Quando tudo volta a ficar certo novamente 💖🇪🇸

Navegamos de Garrucha para Aguadulce, novamente uma pernada de cerca de 100 km e levamos 10 horas para fazer este percurso, nas últimas 3 horas não só o vento estava contra como também a corrente e ondas de 1,5 metros, fazendo com que a velejada fosse muito desconfortável.

Enfim, chegamos na Marina de Aguadulce e fomos orientados a atracar no pier do posto de combustível e aguardar o vento acalmar para depois nos movermos para a vaga onde ficaríamos.

Pela primeira vez ficamos na vaga número 1, das 450 disponibilizadas na Marina.

Na manhã seguinte, conforme combinado o Yussef, profissional que trabalha com inox, chegou para dar uma olhada no serviço a ser feito. Nossa urgência era que fizesse o serviço em poucos dias pois não gostaríamos de ficar muito tempo na marina e ele nos surpreendeu entregando o pulpito em três dias, mas a previsão do tempo não nos permitiu partir e acabamos ficando uma semana na Marina. A instalação ficou perfeita, já ficou colocada a luz de navegação de proa (cuja fiação corre dentro do tubo de inox), ele também recuperou o lançador de âncora, que tinha ficado bem danificado.

Agora tínhamos que reinstalar as linhas de dynema (cabo flexível de altíssima resistência) no guarda-mancebo e a rede no entorno do barco, foi trabalhoso refazer mas o resultado foi bom!

Aproveitamos a água doce para lavar todo o barco, várias vezes, tentando tirar o pó que havíamos pego na tempestade quando ainda estávamos em Torrevieja. Também lavamos os dois tanques de água e tudo mais que precisava ser lavado. Usamos a lavanderia próxima da marina e zeramos toda a roupa suja, ufa! Foram dias de bastante trabalho… o Renato tinha uma lista enorme de coisas a fazer… mas deu conta de tudo durante a semana que estivemos por lá.

Eu e a Bella aproveitamos para ir a “peluqueria” cortar o cabelo e o pêlo dela ficou bem baixinho, mais fresco para enfrentar o calor.

E ainda sobrou um dia para irmos para Almería, cidade há 30 minutos de distância, onde compramos o zíper para recolocar no bimini, e fomos surpreendidos por uma cidade muito rica culturalmente e com sítios arqueológicos incríveis, onde investimos o restante de nosso tempo para conhecer.

Visitamos o Museu de Arte Doña Pakyta, com a exposição de obras de artistas locais entre 1880-1970.

Depois subimos para conhecer o Conjunto Monumental La Alcazaba de Almeria.

Uma fortaleza no alto da colina, onde a cidade cresceu ao seu redor. Realmente “monumental”, grandioso! Um dos mais impressionantes conjuntos defensivos da era medieval de al-Andalus.

Sua morfologia atual resulta de inúmeras modificações que ocorreram ao longo dos séculos e das diferentes ocupações. La Alcazaba divide-se em tres partes, as duas primeiras de origem islâmica e a terceira de origem católica.

O que mais nos impressionou foram as diversas fontes de água que perpassam por toda a Alcazaba, em diferentes níveis e permeando as escadarias os jardins e os cômodos das construções que compõem todo esse conjunto, valeu muito conhecer e entender um pouco mais da história da região de Andaluzia.

Ma um dia cheio de alegria, conhecendo novos lugares e aprendendo um pouco mais da história que construiu nossos dias atuais.

Namastê 🙏🏻

25 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Aguadulce, Almeria, Espanha 🇪🇸

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Navegando pela Costa da Espanha 🇪🇸

Saindo de Cartagena navegamos até Garrucha, cerca de 100 km, o mar estava bem mexido com ondas laterais o tempo todo, deixando a velejada bem desconfortável até que finalmente alcançamos o porto de Garrucha, onde paramos para pernoitar. Junto ao porto há uma marina, porém para o vento sudoeste que estava entrando, ela era desabrigada e o swell levantava ondas dentro da baía.

