Ilha de Simi, pedacinho do paraíso, Grécia 🇬🇷

A ilha de Simi fica a menos de 30 milhas náuticas de Rhodes, onde estávamos, e também faz parte do grupo de ilhas Dodecaneso. Ancoramos na baía de Pedi, rodeada por uma pequena e tranquila vila com casas em estilo neoclássico.

No dia seguinte saímos para explorar o lugar, choveu um pouco mas logo o tempo abriu e resolvemos fazer uma longa caminhada.

Caminhamos em direção a vila no alto da montanha e depois descemos pelo outro lado e nos surpreendemos com a cidade de Simi.

Centenas de lindas casas em estilo neoclássico, pintadas em tons pastel e com telhado terracota.

A cidade é muito charmosa e tem um visual único capaz de atrair muitos turistas que chegam via ferry boat para passar o dia ou se hospedar nas inúmeras pousadas e hotéis.

O caminho de ida foi longo mas valeu todo o cansaço, pois a vista é encantadora e na volta achamos um caminho mais curto, mesmo assim chegamos exaustos no barco.

No dia seguinte fizemos uma trilha até uma das praias da ilha, bem linda e escondida pela montanha, a Bella curtiu muito correr na praia e tomar banho de sol. Em todo o caminho muito tomilho e orégano fresco, uma delícia!

Também fizemos uma outra trilha mais longa, no lado oposto da trilha anterior e chegamos até outra praia paradisíaca, com uma pequena ilha que abriga um antigo monastério.

Na volta conseguimos uma carona com uma balsa que estava levando e trazendo materiais para o restaurante da praia que ainda está fechado, mas que estão arrumando para abrir no verão. Foi muito divertido, aproveitamos muito estes dias.

Namastê 🙏🏻

07 de maio de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Simi, Grécia 🇬🇷

Publicado em #SvphareanaGrecia🇬🇷 | 2 Comentários

Rhodes, Grécia 🇬🇷, uma das 7 maravilhas do mundo antigo!

É nossa terceira vez na Grécia, eu já estive aqui em Rhodes com minha irmã Edilsa no ano passado, viemos de ferry boat e agora estamos navegando rumo a Creta e esta foi nossa primeira parada.

A Ilha de Rodes tem mais de 2.400 anos de história e é conhecida também como Ilha do Sol. O apelido é uma homenagem à Hélio ou Apolo, deus do Sol, que seria o verdadeiro dono da ilha, e expõe a proximidade da região com a história e a mitologia.

Falando de Rhodes o que vem á mente é o histórico Colosso de Rhodes, com 30 metros de altura e cerca de 70 toneladas de peso, a estátua servia como porta de entrada à Ilha de Rhodes e também representava o deus sol Hélios e é uma das 7 maravilhas do mundo antigo.

Segundo alguns historiadores, as pernas do Colosso ligavam as margens do canal. Em uma das mãos do colosso, havia um farol que servia para iluminar as embarcações noturnas. Hoje não existe mais esta grande escultura e no lugar dela há dois cervos (símbolo de Rhodes) na entrada da baía.

A cidade medieval de Rhodes é Patrimonio Historico da Humanidade e é um burburinho de turistas que chegam de ferry boat vindos das outras ilhas gregas ou de Atenas e não faltam restaurantes, lojinhas de souvenirs e ruelas estreitas e lindas, onde só circulam pedestres, e preservam o passado e nos conduzem em sua história.

Há muitos monumentos espalhados pela cidade fortificada e bem preservados, como a rua com as hospedarias dos cavaleiros de St. John e o Palácio do Grão Mestre.

No entorno da cidade medieval se ergueu Mandrake, que é a parte moderna por onde andamos para fazer a papelada de entrada no país, passeamos pela cidade, pelos pontos turísticos e fomos ao mercado em busca de salame, presunto e carne de porco, o que há 1 ano e oito meses não comíamos pois não havia na Turquia, por ser um país muçulmano.

Ficamos na Marina de Rhodes nestes dois dias, bem próxima da cidade fortificada e tivemos que mudar nosso rumo de Creta para Simi, uma ilha cerca de 30 milhas mais ao norte, em decorrencia da chegada de fortes ventos, o temido Meltemi, em toda a extensão de Rhodes até Creta.

Assim ficaremos em Simi alguns dias até o vento acalmar e pudermos navegar com segurança até Creta.

