Adoramos Cartagena, Espanha 🇪🇸

Era de manhã e estávamos a caminho de Almeria, há cerca de 160 quilometros ao sul, onde o Renato pretendia fazer o pulpito de proa com um profissional indicado pelo amigo Pietro. Estávamos no meio do caminho, já havíamos passado por inúmeras cidades costeiras e estávamos nos aproximando de um porto a nosso boreste e falei pro Renato: “Com esse porto enorme deve haver uma cidade atrás, pois com certeza há muitos trabalhadores no Porto…” e o Renato disse: “Tem sim! já é Cartagena! Vamos parar na marina de lá por dois dias e conhecer a cidade” não precisou convidar duas vezes!!! O Renato contatou a marina pelo rádio, havia vaga e atracamos no coração de Cartagena.

Cartagena é uma cidade milenar, portuária e a base naval da região, ela foi fundada pelos cartagineses por volta de 220 a.C., a cidade floresceu durante o período romano e conserva várias fases de sua história, a Cartagena Punica, a Romana e a Modernista, que podem ser vistas ao andar pela cidade. Aqui novamente nos deslumbramos com a arquitetura dos edifícios históricos, as igrejas e gostamos do arranjo da cidade com várias ruas de comércio com bares, restaurantes e lojas onde só circulam pedestres, dando um charme muito especial a cidade.

Ao entrarmos na baía passamos pelo porto, pela base naval e depois avistamos a marina onde atracamos.

Ao redor de toda a orla um grande calçadão, espaço para atividades e um moderno edifício, vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura, construído para abrigar o Museu Nacional de Arqueologia Subaquática.

Passamos a manhã no Museu conhecendo a história que foi resgatada desde os fenícios, século VII a. C. mostrando muitos elementos, partes de embarcações, fósseis e uma espetacular interação digital para experienciar a metodologia usada nas escavações e buscas submarinas para resgatar o que se encontra no fundo do mar.

Há muito o que se ver nos vários museus, um deleite passear no entorno dos edifícios em estilos barroco, neoclássico e moderno, no centro da cidade tudo se mistura e pode-se passar de um século ao outro em poucos passos.

A noite a cidade ganha um ar festivo, as luzes trazem uma atmosfera especial e os bares ficam lotados para degustar os famosos e gostosos “tapas” pequenos aperitivos que acompanham a bebida. O clima é leve e os espanhóis são muito hospitaleiros.

Caminhamos pelo centro histórico onde há também um Teatro Romano para visitar e subimos ao “Barrio del Foro Romano” que dá uma vista incrível da cidade.

Na marina o Renato aproveitou para comprar combustível e checar o barco para seguir viagem.

A passagem por Cartagena foi muito bacana, a marina super silenciosa, organizada, adoramos conhecer a cidade e ver o esforço feito para preservar toda a cultura inserida naquele espaço e disponibilizar acesso para que cada vez mais pessoas possam conhecer o passado para olhar o futuro com um novo olhar.

Namastê 🙏🏻

10 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Cartagena, Espanha 🇪🇸

Publicado em #svphareanaEspanha 🇪🇸 | Deixe um comentário

Alicante, vida náutica pulsante por aqui!

Estávamos ansiosos para conhecer Alicante, uma cidade portuária, com grande influência náutica e o lugar escolhido para a largada da famosa regata de volta ao mundo: The Ocean Race.

Com um pequeno guia fomos explorando as ruelas estreitas do centro histórico, as igrejas, as praças com vários cafés convidando para sentar e curtir a pulsação da cidade. Ficamos impressionados com os inúmeros belos edifícios, palacetes e palácios que hoje abrigam órgãos públicos e hotéis.

Há uma extensa praia ao lado da Marina e em frente a cidade e um calçadão enorme contornando toda a orla.

O Porto fica do outro lado da marina e no seu entorno ruas bem cuidadas direcionam os pedestres para o centro da cidade num elegante calçadão de mosaico representando ondas brancas, azuis e vermelhas feitas com mais de 6 milhões de peças de rocha, que nos lembrou Copacabana. O passeio é super agradável e todo arborizado, trazendo um pouco de frescor e é um lugar de encontro e de caminhada.