Atracamos o barco “along side” no píer com a ajuda de um marinheiro, prendemos os cabos de bombordo junto ao pier e mais outros dois de proa e de popa a boreste para manter o barco afastado do píer, evitando que o barco fosse empurrado contra o pier. Estávamos devidamente atracados, porém, com o barco pulando ondas parecia estarmos montados num touro bravo. Checamos todos os cabos e decidimos dar uma volta na marina e pela pequena cidade, esperando que o tempo melhorasse um pouco para voltarmos para o barco.

Quando passamos o dia navegando, ansiamos por esticar as pernas e andar um pouco, inclusive a Bella, que fica esperando pela hora do seu passeio diário em terra.

Quando retornamos do passeio o vento havia acalmado um pouco e descansamos para seguir velejando na manhã seguinte, pois o Renato havia agendado a visita do profissional que vai fazer o pulpito de proa, para o dia seguinte a nossa chegada em Aguadulce (20/09).

Agora estamos prestes a completar nosso tempo por aqui, este é o nosso sexto ano navegando ao redor do Mediterrâneo, iniciamos na Croácia em março de 2018, depois seguimos para Montenegro, Grécia, Itália, Tunísia, Malta, Turquia, França e agora Eapanha.

Desde que saímos das Ilhas Baleares em direção a costa da Espanha temos navegado sempre com muito swell entrando de través (pela lateral do barco) e muitas vezes com corrente contra. O fato é que a costa da Espanha tem uma configuração geográfica mais reta, com poucas reentrâncias que formam as baías mais abrigadas. Apesar de toda a costa ser pontilhada por inúmeras cidades, umas bem próximas das outras, não há baías abrigadas para ancoragem e tambem não são todas as cidades que tem marina para parar e as que tem, o preço é elevado.

Sentimos falta das inúmeras e boas ancoragem que desfrutamos na costa sudoeste da Turquia. As vezes eram suficientes apenas 20 minutos para nos movermos e ancorarmos abrigados das mudanças da direção dos ventos.

Saudades também das marinas públicas da Grécia que tem preço super acessivel, mas agora, nessa pernada de saída do Mediterrâneo, o rumo é sempre para oeste e vamos nos adaptando e cumprindo, na medida do possível, o calendário que nos propomos para cruzar o Oceano Atlântico no final deste ano.

Namastê 🙏🏻

19 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Garrucha, Espanha 🇪🇸

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Adoramos Cartagena, Espanha 🇪🇸

Era de manhã e estávamos a caminho de Almeria, há cerca de 160 quilometros ao sul, onde o Renato pretendia fazer o pulpito de proa com um profissional indicado pelo amigo Pietro. Estávamos no meio do caminho, já havíamos passado por inúmeras cidades costeiras e estávamos nos aproximando de um porto a nosso boreste e falei pro Renato: “Com esse porto enorme deve haver uma cidade atrás, pois com certeza há muitos trabalhadores no Porto…” e o Renato disse: “Tem sim! já é Cartagena! Vamos parar na marina de lá por dois dias e conhecer a cidade” não precisou convidar duas vezes!!! O Renato contatou a marina pelo rádio, havia vaga e atracamos no coração de Cartagena.

Cartagena é uma cidade milenar, portuária e a base naval da região, ela foi fundada pelos cartagineses por volta de 220 a.C., a cidade floresceu durante o período romano e conserva várias fases de sua história, a Cartagena Punica, a Romana e a Modernista, que podem ser vistas ao andar pela cidade. Aqui novamente nos deslumbramos com a arquitetura dos edifícios históricos, as igrejas e gostamos do arranjo da cidade com várias ruas de comércio com bares, restaurantes e lojas onde só circulam pedestres, dando um charme muito especial a cidade.

Ao entrarmos na baía passamos pelo porto, pela base naval e depois avistamos a marina onde atracamos.

