A ponte se moveu e a Pharea passou, cruzando o canal de Lefkas ­čçČ­čçĚ

Dia 01 de setembro, deixamos cedinho a ancoragem de Antipaxos e rumamos para a Ilha de Lefkas ainda em dire├ž├úo ao sul, onde passaremos por um ┬ácanal, margeado por duas fazendas marinhas e uma grande marina.
Nesta manh├ú apreciamos o nascer do sol numa espetacular e grande bola laranja… subindo do mar… como a muito tempo n├úo v├şamos. O mar estava calmo e sem vento, vimos v├írios peixes voadores, passamos pela linha batim├ętrica de 200 metros de profundidade e fomos contemplando o mar e a costa, mesmo um pouco encoberta e com baixa visibilidade.
O Comandante acionou via r├ídio para obter informa├ž├Áes sobre os procedimentos e hor├írio de travessia, pr├│ximo haviam outros veleiros esperando para a entrada, como a informa├ž├úo via r├ídio foi de que pod├şamos ir avan├žando, l├í fomos n├│s e os outros veleiros vieram nos seguindo. Logo no come├žo do canal visualizamos a ponte flutuante, que se move para os barcos passarem, diferente das pontes elevadi├žas… ela simplesmente desliza para um dos lados, sai do canal e espera a passagem dos veleiros para depois retornar. Muito legal!

Na entrada do canal h├í uma prainha de ├ígua transparente, linda! Do lado oposto uma fortaleza hist├│rica e um belo farol. As┬á12 horas, soaram 2 apitos breves e um terceiro bem longo e a ponte come├žou a se movimentar. Primeiro subiu uma lateral e depois girou 90 graus abrindo o caminho para os veleiros passarem, nos dois sentidos… muito bacana estavamos na expectativa para saber como era a passagem….
Passamos a ponte, seguindo o canal passamos pela grande Marina de Lefkas, pier muito organizados e com grande ├íreas de manobra e logo na sequ├¬ncia, sentimos um forte odor e vimos que est├ívamos passando por um lix├úo (n├úo d├í para chamar de aterro sanit├írio) e mais adiante sa├şmos do canal e como a ├ígua ainda estava turva, prosseguimos a procura de um ponto de ancoragem. Paramos numa ba├şa com praias, Marinas, ferry boat e t├íxi boat mas com muita profundidade e decidimos por seguir em frente e procurar outro local mais adequado e com menos muvuca.
Ancoramos numa enseadinha bel├şssima em Dessimou (38┬░40.401’N / 20┬░43.318’E) com ├ígua azul piscina e muito transparente. Havia uma escuna com turistas mas tudo bem organizado, sem gritaria nem m├║sica alta… ao longo do dia chegaram lanchas e veleiros para curtir a praia de seixos rolados, tomar banho de mar e no final do dia ficamos sozinhos no para├şso kkk. Pela manh├ú (02/09) acordamos e tomamos um banho de mar, ├ígua transparente a 32 graus, simplesmente maravilhoso! Levantamos┬á├óncora e rumamos mais ao sul da ilha Lefkas. Ancoramos numa enseada em frente a uma bonita vila chamada South Bay (38┬░38.307’N / 20┬░41.892’E com 10 m), com belas casas no alto da montanha, e uma prainha cheia de guarda s├│is, descemos de bote e o deixamos no pier p├║blico, andamos na rua da praia e fomos ao mercado, tudo isso com a Bellinha que j├í estava a um dia sem sair para sua caminhada e corrida atr├ís de p├íssaros e lagartinhos verdes.
O Renato estudou o deslocamento dos pr├│ximos dias, pois tem previs├úo de ventos fortes, com rajadas de 40 knots, em toda a regi├úo que estamos. Decidimos nos abrigar em Astakos e assim, levantamos ├óncora┬áe paramos um pouco antes numa enseadinha chamada Kastos, onde almo├žamos e passamos a tarde tarde. Eu havia preparado uma Mousaka (a minha moda) para o almo├žo, com os ingredientes que compramos na ancoragem anterior.

No final do dia come├žou a entrar bastante ondula├ž├úo, rajadas de 25 knots e o Renato resolveu ir para nosso local escolhido como abrigo, em Astakos, no continente, chegando l├í, ancoramos em frente a cidade (38┬░31.751’N / 21┬░4.626’E, 10-20m) e de frente para o Monte Veloutsa, com 930m, j├í era in├şcio da noite… bom poder ancorar e descansar.
Tem sido incr├şvel conhecer estas ilhas gregas, lindas formas, muita rocha exposta variando de cores conforme a ilumina├ž├úo do sol e tamb├ęm muitas cavernas onde a rocha cede, algumas bem grandes onde as lanchas e catamar├ús chegam bem perto, todas muito lindas e com algo diferente que nos encanta e assim, aos poucos, vamos seguindo nossa viagem a bordo da Pharea, na companhia da nossa mascote Bella, que est├í sempre com seu nariz ao vento e alerta, latindo quando ┬áalgu├ęm passa pr├│ximo da Pharea, seja nadando, no bote, no stand up ou at├ę outro veleiro ou lancha passando mais perto do que a dist├óncia que ela considera “o limite” ­čśÇ­čÉż­čśÇ­čÉż. Namast├¬ ­čÖĆ­čĆ╝.
Dias 634 e 635. Morando a bordo, Ilha Lefkas, Gr├ęcia ­čçČ­čçĚ. Dia 01 e 02 de setembro de 2018.

Sobre Sailing Vessel Pharea

Eu, meu marido Renato Teixeira e a Bella, nossa Yorkshire, moramos a bordo e estamos conhecendo muitos lugares dando volta ao mundo em um veleiro. Namast├¬ ­čÖĆ­čĆ╝
Esse post foi publicado em #Svphareanagrecia­čçČ­čçĚ. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ├şcone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Voc├¬ est├í comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Voc├¬ est├í comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Voc├¬ est├í comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Voc├¬ est├í comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s