Durante o tempo que moramos a bordo no Brasil, entre os litorais do Paraná e do Rio de Janeiro, não lembro de ter encontrado colônias de Sea Grass, a “grama do mar”. O fundo variava entre lama, areia, cascalho e pedra, mas vimos que nos mares Adriático e Mediterrâneo, onde estivemos, é bastante comum a ancoragem com fundo coberto de um longo “capim” com forte trama no solo de areia o que dificulta a unhagem da âncora.
Fizemos inúmeras ancoragem em locais cobertos por Sea Grass na Croácia, Grécia e Montenegro onde tivemos nossa primeira garrada ao fundear sobre uma colônia de Sea Grass.
Realmente a unhagem da âncora fica comprometida e alguns dos velejadores que conhecemos desenvolveram sua própria técnica para fundeio evitando o Sea Grass e isso vai desde um tripulante no púlpito de proa orientando o timoneiro até a instalação de câmara no mastro para visualizar o ponto exato para ancoragem na areia, se livrando de fundear no Sea Grass.
Na internet há estudos na área de conservação marinha, abordando sobre o Sea Grass e os impactos que esse tipo de vegetação marinha sofre, sendo um deles a ancoragem (com baixo peso).
Quando estamos ancorados o barco fica girando, comandado pela direção do vento ou da corrente, o que estiver mais forte, pois bem, esse movimento abre nichos retirando pedaços de Sea Grass e acaba abrindo verdadeiros buracos… “Aqueles” que sempre são procurados para fundear neste tipo de fundo e quando os encontramos acabamos por aumentar ainda mais o seu tamanho.
Mas, para nós velejadores é um incômodo, já para uma série de animais marinhos é um verdadeiro berçário que oferece proteção e alimento e nele muitas espécies se desenvolvem enriquecendo a fauna marinha e o ambiente aquático, como por exemplo as tartarugas marinhas e as aves aquáticas. Muitas outras espécies de peixes e invertebrados, incluind
o cavalos-marinhos e camarões utilizam o Sea Grass para sua reprodução e permanência na fase juvenil. Achei muito interessante as informações que encontrei e assim podemos ter um outro olhar sobre isso, entendendo sobretudo, que somos parte de um grande sistema.
Caminhando nos arredores da Marina onde estamos há uma bela praia e metade da areia está coberta de Sea Grass seco. A onda trás e vai depositando e fica como se fosse um grande tapete de grama seca. Há um grande e bonito hotel que usa esta praia e acredito que haverá alguma corrente marítima que até o verão vai levar tudo embora… Caso contrário terão que tirar… Acho que lembramos disso tamanha é a vontade de estarmos novamente no mar, procurando ancoragens, conhecendo lugares… Mas, agora permanecemos na marina até que está situação do Covid 19 seja amenizada. Namastê 🙏🏻
Dia 1358 morando a bordo. 11 de março de 2020. Invernando em Monastir, Tunísia.
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Pelo que sei eistem diversas espécies de gramas marinhas em diversos lugares do mundo e ainda poucos estudos sobre elas. Podem se desenvolver em diferentes profundidades, apesar da pouca luminosidade.
Pra ter certeza que que o barco não vai garra, o jeito é mergulhar e unhar a âncora!
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Tem um pouquinho de alga la na tapera! Muito bom le-los! Bjao!
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