Uma das boas coisas que temos a oportunidade de fazer durante o tempo que estamos visitando um lugar diferente, sem dúvida, é conhecer sua história, suas tradições e contemplar os lugares e obras mais significativas.
A convite dos amigos do SV Tartuga e aproveitando nossa ancoragem no sul de Malta fomos conhecer dois templos muito antigos, construídos antes das conhecidas pirâmides do Egito.
Templo Hagar Qim de Malta – Uma das maravilhas megalíticas de Malta (do grego mega, megalos, grande, e lithos, pedra, designa uma construção monumental com base em grandes blocos de pedras rudes) é o misterioso templo Hagar Qim, localizado em uma colina no sul da ilha, próximo ao mar, considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
Entre 3600 e 3200 aC, as civilizações neolíticas ergueram este incrível complexo de pedra usando técnicas bastante avançadas. Devido ao excelente estado de conservação do templo, acredita-se que o mesmo poderia ter sido coberto por uma abóbada de pedra que o protegia do sol e da chuva.
Além disso, em uma de suas paredes está o maior megálito da ilha, com 5,2 metros de comprimento e 57 toneladas. Os construtores do templo usaram pedras esféricas e rampas para colocar essas pedras grandes verticalmente.
Sem dúvida, a parte mais impressionante do templo de Hagar Qim é o buraco elíptico em um dos megálitos que permite a entrada de luz durante o solstício de verão e ilumina uma laje localizada diretamente em frente a ele. Um momento único! histórico Templo Hagar Qim é a chave para compreender a história de Malta desde os primeiros assentamentos da ilha. No interior, restos de esqueletos de animais domésticos foram encontrados, sugerindo que o templo era usado para sacrifícios de animais ou para manter gado. Além disso, a forma do templo e a presença de altares levantam a possibilidade de que fosse usado para rituais religiosos.
Em escavações arqueológicas, também foram encontradas estatuetas no formato de uma grande mulher, de modo que o templo de Hagar Qim pode ter sido dedicado à divindade da fertilidade. Estas figuras, juntamente com pilares de pedra esculpidos com motivos vegetalistas, estão expostas no Museu Nacional de Arqueologia de Valletta.
Templo Mnajdra – A 500 metros de Hagar Qim está o Templo Mnajdra. Datado de 3000 aC, é construído em pedra calcária e está localizado junto a uma falésia. Neste caso, o templo está alinhado com as estrelas de tal forma que a luz entra por um orifício no salão principal durante o solstício de primavera e outono.

É incrível imaginar o conhecimento astronômico dessa antiga civilização que já o dominava e se beneficiava dos fenômenos naturais do solstício e do equinócio (marcam o início das estações do ano e estão relacionados à incidência dos raios solares e à inclinação da terra).
Além de nos encantarmos vendo tudo isso, foi geral a sensação de quietude e paz que sentimos nestes templos. Valeu Malta por preservar sua história. Namastê! Fonte: http://www.disfrutamalta.com
19 de junho de 2021. Morando a bordo do SV Pharea em Malta, mar Mediterrâneo.



e cafés alinhados ao longo do passeio, que recebem malteses e turistas principalmente nos fins de semana.
lagostin, moreias, e também há roupas, calçados, eletrônicos, utilidades domésticas, frutas, verduras, legumes e
grandes bancas de doces muito apetitosos. Há também barracas de souvenirs e as tradicionais toalhas de mesa de renda maltesa com acabamento em crochê, muitas delas representando a cruz dos Cavaleiros de Malta. Pequenas peças decorativas feitas em argila. Conservas caseiras de alcaparras e bancas de temperos parecidas com as da Itália.
A feira acontece na calçada entre a rua e à beira mar e mescla-se entre os restaurantes e cafés ao longo do calçadão. A baía é linda! Em frente à cidade só atracam barcos de pesca e eles são um charme. Seguem o mesmo modelo do barco de pesca usado pelos Fenícios, que estiveram aqui por volta do ano 800 antes de Cristo.
As cores usadas nestes barcos de madeira, chamados de “Iuzzu”, vermelho, verde, amarelo e azul criam um efeito paisagístico particular quando refletem no azul do mar e esses barcos tem também a pintura do “olho de Osíris” na proa, como é a tradição.
É possível ver nas rochas, na entrada da baía, estruturas de defesa usadas na Segunda Guerra Mundial e ao redor de Marsaxlokk os postos militares que foram construídos pelos britânicos para defender o porto e a vila.
Passamos onze dias aqui curtindo esse lugar maravilhoso e também a companhia de amigos.
Todo o fim de tarde íamos andar com a Bella no calçadão, passando pelos restaurantes enfeitados com flores, apreciando o visual dos barquinhos de madeira enfeitando a baía e sem nenhuma preocupacao com o bote, que paravamos num lugar seguro e privilegiado.
Os retângulos entalhados na rocha e outros tanques simplesmente feitos pelo desgaste natural das rochas ao longo do tempo, bem interessante!
Retornamos para a baía de Mellieha e ficamos por mais uma semana, queríamos nos encontrar com nossa amiga maltesa Marita e o Manu, que conhecemos em Monastir. Nos reunimos para um café fim de tarde e nos contaram dos planos para ir a Monastir buscar o barco deles e voltar para curtir o verão aqui em Malta. Amigos super queridos e prestativos, adoramos o encontro.






