Partindo para a travessia do Oceano Atlantico!

No começo desta semana a Talita, nossa meteorologista que nos acompanhará durante a travessia do Atlântico, indicou uma boa janela de tempo para nos lançarmos rumo ao Caribe, a previsão era para sábado, dia 23 de dezembro, mas o tempo não colaborou e remarcamos para dia 25, segunda.

Marina em San Sebastian de La Gomera

Após quase 3 meses nas Canárias e 6 anos navegando pelo mediterrâneo, conhecendo muitos lugares e desfrutando de cada ancoragem, chegou a hora de rumarmos em direção às Americas!

Nosso tempo estimado para fazer a travessia é de 21 a 25 dias de travessia. São cerca de 2.800 milhas náuticas (5.200 km) e o Renato e eu vamos nos revezar em turnos na navegação e nos cuidados com a nossa linda Bellinha.

Assim corremos para as atividades finais… compras de “frescos” como legumes, verduras e carne; levar a roupa para a lavanderia para sair com tudo limpo, dar banho na Bellinha, cozinhar alguns pratos para os primeiros dias, que são os mais difíceis de adaptação.

O Renato verificou e não há departamento de imigração em La Gomera para fazermos nosso check-out, assim precisamos pegar um ferry até Santa Cruz de Tenerife para fazermos nossa saida. Pegamos o ferry cedinho, passamos o dia na cidade, carimbamos nosso passaporte e ficamos prontos para sair.

Últimas compras realizadas, barco organizado e abastecido, instalamos os painéis de tecido nas laterais do cokpit para nos protegermos dos respigos das ondas, tudo ficou pronto e é hora de nos despedirmos “deste lado do mundo”.

Será uma mudança grande, saímos de lugares antiquíssimos, cheios de história que presenciamos agora e que já tínhamos visto nos livros da escola… agora partimos para lugares onde nos conectaremos mais profundamente com a natureza e próximos da linha do Equador aproveitaremos o sol o ano todo, os banhos de mar e os mergulhos e com certeza aquilo que hoje parece muito, o que estamos deixando para trás, em pouco tempo ficará na lembrança e preencheremos este espaço novamente com o que vamos conhecer e desfrutar nas ilhas caribenhas.

Para a travessia usaremos o Garmin Inreach, que será nosso meio de contato, tanto para a troca se mensagem como para acompanhamento do trajeto que faremos.

Siga com a gente! acesse o link abaixo e escolha enviar “mensagem” ou “revisar recentes” para ver o “rastro” de onde estamos. O aparelho já está ligado e você pode testar acessando o link: https://share.garmin.com/MKQZ4

Foram ótimos os anos que passamos por aqui. Agora uma nova etapa se inicia e esperamos que os melhores ventos nos levem ao nosso destino e que nosso querido e competente Comandante Renato nos conduza com a habilidade e segurança de sempre… próximo post… direto do Caribe, possivelmente de Grenada!

Namastê 🙏🏻

25 de dezembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em La Gomera, Ilhas Canárias, Espanha 🇪🇸

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La Gomera, nossa última ilha nas Canárias 🇪🇸

Dezembro começou e se aproxima a data de nossa travessia atlântica. Esperamos pela melhor condição de tempo para sairmos e aproveitarmos os ventos Alísios que nos levarão até o Caribe. O Renato tem feito todas as manutenções e trabalhado para deixar tudo preparado para sairmos.

Ancoramos em Gran Rey, na ilha de La Gomera, próximo ao porto, em frente a um paredão rochoso bem alto e uma pequena praia de areia escura vulcânica ao lado. Havia vários outros barcos na ancoragen, alguns dias mais de vinte. No porto há um ferry que transporta os turistas entre as ilhas e vários barcos de passeio que saem para a observação de baleias em mar aberto!

No porto há um local permitido para deixar o bote (ah! como é bom!) E ali mesmo, todos os dias duas lindas Raias passeiam pela água rasa, atraindo as pessoas para observá-las e elas são grandes (dois metros de envergadura) e nadam graciosamente!

Estávamos com os amigos Gül e Bobby e fizemos uma caminhada até o topo da montanha no Parque Garajonay, foi muito legal, muitas plantas Canárias pelo caminho, rochas de diferentes cores e formatos e um zig zag rumo ao topo que parecia não ter fim. Mas valeu a pena, naquele dia fizemos 16 km e voltamos cansados para o barco!

A pequena cidade é tranquila, com alguns hotéis e resorts, uma beira mar bem longa que liga a outra praia e novamente hotéis, bares e restaurantes para atender os turistas que passam por aqui. No entorno da cidade há plantações de banana, muito bem manejadas e a qualidade é excelente, doces e “gordinhas”.

