Duas ilhas: muitas embarcações! Póros, Grécia 🇬🇷

Póros é um par de ilhas, localizadas no sul do Golfo Sarônico e separadas do Peloponeso por um canal marítimo de 200 metros, onde se encontram muitas embarcações. Em boa parte ao longo do canal existem piers dos dois lados (nas duas ilhas) para atracagem.

A cidade é bem turística tem alguns elementos do século passado para visitação, como a torre do relógio, o monastério… mas bom mesmo é fazer caminhada pela orla vendo os diferentes barcos, olhando de onde vêm as tripulações… estas coisas que os velejadores adoram fazer.
Num dos nossos bordos atracou um veleiro de charter com 6 pessoas bem barulhentas e inconvenientes, mas em compensação no outro bordo um veleiro com tripulação somente masculina onde encerramos a noite, ouvindo boa música ao som do violão de um deles. Muito simpáticos, eram amigos que tiraram 10 dias de folga para velejar na Grécia 🇬🇷, sendo que eles eram de regiões mais ao norte da Europa. Atracar com boa vizinhança é um presente que nem sempre temos kkk
Póros nos impressionou pela quantidade de barcos, pelo tamanho dos pier de atracação… realmente a paisagem é muito agradável, o vai e vem dos barcos o tempo todo dá um charme especial ao lugar. Notamos que alguns veleiros já estavam prontos para “invernar” sem velas, sem bimini, sem dog house… e pelo costume local ficarão assim até pouco antes do próximo verão.
A Ilha possui estrutura rodoviária, turística e náutica, fica próxima de Atenas e seu acesso se dá por meio dos ferryboats com vários horários de saída e duração de viagem, inclusive aqui, os ferrys circulam entre as várias ilhas, uma vez que são próximas.
O Flávio já está conosco há dias e ainda não fizemos nenhum churrasco…. assim o Renato foi num açougue e achou um belo pernil de ovelha para fazermos no dia seguinte (com a receita do Pedron, que nos visitou no mês passado e deu a dica de como preparar). No dia 18 (quinta) ancoramos numa enseada próxima, chamada Rosiku Naustathmu, para fazer o churrasco (37°31.089’N / 23°26.025’E) que ficou ótimo, parecia até que estávamos no Brasil… kkkk
Com certeza Póros ficou marcada em nossa mente pela movimentação e clima náutico, valeu muito a pena conhecer este lugar. Namastê 🙏🏼
Dias 680 e 681. Morando a bordo, Ilhas Póros, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dias 17 e 18 de outubro de 2018

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Visita ao vulcão 🌋, ilha Methana, Grécia 🇬🇷

Estamos com nosso amigo Flávio a bordo e a ideia é conhecer mais algumas ilhas do Golfo Sarônico, estas em destaque na cor rosa do mapa. As ilhas são a principal característica da morfologia da Grécia e parte integrante da cultura do país e da sua tradição. São mais de 6.000 ilhas e ilhazinhas no Mar Egeu e no Mar Jónico e apenas 227 ilhas são habitadas.
Saímos cedo, pegamos um ventinho que deu para velejar um pouco e chegamos ainda pela manhã na Ilha Methana e atracamos numa pequena marina pública em VathY (37°35.668’N / 23°20.171’E), onde ainda haviam algumas vagas. É interessante chegar na marina sempre pela manhã para encontrar vaga ou senão, ancorar próximo e ficar aguardando a saída de alguma embarcação para poder entrar. Aqui nas Ilhas da Grécia 🇬🇷 diferentemente da Croácia 🇭🇷, o custo é bem acessível nas Marinas públicas, valendo a pena atracar para abastecer de água e descer no pier em frente a vila para uma refeição ou repor algum suprimento em falta.

Atracamos e vimos um cardume de peixinhos 🐠🐠🐠 voando como numa piracema, arrumamos o cockpit e descemos tomar um draft beer no restaurante em frente a marina, depois almoçamos a bordo e fomos fazer uma caminhada até o vulcão… andamos bastante curtindo a paisagem e tirando muitas fotos até chegarmos ao pé do vulcão 🌋 onde observamos as rochas provenientes da lava derramada, uma composição bem diferente e única. A vila é pequena e charmosa, poucas casas, pessoas de idade mais avançada e muitos turistas, como sempre temos encontrado. Ficamos impressionados com a pequena e acolhedora marina, lembramos de nossa pouca estrutura náutica no Brasil… aqui nas ilhas toda a vila ou cidadezinha tem um pier para atracar, não se põe o pé na lama nunca, sempre há restaurantes e comércio local voltado às necessidades dos turistas… ou seja o pier não degradou o ambiente, ao contrário, fomenta o comércio e o turismo local, os gregos estão de parabéns 👏🏻👏🏻👏🏻. Namastê 🙏🏼

Dia 679. Morando a bordo, Ilha Methana, VathY, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dia 16 de outubro de 2018.