Ao redor de toda a orla um grande calçadão, espaço para atividades e um moderno edifício, vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura, construído para abrigar o Museu Nacional de Arqueologia Subaquática.

Passamos a manhã no Museu conhecendo a história que foi resgatada desde os fenícios, século VII a. C. mostrando muitos elementos, partes de embarcações, fósseis e uma espetacular interação digital para experienciar a metodologia usada nas escavações e buscas submarinas para resgatar o que se encontra no fundo do mar.

Há muito o que se ver nos vários museus, um deleite passear no entorno dos edifícios em estilos barroco, neoclássico e moderno, no centro da cidade tudo se mistura e pode-se passar de um século ao outro em poucos passos.

A noite a cidade ganha um ar festivo, as luzes trazem uma atmosfera especial e os bares ficam lotados para degustar os famosos e gostosos “tapas” pequenos aperitivos que acompanham a bebida. O clima é leve e os espanhóis são muito hospitaleiros.

Caminhamos pelo centro histórico onde há também um Teatro Romano para visitar e subimos ao “Barrio del Foro Romano” que dá uma vista incrível da cidade.

Na marina o Renato aproveitou para comprar combustível e checar o barco para seguir viagem.

A passagem por Cartagena foi muito bacana, a marina super silenciosa, organizada, adoramos conhecer a cidade e ver o esforço feito para preservar toda a cultura inserida naquele espaço e disponibilizar acesso para que cada vez mais pessoas possam conhecer o passado para olhar o futuro com um novo olhar.

Namastê 🙏🏻

10 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Cartagena, Espanha 🇪🇸

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Alicante, vida náutica pulsante por aqui!

Estávamos ansiosos para conhecer Alicante, uma cidade portuária, com grande influência náutica e o lugar escolhido para a largada da famosa regata de volta ao mundo: The Ocean Race.

Com um pequeno guia fomos explorando as ruelas estreitas do centro histórico, as igrejas, as praças com vários cafés convidando para sentar e curtir a pulsação da cidade. Ficamos impressionados com os inúmeros belos edifícios, palacetes e palácios que hoje abrigam órgãos públicos e hotéis.

Há uma extensa praia ao lado da Marina e em frente a cidade e um calçadão enorme contornando toda a orla.

O Porto fica do outro lado da marina e no seu entorno ruas bem cuidadas direcionam os pedestres para o centro da cidade num elegante calçadão de mosaico representando ondas brancas, azuis e vermelhas feitas com mais de 6 milhões de peças de rocha, que nos lembrou Copacabana. O passeio é super agradável e todo arborizado, trazendo um pouco de frescor e é um lugar de encontro e de caminhada.

Encontramos uma loja náutica onde o Renato comprou a luz de navegação no tamanho e da marca que precisava.

Paramos num quiosque na praça para tomar uma cerveja, o dia estava muito quente e depois fomos almoçar. Menu do dia: gaspacho (sopa fria de tomate), caneloni, lombo com batatas rústicas, torta de ricota e café, perfeito!

Passamos ainda na “Casa Consistorial”, um edifício barroco do século 18 fizemos um tour no segundo piso do palacete que mantinha os móveis, objetos e quadros lindíssimos, mostrando riqueza e o estilo da época.

O edifício tem uma escada no hall de entrada e seu primeiro degrau marca a cota zero do nível do mar para todas as cidades da Espanha. Junto a escada uma linda escultura assinada por Dalí 💖

Visitamos o mercado público que ocupa um edifício eclético com detalhes modernistas construído em 1922. Tudo super organizado com muitos peixes, frutos do mar, carnes, embutidos e também frutas e verduras. Aqui achamos o feijão verde, também chamado de Mung (que germinamos e usamos os brotos como salada) e amêndoas frescas, o petisco preferido do Renato.