Mesmo estando abrigados do vento, pela sombra que a montanha nos proporciona temos sofrido com o constante swell, que balança o veleiro continuadamente.

Tivemos algumas noites bem difíceis, com dificuldade para dormir e também a Bella estava assustada com os ruídos e o balanço contínuo. Mas não há opção e assim, como me disse a Rosa, uma amiga esponhola: Se vives no mar e se ele não está calmo… por certo que vai balançar!

Porém já estávamos cansados do balanço e o Renato decidiu ir para a marina em San Sebastian uns dias antes do previsto para descansarmos, e provisionarmos o barco com comida, água e combustível para a travessia. Assim pudemos deixar tudo pronto para a partida. Na cidade há um grande mercado onde achamos praticamente tudo o que precisávamos e tivemos tempo de colocar tudo em ordem e descansar.

A cidade de San Sebastian é adorável, há algumas ruelas que preservam as antigas casas de pedra, as ruas são calmas, há vários bares e restaurantes próximos e sempre lotados de turistas e muitos velejadores.

Subimos ao mirante e lá uma placa faz um breve resumo de como a ilha de La Gomera sofreu no século 18 com frequentes ataques de vários países europeus que queriam sua posse. Ela era conhecida porque daqui saiam as caravelas para lançarem-se rumo as Américas. Há menções desses fatos espalhados pela cidade, inclusive uma escultura do descobridor Cristovam Colombo.

De costas para o mar, olhando para o vale há quase sempre uma bruma, como uma névoa baixa e soubemos que essa situação ocorre devido aos altos índices de poluição do ar, decorrente da emissão de gases oriundos das usinas de desanilização, de incineração do lixo produzido na ilha, de usinas de cimento e outras. Isso foi uma má surpresa que não esperávamos e pudemos sentir o efeito com o nariz congestionado e ardência nos olhos. Bem a ilha precisa prover e gerir todos os recursos necessários a sua população e ao grande numero de turistas que passam por aqui.

Fora isso, adoramos a cidade, organizada, limpa, com calçadão em frente a beira mar e agora enfeitada e com atividades para celebrar o Natal. Vimos um coral cantando em frente a Igreja e teatro sobre a vinda do papai-noel!

Agora já estamos ansiosos para sair e depois vencidas algumas milhares de milhas chegarmos em Grenada no Caribe.

Namastê 🙏🏻

20 de dezembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em La Gomera, Ilhas Canárias, Espanha 🇪🇸.

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Tenerife, lá vamos nós!

Em função da previsão do tempo, o Renato definiu que era hora de irmos para a próxima ilha, Tenerife, e novamente buscamos abrigo numa ancoragem no sul da ilha, na Praia de Los Cristianos.

Lá não há pier para colocar o bote, precisamos sempre colocá-lo na praia e puxá-lo bem para cima, pois a variação de maré chega a quase 2 metros. Isso nos lembra de Antonina, quando deixávamos o Relax numa poita e as vezes, dependendo da amplitude da maré, não havia como sair do pier da marina e chegar até o veleiro, tínhamos que esperar.

A praia em frente a ancoragem é cheia e a cidade bastante turística, bares e restaurantes sempre com movimento e um comércio bem forte com lojas de várias marcas e produtos de grife.

Todos os dias saíamos para andar pela cidade, tem um calçadão imenso na beira mar, que chega até praia vizinha de Las Américas, que é bastante procurada pelos surfistas e praticantes de esportes aquáticos.

No tempo que estivemos lá, o Renato aproveitou para trocar as baterias, foi trabalhoso levar as velhas e pegar as novas, com o bote na areia da praia, mas o vendedor foi bem gentil e disponibilizou um ajudante que as levou no carrinho até o bote. E o Bobby também deu uma força e em dois dias já estavam instaladas!

Em Los Cristianos conhecemos a Berthi e o Karl, um casal de alemães que estavam com problemas para ancorar na baía onde estávamos e o Renato percebeu e foi ver se precisavam de ajuda. Eles estavam sem a ancora principal que haviam cortado a corrente e deixado no local da ancoragem anterior, por estarem com problemas no guincho.

O Paul e o Bobby se juntaram ao Renato ajudaram a resgatar a ancora e a consertar o guincho. Após os trabalhos eles convidaram todos nós para jantar na cidade, como forma de agradecimento e foi muito bacana conhecê-los!

A ilha tem muitas atrações e nosso grande passeio em Tenerife (tene=montanha, ife=branca) foi visitar o Parque Nacional Teide, nome dado a área no entorno do vulcão Teide, ponto mais alto de toda a Espanha, com 3.718 metros de altura.

