Acordar e sair para passear, tudo de bom! Sul da Itália 🇮🇹

Nossos vizinhos de Marina Ute e Bert, um casal de alemães que também moram a bordo, nos chamaram para irmos a uma cidade vizinha chamada Marina di Gioiosa Iônica localizada depois de Roccella e praticamente junto a outra cidade chamada Siderno.

Aproveitamos para procurar alguns tecidos para capas, etc… Porém achei os preços muito altos, pois é claro, fiz o que não devia… Comparei aos preços dos tecidos no Brasil 🤔.

O dia estava muito frio e mais acima nas montanhas o vento estava muito forte… Quase não nos animamos a sair muito do carro, mas a vista do vale é maravilhosa, também passamos por um local em construção com fonte de água quente, passamos pelas plantações de olivas, de cítricos e de hortifruti que fazem a beleza do lugar.

O passeio foi muito legal e ficamos felizes de conhecer um pouco mais da região da Calábria e sabemos que ainda há muito a conhecer… Lugares lindos, belas paisagens de vales e montanhas. Olhando para a escultura do gato, lembro da Bella, que neste passeio ficou em casa, cuidando do barco, pois como diz o Renato: ela é a capitã!!!

Só a agradecer por este adorável convite e pela companhia fantástica da Ute e do Bert. Namastê 🙏🏻

Dia 744. Morando a bordo, Roccella Iônica, Calábria, sul da Itália 🇮🇹. Dia 20 de dezembro de 2018.


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Castelo de Carafa, Roccella Iônica, Itália 🇮🇹

Desde que chegamos aqui em Roccella Iônica, observamos no alto um castelo e sua torre. E agora com as bikes resolvemos pedalar até lá… lendo sobre os castelos… tantos já vistos aqui na Europa… li que eles são construções comuns da Idade Média, geralmente a residência do rei ou de um senhor feudal. Como naquele período a Europa estava em constante estado de guerra, fazia-se necessária uma construção capaz de resistir aos constantes ataques. Os castelos serviam de refúgio para o rei e sua corte e desempenhavam outras funções, como prisão, guarda das riquezas, munições e armamentos é claro sua administração. Geralmente a torre era o último bastião de defesa e a maioria dos castelos eram cercados por um fosso, que só podia ser atravessado através de uma ponte levadiça.

O Castello de Carafa, situado num promontório, aqui em Roccella Iônica tem uma rica história, desde sua construção, passando por várias ocupações das quais se destaca a de 1479 a 1806, quando ocupado pela nobre família Carafa della Spina, que deu seu nome ao castelo. Hoje é aberto à visitação e promove atividades como a mostra natalina no mês de dezembro, oportunizando não só aos turistas sua visitação, mas também para prestigio do povo local.

Fizemos uma boa pedalada, da marina até aqui e valeu a pena, a vista do castelo e da torre é espetacular e de sobra pode-se observar uma boa parte da Costa da Calábria, com seu lindo mar azul, pontuada por várias pequenas cidades ao longo da beira-mar.

Como brasileiros que somos, nos encantamos com tantas impressões históricas daqui do velho mundo, sabendo claro que as conquistas e ocupações normalmente dependiam de guerras, conflitos e diversos tipos de sofrimento e privações, mas ao mesmo tempo há um conforto no íntimo em saber que não passamos por tudo isso 🇧🇷! Namastê 🙏🏻

Dias 743 e 744. Morando a bordo, Roccella Iônica, Calábria, sul da Itália 🇮🇹 Dias 18 e 19 de dezembro de 2018.

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Presente de Natal antecipado 🚴🚴🇮🇹🎄

