Encontrando “tesouros” no mediterrâneo ðŸ‡¹ðŸ‡·

Com o calor que estamos tendo aqui no hemisfério norte, o melhor horário para ir em terra passear na cidade é a noite, já durante o dia para se refrescar, um banho ou mergulho na popa do barco é perfeito.

A água do mar está quente agora e há muitos lugares que ela se mistura com águas doces superficiais, que são geladinhas, ficando mais refrescante.
Quando estávamos em Saint Nicholas, mergulhando com snorkel, encontrei um polvo e acompanhei por alguns minutos a sua linda e escorregadia caminhada pelas pedras no fundo do mar, neste dia achei algumas conchas (o que não é comum encontrar por aqui), vi alguns restos de ânforas (que usavam para colocar o azeite de oliva) e também achei um brinco feminino de bijouteria. Mas… numa outra ancoragem em Killei, estávamos mergulhando com amigos e eu encontrei algo mais raro… um anel masculino, de prata, com alguns detalhes interessantes que nos motivou a buscar mais sobre o significado da insígnia que há no anel, veja o que encontramos: “O desenho se trata de uma Tughra, é um monograma caligráfico, selo ou assinatura de um sultão otomano que era afixada em todos os documentos oficiais e correspondências. Também era esculpida em seu sinete e gravada nas moedas cunhadas durante seu reinado. Muito elaboradas, tinham versões decoradas para documentos importantes e eram consideradas obras de arte na tradição da Iluminura Otomana.
Este anel em especifico tem a tughra do Sultão Mamude II do Império Otomano. Lê-se: “Mamude Cã filho de Abdulamide e significa: é vitorioso para sempre”.
A tughra era desenvolvida no início do reinado do sultão e desenhada pelo calígrafo da corte ou nişancı em documentos escritos. A primeira tughra conhecida pertencia a Orcano I (1284-1359), segundo governante do Império Otomano e evoluiu até chegar à forma clássica da tughra do sultão Solimão, o Magnífico (1494-1566).
Elas tinham uma função semelhante à Cartela dos Faraós ou ao Monograma Real dos monarcas ocidentais. Todos os sultões otomanos tinham uma tughra individual”. Bem, o anel que achei é uma réplica usada tradicionalmente pelos turcos, pelo valor representativo de sua história, e serviu direitinho no dedo do Renato, tem haver com ele… por vezes olho para ele e me parece um Sultão 😍🤣
E das conchinhas que encontrei, juntando com outras que já tinha, fiz dois quadrinhos para decorar o barco, usando bastidores, tecido e cola e “voilà”…
Para quebrar um pouco o calor, fizemos uma capa, colocada sobre a retranca.

Ela mantém a circulação do ar e faz sombra nas gaiutas e vigias, diminuindo o calor interno e aumentando a área sombreada, além do dog house e do bimini.

Com a Bella, dobramos a atenção para mante-la sempre hidratada e alimentada, pois no calor ela geralmente perde o apetite. Também corto o pêlo dela com a máquina, para ficar mais fresquinho.

E assim passamos os dias quentes de verão, sempre descobrindo um pouquinho mais da rica história da Turquia 🇹🇷⛵🌍. Namastê 🙏🏻🇹🇷

15 de julho de 2022. Morando a bordo do veleiro SV Pharea na Turquia 🇹🇷.

Sobre Sailing Vessel Pharea

Eu, meu marido Renato Teixeira e a Bella, nossa Yorkshire, moramos a bordo e estamos conhecendo muitos lugares dando volta ao mundo em um veleiro. Namastê 🙏🏼
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Uma resposta para Encontrando “tesouros” no mediterrâneo ðŸ‡¹ðŸ‡·

  1. Mario Sérgio Sedrez disse:

    Parabéns pelo achado e a descoberta de tanta história que há neste anel.
    O quadro ficou interessante.
    Saúde e felicidades a todos os tripulantes. Bons ventos

    Curtir

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