Fomos de carona com a Gül e o Bobby e nos encantamos já no caminho, passando por pequenas e charmosas cidadezinhas, por florestas de pinheiros e a medida que íamos subindo éramos presenteados com lindas paisagens uma mistura de mar, encostas, montanhas e vales.

Todo o Parque Nacional de Teide é belíssimo e guarda o que resultou das lavas vulcânicas, responsáveis pela criação do relevo atual. Uma parte tem aspecto bem lunar, além de rochas em vários e interessantes formatos, como desenhos esculpidos cuidadosamente pelo tempo.

O acesso ao pico do Teide é feito por teleférico e depois mais uma subida a pé até a cratera do vulcão… mas desta vez optamos por fazer um piquenique aos pés do Teide, contemplando e aproveitando o momento com os amigos.

Mesmo estando maravilhados com o Teide, que o vimos nevado há poucos dias atrás, no caminho de volta passamos por várias encostas, penhascos e vales incrivelmente verdes, um dos lugares mais lindos que já estivemos.

Lá paramos para um café e visitamos um pequeno museu e me chamou a atenção o jardim externo reunindo várias plantas endógenas das Canárias… lindas e bem diferentes! Há uma quantidade incrível dessas plantas que se adaptaram ao clima daqui e são como uma marca registrada da flora Canária.

Tivemos ótimos dias em Los Cristianos, até que o swell ficou muito desconfortável e assim aproveitamos para seguir rumo a ilha de La Gomera, umas 27 milhas náuticas nos separam de lá!

Namastê 🙏🏻

16 de novembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Tenerife, Ilhas Canárias 🇪🇸

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Gran Canária, um país em miniatura.

Seguimos para Gran Canária uma ilha linda com uma diversidade incrível de montanhas, picos nevados, penhascos, praias, cidades e povo hospitaleiro (conheça mais clicando neste link), buscamos áreas mais abrigadas no sul da Ilha e ancoramos próximos da marina na companhia de outros barcos. Lá nos reencontramos com os amigos Paul e Lori, do veleiro Imagine2 e o Bobby e a Gül, do catamarã MBR.

A marina próxima da ancoragem foi super amigável, pudemos deixar o bote no píer todas as vezes que fomos para a cidade, sem nos preocuparmos com nada e sem molhar os pés na areia, o que acontece quando precisamos deixar o bote na areia da praia para ir até a cidade.

A cidade é bem turística, muitos resorts e hotéis espalhados na beira mar mas estávamos distantes da cidade, assim fomos até o centro uma vez de bike elétrica, que os amigos Paul e Lori nos emprestaram, outra vez fomos andando com os amigos Bobby e Gül e também usamos o transporte coletivo, que liga todas as cidades da Ilha.

No centrinho tem um lindo farol na beira da praia, que desde 1890 auxilía as embarcações que passam por aqui, além de inúmeras lojas de grife, restaurantes e um calçadão imenso que acaba numa área desértica de preservação com três quilômetros de dunas. Nos lembramos do deserto do Saara e ja que estavamos lá, aproveitamos para subir e descer as dunas.

Visitamos a principal cidade da ilha, Las Palmas, pois o Renato precisava pegar o equipamento da Garmin, que usaremos na travessia do Atlântico para podermos nos comunicar via satélite.

Uma velaria, onde se costuram as velas!

Vimos grandes estufas para cultivo de hortifruti, demoramos para entender o que eram aquelas eatruturas imensas. Nos lembrou da Turquia, onde havia também muitas estufas e além disso, muitas torres eólicas nas montanhas e próximas do mar.

Las Palmas é grande e agitada. A marina de lá fica na cidade, tem praias e uma beira mar bem legal que a medida que vamos andando dá para ouvir os vários sotaques que soam por aqui… alemães, suíços, suecos, dinamarqueses, ingleses entre outros, e é claro, o espanhol… falado as vezes tão rápido que não dá para entender…

Sentamos para tomar uma cãna (como é chamado a cerveja por aqui) e sangria (vinho com frutas muito consumido também) acompanhado de ótimos bocaditos (mini sanduichinhos com todo tipo de recheio que pensar… queijos, carnes, vegetais, molhos e muito mais).

Nesta ida a Las Palmas encontramos o Nestor, nosso amigo Canário (como chamam os nascidos aqui). Tivemos um dia bem intenso, contemplamos o caminho de ida e volta até Las Palmas e curtimos a cidade perambulando e explorando o lugar.