Pelos países que passamos ainda não tínhamos sentido necessidade de termos bicicleta, mas aqui… Com uma grande beira mar e com os mercados mais distantes, decidimos nos presentearmos com bicicletas dobráveis e depois da compra on line, ficamos ansiosos esperando a chegada. O Renato as montou e saímos pedalar para inaugurá-las… Muito bom… Antes levávamos 40 minutos andando até o centro da cidade e agora em 15 minutos já estamos lá para tomar um café no “Bar Roma”, o bar da pracinha central.
Mas aí tivemos um problema… Saíamos a pé e a Bella ía conosco e agora de bike ela ficará em casa 🙁… Mas o Renato procurou e comprou um cesto para minha bike a assim vamos todos, ela curtiu e desde a primeira tentativa já se adaptou ao cestinho, agora ela vê o mundo como a gente, de cima kkk.
Temos tido ventos fortes… Por duas vezes alcançando 54 knots e também tivemos uma semana toda com vento e aí vamos nós adaptando e checando para ver se tudo está dentro da normalidade.
Ganhei um par de agulhas de tricô da Iael, minha amiga israelense, e tricotei um pulôver para a Bella, vermelho é claro, a cor que mais gosto para ela… Acredito que logo, logo não dará mais para sair sem agasalhá-la, pois além da temperatura caindo o vento é muito frio. Já incorporamos o gorro, o cachecol e casacos mais pesados para o frio daqui. O Renato comprou um aquecedor a óleo e assim a temperatura interna se mantém agradável.
A alimentação aqui é bem gostosa, encontramos tudo o que precisamos e gostamos (fora feijão das qualidades que encontramos no Brasil, farinha de mandioca, arroz agulhinha…claro aqui é a terra do risoto e o que mais encontramos é o arbóreo kkk) e as gôndolas do supermercado com as massas são adoráveis, inclusive o de massas frescas… Realmente saborosas… Acompanhadas de muito queijo pecorino, grana padano e outros da região. Tem feira toda a terça e sábado, com produtos diretamente do produtor. Os legumes são mais caros, tem variedades diferentes, como a couve flor branca, amarela, verde cítrica e roxa, berinjelas diversas e inúmeros tipos de pimentões e peperonis… As laranjas e mexericas são maravilhosas e a produção é local…A carne vermelha é encontrada com facilidade, muito embora os cortes continuem sendo diferentes dos nossos… Diferente de nossos  hábitos  alimentares, aqui come-se muita carne de porco, ovelha, frango, coelho, peru… Agora, a seção de bebidas é fantástica, ótimos vinhos com preço super justo🍷🍷🍷 Falei para o Renato que possivelmente sairemos gordinhos daqui… Pois a comida é muito boa.
Nossas atividades aqui, junto com o grupo de velejadores incluí aulas de yoga, jogo de boccia, tênis de mesa, tardes de jogos de trem mexicano (um tipo de jogo com um dominó diferente) e tudo num clima super amistoso. Geralmente vamos a pé ou de bike para um café na cidade, compras de supermercado ou alguma ferramenta ou produto para limpeza do barco. No domingo tem churrasco, cada um leva sua carne e bebida e mais um prato para compartilhar, dá muito certo e é bem divertido.
Não temos saído para fazer refeições fora pois a cidade é pequena e não há muitas opções e a noite, quanto tem alguns poucos restaurantes abertos, não nos animamos a sair pois está escurecendo cedo, às 16:30 horas… Acabamos por ficar no barco e preparar nossas refeições.
Nossos novos amigos são bem queridos, todos agradáveis e temos tido uma ótima convivência aqui, sem falar do pessoal da Marina, equipe super enxuta e gentil. Bons tempos por aqui. Namastê 🙏🏻 Continue lendo →

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Marina delle Grazie, um ótimo lugar para invernar no sul da Itália 🇮🇹

O dia a dia na Marina tem sido super agradável. Temos nos relacionado com os outros velejadores, fazendo atividades comuns nas horas de folga e nos encontrando para o churrasco de domingo. Temos também andado quase que diariamente até a cidade, levamos a Bella para se exercitar e aos poucos estamos conhecendo os lugarzinhos de Roccella. A via beira mar é longa e convidativa para uma passeio!
A Pharea está bem atracada, o Renato faz a manutenção de rotina e também a preventiva mantendo tudo organizado e funcionando neste período de inverno. O tempo passa super rápido e já completamos um mês aqui.
Com as facilidades das mídias sociais mantemos contato frequente com os familiares e amigos, acompanhando as atividades daqueles que estão trabalhando e também os sonhos daqueles que se preparam para dar mais um passo em direção a vida a bordo e também aqueles que em 2018 conseguiram desacelerar as atividades e ter tempo para curtir a vida e desfrutar daquilo que construíram, como é o caso do meu irmão Ilson e Stela ❤️. Comemoramos também, mesmo de longe os aniversários e as datas especiais… Como dia 03, que comemoramos as bodas da Áurea e do Teixeira, país do Renato 💝💝💝.
Recebemos convite da Ivonne e Diko, casal de velejadores holandeses, para um passeio de carro até uma cidade vizinha, chamada de Gerace, há pouco mais de 20 quilômetros daqui.
A cidadela é linda, fica em cima de um penhasco de arenito, e proporciona uma vista maravilhosa do vale e de outras cidades ao redor, tem cenário medieval e fica dentro do Parque Nacional Aspromonte.
No centro histórico, edificações e igrejas escavadas diretamente na rocha. Arcos como a “Porta do Sol” demonstram a atividade construtiva do século XII.
As “casas grandes” que vimos hoje e que foram os palácios da época, são quase sempre dotados de portais de pedra feitos por lapidários locais, sendo restaurados no século XIX, em função dos estragos sofridos no terremoto de 1783.
Mas antes isso aqui já foi palco de muitos eventos históricos, como comprovado com a descoberta dos restos de uma necrópole, testemunhando três épocas diferentes: cerâmicas do século IX aC, engradados do século VII aC e vários móveis de origem grega e italiana datados do século VII aC. Nota-se também a forte presença do cristianismo pelas inúmeras igrejas e pelos mosteiros, que acabaram por caracterizar o lugar como “Monte Santo”.
Sem dúvida um passeio maravilhoso na companhia super agradável da Yvonne e do Diko, com direito a uma parada na Patisserie local, requintada e com doces e tortas incríveis, mas optamos por comer um belo, delicioso e gigante canole!
O caminho desde Roccella é muito bonito, mesmo com chuva e frio, passamos por florestas de Pine, campos, vilas, plantações de cítricos e olivas… Tivemos um dia maravilhoso e ainda ao final com direito a supermercado, onde achamos vinhos muito bons a bons preços 🍷. Namastê🙏🏻