Encontramos uma loja náutica onde o Renato comprou a luz de navegação no tamanho e da marca que precisava.

Paramos num quiosque na praça para tomar uma cerveja, o dia estava muito quente e depois fomos almoçar. Menu do dia: gaspacho (sopa fria de tomate), caneloni, lombo com batatas rústicas, torta de ricota e café, perfeito!

Passamos ainda na “Casa Consistorial”, um edifício barroco do século 18 fizemos um tour no segundo piso do palacete que mantinha os móveis, objetos e quadros lindíssimos, mostrando riqueza e o estilo da época.

O edifício tem uma escada no hall de entrada e seu primeiro degrau marca a cota zero do nível do mar para todas as cidades da Espanha. Junto a escada uma linda escultura assinada por Dalí 💖

Visitamos o mercado público que ocupa um edifício eclético com detalhes modernistas construído em 1922. Tudo super organizado com muitos peixes, frutos do mar, carnes, embutidos e também frutas e verduras. Aqui achamos o feijão verde, também chamado de Mung (que germinamos e usamos os brotos como salada) e amêndoas frescas, o petisco preferido do Renato.

O dia estava passando rápido e fomos em direção a Marina Alicante para visitar o Museu da The Ocean Race. O museu conta a história dos 50 anos da regata (1973-2023), que iniciou com o nome do então patrocinador, a cervejaria British Withbread, chamando-se Whitbread Round the World Race, em 2001 passou a se chamar Volvo Ocean Race e em 2019 The Ocean Race. Essa regata acontece a cada 3 anos, e na edição 2005-06, o brasileiro Torben Grael estava no Brasil 1, chegando em terceiro lugar e na edição de 2008-09, estava a borbo do Ericsson 4, que chegou em primeiro lugar! Na site oficial do Museu há uma página contando sua trajetória e enaltecendo seu desempenho. Muito bacana de ver!

Durante nossa caminhada no centro histórico, passando pelas ruelas estreitas, com paredões de edifícios antigos dos dois lados, nos deparamos com a placa indicando o Caminho de Santiago de Compostela…

Acho que eu adoraria fazê-lo, mas isso ficará para depois pois agora estamos focados em nossa saída do Mediterrâneo.

Nem é preciso dizer que adoramos Alicante, uma cidade bonita que encanta por sua história, arquitetura e ótimo astral, com muitos lugares para visitar e conhecer!

Namastê 🙏🏻

08 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Alicante, Espanha 🇪🇸

Publicado em #svphareanaEspanha 🇪🇸 | Deixe um comentário

Chegamos na Costa da Espanha 🇪🇸

Levantamos âncora às 07:30 da manhã rumo a Costa Continental da Espanha. Depois de 50 milhas passamos por Ibiza a terceira ilha do Arquipelago de Baleares e cruzamos o meridiano de valor zero, também chamado de MERIDIANO DE GREENWICH, que divide o planeta em duas regiões: Leste à direta e Oeste, à esquerda. Esse meridiano que une os pólos norte e sul atravessa oito países: Reino Unido, França, Espanha, Argélia, Mali, Burkina Fasso, Togo e Gana. Numa velejada com mar calmo e pouco vento, seguimos motorando.

Anoiteceu e a lua cheia iluminou o mar com seu reflexo, mesmo com ela, vi duas estrelas cadentes. Depois, umas 40 milhas em frente já enxergamos a costa da Espanha, as luzes das cidades e os adoráveis faróis fazendo a sinalização ao longo da costa. Entre meia noite e uma da manhã aumentou o tráfego de navios, foram 9, passando 7 por boreste (a nossa direita) e 2 por bombordo (a nossa esquerda). Pela manhã, lá pelas 6 horas passamos por vários grandes barcos de pesca que estavam saindo para sua jornada.