Namastê 🙏🏻🇹🇷

04 de maio de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Rhodes, Grécia 🇬🇷

Publicado em #SvphareanaGrecia🇬🇷 | Deixe um comentário

Dando adeus a Turquia 🇹🇷, rumo a Grécia 🇬🇷

Vivemos na Turquia por 1 ano e 8 meses e é hora de conhecer novos lugares, adoramos este tempo que passamos aqui, é um país lindo, diverso, povo amigável, culturalmente super interessante, a culinária é fantástica, os doces são incríveis e as ancoragens maravilhosas. Aqui reencontramos vários amigos queridos que conhecemos velejando e tivemos ótimos momentos de confraternização.

Para seguirmos nosso rumo preparamos o barco, trocamos a rede ao redor do convés, para proteção da Bellinha, o Paul, nosso amigo austríaco trocou as janelas do dog house, pois haviam amarelado com o tempo… foram dias de trabalho mas valeu a pena… agora a Pharea segue renovada.

Também mudamos os tapetes do salão, deixando o ambiente mais harmonioso e funcional. O Renato finalizou o polimento do convés e da popa do barco e fez uma checagem completa em todos os cabos e equipamentos. Uma pena que há dois dias atrás nosso motor do dingue apresentou problema e agora teremos que mandar arrumar na Grécia, pois será necessário abrir o motor.

O que também nos tomou bastante tempo foram as várias idas ao mercado e a feira para abastecer o barco aproveitando que o câmbio aqui nos é favorável (1 lira turca vale 0,26 centavos de real).

Tinhamos uma lista enorme e também queriamos levar algums alimentos típicos daqui, como o trigo para kibe que é muito bom, o bulgur (que é um tipo de trigo que é cozido como o arroz), atum em lata, azeite de oliva, e mais de 200 garrafas de água mineral, nosso estoque está completo e precisaremos comprar somente frutas, carnes e verduras nos próximos meses.

Saímos para fazer o check-out e passeamos pela cidade nos despedindo e guardando na mente o mapa da cidade e nossos lugares preferidos. Ouvimos o canto de chamado para a prece, que acontece cinco vezes ao dia, transmitido em todas as torres (minaretes) das mesquitas, guardamos na memória a beleza das lojas de doces turcos, a fartura das bancas de especiarias, as vestes longas e os cabelos coberto de algumas mulheres, as incríveis barbearias, uma em cada esquina e que fazem um trabalho digno de spa para os homens, cortam o cabelo, fazem a barba, massageiam a cabeça e a face, extraem os pêlos do nariz e das orelhas com cera e usam bastões com fogo para o retoque final… é incrívelmente bom o tratamento recebido nas barbearias, o Renato já desfrutou disso tudo algumas vezes.

Sentiremos saudade também das boas ancoragens daqui, de ouvir o balido dos carneiros selvagens nas montanhas e das milhares de trilhas carregadas de história construídas em várias e várias gerações… enfim, só a agradecer por este período na Turquia e por todas as pessoas que estiveram com a gente! Agora vamos em busca de novos lugares!

Namastê 🙏🏻🇹🇷

01 de maio de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Fethyie, Turquia. 🇹🇷

Publicado em #svphareanaTurquia🇹🇷 | 2 Comentários

5 anos no Med – Itália- parte II

Novembro 2018 a novembro 2019.

Saímos de Corfu, na Grécia, e atravessamos o Mar Adriático rumo a Marina de Roccella Iônica, na Calábria, sul da Itália, onde estava um casal de amigos israelenses que conhecemos na Grécia e que passariam o inverno em Rochella Iônica.

Chegando lá, estávamos preocupados com a questão do visto, ou seja 3 meses dentro do espaço de Schengen e 3 meses fora e nosso tempo já estava acabando, porém foi possível ficarmos em função de que nosso barco tem bandeira Europeia, da Croácia. A Marina oferecia um espaço comunitário que utilizávamos para leitura, prática de ioga, churrasco aos domingos, jogos, enfim… Um lugar de encontro para os velejadores, que como nós, estavam passando inverno por lá.

Neste período conhecemos pessoas incríveis, como os brasileiros Marco e Heloisa, os alemães Ute e Bert, Josef, Gabriela e Paul, os holandeses Yvone e Diko, os italianos Stefano e Paola, os suíços Guido e Liz, os ingleses Simon e Eve, Sue e Chris, JJ e sua namorada Sara, da Itália, a Filipina, o Matz, sueco e a Michele, ela de Hong Kong a Sue e o Charlie, canadenses, e outros que compartilhamos ótimos momentos e com muitos deles nos correspondemos até hoje.