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Azeite de oliva, irresistível 💙 🇬🇷

Desde a Croácia 🇭🇷, passando por Montenegro 🇲🇪 e chegando na Grécia 🇬🇷 temos visto oliveiras plantadas nos quintais… o azeite é um produto que sempre solicitamos à mesa, por ser saboroso e realçar o sabor dos pratos, agradando o paladar, acho que não conheço alguém que não goste…
Conhecemos um Croata ainda no Brasil, que falou que sua família tem alguns pés de oliveira de onde fazem seu próprio azeite de oliva, que luxo!!!
O processo de produção do azeite extra virgem, inicia em até 24 horas após a colheita das azeitonas, o respeito a este intervalo de tempo é um dos itens que garantirá a baixa acidez. As azeitonas são colhidas algumas ainda verdes e outras já roxas (por estarem mais maduras), são extraídas as folhas e galhos que eventualmente tenham ficado junto, são lavadas e levadas inteiras para a moagem, depois essa massa é prensada, centrifugada e assim obtido o azeite de oliva. Se feito com azeitonas somente verdes, terá uma cor verde clara e se feito com azeitonas maduras, roxas, terá uma cor mais dourada. Porém, geralmente são misturadas, pois no pé sempre existem verdes e maduras ao mesmo tempo. Um litro de azeite usará no mínimo 5 kilos de azeitona. Cada safra um sabor… o que muda é o grau de acidez que quanto menor melhor.
Fantástico saber que uma oliveira vive por mais de 150 anos… já vimos algumas bem velhas na Grécia 🇬🇷 e sua produção começa a partir dos 5 anos e seu auge se dá aos 35 anos… é uma cultura passada de geração em geração, como um patrimônio…
Pesquisando na internet listei alguns benefícios…
* Contribui para o controle do colesterol e favorece a saúde cardiovascular;
* Auxilia na absorção de vitaminas lipossolúveis da dieta (vitaminas A, D, E, K);
* Fonte de antioxidantes, pode prevenir doenças degenerativas e câncer;
* Ação anti-inflamatória;
* Fonte de gordura mono e polinsaturadas, benéficas para a saúde;
* Fonte de vitamina E.
Não há como resistir a este tempero saboroso e totalmente do bem!
Já as azeitonas em conserva, passam por um processo de várias lavagens até perder seu amargor e depois são colocadas na salmoura para conservar. Aqui encontramos azeitonas mais caseiras vendidas a granel, com sabor e aparência diferente daquelas que passam por processo industrial, muito boas!
Mas voltando a falar do azeite, nos causou estranheza não encontrarmos azeite disponível em todos os restaurantes… e em alguns trazem um sachê que é cobrado junto com a conta… agora, nas receitas que levam o azeite no preparo, aí sim é bem servido e a comida grega é muito boa!

Dia 669. Morando a bordo. Ilha de Aegina, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dia 05 de outubro de 2018.

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Golfo Sarônico, Ilha de Aegina, Grécia 🇬🇷💙

Novamente em Aegina, na Ilha dos pistaches. Chegamos no dia 04/10 final do dia e ancoramos próximo a marina.
Na manhã seguinte ficamos aguardando a saída dos barcos da Marina e nos dirigimos para lá e coincidentemente ficamos na mesma vaga da vez anterior.