Velejar em noites assim é fantástico, a brisa quente trazida pelo vento, as luzes que vão se definindo a medida que nos aproximamos e a sensação única proporcionada por um veleiro, a liberdade de ser um pontinho no oceano e sem pressa chegar ao destino, depois conhecê-lo e deixá-lo levando um pouquinho de cada lugar na bagagem de lembranças.

Chegamos em Torrevieja, passamos o molhe (barreira construída com pedras ou concreto para conter a arrebentação das ondas) e entramos numa baía super protegida e ancoramos entre uma doca de transporte de sal e a Marina.

Nossa intenção em vir direto das Baleares para cá foi em função dos próximos ventos previstos para o fim de semana, principalmente em Ibiza e aqui também, mas a ancoragem aqui é bem protegida e não tem espaço suficiente para levantar ondas, o que é ótimo!

Chegamos na sexta e no sábado e domingo ventou direto com rajadas de mais de 80 km/h. Ficamos bem, fechamos o bimini (capotaria externa do cockpit) e o Renato passou a noite acordado monitorando nossa posição em relação ao vento. Os outros barcos que estavam na ancoragem quando chegamos, saíram, uns foram para a Marina e outros mudaram de ancoragem para mais perto do mole.

Ficamos bem e novamente os fortes ventos se foram. Saímos para conhecer a cidade, que é bem turística, tem um calçadão em toda a orla, praia, e os paredões de edifícios todos emendados uns aos outros.

Na semana que ficamos aqui o Renato aproveitou a boa ancoragem para iniciar os reparos necessários em decorrência dos danos causados pelo barco que bateu em nós em Maiorca. Tínhamos muito trabalho a fazer…

– A estação de vento no topo do mastro quebrou e o Renato subiu no mastro para retirá-la, consertou e depois subiu novamente para fixá-la. ✔

– A luz de navegação foi destruída e o Renato precisou comprar uma nova e então refez a instalação e colocou um lâmpada provisória, porém precisará substituí-la por uma maior, que não encontrou na loja aqui. ✔

– Os reparos na fibra da proa. Tínhamos todo o material e foram muitas horas de trabalho do Renato, dentro do bote e no sol escaldante, para refazer as diversas camadas com epóxi. ✔

– A retirada do adesivo do nome do barco na lateral de bombordo, que foi totalmente riscado pelo outro barco e iniciou os reparos mais superficiais na lateral do casco. ✔

Foi uma semana de muito trabalho e ainda tivemos 2 dias de vento forte e 4 com o vento trazendo a poeira do deserto do Saara que encobriu o barco de um pó cor de chocolate impregnando o barco todo. Em outras ocasiões já havíamos pego esse tipo de vento, na Croácia, na Tunísia… mas aqui foi muito mais intenso… tivemos que lavar todo o barco, os cabos, a capotaria, as partes de inox… ou seja tudo… No dia seguinte acordamos e o barco estava sujo novamente e nos próximos dias continuamos limpando e limpando.

Próximos da cidade tem dois grandes lagos de extração de sal, explorados desde a Idade Média e aqui na ancoragem há uma doca com uma longa esteira rolante que leva o sal trazido por caminhões até o pier, onde será carregado em navios e transportado. Aproveitamos para visitar o Museu do Sal e do Mar e pudemos conhecer um pouco mais da cultura local, das ferramentas utilizadas, dos tipos de barcos usados para a pesca na região e dos costumes locais, foi bem legal!

Uau, por indicação de nossa amiga americana Lori, fomos ao Mercadona… um grande supermercado, com tudo o que se pode precisar, frutas, verduras, queijos, embutidos, patas de presunto cru, peixes e crustáceos, carnes e pães maravilhosos. Também os preços bem melhores… desde que deixamos a Itália, navegando pelas ilhas no centro do mediterrâneo só vimos os preços aumentarem… Então aproveitamos para refazer nosso estoque, pois há tempos não íamos a um mercado bom assim… o último que fomos neste padrão foi na Corsega, França.