Lá conhecemos também a Ana e o John, ela portuguesa e ele australiano, que pararam por alguns dias na Marina e foi ótimo ouvir alguém falando português por perto. Depois nos encontramos com eles aqui na Turquia e acreditem, eles agora estão velejando no Brasil! São amizades que permanecem mesmo à distância, às vezes nos reencontramos em algum porto e quando nos falamos é sempre uma alegria.

Também fizemos amizade com pessoas de lá, além dos funcionários da Marina (foto abaixo), atenciosos e muito prestativos sempre. Era epoca de natal e fizemos uma arrecadação entre os velejadores para uma lembrança de natal aos funcionários e quando entregamos o dinheiro ao Francesco, gerente da marina, ele agradeceu e disse que guardariam aquele valor para fazer um prato típico da regiao, chamado Fritole para que todos nós conhecessemos e foi uma festa muito bacana, boa comida e música e dançamos noite adentro.

Lembro-me da Daniela, que conheci quando estava na popa do barco e ela fazendo caminhada pelo pier da Marina, nos cumprimentamos e começamos a conversar, ela em italiano e eu em português e nos identificamos de alguma forma e nasceu uma amizade que literalmente rendeu frutos (brincadeira), vou explicar, um dia havíamos saído e quando retornamos encontramos uma sacola enorme cheia de frutas tiradas do pomar da casa dela. Um carinho assim não tem preço.

Aos sábados fazíamos feira em Caulonia, uma cidade há uns 5 quilômetros e íamos de bicicleta, levávamos a Bella na cestinha da bike, passando por plantações de laranja e o caminho todo era coberto por flores amarelas de um lado e o mar com uma grande faixa de areia do outro.

A cidade é pequena, muitos idosos, nas manhãs observávamos os bares abertos com homens jogando cartas, as mulheres indo à missa, um lugar super tranquilo e agradável.

Tivemos oportunidade de viajar e conhecer vários lugares, com a Yvone e o Diko fomos para Gerace.

Com o Stefano e a Paola conhecemos uma linda Serra, visitamos um Museu de Mármore Branco e Tropea, uma cidade linda na costa rochosa.

Com a Ute e o Bert visitamos os arredores de Rochella, com o Marco e a Heloisa subimos a montanha para ver a neve de perto e fizemos um delicioso piquenique italiano regado a pão, queijo, vinho e “prosciutto crudo”… Foram muitos bons momentos.

Como era inverno, na pequena cidade não havia muitos restaurantes abertos, geralmente fazíamos as refeições no barco, algumas compartilhadas com os amigos, porém sempre que dava saíamos para comer uma pizza italiana maravilhosa, tamanho grande e individual.

A Itália é fantástica, o povo é alegre, a comida deliciosa, impossível manter o controle com tantos queijos, embutidos, massas frescas e os bons vinhos italianos.

No período que estivemos lá recebemos novamente os amigos Padua e Lili e fizemos um tour da Calábria até a Sicília, atravessamos o canal de Messina, passamos por várias cidadelas, pernoitamos em Catânia e fomos a Taormina, uma cidade medieval no topo da montanha com uma vista belíssima do vulcão Etna.

Retornamos ao Brasil em abril de 2019 e a Ola Fasola, que tambem estava invernando na Marina, gentilmente nos levou em seu carro até Lamezia, mais de cem quilometros até aeroporto onde embarcamos. Na foto a Ola a minha direita e a Valéria, uma brasileira que morava em Londres com seu marido e vivem agora num catamarã.

Quando chegamos ao Brasil tivemos um período difícil com a partida da mãe do Renato e voltamos para a Itália em setembro, trazendo conosco o Teixeira, pai do Renato.

Quando chegamos detectamos um problema no motor com entrada de água salgada e precisamos retificá-lo, o que levaria algum tempo, e assim na companhia do Teixeira aproveitamos para conhecer a Costa Amalfitana e rodar a Itália, praticamente de norte a sul, certo dia nos demos ao luxo de escolher entre ir para Nápoles, comer a melhor pizza do mundo ou irmos novamente para Roma, onde já tínhamos estado juntos, e comer o prato preferido do Renato, pasta “Caccio e Pepe”, feita com espaguete, queijo pecorino e pimenta do reino.

Optamos por Roma, que é sem duvida uma cidade espetacular e um dos pontos altos dessa viagem foi depois conhecer Pompeia e Herculano, duas cidades atingidas com a erupção do Monte Vesuvio.

Ali sim relembramos das aulas de história e pudemos observar do que a mãe natureza é capaz. Minha mãe era professora, formada em história e me lembro das figuras nos livros de história que naquele momento pude ver ao vivo em Pompéia.

