Navegando pela Costa da Espanha 🇪🇸

Saindo de Cartagena navegamos até Garrucha, cerca de 100 km, o mar estava bem mexido com ondas laterais o tempo todo, deixando a velejada bem desconfortável até que finalmente alcançamos o porto de Garrucha, onde paramos para pernoitar. Junto ao porto há uma marina, porém para o vento sudoeste que estava entrando, ela era desabrigada e o swell levantava ondas dentro da baía.

Atracamos o barco “along side” no píer com a ajuda de um marinheiro, prendemos os cabos de bombordo junto ao pier e mais outros dois de proa e de popa a boreste para manter o barco afastado do píer, evitando que o barco fosse empurrado contra o pier. Estávamos devidamente atracados, porém, com o barco pulando ondas parecia estarmos montados num touro bravo. Checamos todos os cabos e decidimos dar uma volta na marina e pela pequena cidade, esperando que o tempo melhorasse um pouco para voltarmos para o barco.

Quando passamos o dia navegando, ansiamos por esticar as pernas e andar um pouco, inclusive a Bella, que fica esperando pela hora do seu passeio diário em terra.

Quando retornamos do passeio o vento havia acalmado um pouco e descansamos para seguir velejando na manhã seguinte, pois o Renato havia agendado a visita do profissional que vai fazer o pulpito de proa, para o dia seguinte a nossa chegada em Aguadulce (20/09).

Agora estamos prestes a completar nosso tempo por aqui, este é o nosso sexto ano navegando ao redor do Mediterrâneo, iniciamos na Croácia em março de 2018, depois seguimos para Montenegro, Grécia, Itália, Tunísia, Malta, Turquia, França e agora Eapanha.

Desde que saímos das Ilhas Baleares em direção a costa da Espanha temos navegado sempre com muito swell entrando de través (pela lateral do barco) e muitas vezes com corrente contra. O fato é que a costa da Espanha tem uma configuração geográfica mais reta, com poucas reentrâncias que formam as baías mais abrigadas. Apesar de toda a costa ser pontilhada por inúmeras cidades, umas bem próximas das outras, não há baías abrigadas para ancoragem e tambem não são todas as cidades que tem marina para parar e as que tem, o preço é elevado.

Sentimos falta das inúmeras e boas ancoragem que desfrutamos na costa sudoeste da Turquia. As vezes eram suficientes apenas 20 minutos para nos movermos e ancorarmos abrigados das mudanças da direção dos ventos.

Saudades também das marinas públicas da Grécia que tem preço super acessivel, mas agora, nessa pernada de saída do Mediterrâneo, o rumo é sempre para oeste e vamos nos adaptando e cumprindo, na medida do possível, o calendário que nos propomos para cruzar o Oceano Atlântico no final deste ano.

Namastê 🙏🏻

19 de setembro de 2023. Morando a bordo do veleiro SV Pharea em Garrucha, Espanha 🇪🇸

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About Sailing Vessel Pharea

Eu, meu marido Renato Teixeira e a Bella, nossa Yorkshire, moramos a bordo e estamos conhecendo muitos lugares dando volta ao mundo em um veleiro. Namastê 🙏🏼
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