Dias 725 e 737. Morando a bordo, Roccella Iônica, Calábria, sul da Itália 🇮🇹 Dias 01 a 12 de dezembro de 2018

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Passar 6 meses na Itália 🇮🇹, nos parece ótimo!

Dia 10 de novembro, o Renato foi cedo ao escritório da Marina Delle Grazie para ver a questão do visto, se realmente poderemos ficar aqui os próximos seis meses e retornou com um sorriso no rosto, sim podemos ficar!
A Marina é bem estruturada, com vários píers e fingers para atracagem e tem capacidade para 450 embarcações. A parte frontal possui molhe e um ressistente muro de arrimo, com uns seis metros de altura para a contenção das ondas formadas pelos fortes e constantes ventos daqui. A Marina é fruto de uma parceria público-privada e tem tabela de preços competitivos e diferenciados para os meses de inverno (no nosso caso, um 40 pés, tem o custo de 1.400 euros para o período de de inverno: novembro a abril).
Bem localizada, no coração do Mediterrâneo, é procurada pelos cruzeiristas para passar o período de inverno e assim oferece algumas outras comodidades além de água e energia, como Wi-Fi, lavanderia, sala de convivência (com TV, livros, jogos, banheiros, cozinha…) onde todo o domingo nós, os “winter residents”, nos reunimos para um churrasco e onde também temos aula de yoga e outros encontros semanais 😄 e tudo isso com um excelente atendimento do pessoal da Marina e com muita segurança.
Nestes dias que estamos aqui já conhecemos outros velejadores, vindos da Alemanhã, Holanda, Suíssa, Inglaterra, Polônia, Canadá e Israel e a amizade está fluindo nos encontros da yoga e nos churrascos. As pessoas nos receberam super bem e tem sido bem bacana a convivência. Às vezes temos carona para ir às compras, às vezes um bate-papo, com certeza teremos boa companhia para este período que ficaremos aqui.
O acesso da Marina até a cidade de Roccella Iônica é através de uma via de passeio, também com ciclovia, e passamos por uma área de pinheiros “Pine Mare” e logo alcançamos a beira mar, por onde andamos uns dois quilômetros mais ou menos até a cidade… O que já é um bom exercício diário. A cidade é pequena, em torno de 6.000 habitantes e no verão tem maior fluxo de comércio e turistas. Tem uma rua principal com o comércio local, cafés, confeitarias, supermercado, etc… E como ela há várias outras cidadelas não muito distantes ao longo da costa.
Paralelo ao passeio tem a primeira rua, em seguida vem a linha do trem e para chegar na terceira rua, na rua do comércio que é também a rodovia, deve-se cruzar pela cancela do trem… O transporte ferroviário aqui é intenso e integra toda a região. Uma configuração diferente para nós que praticamente só andávamos de carro ou avião. A máxima de que todos os caminhos levam a Roma, aplica-se aqui, literalmente.
O tempo já está mais frio… tem feito mínima de 14 graus e quando o sol se põe, ás 16:30 horas já escurece, deixando os dias bem curtos. O vento aqui é constante e o veleiro está super preso com cabos no píer e no finger, preparado para os ventos nordeste e sudoeste que sopram mais de 30 knots.
Teremos uma longa estadia neste país alegre e de belas paisagens, onde meus bisavós maternos e paternos nasceram e com certeza aproveitaremos bastante este bom momento em nossas vidas, possível pelo fato de morarmos a bordo. Namastê 🙏🏻

Dias 704 a 724. Morando a bordo, Roccella Iônica, Calábria, sul da Itália 🇮🇹. Dias 10 a 30 de novembro de 2018

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