Agora nossa maior preocupação é a substituição do púlpito de proa (inox que protege a proa do barco) que também foi destruído pelo barco que nos bateu. O Renato conseguiu uma indicação com o Pietro, um grande amigo e velejador que também está navegando pela Europa para fazer o serviço em Aguadulce, região de Almeria e então é hora de seguirmos para lá, levaremos uns 4 dias para chegar a tempo de ficarmos na Marina, antes do mau tampo que a previsão está mostrando para a próxima semana.

Nestes últimos dias temos acompanhando nos noticiários tantas pessoas enfrentado queimadas, inundações, secas, calor excessivo, a longa guerra da Russia contra a Ucrânia, os conflitos étnicos/políticos na África, o crescente número de refugiados e tudo isso envolve muitas vidas, pessoas perdendo seus lares e muitos a própria vida… e lançando um olhar para tudo isso, nos conforta poder viver a vida que escolhemos, com tanta paz e liberdade e felizmente já “digerimos” e deixamos para traz a lembrança do incidente que sofremos em Maiorca e seguimos para deixar a Pharea em ordem novamente e continuar nossa jornada, que nos levará até o Caribe nos próximos meses.

Vida que segue!

Namastê 🙏🏻

Dia 10 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Torrevieja, Espanha 🇪🇸

Publicado em #svphareanaEspanha 🇪🇸 | Deixe um comentário

Sabe como são feitas as pérolas de Maiorca?

Na ida a Palma de Maiorca visitei o Museu da Pérola pois estava muito interessada em saber como elas eram criadas. Confesso que já tive um colar de Pérolas de Maiorca e que achava que elas eram iniciadas de modo artificial, como nas fazendas aquáticas de pérola, mas aqui descobri que não é nada disso e que elas são feitas a anos e por isso são tão conhecidas.

O alemão Eduard Heusc, em 1890, criou o processo de fabricação das “Pérolas de Majorca”. Seu objetivo era recriar as pérolas com perfeição, a ponto de poder se confundir com as naturais, pois naquela época só existiam as naturais e eram mais caras que diamantes. Sua intenção era criar um produto mais acessível e ele escolheu Maiorca para iniciar o desenvolvimentos do projeto. Aqui ele encontrou bons sopradores de Opalina (uma espécie de vidro), bons artesãos, designers e contou com a habilidade e delicadeza de mulheres, contratadas para “enfileirar” as pérolas nos cordões.

A pérola é iniciada com um núcleo de Opalina que depois recebe cerca de 30 banhos de um líquido resultante da fusão de escamas de peixe e o interior da casca do mexilhão, entre outros, até atingir o tamanho e a resistência necessaria. Essa é uma parte do segredo dessas pérolas, seu processo é guardado a sete chaves em Maiorca!

Junto ao museu há uma loja lindíssima com tudo o que podemos imaginar de brincos, broches, anéis, gargantilhas, colares, piercing, pulseiras e muito mais feitos com pérolas brancas, pretas ou coloridas dando a certeza de que seu criador alcançou a perfeição que buscava e também tornou mais acessível seu preço!

E de verdade, as pérolas são atemporais, trazem simplicidade, graça e glamour a qualquer look!

Realmente amei essa visita e fui graças ao Renato que descobriu para mim 💖

Namastê 🙏🏻

24 de agosto de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Maiorca, Espanha 🇪🇸

Publicado em #svphareanaEspanha 🇪🇸 | 1 Comentário

Maiorca, a ilha dos famosos!

Deixamos Menorca e navegamos por 7 horas até Maiorca, a segunda ilha do Arquipélago das Baleares. Estávamos ansiosos para conhecer e explorar essa ilha, uma das mais famosas do mundo, conhecida por sua beleza natural, águas cristalinas e por receber muitas celebridades.

Ao nos aproximarmos da ilha, foi fascinante contemplar as altas escarpas rochosas da face noroeste, incrível observar os extratos rochosos formando desenhos incríveis, modelados pelo tempo.

Nossa primeira ancoragem foi em Pollença, entramos no canal e rumamos para o fundo da grande baía para ancorarmos. Havia centenas de barcos ancorados, muitos barcos de passeio para turistas e uma atividade náutica expressiva.