O dia estava passando rápido e fomos em direção a Marina Alicante para visitar o Museu da The Ocean Race. O museu conta a história dos 50 anos da regata (1973-2023), que iniciou com o nome do então patrocinador, a cervejaria British Withbread, chamando-se Whitbread Round the World Race, em 2001 passou a se chamar Volvo Ocean Race e em 2019 The Ocean Race. Essa regata acontece a cada 3 anos, e na edição 2005-06, o brasileiro Torben Grael estava no Brasil 1, chegando em terceiro lugar e na edição de 2008-09, estava a borbo do Ericsson 4, que chegou em primeiro lugar! Na site oficial do Museu há uma página contando sua trajetória e enaltecendo seu desempenho. Muito bacana de ver!

Durante nossa caminhada no centro histórico, passando pelas ruelas estreitas, com paredões de edifícios antigos dos dois lados, nos deparamos com a placa indicando o Caminho de Santiago de Compostela…

Acho que eu adoraria fazê-lo, mas isso ficará para depois pois agora estamos focados em nossa saída do Mediterrâneo.

Nem é preciso dizer que adoramos Alicante, uma cidade bonita que encanta por sua história, arquitetura e ótimo astral, com muitos lugares para visitar e conhecer!

Namastê 🙏🏻

08 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Alicante, Espanha 🇪🇸

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Chegamos na Costa da Espanha 🇪🇸

Levantamos âncora às 07:30 da manhã rumo a Costa Continental da Espanha. Depois de 50 milhas passamos por Ibiza a terceira ilha do Arquipelago de Baleares e cruzamos o meridiano de valor zero, também chamado de MERIDIANO DE GREENWICH, que divide o planeta em duas regiões: Leste à direta e Oeste, à esquerda. Esse meridiano que une os pólos norte e sul atravessa oito países: Reino Unido, França, Espanha, Argélia, Mali, Burkina Fasso, Togo e Gana. Numa velejada com mar calmo e pouco vento, seguimos motorando.

Anoiteceu e a lua cheia iluminou o mar com seu reflexo, mesmo com ela, vi duas estrelas cadentes. Depois, umas 40 milhas em frente já enxergamos a costa da Espanha, as luzes das cidades e os adoráveis faróis fazendo a sinalização ao longo da costa. Entre meia noite e uma da manhã aumentou o tráfego de navios, foram 9, passando 7 por boreste (a nossa direita) e 2 por bombordo (a nossa esquerda). Pela manhã, lá pelas 6 horas passamos por vários grandes barcos de pesca que estavam saindo para sua jornada.

Velejar em noites assim é fantástico, a brisa quente trazida pelo vento, as luzes que vão se definindo a medida que nos aproximamos e a sensação única proporcionada por um veleiro, a liberdade de ser um pontinho no oceano e sem pressa chegar ao destino, depois conhecê-lo e deixá-lo levando um pouquinho de cada lugar na bagagem de lembranças.

Chegamos em Torrevieja, passamos o molhe (barreira construída com pedras ou concreto para conter a arrebentação das ondas) e entramos numa baía super protegida e ancoramos entre uma doca de transporte de sal e a Marina.

Nossa intenção em vir direto das Baleares para cá foi em função dos próximos ventos previstos para o fim de semana, principalmente em Ibiza e aqui também, mas a ancoragem aqui é bem protegida e não tem espaço suficiente para levantar ondas, o que é ótimo!

Chegamos na sexta e no sábado e domingo ventou direto com rajadas de mais de 80 km/h. Ficamos bem, fechamos o bimini (capotaria externa do cockpit) e o Renato passou a noite acordado monitorando nossa posição em relação ao vento. Os outros barcos que estavam na ancoragem quando chegamos, saíram, uns foram para a Marina e outros mudaram de ancoragem para mais perto do mole.

Ficamos bem e novamente os fortes ventos se foram. Saímos para conhecer a cidade, que é bem turística, tem um calçadão em toda a orla, praia, e os paredões de edifícios todos emendados uns aos outros.