Cidade turística sempre com muitas pessoas indo e vindo. Curtimos a cidade, compramos as novas capas de defensas para repor as perdidas… andamos bastante nos arredores e acompanhamos diariamente a entrada e saída das embarcações e algumas confusões, como uma âncora sobre a outra, barcos que querem entram em vagas menores e também alguns barcos, geralmente de charter, com comandantes despreparados e sem conhecimento e/ou habilidade para atracar na marina. Também tivemos vizinhos super educados e atenciosos, como um norueguês, que pediu se ele podia ligar o motor por 30 minutos para esquentar sua água para o banho (em função do barulho) e já outro polonês que além de receber a ajuda do Renato com os cabos de atracação, simplesmente foi ao totem, tirou nossa mangueira e colocou a dele… não pediu licença e nem se interessou em perguntar como funcionava… mas logo o Renato lhe orientou, que primeiro ele deveria ir ao escritório da marina dar entrada e pagar pelo cartão de acesso à água e energia! No mar ou em terra há “pessoas e pessoas”!!!
Dia 12/10 comemoramos nossa união, já estamos juntos a 16 anos, e de vida nova desde 2016, quando passamos a viver a bordo e novamente sermos donos de nosso tempo. Passamos um dia bem feliz, saímos para almoçar e comemoramos.
E chegou dia 13, fomos esperar nosso amigo Flávio Studart no pier do Porto.  Ele veio com uma embarcação chamada Fly Dolphins, que vem a uma velocidade de 33 knots de Atenas para cá e flutua sobre a água assim que pega velocidade, super legal.
Apresentamos a cidade a ele, o Renato foi com ele visitar o Templo de Apólo e o Museu Arqueológico, andamos pelas ruelas, saímos a noite para tomar um vinho e locamos um carro para dar volta na Ilha e conhecer algumas vilas pitorescas por aqui e também o Templo de Aphaia, filha de Zeus, que não conhecíamos.

Adoramos o passeio, rimos e nos divertimos bastante durante todo o dia, valeu muito a pena!
O Flávio nos recebia em sua casa na Ilha Rasa, litoral do Paraná, onde reunia velejadores amigos e onde também conhecemos vários velejadores e agora temos o prazer de recebê-lo aqui na Grécia 🇬🇷, em nossa viagem de volta ao mundo 🌎.

Bem, nestes dias pretendemos passear muito, conhecer novos lugares, a forma de viver desta gente, conhecer outros velejadores nas ancoragens e aproveitar muito.

Dias 670 a 679. Morando a bordo, Aegina, Golfo Sarônico, Grécia 🇬🇷. Dia 06 a 16 de outubro de 2018.

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Kythnos, fazendo o caminho de volta, 🇬🇷💙

Dia 02/10 começamos a retornar e a ideia é fazer o caminho inverso. Assim aproamos em direção a Kythnos, onde já paramos e assistimos a um casamento grego no meio da rua, muito legal. Agora queremos é um lugar com pouco vento para descansar.
No caminho pegamos o vento previsto, em torno de 20 knots e fizemos uma boa navegada.
Chegamos e a Marina pública estava lotada, estava acontecendo um encontro de navegadores holandeses, não tinha vaga no pier mas o Renato já havia contatado via rádio e o responsável da Marina veio nos receber e nos orientou para atracar a contrabordo de uma lancha… para entrar na vaga só com o bowtruster pois tinha um catamarã na frente, lanchas atrás, os cabos das poitas a um metro para frente e um metro para trás… assim depois de várias manobras o capitão deslizou de lado e parou a contrabordo da lancha indicada…ufa! A marina fica em 37°26.554’N / 24°25.578’E.
No dia seguinte, saímos para caminhar pela Ilha… as casas já estão vazias pois a temporada acabou, subimos por umas estradinhas e quanto mais alto o terreno mais árido, bem como a vegetação que se resumem a umas moitas espinhentas…passamos por uma prainha onde a corrente acumula lixo trazido pelo mar… só para variar tinha uma havaianas perdida no meio do lixo… como tantas que a gente viu no litoral do Rio de Janeiro. Uma pena… falei para o Renato… dà vontade de pegar um rastel e rastelar… como fazia o querido “seu” Domingos, la na Praia dos Vagabundos, Paraty, RJ.
Na volta paramos num restaurante típico e comemos frutos do mar, em frente uma tenda com os polvos frescos pendurados no varal… muito diferente, visual inusitado.
O Renato estava em contato com o Guilhermo, do veleiro Regulus, que estava também navegando pela Grécia e tiveram um breve contato em Corfu, primeira Ilha na Grécia, onde fizemos nossa entrada. Eles chegaram a tarde na marina, que estava super cheia, e ficaram a contrabordo da Pharea. Comandante e tripulação super simpáticos, passamos o restinho da tarde conversando e a noite eles nos ofereceram um delicioso churrasco, preparado pela mandante, a Cecília… uma delicia, um ótimo encontro.
Na manhã seguinte partimos em direção a Aigína, onde vamos esperar nosso amigo Flavio Studart, que vem de Curitiba nos visitar. Ele também é velejador e pretendemos navegar nas ilhas do Golfo Sarônico, com certeza passaremos ótimos dias juntos! Namastê 🙏🏼
Dias 666 a 668. Morando a bordo, Ilha de Kythnos, arquipélago das Ilhas Cyclades, Mar Egeu, Grécia 🇬🇷. Dia 02 a 04 de outubro de 2018.

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