Retornando das “férias” que tivemos na companhia do Teixeira, recebemos o motor já retificado, subimos o barco para pintura e polimento.

Estávamos prontos para o próximo destino no norte da África, Tunisia, na Marina Cap Monastir, para passar o inverno. Nos despedimos dos amigos com um churrasco na marina e colocamos nossa bandeira, afinal estávamos em 5 brasileiros, o Marco e a Heloísa, a Valéria e nós!

O Teixeira retornou ao Brasil e nós desatracamos e navegamos até Siracusa, onde fizemos nossa saída do país, e rumamos para a travessia do Mediterrâneo até o continente africano. Mas aí fica para a próxima história.

Namastê 🙏🏻🇹🇷

01 de abril de de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Marmaris, Turquia. 🇹🇷

Publicado em #svphareanaTurquia🇹🇷 | Deixe um comentário

5 anos velejando no Mediterrâneo!

Parte I – Croácia, Montenegro e Grécia (março a novembro/2018)
Muito bom recordar nossos planos e nossa determinação em deixar o Brasil, já havíamos morado a bordo por dois anos na região entre Angra e Paraty quando vendemos nosso veleiro no Brasil, alugamos nosso apartamento e resolvemos comprar nosso barco fora e seguir viagem. No dia 21 de março de 2018, embarcamos levando 4 bagagens de 23 Kilos e muitos sonhos de navegar em outros mares. O Renato havia selecionado, via internet, uns cinco barcos para visitarmos, todos com a mesma corretora e logo que vimos a Pharea (aqui as embarcações são tratadas no feminino) nasceu o sentimento de ser o barco certo para nós.

Desembarcamos em Split, na Croácia, até então um país desconhecido para nós mas com grande oferta de barcos, o que foi decisivo, pois inicialmente compraríamos o barco no Caribe, porém com o furacão Irmã, o mundo náutico ficou arrasado por lá. O veleiro estava em Rijeka, no norte e assim locamos um carro e rodamos com ele do Sul para o norte do país, onde o Renato fez a negociação e providenciou toda a papelada do barco, registro do rádio VHF, instalou mais alguns equipamentos, providenciou a targa da popa e as placas solares, aferiu a bússola e em menos de 2 meses da nossa chegada o barco ficou pronto. Nossa primeira velejada foi com os queridos amigos Padua e Lili, que nos visitaram e trouxeram a Bella, nossa yorkshire, que estava com eles no Brasil, aguardando o passaporte animal.

Navegamos até a ilha de Cres e sentimos que o barco estava pronto para nos lançarmos ao mar. Aproveitamos a companhia deles e saímos também de carro pelo norte da Croácia, passamos na fronteira com a Eslovénia e fomos para a Itália, visitamos Trieste, Veneza e descemos até Florença, a viagem foi muito bacana e a companhia maravilhosa.

Estávamos em maio quase prontos para partir e no dia 18 começamos nossa aventura, soltamos as amarras e descemos toda a costa da Croácia, saindo de Rijeka ao norte, passando por cidades como Zadar, Dubrovunik e inúmeros outros lugares de tirar o fôlego, muitas ilhas com infraestrutura excepcional, castelos medievais, cidades antigas e milhares de igrejas por todos os lados. Há uma rede de Marinas que cobrem toda a costa, com excelente infraestrutura para atender a demanda de milhares de barcos de charter, que ficam parados durante o inverno e retomam às atividades com a chegada dos turistas no verão. No país a maioria das pessoas fala o italiano e o inglês, além de croata, mas para nós as primeiras idas ao supermercado foram difíceis, as embalagens só em croata e nem sempre a tradução dos rótulos é fiel. Nos chamou a atenção o preparo das carnes, são expostas sem nenhum sangue ou gordura, são super limpas e todas têm praticamente a mesma cor rosada, sendo que as vezes eu tinha dificuldade em distinguir se era carne de porco, de carneiro, etc… Algo que observei nas ruas foi como a média da estatura deles é mais alta que a nossa. Dos países que conheci até agora, o mais belo ainda é a Croácia e mesmo vivendo lá por 3 meses, se houver oportunidade, com certeza voltaremos.

Continuamos descendo o Mar Adriático e o próximo destino foi Montenegro, chegamos em meados de junho naquele pequeno país que assim como a Croácia, foi desmembrado da antiga Iugoslávia.

Ficamos a maior parte do tempo em Kotor e proximidades, aproveitando o verão, nos movíamos conforme a direção da entrada dos ventos e em terra fazíamos longas caminhadas nas altas montanhas e lá sem dúvida encontramos as montanhas mais imponentes que já vimos, nossa ancoragem era num fiorde em frente à antiga cidade fortificada de Kotor, um lugar único e muito especial que preserva as características ruelas estreitas, casas de dois pavimentos com roupas penduradas na sacada e muitos, muitos gatos em todos os lugares, havendo inclusive um Museu dedicado a eles.