Na semana que ficamos aqui o Renato aproveitou a boa ancoragem para iniciar os reparos necessários em decorrência dos danos causados pelo barco que bateu em nós em Maiorca. Tínhamos muito trabalho a fazer…

– A estação de vento no topo do mastro quebrou e o Renato subiu no mastro para retirá-la, consertou e depois subiu novamente para fixá-la. ✔

– A luz de navegação foi destruída e o Renato precisou comprar uma nova e então refez a instalação e colocou um lâmpada provisória, porém precisará substituí-la por uma maior, que não encontrou na loja aqui. ✔

– Os reparos na fibra da proa. Tínhamos todo o material e foram muitas horas de trabalho do Renato, dentro do bote e no sol escaldante, para refazer as diversas camadas com epóxi. ✔

– A retirada do adesivo do nome do barco na lateral de bombordo, que foi totalmente riscado pelo outro barco e iniciou os reparos mais superficiais na lateral do casco. ✔

Foi uma semana de muito trabalho e ainda tivemos 2 dias de vento forte e 4 com o vento trazendo a poeira do deserto do Saara que encobriu o barco de um pó cor de chocolate impregnando o barco todo. Em outras ocasiões já havíamos pego esse tipo de vento, na Croácia, na Tunísia… mas aqui foi muito mais intenso… tivemos que lavar todo o barco, os cabos, a capotaria, as partes de inox… ou seja tudo… No dia seguinte acordamos e o barco estava sujo novamente e nos próximos dias continuamos limpando e limpando.

Próximos da cidade tem dois grandes lagos de extração de sal, explorados desde a Idade Média e aqui na ancoragem há uma doca com uma longa esteira rolante que leva o sal trazido por caminhões até o pier, onde será carregado em navios e transportado. Aproveitamos para visitar o Museu do Sal e do Mar e pudemos conhecer um pouco mais da cultura local, das ferramentas utilizadas, dos tipos de barcos usados para a pesca na região e dos costumes locais, foi bem legal!

Uau, por indicação de nossa amiga americana Lori, fomos ao Mercadona… um grande supermercado, com tudo o que se pode precisar, frutas, verduras, queijos, embutidos, patas de presunto cru, peixes e crustáceos, carnes e pães maravilhosos. Também os preços bem melhores… desde que deixamos a Itália, navegando pelas ilhas no centro do mediterrâneo só vimos os preços aumentarem… Então aproveitamos para refazer nosso estoque, pois há tempos não íamos a um mercado bom assim… o último que fomos neste padrão foi na Corsega, França.

Agora nossa maior preocupação é a substituição do púlpito de proa (inox que protege a proa do barco) que também foi destruído pelo barco que nos bateu. O Renato conseguiu uma indicação com o Pietro, um grande amigo e velejador que também está navegando pela Europa para fazer o serviço em Aguadulce, região de Almeria e então é hora de seguirmos para lá, levaremos uns 4 dias para chegar a tempo de ficarmos na Marina, antes do mau tampo que a previsão está mostrando para a próxima semana.

Nestes últimos dias temos acompanhando nos noticiários tantas pessoas enfrentado queimadas, inundações, secas, calor excessivo, a longa guerra da Russia contra a Ucrânia, os conflitos étnicos/políticos na África, o crescente número de refugiados e tudo isso envolve muitas vidas, pessoas perdendo seus lares e muitos a própria vida… e lançando um olhar para tudo isso, nos conforta poder viver a vida que escolhemos, com tanta paz e liberdade e felizmente já “digerimos” e deixamos para traz a lembrança do incidente que sofremos em Maiorca e seguimos para deixar a Pharea em ordem novamente e continuar nossa jornada, que nos levará até o Caribe nos próximos meses.

Vida que segue!

Namastê 🙏🏻

Dia 10 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Torrevieja, Espanha 🇪🇸

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