Finalizamos nossa travessia do Atlântico e nossa primeira ancoragem no Caribe foi na ilha de Carriacou, em Tyrrel Bay. Uma pequena vila onde há o escritório para darmos entrada e saída do país, Grenada.

Por isso há muitas embarcações ancoradas na baía, que tem duas pequenas marinas e suas respectivas áreas de serviço náutico.

Aqui encontramos com o Bruno, nosso querido amigo dos tempos da praia dos vagabundos, em Paraty, e dois outros casais de brasileiros, Veronica e Leco e Carol e Ayres.

Também reencontramos a Ana e o John, que estavam no Brasil no ano passado, e Lori e Paul e Gül e Bobby que estávamos juntos nas Canárias e que também cruzaram o Atlântico.

Muito bom reencontrar a todos e fazer novas amizades neste outro lado do mundo!

A ilha é muito verde, toda coberta pela vegetação, o mar tem águas claras, vento constante de 30 a 40 km/h e muita chuva, várias vezes durante o dia. O barco está limpinho e sem acúmulo de sal, o que é ótimo! Por outro lado, precisamos estar sempre atentos para não deixar o barco aberto, ou as coisas fora, onde possa molhar. Nestes dias tomamos alguns banhos de chuva quando estávamos indo ou voltando da vila com o bote… nos disseram que janeiro é um mês de pouca chuva, porém este ano está atípico. Pharea com dois lindos arco-íris no click da Lori!

A Bella descansou da travessia e saímos pouco com ela do barco, pois encaminhamos o pedido para dar a entrada dela, mas os dias se passaram e não tivemos resposta.

No entorno da ilha há varias áreas de mangue, o que não viamos há muito tempo e tem um canal no meio do mangue, que servem de abrigo para colocar os barcos durante o período de furações, que vai de junho a novembro.

Aproveitamos esses dias com os amigos. Fomos até Paradise Beach Club para passar a tarde e lá pintamos uma plaquinha com o nome do barco e encontramos várias de barcos brasileiros que passaram por lá, alguns conhecidos e outros não.



Também fizemos uma trilha, com os amigos brasileiros, até a praia do outro lado da ancoragem encontramos muitas conchas, chamadas “lambi” que contém um molusco que é um dos pratos típicos daqui. Eu experimentei e achei bom, sabor suave como frango.


Dois dias antes de sairmos, mergulhamos na encosta da ancoragem e mesmo com a água um pouco turva, devido as ondas formadas pelo vento constante, vimos muitas espécies de peixes… amarelos, azuis, alaranjados, vermelhos e o mais especial do mergulho foi ver o peixe trombeta, lindíssimo. Nos seis anos no Mediterrâneo não vimos o que vimos aqui em apenas um dia. Além disso estamos com temperatura média de 28 C° e a Europa enfrenta tempos frios agora, o que não deixa saudades.
Sair da Europa e chegar aqui nas pequenas cidades, dos países caribenhos, requer uma adaptação. As ilhas aqui parecem ainda intocadas, aqui onde estamos tem somente a infraestrutura mínima para atender a pequena população local. Não há hotéis e resorts, as vilas que conhecemos não tem o charme daquelas do Mediterrâneo, preparadas para encantar o turista. O comércio local resume-se a um ou dois mercadinhos e barracas de frutas e vegetais, onde pode-se comprar côco, inhame, mexerica… há pouca oferta de vegetais e os preços em geral são mais caros que na Europa. Vimos no mercado 200 gramas de café a 44,00 dólares caribenhos, que dá 88,00 reais. A água mineral de 5 litros custa 26,00 reais e no posto de combustível, para colocar água no tanque do barco, custa 0,25 dólares caribenhos por litro… temos capacidade para 300 litros, então pagamos 150,00 reais. Os preços são um absurdo.
Creio que o que torna o Caribe espetacular é o clima quente e a natureza, com lindas paisagens, águas claras, poder mergulhar na popa do barco e encontrar uma quantidade incrível de vida marinha, é maravilhoso!
Outro fato interessante é que o arco do Caribe é composto por vários pequenos países, que antigamente eram colonias inglesas, francesas, holandesas e que ficaram independentes. Por isso a população é praticamente toda negra, já que as colônias trouxeram os escravos para trabalhar nas terras quando as dominaram. As ilhas são bem próximas e com navegadas curtas podemos nos mudar de um país para outro.
Estamos só no começo e temos muito a conhecer e aprender por aqui. A cada dia vamos nos adaptando e descobrindo as particularidades dos lugares por onde passamos e curtindo cenários lindíssimos criados pela mãe natureza!
Namastê 🙏🏻
30 de janeiro de 2024. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Carriacou, Grenada 🇬🇩
Cacilda e Renato. Acompanhei a travessia, como sempre, pois estou com vocês nesta exploração dos mares e lugares do mundo, onde poucas pessoas terão oportunidades de estar. Já disse isto outras vezes!!!!! Continuo curtindo muito seu relato, Cacilda, as fotos e os detalhes pitorescos que você muito bem sabe relatar. Se eu não comento aqui, é porque muitas vezes acaba passando o tempo. Mas faço questão sempre de ler tudo e me transportar com vocês nestas viagens exploratórias. Por favor, relate sempre que possível.
Grande abraço a vocês.
Euclesio
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Olá!!!!
Estão bem pertinho do Brasil… Pretendem voltar à Ilha Grande?
Vi que encontraram Carol e Ayres… ótimos amigos…
Beijinhos em todos
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Que SUPER Caci! Deve estar sendo uma experiência incrível esta de vcs. Assim como diversos relatos, também adoro ler cada postagem de vcs. A sua escrita é clara, divertida, possibilitando a gente se transportar para os locais paradisíacos que descreve. Super beijo pra todos vcs! Saudades. ❤️❤️❤️
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Reencontro bom demais!!!! Até que enfim conseguimos nos ver nesse marzao!!
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Então…tem como não se encantar com esse relato tão minucioso que nos faz sentir comi se estivéssemos viajando junto deles…
Aberta a nova temporada de relatos exuberantes da vida e dos lugares lindos por onde passam…
Um abraço ao Capitão Renato e seus tripulantes Caci e Belinha.
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