem infraestrutura e sua localização próxima do aeroporto internacional de Dalaman contribui para o grande número de turistas.
Com paisagens espetaculares Goček fica em uma grande baía, na qual ilhas e enseadas criam um ambiente muito bonito dentro e fora da água.
Em 1988 foi declarada área de proteção especial o que corroborou para a não permissão de construção de grandes edifícios na região, conservando seu ar de pequena cidade, muito embora abrigue luxuosos resorts.
São várias enseadas e 12 ilhas que cercam Goček e proporcionam a visão de um Mediterrâneo intocado com águas cristalinas, belas praias e florestas de pinheiros.
Quando chegamos na pequena cidade de Goček a baía estava tomada por muitas embarcações e havia um vai e vem intenso de dingues buscando e levando pessoas da terra para o mar e vice-versa. Não houve espaço para a ancoragem e assim seguimos adiante para uma das inúmeras enseadas onde ancoramos bem próximos das rochas jogando a âncora na proa e amarrando dois cabos na popa, típica ancoragem do Mediterrâneo. O Renato desceu de dingue procurar o melhor lugar para atar os cabos na rocha e ajudou os amigos a ancorar e enquanto isso fiquei pilotando a Pharea no entorno da baía até que ele retornasse para fazermos nossa ancoragem.
O tempo estava ótimo e cada dia mais quente, desfrutamos bons momentos com os amigos portugueses do Mister Blue, Alexandra e Mário, a Lori e o Pool do Imagine Square (que já passaram um inverno ancorados na Turquia também) e a tripulação do Tartuga e do Sweetie.
Com a mudança da direção do vento fomos para outra ancoragem bem movimentada mas não nos demoramos pois a baía era em forma de “U” e vimos a âncora de um barco subir a de outro barco, inclusive subiu a nossa e a do Tartuga. Algo comum de acontecer neste tipo de baía.
Dia seguinte buscamos nova ancoragem próxima da praia Cleópatra Bay, onde estão as ruínas dos antigos banhos construídos para a Cleópatra por seu esposo.
Aqui em Goček há muitas embarcações e há barcos-mercado que oferecem todos os produtos, frutas, legumes e verduras fresquinhas todos os dias. Basta acompanhar no AIS o rumo do barco-mercado e quando chegar próximo da ancoragem a gente pega o dingue e atraca no barco-mercado para as compras, bem bacana!
Outra facilidade que encontramos aqui é um barco que faz a retirada das águas negras do holding tank. É só ligar e o barco vem, encosta no seu e faz a retirada com uma bomba de sucção à vácuo.

É comum nas ancoragens nesta região o vendo rodar, mudando rapidamente de quadrante e requerendo maior atenção quanto ao entorno… nestas situações melhor é ficar no barco até que o vento acalme, evitando stress ou eventual dano.

Namastê 🙏🏻🇹🇷

30 de maio de 2022. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Goček, Turquia. 🇹🇷

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