Neste tempo que ancoramos aqui em Passito Blanco, a Bella estava no paraíso, passeando todos os dias nos arredores da marina, onde há condomínios super limpos, jardins e passeios revestidos de grama sintética, todos bem cuidados e organizados e ainda com alguma sombra para se proteger do calor e do sol forte. Realmente ter um píer para desembarcar faz toda a diferença!

Queríamos muito conhecer mais uma ancoragem na ilha e rumamos para uma baía cercada de grandes resorts próximo da cidade de Argueniquim… montanhas ao fundo e gigantescos hotéis na beira do mar, com algumas praias e rochedos.

Fomos de carona no bote do Paul e da Lori até a marina de Arguineguím e visitamos algumas lojas náuticas onde o Renato encontrou vários materiais que estava precisando e também para ter de reserva, o que é recomendável, pois na hora que for necessário, certamente estaremos na água e não na cidade para comprar.

Desde que chegamos no arquipélago das Ilhas Canárias, nos impressionamos com o número de turistas nas ilhas… de janeiro a janeiro tudo funciona num ritmo constante para atender a demanda de tantos turistas, além das belezas naturais, o clima de verão o ano inteiro é um chamariz para os europeus que enfrentam invernos muito frios e com neve. Mas o interessante aqui, é que tudo é calmo e organizado, os grandes resorts são espalhados pela costa, a grande maioria das cidades são pequenas e com um ar provinciano, o que tem nos encantado em todas as ilhas do arquipelago, estamos amando as Canárias 💖🇪🇸.

Namastê 🙏🏻

14 de novembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Gran Canária, Espanha 🇪🇸

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Mais uma ilha incrível das Canárias, Forteventura!

Estar no arquipelago das Canárias, com suas diversas ilhas, nos impulsiona a seguir em frente para conhecer cada uma delas.

Buscamos sempre as ancoragens protegidas do vento norte/nordeste, que é mais frequente nesta época, mantendo-nos ao sul das ilhas, onde se forma uma área abrigada atrás das montanhas, a cor azul da imagem abaixo.

Fizemos duas ancoragens em Fuerteventura. A primeira somente para passar a noite e pegamos um swell (ondulação do mar) que nos deixou bem desconfortaveis e nem descemos em terra, mas a segunda ancoragem, em Morro Jable, foi bem melhor e paramos próximo da marina e em frente a cidade.

Fomos de bote até a Marina e o Renato pediu autorização para deixá-lo lá, enquanto conhecíamos a cidade. Andamos entre estreitas ruelas até chegar no centro, onde novamente encontramos uma cidade cheia de turistas europeus, muitas famílias com crianças e um vai e vem de pessoas nas lojas, restaurantes e na praia.

Passamos pelo centro antigo, onde tem uma igreja e algumas casas e no restante do caminho, andamos por um calçadão na beira da praia, passando por inúmeros hotéis e grandes resorts.

A praia é linda e a faixa de areia bem larga, aqui é comum ver as mulheres fazendo topless e há também muitas praias de nudismo, muito embora nos impacte, é culturalmente normal isso por aqui. Desde a Croácia, não tínhamos presenciados estes hábitos tão fortemente.

Perambulamos pela cidade e almoçamos num restaurante a beira da praia, curtindo a vista e a brisa do mar.

Nosso amigo Nestor comentou que as Canárias recebem muitos alemães, dinamarqueses, irlandeses, ingleses, franceses e é claro espanhóis, vindos do continente, e é fácil entender o porquê, os vôos da europa para cá ficam entre 2 e cinco horas, o que torna este lugar ainda mais interessante por suas peculiaridades e proximidade com os países europeus.

Já observamos o Etna, na Itália, soltando lava e também visitamos Vulcano, onde há um grande vulcão que expele gases, mas aqui está se revelando um dos lugares mais lindos que estivemos, não só pela configuração vulcânica, que construiu aqui um cenário fascinante, como pela infra-estrutura voltada ao turismo, já que as Canárias respondem por quase 20% do turismo espanhol.

Uma delícia acordar e sair andar pelas lindas cidades, apreciar a natureza do entorno, se impressionar com a limpeza e organização das cidades e se sentir completamente seguro, sem medo de assaltos, de golpes e de tantas outras situações de desreipeito e violência que vimos nas notícias do Brasil diariamente.

Nossa próxima ancoragem será na terceira ilha, a famosa Gran Canárias e antes disso o Renato limpou o casco do veleiro aproveitando a transparencia água do mar e a temperatura.

E lá vamos nós, explorar mais e mais este arquipélago!

Namastê 🙏🏻

29 de outubro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Fuerteventura, Ilhas Canárias, Espanha 🇪🇸

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