Pegamos nosso bote e fomos para a cidade, adoramos ver que havia um pier público destinado aos botes e assim pudemos explorar a cidade sem pressa ou preocupação.

A cidade cresceu da orla até o pé da cordilheira e tem um charme incrível salientado pela arquitetura de lindas casas, uma longa beira-mar e praia junto a cidade, em frente a bares e restaurantes.

Em nossa caminhada, como é de costume, aproveitamos para checar onde descartar o lixo, onde é o mercado, se tem feira livre, quais os pontos turísticos para visitar e onde é o posto de combustível.

Resolvemos também saborear o prato típico daqui, a Paella e estava muito “rica” como dizem os espanhóis!

Levantamos âncora e seguimos por mais 3 horas até Tuent e paramos em frente a uma linda praia. No caminho escarpas altíssimas e majestosas, uma das mais lindas que já vimos. As cores variavam entre o vermelho, o ocre, o amarelo e o branco formando um conjunto único. As rochas muito antigas e desgastadas pela ação do tempo apresentavam pontas como lanças distribuídas diagonalmente pela escarpa, um verdadeiro show da natureza.

De Tuent rumamos para Santa Ponsa e ancoramos na baía rodeada de grandes resorts, praia cheia de guarda-sóis e espreguiçadeira, uma cidade bem turística.

Novamente havia um pier público para deixarmos o bote e saímos perambular pela cidade e numa pequena feira de rua encontramos o que aqui é muito popular as patas de “jamón serrano”.

Nesta ancoragem encontramos dois barcos amigos. O Ditmar e a Trixi, um casal super querido de alemães que conhecemos e passamos o inverno juntos na Tunísia, Norte da África e depois os encontramos novamente em Malta e na Grécia. E a Bárbara e o Wolf, casal austríaco que conhecemos quando invernamos na Itália. Curtimos muito revê-los e passamos um tempo juntos para matar a saudade.

Gostaríamos de conhecer a famosa Palma de Maiorca, porém achamos conveniente irmos de ônibus pois lá pode-se ancorar na baía em frente a cidade, porém não tem onde deixar o bote para ir em terra e há uma grande marina que aceita somente barcos maiores que o nosso. Pegamos o onibus pela manhã, curtimos o visual no caminho e nos encantamos com a verdadeiramente bela Palma de Maiorca.

Palma de Maiorca, uma cidade milenar, datada de 123 a.C, nos encantou ao.mesmo tempo que nos lembrou de várias grandes cidades que já estivemos Corfu, Paris, Valeta, Buenos Aires… a cidade é incrível, tem ruas arborizadas com árvores centenárias, igrejas cheias de arte, ruas estreitas, calçadões, museus e cafés espalhados por toda a cidade e uma atmosfera alegre e cativante.

Descobrimos também praças e jardins espalhados pela cidade, alguns recantos para sentar e descansar, achamos interessante passear pela fortaleza e contemplar parte da cidade vista la de cima e adoramos caminhar nas ruas e praças arborizadas fugindo do calor escaldante.

Sentamos para tomar uma cerveja no calçadão e nos chamou atenção a diferença de preço em sentar dentro ou fora do restaurante. Se sentar fora você paga um pouco mais por desfrutar da vista e do ambiente externo! Sim, já havíamos lido que alguns restaurantes na Espanha já não aceitam reserva só para drinks ou dão preferencia para mesas ocupadas com 2 ou mais pessoas e nada de “rachar” o prato.

O velho e o novo compartilham o espaço da cidade de forma harmoniosa. De um lado a cidade velha, o porto e os prédios históricos e do outro um sistema avançado e interligado de ônibus, trem e metro e uma área enorme aterrada aumentando consideravelmente o espaço entre a antiga catedral e o mar, oferecendo um espaço para caminhadas, exercícios ao ar livre e contemplação.

Adoramos o passeio em Palma de Maiorca e nos surpreendemos com sua beleza e complexidade. Valeu!!!

Namastê 🙏🏻

31 de agosto de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Maiorca, Espanha 🇪🇸

Publicado em #svphareanaEspanha 🇪🇸 | Deixe um comentário