Estávamos de olho no calendário, o que quase nunca ocorre, pois geralmente nos desligamos dele, mas tínhamos visitas chegando e nos encontraríamos na Grécia, em Athenas.

Levantamos ancora de Montenegro em final de agosto, descemos passando pela costa da Albânia, mas não paramos e chegamos na primeira cidade da Grécia, Corfu, onde o Renato fez nossa entrada. Uma grande e linda cidade, cheia de calçadões com inúmeros cafés e uma boa baia para ancoragem. Passamos por muitas ancoragens maravilhosas, pequenas e lindas cidades e às vezes ilhas desabitadas quando estávamos rumando para o Canal do Corinto, uma obra espetacular, daquelas que conhecemos nos livros escolares.

E se não bastasse tanta descoberta e emoção, chegamos em Athenas, o berço da civilização e lá visitamos a Acrópole e as demais ruínas da cidade antiga e encontramos meu irmão Ilson, minha cunhada Stela e os amigos Simone e Pedron, todos marinheiros de primeira viagem mas que se saíram super bem a bordo, mesmo quando o vento chegou e o mar cresceu.

Com eles fomos para o Golfo Sarônico e ficamos em Aegina, terra dos pistaches, seguimos para Kythnos onde assistimos um casamento grego na praça da cidade, com direito a quebra de pratos, depois Mikonos, uma das praias mais famosas do mundo e fomos surpreendidos pela formação do ciclone Zorba, com ventos de mais de 160 quilômetros por hora, que felizmente perdeu força ao se aproximar e assim pela primeira vez saímos do barco e fomos os três para um hotel próximo, deixamos o barco preparado para o vento que chegaria e nos recolhemos. Houve bastante estrago por onde o vento passou e até os ferry boats gigantes daqui suspenderam as travessias.

De Mikonos começamos a retornar, paramos para pernoitar em algumas ilhas e chegamos novamente em Aegina para receber o amigo Flávio a bordo. Com ele rumamos para Methana, onde fizemos uma longa caminhada até o antigo vulcão, depois seguimos para Poros, uma outra cidade que adorei, com um pier imenso e bares, lojas e restaurante ao longo do calçadão.

Ancoramos também em Hydra, uma baía fechada construindo um cenário perfeito, com uma Marina em frente à pequena cidade e muitas opções para turistas gastarem em lojas e restaurantes. Nesta pequena cidade não há carros, somente burricos utilizados para transporte de mercadorias e passeios turísticos. Seguimos navegando até a Ilha Moni e ao jogar ancora fomos surpreendidos ao ver cervos e pavões andando soltos pela ilha, descemos e caminhamos para vê-los de perto, adoráveis!

Navegar na Grécia requer muita atenção pois há muita ocorrência do Meltemi, um vento bastante forte que nos pegou várias vezes nos três meses que navegamos por lá. Um ponto super positivo a destacar são as marinas públicas, que fornecem água e energia e o pagamento é diário com valor bem acessível e o fato de que praticamente todas as cidades oferecem pier para atracar o dingue, o que facilita muito a saída do barco quando não se está na Marina. Observamos que a população das cidades por onde passamos é mais idosa, de estatura mais baixa e muitos conservam o hábito de usar o terço grego, ou kombolói levado entre as mãos para orar durante a caminhada. A comida é gostosa, frutos do mar, muitos vegetais e os lanches rápidos, chamados “pita-giros” feitos com o pão pita (redondo chapado), recheado com verduras, molho e carne assada. O azeite de oliva é bom, é claro, mas geralmente não é posto à mesa e alguns restaurantes dispõem de um pequeno sachê, como os usados para maionese e ketchup. A bebida tradicional é o Uzo ou Ouzo, produzida a base de anis, transparente e incolor que adquire um aspecto leitoso ao ser servida diluída em água. Estávamos em novembro e era hora de retornarmos ao Canal do Corinto, subir até Corfu para fazer nossa saída da Grécia em Corfu, mesmo porto em que chegamos.

Namastê 🙏🏻🇹🇷

22 de março de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Marmaris, Turquia. 🇹🇷

Publicado em #svphareaemMontenegro🇲🇪, #svphareanaCroacia🇭🇷, #SvphareanaGrecia🇬🇷, #svphareanaTurquia🇹🇷 | 1 Comentário