Planos para esta temporada no Caribe.

A ideia para nossa primeira temporada no Caribe é ir subindo em direção ao norte até maio e depois procurar um bom local ao sul para ficarmos protegidos durante a temporada de furações, que vai de junho a novembro.

Nestes dias fizemos algumas ancoragens, em Mayreau, Saline Bay, Whistle Bay e nossa ideia era ir para Tobago kays, um dos lugares mais bonitos do Caribe, porém o tempo não estava bom e assim pulamos e fomos direto para Bequia no dia 08/02.

Ancoramos na grande baía em frente a cidade, junto de muitas outras embarcações, a primeira vista nos pareceu um lugar mais amigável, uma vila com uma rua central de comércio e uma calçada estreitinha ao longo da beira mar para passeio de pedestres.

Há vários piers para deixar o bote e isso é ótimo.

Assim podemos ir para a cidade com mais frequência e fazer caminhada com a Bella, passear pela estreita calçadinha que contorna boa parte da orla e chegar até duas outras prainhas e neste caminho passar por algumas casas bem grandes, de estilo inglês, que acomoda turistas que chegam na ilha de ferry boat.

Aproveitamos para fazer uma trilha até a praia atrás de onde estávamos ancorados, junto com os amigos Ana e John e no caminho passamos pelas casas da vila e percebemos que eles não cultivam nada nos quintais.

O que vimos foi somente um arbusto que dá uma semente chamada Pegeon seed, que se cozinha como feijão e dá para fazer salada ou refogado (já fiz e gostamos) e há muitos pés de manga e de fruta pão.

Esta última é muito consumida pelos locais e é usada para fazer pão, chips, purê, substitur a batata em vários pratos e tem um sabor leve. Compramos uma para experimentar e achamos boa! Aqui tem um pouco mais de comércio do que encontramos nas ancoragens anteriores, mas o preço continua a nos deixar de cabelos em pé!

Para comprar esses vegetais da foto, gastamos 60 reais 😱.

Quanto ao preço das bebidas, a água mineral de 5 litros custa 30 reais, o rum que é produzido aqui e muito consumido, varia entre 50 e 80 reais a garrafa de 750 ml e a cerveja daqui, se comprada no distribuidor, sai por 7 reais a garrafa de 330 ml. Sem dúvida é hora de beber com moderação kkk.

Como a baía é bastante movimentada e com muitos barcos uns próximos dos outros, ficamos sempre atentos com a segurança do barco, em relação as outras embarcações e deixamos tudo fechado e travado quando saímos. Passamos a dormir com as gaiutas, vigias (janelas) e porta travadas, o que ainda não tínhamos feito nos 6 anos de Mediterrâneo. Infelizmente algumas ilhas não são seguras, vimos a guarda costeira fazer rondas na baía ao cair da tarde, o que nos deixa mais tranquilos, uma vez que é frequente o registro de roubo de bote e alguns casos de pessoas que entram no barco para assaltar e levar coisas de valor.

Sentimos que as ilhas tem uma população pobre, pouco comércio e com preços mais elevados do que na Europa e a taxa de desempregados deve ser alta. Creio que essa junção de fatores contribuí no tocante ao índice de assaltos e isso afeta diretamente a questão de segurança. Assim, estamos sempre atentos e ligados ao que está acontecendo em nosso entorno.

Num dia desses acordamos com um swell terrível, com as ondas batendo de través (na lateral do casco) e o Renato sugeriu mudarmos a ancoragem para o outro lado da baía que estava mais abrigado, saímos da ancoragem e sentimos como o mar estava agitado, as ondas faziam valas tão grandes que alguns barcos levantavam na crista da onda e outros ficavam lá embaixo, quase escondidos, quando a onda já havia passado por eles.

Naquele momento não encontramos espaço para ancorar e decidimos, por 120 reais, ficar um dia na poita (é uma boia onde se pode amarrar o barco, tendo uma base pesada jogada no fundo do mar, capaz de segurar a embarcação).

Ficamos seguros e atentos durante todo o dia e balançando muito. Depois vimos nos grupos de Whatsapp, que o swell veio em decorrencia de uma frente que entrou lá pra cima, ao leste dos EUA, e refletiu em várias ilhas do Caribe, fazendo alguns estragos como avarias nos piers e calçadas, barcos garraram (a ancora não segurou), alguns acidentes leves entre embarcações e danos na orla Felizmente ficamos bem em nossa poita e depois reancoramos por mais alguns dias.

Namastê 🙏🏻

13 de fevereiro de 2024. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Bequia, St. Vincent and Granadinas 🇻🇨

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About Sailing Vessel Pharea

Eu, meu marido Renato Teixeira e a Bella, nossa Yorkshire, moramos a bordo e estamos conhecendo muitos lugares dando volta ao mundo em um veleiro. Namastê 🙏🏼
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2 Responses to Planos para esta temporada no Caribe.

  1. Avatar de Edilsa Adelaide Redivo Pinto Edilsa Adelaide Redivo Pinto disse:

    Novas paisagens, muitas coisas diferentes dos lugares por onde passaram tipo alimentação, costumes, até mesmo o entorno das ancoragens onde seu relato nos apresenta a diversidade de vivências. Tudo é válido e acrescenta bagagem de conhecimentos adquiridos nesta vida linda que escolheram para viver.⛵👏👏

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  2. Avatar de Eliane Andrade Eliane Andrade disse:

    Sonho de vida e de viagem curtam muito meus queridos bjus aos 3❤️

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